Balanço de 2017

Balance
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Tal como no ano passado, em chegando o final do ano gosto de fazer uma retrospectiva e perceber o que fiz e o que deixei por fazer. No final de 2016 tinha deixado um post com uma série de intenções para 2017, e posso começar por os rever.

– Um ano de descanso das viagens, já que 2016 tinha sido tão intenso. Como puderam ver aqui pelo blog, isso foi um objectivo mais que cumprido, já que andei alegremente a passear dentro de portas, a conhecer locais novos como Mértola e Aljezur onde ainda não tinha ido. Infelizmente era para ter ido também a Montesinho em Abril, mas as minhas costas não me deixaram ir a lado nenhum. Viagem adiada apenas.

– Apesar de ter dito que ia apostar em 40 livros no Goodreads, acabei por me propor a ler 50 (sem pressão). Com certeza que ultrapassei este número, porque nem todos os livros gratuitos a que tenho acesso acabo por rever, mas não sinto que tenha andado a correr para cumprir calendário, nem tive de fazer concessões aos títulos que escolhia. Como sempre, li apenas o que me apeteceu. Muitos livros valeram a pena este ano, desde BD do Sandman, a ficção científica fenomenal de Dan Simmons, empréstimos de amigos e muita coisa do Netgalley. Foi um ano em cheio, e tecnicamente ainda me falta um livro para atingir os 50.

– Continuar a  ler Agatha Christie e Terry Pratchett foi o mais retumbante fracasso. Não li nenhum de Terry Pratchett e o que li de Agatha Christie era tão mauzinho que nem me dei ao trabalho de falar dele aqui, e vacinou-me para o resto do ano. Enfim, estas coisas são uma maratona não um sprint, e fretes não se fazem, por isso voltarei a eles um dia.

– Acabar a saga do Sandman do Neil Gaiman, que comecei em 2016, era outro dos objectivos. No entanto, por variadíssimas razões, este foi um projecto que andou devagarinho este ano, e ainda me falta o décimo volume. Com certeza acabará em 2018.

– Continuar rodeada de poesia. Acho que esse foi um objectivo superado, já que publico recorrentemente poesia de expressão portuguesa no blog, e isso faz-me estar sempre muito atenta e pesquisar muito. Continuará a ser uma coisa que faço com prazer, por isso poesia espera-se neste estaminé.

De resto foi um ano de pausa, com algumas complicações de saúde minhas e muitas na família, um ano de recuperar baterias e energias, e fazer um ponto de situação interior. Neste momento estou em modo de meditação e preparação para o ano que se avizinha, que espero que seja melhor que este a todos os níveis.

Boas leituras.

 

 

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Balanço de 2016

balanco

Chegados a esta altura do ano impõe-se fazer um balanço de como foi 2016, o ano em que retomei a escrita de blogs depois duma paragem de quase 10 anos, dum modo totalmente diferente.

Foi essencialmente um ano cheio de livros e viagens, duas das minhas coisas favoritas. Depois de muitos anos a sonhar com isso, consegui finalmente pôr de pé o projecto da viagem a São Tomé, paraíso sonhado desde muito nova, e não fiquei nem um bocadinho desiludida. Foi tal e qual como idealizei e melhor ainda. Conheci pessoas fantásticas, paisagens deslumbrantes, e fiquei com o bichinho de voltar mais vezes, sempre que o orçamento o permitir, porque, apesar da ilha ser pequena, é gigante em tesouros para descobrir. Falta muita coisa para ver e conto os dias para voltar.

Tive também a sorte de ganhar uma viagem a Phuket através do concurso da Autoridade de Turismo da Tailândia, e assim cumprir mais um objectivo pessoal de viajar até ao Sudeste Asiático, esse local mítico de pessoas sorridentes. Uma viagem mais curta mas muito interessante e cheia de coisas bonitas para ver. Ficou a vontade de voltar e explorar melhor toda a zona.

Mas também de livros se fez 2016. 60, a acreditar na estatística do Goodreads, que sendo eu um bocadinho obsessiva compulsiva estará certa com certeza. Desses, apenas 4 têm a nota máxima. O que para mim faz sentido, muitos livros são bons, mas poucos são sublimes. Estas quatro se-lo-ão com certeza, e todos foram falados aqui:

  • Pauline Chiziane – um olhar muito feminino sobre a poligamia disfarçada, e a riqueza da literatura africana num só livro. Forte e bonito.
  • Neil Gaiman – No ano em que comecei a reler a saga do deus dos sonhos, este foi para mim o mais bonitos dos tomos que me foi dado ler até agora. Ainda faltam 3 volumes, venha 2017.
  • Helen Simonson – uma escritora que eu não conhecia, mas que fiquei rendida. Já tenho o primeiro livro dela no Kindle para ler em 2017.
  • João Sem Medo – Porque tinha de haver um livro português nesta lista, já que há tantos e tão bons. Este é maravilhoso, delicioso, e nunca me cansarei de o divulgar. Ainda este Natal o ofereci a um amigo secreto!

2016 foi também o ano de regressar à poesia. Para já como espectadora, que ainda é cedo para partilhar algo de meu, mas foi com um poema que este blog nasceu, e espero que 2017 seja um ano cheio de poetas portugueses nestas páginas. Para já estou a investigar o que por aí se faz neste século XXI para depois aqui mostrar, seguindo o único critério relevante para mim, que é eu gostar ou não gostar.

E este blog teria sido certamente diferente se eu não tivesse aderido logo em Janeiro ao Netgalley, o site que me tem providenciado livros ainda antes de serem lançados no mercado, alguns deles entre os melhores que eu li este ano. Um mundo novo de oportunidades de leitura se abriram graças a este site, e a única coisa que tenho de fazer é o que já fazia antes, deixar uma critica no Goodreads.

Foi um ano cheio, obrigada por estarem desse lado, agora venha 2017. Boas festas para todos.