Ainda Tenho um Sonho ou Dois

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Quase tanto como de livros, o Peixinho gosta de música. Enquanto as outras meninas iam para casa depois da escola e viam a Candy Candy, eu ficava deslumbrada a ver o Top of the Pops que dava na RTP na minha infância, e a ver um homem dançar com um ramo de rosas no bolso de trás das calças (Morrisey) ou um homem de lábios pintados (Robert Smith) e perguntava à minha mãe porque é que eles faziam aquilo.

O fascínio pela música diferente ficou, e sempre me acompanhou em todas as fases da vida, passando por (quase) todos os estilos musicais.

Com as bandas portuguesas passou-se o mesmo e eu sempre fiquei fascinada por coisas diferentes e fora dos circuitos comuns da rádio. O que me leva ao que vos venho falar hoje. Deu a semana passada na RTP2 um documentário sobre uma das bandas portuguesas mais experimentais e incatalogáveis, os Pop Dell’Arte. O documentário foi realizado pelo Nuno Duarte, que é normalmente conhecido por Jel, e está muito bem feito.

É documental sem ser chato, mostra as realidades sem ser melodramático, e tem testemunhos em primeira mão dos (muitos) artistas que passaram pela banda. Confesso que um ou dois me surpreenderam, não fazia ideia que tinham tocado com eles (por exemplo JP Simões).

Aconselho a todos os que são fãs, os que querem saber mais sobre música portuguesa e sobre a nossa história cultural. E para que não fiquem a lamentar ter perdido, deixo em baixo os links para o documentário, que está disponível no RTP Play. Verdadeiro serviço público da estação.

Boas Leituras e Boas Cantorias

Documentário aqui

Música que dá título ao filme e ao post aqui

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Vencedor Man Booker 2018

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Há algumas semanas vim aqui partilhar quem eram os finalistas do Man Booker 2018 e as minhas impressões sobre cada um apreciando apenas a sinopse.

Ontem foi finalmente anunciada a vencedora deste ano, que era a primeira finalista, Anna Burns com Milkman. Tal como disse no artigo anterior, parece-me uma aposta interessante e que tenho vontade de ler, contrariamente ao vencedor do ano passado, que me parece apenas chato.

Pelo que leio nos comentários é daqueles livros que se ama ou odeia, por isso considero um desafio lê-lo. Hei-de fazê-lo em breve.

Boas Leituras!

Fim de Semana em Constância

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Ler – A actividade principal do fim-de-semana

Ora depois de andarmos aqui em bolandas, decidimos que o melhor mesmo era aproveitar o previsivelmente último fim de semana de bom tempo e rumar a um sitio perto que ainda não conhecêssemos. A escolha recaiu em Constância, uma vila não muito longe de Lisboa, onde o Zêzere encontra o Tejo, e é isso que a torna especial.

Partimos na sexta para aproveitar o feriado, e fomos direitos ao Castelo de Almourol, outro dos sítios que ainda não conhecíamos. No caminho parámos no Restaurante Almourol para um almoço calmo, e ficámos agradavelmente surpreendidos. Apesar de muito cheio (para a próxima reservamos), o serviço foi bom e a comida bastante interessante. Eu comi um lombo de fataça, peixe que desconhecia, e fiquei fã. O peixe no forno do outro Peixinho já não estava tão bom, por isso win some lose some.

Se chegarem cedo, ou reservarem conseguem ainda uma bela vista para o Tejo que passa mesmo ali ao lado. Recomendo, gostámos muito.

Dali fomos então ver o Castelo de Almourol, para desmoer e conhecer mais uma coisa nova. É realmente bonito, numa paisagem privilegiada, mas para apanhar o barco até lá implicava esperar ao sol, e resolvemos deixar para outra vez. Estará agora uns dias fechado para renovações, mas não será muito tempo.

