The Golden House – Salman Rushdie

golden house

O terceiro livro do ano foi um que estava ainda no Kindle velho e que tinha que fazer a crítica para o Netgalley. Além disso, apesar de só ter lido um livro dele, Salman Rushdie é um excelente escritor, daqueles que pegam numa história aparentemente normal e a revestem de camada após camada de transcendência, contemporaneidade, urbanidade. É um habitante do tempo presente, com as suas nuances sociopolíticas, e isso permeia a sua escrita.

Este livro é mais um reflexo disso mesmo. Passado em Nova Iorque, na América de Obama, conta-nos a história de um pai e os seus 3 filhos que se vieram refugiar dum passado misterioso na sua Índia natal. A história é contada por um narrador que era um jovem vizinho estudante de cinema, e que vai usar os acontecimentos conturbados deste exílio num guião dum filme.

E assim desde o início sabemos que a história vai correr mal, mas não como nem com quem. E também nem sempre é linear a distinção entre a “realidade” dos nossos personagens e a ficção criada pelo narrador e isso mantém-nos sempre alerta e em tensão.

Tudo isto envolvido numa escrita belíssima, às vezes quase poética. O livro vai todo ele num crescendo que acompanha também a evolução da história recente americana. O final do mandato de Obama, a campanha eleitoral surreal que culmina com a eleição de Trump (aqui brilhantemente equiparado ao Joker), fazendo de Nova Iorque à vez uma Gotham City ou uma Metropolis. O livro está ricamente recheado de referências literárias e cinematográficas, que muitas vezes senti que a minha mente era demasiado pequena para abarcar, mas estava maravilhosamente escrito, envolvente, e eu recomendo seriamente a todos aqueles que, como eu, gostem de usar livros de ficção como veículos para pensar sobre a nossa realidade e actualidade. Deixo-vos com alguns extractos para terem um vislumbre daquilo que lá podem encontrar.

Goodreads Review

Boas leituras!

 

“When I’m done with a book,” she said, “it is also done with me and
moves on. I leave it on a bench in Columbus Park. Maybe the Chinese
people playing cards or Go won’t want my book, the nostalgic
Chinese bowing mournfully at the statue of Sun Yat-sen, but there
are the couples coming out of City Hall with their wedding licenses
and stars in their eyes, wandering for a minute among the cyclists
and the kids, smiling with the knowledge of their newly licensed
love, and I imagine they might like to discover the book, as a gift
from the city to mark their special day, or the book may like to
discover them. In the beginning I was just giving books away. I got
a new book, I gave away an old one. I always keep just seven. But
then I began to find that others were leaving books where I had
left mine and I thought, these are for me. So now I replenish my
library with the random gifts of unknown strangers and I never know
what I will read next, I wait for the homeless books to call out:
you, reader, you are for me. I do not choose what I read anymore. I
am wandering through the discarded stories of the city.”

 

It was a year of two bubbles. In one of those bubbles, the Joker
shrieked and the laugh-track crowds laughed right on cue. In that
bubble the climate was not changing and the end of the Arctic
icecap was just a new real estate opportunity. In that bubble, gun
murderers were exercising their constitutional rights but the
parents of murdered children were un-American. In that bubble, if
its inhabitants were victorious, the president of the neighboring
country to the south which was sending rapists and killers to
America would be forced to pay for a wall dividing the two nations
to keep the killers and rapists south of the border where they
belonged; and crime would end; and the country’s enemies would be
defeated instantly and overwhelmingly; and mass deportations would
be a good thing; and women reporters would be seen to be unreliable
because they had blood coming out of their whatevers; and the
parents of dead war heroes would be revealed to be working for
radical Islam; and international treaties would not have to be
honored; and Russia would be a friend and that would have nothing
whatsoever to do with the Russian oligarchs propping up the Joker’s
shady enterprises; and the meanings of things would change;
multiple bankruptcies would be understood to prove great business
expertise; and three and a half thousand lawsuits against you would
be understood to prove business acumen; and stiffing your
contractors would prove your tough-guy business attitude; and a
crooked university would prove your commitment to education; and
while the Second Amendment would be sacred the First would not be;
so those who criticized the leader would suffer consequences; and
African Americans would go along with it all because what the hell
did they have to lose. In that bubble knowledge was ignorance, up
was down, and the right person to hold the nuclear codes in his
hand was the green-haired white-skinned red-slash-mouthed giggler
who asked a military briefing team four times why using nuclear
weapons was so bad. In that bubble, razor-tipped playing cards were
funny, and lapel flowers that sprayed acid into people’s faces were
funny, and wishing you could have sex with your daughter was funny,
and sarcasm was funny even when what was called sarcasm was not
sarcastic, and lying was funny, and hatred was funny, and bigotry
was funny, and bullying was funny, and the date was, or almost was,
or might soon be, if the jokes worked out as they should, nineteen
eighty-four.

 

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Sem Título

golgona-anghel

Devia escrever coisas mais divertidas,
entreter as massas.
Evitar, ao menos, cenas tristes,
mudar de roupa uma vez por mês.
Podia, decerto, afastar-me, sair do corpo,
dos seus humores.
Entrar na biopolítica, usar os seus métodos.
Engravidar uma ideia alegre.
Enfim, nada contra os suicidas de carreira
e os demais performers do além.
Não é que não me apeteça largar-te
num eléctrico sem travões.
Deixar-te num país estrangeiro,
sem dinheiro e sem memória.
Não se iludam, ainda sei baixar as calças.
Fazer o truque.
Mas se o meu psiquiatra ler isto,
vai achar que o tratamento
já não funciona.

Golgona Anghel in Nadar na Piscina dos Pequenos, 2017

Livros que Recomendo – Diário da Bicicleta

Diario da Bicicleta

Logo no início de ter Kindle tive acesso a imensos livros de viagens, ou sobre pessoas que faziam das viagens o seu modo de vida. Como viajar é um dos meus maiores prazeres, a seguir a ler obviamente, eu li avidamente variadíssimos desses livros, enquanto que outros foram ficando por lá esquecidos na pasta do computador (onde muitos permanecem até hoje).

Mas eventualmente num dia algures em 2014 resolvi finalmente pegar neste livro e ver o que o senhor David Byrne tinha para nos dizer sobre a arte de andar de bicicleta, ele que eu só conhecia das canções, como vocalista dos Talking Heads.

E devo dizer que fiquei fascinada. David Byrne vive em Nova Iorque, que deve ser uma das cidades do mundo menos amigas dos ciclistas, e mesmo assim ele dedicou-se desde os anos 90 a pegar na sua bicicleta e pedalar para todo o lado. Não só isso, ele viaja quase sempre com uma bicicleta desdobrável na mala de porão para poder conhecer as cidades para onde vai dum modo mais intimo e profundo.

E este livro é o resultado de todas as reflexões que ele faz depois das suas deambulações por aqui e ali. Mas não se limita a ficar por um tema só, e isso é só o pretexto para nos falar de coisas tão profundas como planeamento urbano, descaracterização das grandes cidades, desertificação dos centros em nome de interesses económicos, tornando-os inseguros e desabitados, até chegarmos a conceitos tão díspares como a arte e o que nos aproxima e afasta em todos os cantos do mundo, da Europa, a África à America.

Foi neste livro que vi pela primeira vez a palavra gentrificação, longe de imaginar que ela estava a chegar à minha cidade, e quando agora vejo as lojas centenárias da Baixa desaparecer para dar lugar a mais um hostel ou mais um café uniformizado enquanto nós moradores somos empurrados cada vez mais para a periferia, até fico com os cabelos em pé.

Aconselho vivamente este livro não só a fãs de Talking Heads, nem a ciclistas temerários (eu não pego numa bicicleta há anos, com grande pena e saudade), mas a todos os que gostam de pontos de vista diferentes, interessados e informados, e que gostam de pensar sobre a nossa sociedade, o rumo que tomamos e o que podemos fazer para evitar o que não gostamos.

Boas Leituras!