Finalmente rumo a Constância, ou melhor uma quinta sossegada a cerca de 2kms, que foi a nossa morada durante os 3 dias do fim de semana. Foram uns dias mesmo para descansar. Além dum passeio a Constância à beira Tejo e Zêzere, ainda fomos almoçar ao Dom José Pinhão, um restaurante simpático. Mas a maioria do tempo foi passado a ler à beira de piscina ou a passear pela quinta para ver os animais.

Já fazia falta um tempo assim, relaxado e sem mais preocupações que o grupo gigante de pessoas que ficaram na casa ao lado com uns miúdos que aparentemente tinham pilhas para gritar quase 24h por dia e cujo principal passatempo era fazerem bombas na piscina. Mas não pode ser tudo perfeito, se não custa mais voltar a trabalhar.

Mas Constância é uma zona simpática, com uma envolvente bonita e onde se come uma bela comida ribatejana. Eu pessoalmente recomendo a fataça, que não conhecia, mas que fiquei muito fã. E claro, tem uma imensidão de sítios bonitos e sossegados para ler.

Bons passeios e boas leituras!

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O Castelo de Almourol
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A piscina, local onde se passou toda a leitura
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O Zêzere e o Tejo encontram-se em Constância
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Fataça, uma iguaria que passei a conhecer

Finalistas do Man Booker 2018

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Foram anunciados a semana passada os seis finalistas do prémio Man Booker 2018. Desta vez não conheço nenhum, apesar de reconhecer algumas capas do Netgalley. Na realidade 3 destes livros foram previamente disponibilizados por esta plataforma, o que me deixa a pensar que tenho que dar mais atenção aos livros que por lá andam e tentar escolher os certos.  Deixo-vos aqui embaixo a lista com as minhas impressões.

Anna Burns, Milkman (Faber & Faber): Livro de escrita original, frases e parágrafos longos e história densa. Parece interessante, já que se passa em Belfast no final dos 70’s, altura conturbada e cheia de instabilidade social. Fiquei com vontade de ler.

Esi Edugyan, Washington Black (Serpent’s Tail): A história dum rapaz de 11 anos, escravo, e de como consegue passar a homem livre, com ajudas improváveis. Não me pareceu o meu género de livro pelo que li na sinopse.

Daisy Johnson, Everything Under (Jonathan Cape): baseado em mitos e contos de fadas, é também um livro sobre linguagem, e uma viagem às memórias de infância. Tem excelentes criticas este primeiro trabalho da escritora, mas não sei se me entusiasmou.

Rachel Kushner, The Mars Room (Jonathan Cape): Uma história sobre uma mulher condenada a duas penas de prisão perpétua na Califórnia, este livro dividiu os seus leitores. As criticas são muito boas, ou muito más, mas a mim deixou-me curiosa o suficiente para lhe querer pegar.

Richard Powers, The Overstory (William Heinemann): um livro de ficção ambiental, sobre o poder das árvores e o modo como o homem se distancia dos outros habitantes do planeta. Mais um que divide opiniões, mas que me despertou bastante interesse.

Robin Robertson, The Long Take (Picador): a história dum soldado canadiano da Segunda Guerra Mundial que vai tentar fazer vida como jornalista em Los Angeles no pós-guerra. Os seus traumas e as suas dificuldades encontram espelho na decadência da cidade à sua volta, tudo isto permeado com poesia. Parece-me uma aposta segura.

Se leram algum, partilhem a vossa opinião.

Boas leituras!

Uma Nova Livraria

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Foto daqui

Pode sempre parecer estranho nos dias que correm uma nova livraria que abre, quando a tendência é vê-las a fechar e cada vez mais as pessoas que lêem são uma raridade. No entanto ainda vamos tendo algumas boas surpresas, como nos dá conta esta entrevista do Público.

Se razões nos faltassem para (mais) uma visita ao Porto, agora temos mais um motivo para dar lá um saltinho, conhecer a Trezor, escolher um livro, folheá-lo e discuti-lo enquanto bebemos uma cerveja. Tudo isto sem recorrer ao telemóvel, claro, esse grande inimigo da leitura. Se forem até lá antes de mim, digam-me o que acharam.

Boas leituras!

 

 

 

 

Um Dia nas Aldeias de Xisto

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A vista da nossa casa na Comareira, sempre acompanhados. 

Apesar de ter passado a maior parte das férias a desfrutar de Lisboa, ainda consegui dar um saltinho à zona centro para ver se apanhava uns sítios catitas para relaxar e descansar. Como falei num post anterior, passámos por Mirando do Corvo para conhecer o Parque Biológico da Serra Lousã, e aproveitámos que já estávamos a meio caminho para dar um salto à dita Serra.

O plano inicial era ir almoçar a um dos nossos restaurantes favoritos, O Burgo, que se situa numas piscinas naturais e tem uma comida mesmo serrana boa, mas tanto eu como o outro Peixe já tivémos estômagos mais fortes, e depois de uns dias na zona centro já não conseguíamos pensar em cozido do Talasnal, nem veado com castanhas, nem nada dessas coisas elaboradas mas pesadas. Assim andámos por sítios mais modestos mas mais leves, e adequados às estradas sinuosas da montanha. E depois de almoço lá partimos na romaria pelas aldeias do xisto da zona.

Começámos pela Aldeia da Pena, só que viémos pelo sítio errado. Se se aproximarem vindos de Góis têm uma bela estrada alcatroada até ao local, e chegam lá sem problemas. Se, como nós, vierem do lado da Lousã, o meu conselho é não vão. A não ser que tenham um jipe ou um carro capaz de aguentar uma forte descida por estrada de terra batida e pedras soltas. Foi a segunda vez nestes poucos dias fora que pusémos o nosso boguinhas nestas andanças, eu acho que ele já anda a contar os dias para se ver livre de nós.

De qualquer modo, lá chegados, a paisagem é belíssima. A aldeia é num pequeno vale, com uma ribeira, rodeada pela paisagem dramática dos penedos de Góis. Muito impactante, consigo imaginar-me a passar umas belas tardes a ler à beira daquela ribeira fresquinha. Demos um pequeno passeio a pé pela aldeia, tirámos umas fotos para ir pondo no Instagram, respirámos fundo e atacámos novamente a subida pela terra batida.

A paisagem cá de cima é ainda mais bonita. Quando chegamos ao cimo da serra vê-se dum lado a pequena aldeia de Aigra Velha, e do outro uma paisagem de montes e vales a perder de vista. Para quem, como eu, tem vertigens, chega a ser demasiado intenso. Continuando a descer a estrada vamos desembocar na aldeia de Aigra Nova, que é o coração destas aldeias renovadas, e onde temos um Museu Etnográfico, uma loja com produtos típicos da região e se podem fazer várias actividades serranas, mediante marcação prévia.

No final viemos parar ao local onde íamos dormir (se bem que há alojamentos em todas estas aldeias, é só escolherem a que vos apela mais), a Comareira. Pelo que percebemos a aldeia tem apenas uma habitante, uma pastora idosa com o seu pequeno rebanho de cabras, 2 cães e 4 gatos. As cabras só vimos passar, mas os restantes animais vieram fazer-nos companhia ao jantar e ao pequeno-almoço do dia seguinte, desejosos de festas e algum petisco que lhes déssemos.

A Comareira, que tivémos a sorte de estar deserta de outros turistas, foi um paraíso de silêncio, tranquilidade e bela paisagem, e gostámos muito de lá estar. Este tipo de tranquilidade, mesmo que apenas por dois dias, faz maravilhas a recarregar as nossas baterias. Eu necessito de estar em contacto com o verde para me sentir de novo revigorada, e apenas preciso de fazer um pequeno (grande) esforço para não me deixar enervar muito com os verdadeiros atentados ambientais que o nosso país é tão pródigo, porque senão seria sempre incapaz de desfrutar fosse o que fosse.

Mas se pensarem num pequeno pedaço de tranquilidade onde se ouvem pássaros ao amanhecer, aconselho com certeza estas aldeias de xisto. Deixo-vos algumas imagens.

Boas viagens e boas leituras!

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Os penedos de Góis vistos da aldeia da Pena
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Aigra Nova
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Aigra Nova
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Um miradouro na Comareira
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A comissão de boas vindas da Comareira
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Sinais de outros tempos
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A leve descida até nossa casa
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O banquinho de leitura à porta
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O nosso pátio, sempre com companhia. 

 

Um dia em Miranda do Corvo

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Pirâmide do Templo Ecuménico de Miranda do Corvo, cujo vértice se v~e um pouco por toda a vila. 

O Peixinho, como já devem estar cansados de saber, não gosta mesmo nada de ter férias em Agosto, mas tem mesmo de ser. Há muito poucas coisas que se consigam fazer com qualidade e sem magotes de gente, mas há que continuar a tentar.

Este ano fomos tentar um local mais interior, mas ainda assim com algo para fazer, e rumámos a Miranda do Corvo com a ideia de visitarmos uma ou duas coisas catitas por lá.

A primeira impressão com que ficámos é que Miranda é uma vila fantasma. Tudo bem que é Agosto, mas a quantidade de gente que não se via em todo o lado era impressionante. Os cafés e restaurantes fechados (e sem papel a dizer férias), as casas para venda, casas em que a construção parou a meio davam a tudo um ar de que as pessoas a meio desistiram e foram para outro sítio qualquer. E não pensem que estou a exagerar, porque na vizinha Lousã, por exemplo, via-se muito mais gente a andar na rua e as coisas estavam muito mais vibrantes. Mistérios.

Miranda tem um centro engraçado, com umas esplanadas agradáveis, das quais só uma tem clientes. Escusado será dizer que foi a essa que fomos, e fomos sempre bem atendidos, apesar da obessão do sítio por kebabs.

Mas o ponto alto da vila é sem sombra de dúvida o Parque Biológico da Serra da Lousã e o Templo Ecuménico Universalista. Ambos valem a pena uma visita, e pode comprar-se um bilhete que inclua os dois.

Nós fomos visitar o Parque Biológico muito cedinho para fugir ao calor, e fomos recebidos pela Noz, a cadela serra da estrela que é a mascote do local. Muito meiguinha e brincalhona, andou connosco boa parte do percurso, até nos trocar por umas saudáveis corridas atrás de patos suficientemente ingénuos para se cruzarem no seu caminho. O facto de irmos cedo significou também que fomos antes da hora da alimentação, por isso quase todos os animais se aproximavam de nós para ver se já lhes trazíamos o mata-bicho. Uma maravilha.

O parque biológico está cheio de animais que são típicos do nosso país (ou foram em tempos, como o urso pardo, extinto há alguns séculos), o que torna a visita ainda mais especial. Para quem nunca viu um saca-rabos ao vivo, por exemplo, será com certeza uma experiência maravilhosa. Eu gostei muito e recomendo. Dá também para fazer várias actividades, vejam na página deles.

À tarde fomos visitar o templo ecuménico, que fica no alto dum monte, e se são daqueles que só não levam o carro para casa para dormir convosco, pensem duas vezes antes de ir, porque parte do caminho é em terra batida. Como o nosso boguinhas desde os 4 dias de vida que anda nestas andanças, já nem estranha, mas à saída demos um zig em vez dum zag, descemos pelo caminho errado e confesso que foi uma descida arrepiante. Mas valeu a pena. Não só as vistas lá de cima são maravilhosas, como a experiência da visita foi muito interessante. Suponho que seja diferente de pessoa para pessoa, por isso não vale a pena desvendar muito, mas só o local em si já fala muito ao coração.

Deixo algumas fotos como partilha, e recomendo uma visita a Miranda para visitar pelo menos estes dois sítios.

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Noz, a cadela do Parque Biológico da Serra da Lousã, que nos acompanhou parte do percurso. 
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Um gamo, à espera da hora da alimentação, que ainda não vinha connosco.
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Uma raposa já com qualquer coisa peluda na boca.
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O percurso dos 7 pecados que nos afastam do divino, à volta da pirâmide no Centro Ecuménico de Miranda. 
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Um cheirinho a Tailândia em Miranda. 

Roy Lichtenstein no Colombo

Roy Lichtenstein_01

À semelhança do ano passado em que o Colombo nos mostrou uma série de obras da Paula Rego e que o Peixinho deu conta aqui no blog, este ano a iniciativa “A Arte Chegou ao Colombo” traz-nos um dos pais da Pop Art, Roy Lichtenstein.

São 41 peças divididas em 4 categorias, por ordem cronológica e que são uma amostra representativa da obra do autor. A exposição pode ser visitada gratuitamente até dia 23 de Setembro, e é uma maneira de rentabilizar uma ida ao Colombo, para ser mais que uma tarefa que adormece o cérebro a ver montras sem fim.

Eu gostei bastante do espaço, o modo como cria um ambiente totalmente diferente da envolvente, e como se adequa perfeitamente às obras expostas. Aconselho a visita!

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Hopeless
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As I Opened Fire

 

Book Sharing Portugal

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É meu dever de Peixinho de encontrar e divulgar ideias bibliófilas novas que acho interessantes, por isso aqui vai mais uma que acabei de descobrir. Um bocadinho à semelhança do projecto internacional apadrinhado pela Emma Watson, I Believe in Book Fairies, temos agora por cá o Book Sharing Portugal.

A ideia é simples. Pegar em livros que gostamos e partilhar com outros anonimamente. Para isso temos uns autocolantes como o que vemos acima, que colamos na capa do livro, e deixamo-lo num sítio público para alguém o desfrutar. Idealmente fotografamos e documentamos nas redes sociais com #booksharingportugal para que o percurso do livro possa ser seguido.

Eu já pedi autocolantes para mim porque já tenho algumas ideias de livros para partilhar e sítios onde os deixar, depois deixarei notícia disso.

Boas Leituras!

 

Orçamento Participativo 2018 – eLivro

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Este ano no orçamento participativo há uma proposta que pode agradar a todos aqueles que gostam de ler e que querem ver a literatura mais acessível a todos. Tomámos conhecimento dela através dum post do blog do Projecto Adamastor, aqui, que já prima ele próprio por tornar acessíveis títulos portugueses que estão em domínio público, no formato digital. Eu própria já li alguns livros de lá, e continuo com alguns no Kindle em lista de espera.

Mas este projecto do orçamento participativo vai mais além e prevê que as bibliotecas possam disponilibilizar gratuitamente para empréstimo eBooks, tendo mesmo ereaders e tablets para empréstimo a quem os solicitar.

Nos Estados Unidos, por exemplo, onde há uma cultura de utilização de bibliotecas públicas muito superior à nossa e é mesmo o recurso mais utilizado pelos leitores, isto é já prática comum, e há apps especializadas, como Overdrive e Libby, que nos mandam o livro que requisitámos para o Kindle (ou qualquer ereader, tablet ou app no telemóvel) assim que fica disponível, e o “devolve” à biblioteca quando expiram os 15 dias regulamentares.

Acho que ainda estaremos a anos luz duma realidade tão simples como esta (eu ainda não consigo comprar livros portugueses facilmente para o meu kindle, de tal maneira vêm protegidos com protecções bacocas), mas fico esperançosa que este seja um primeiro passo para tornar os livros mais acessiveis a todos, principalmente aqueles que não vivem nas grandes cidades.

Se quiserem votar, podem fazê-lo aqui. Eu já votei.