O Último Sandman

Sandman 2

Um dos livros que tinha para ler neste início de 2018 era este “The Wake“, para terminar a minha maratona de ler todos os livros do Sandman, escritos por Neil Gaiman. No penúltimo volume o rei do mundo dos sonhos tinha morrido na sua forma de Morfeu, e tinha deixado a sua essência numa jóia que entregou ao seu sucessor. Que continua a ser o senhor dos sonhos, mas já não é Morfeu. É um Endless, mas reinventado. Confuso? Percebe-se melhor lendo.

A primeira parte do livro, e na minha opinião a melhor, mostra-nos o velório e o funeral, os seus preparativos, convidados, discursos. Mais do que mostrar transporta-nos até lá, porque toda a humanidade está presente em sonhos. E do modo como está escrito, sentimo-nos mesmo presentes em todos os momentos, até deixarmos de estar convidados.

Continuamos depois por mais duas histórias com o novo Sandman, mas que não impressionam, principalmente a do ancião chinês que por causa da fonte utilizada me custou imenso ler.

E terminamos o livro voltando a Shakespeare, o grande amor quer de Sandman, quer de Neil Gaiman, a fechar o círculo com mais uma das suas peças, neste caso a última, como não podia deixar de ser. Recordo aqui que já “Sonho de uma noite de Verão” era presença assídua nestes contos, com as suas referências ao mundo das fadas e as suas personagens, e diz-se aqui que a peça foi uma encomenda de Morfeu para os seus amigos deste reino.

Ler estes livros foi como recordar o início da minha própria história, quando ouvia Bauhaus, ia à Juke Box e a minha estética de alguma forma se cruzava com a do senhor dos sonhos que na altura era a novidade que todos falavam e eu lia nas estantes da Fnac sonhando um dia comprar.
Entretanto crescemos os dois, mas o nosso caminho vai-se cruzando periodicamente nas fantasias que Neil Gaiman continua a escrever. Recomendo a todos aqueles que gostam de uma boa história pejada de mitos e sonhos, aos que acreditam que é impossível matar os sonhos e as boas ideias.

Goodreads Review

Boas leituras!

Sandman 2.jpg

Actores no São Luiz

actores

Na quarta-feira passada o Peixinho foi fazer uma coisa que lhe dá imenso prazer e que já não fazia há algum tempo, que é ir ao Teatro. Fomos até ao São Luiz onde, até 28 de Janeiro, está a peça Actores de Marco Martins, com Nuno Lopes, Bruno Nogueira, Miguel Guilherme, Rita Cabaço e Carolina Amaral.

Não sei se ainda irão a tempo de comprar bilhetes porque com tanta gente conhecida aquilo tem estado com muitas lotações esgotadas, mas eu aconselho vivamente a que tentem ir. Achei a peça mesmo muito boa, e as actrizes que eu ainda não conhecia foram uma agradável surpresa. A Rita Cabaço principalmente é um portento de energia e talento. Andarei atenta no futuro para apanhar mais coisas com ela.

Mas esta peça é um trabalho conjunto do encenador e dos actores (Carolina Amaral está ali em substituição de Luísa Cruz, por isso as histórias originais são dela, mas até isso foi bem integrado no espectáculo) e é uma reflexão sobre o que é ser actor, a relação com o trabalho preparatório, os ensaios, os encenadores, a vida pessoal e o público, que pode ser por vezes intrusivo, insensível, ou a melhor coisa do mundo.

Feito a partir das histórias pessoais dos actores em cena, e de espectáculos em que participaram, esta é uma peça desconstruída, onde somos espectadores duma máquina do tempo através das suas vidas, principalmente dos tempos em que passaram dificuldades.

É um espectáculo experimental, diferente, e muito português, mas ao mesmo tempo urbano e moderno. Vão ver, de mente aberta e à espera de ser desafiados, que não se irão arrepender.

Uma Beleza Dificílima

Eduarda Chiote

O silêncio
abre
o coração das sombras.
Por tal sossego, as árvores
caminham. Mas são as mulheres quem lhes assegura
a elegância do porte.

A harmonia vem do peso da luz
sob a cabeça. Das mãos em arco: os ramos seguram.
Altas são as folhas. Simples.
Lisa a copa.

Não há rumor na terra.
As feras não nasceram ainda. Apenas os peixes.
Fora de água
respiram.

Sim.
O mundo pode ser belo,
apesar de só.

Basta-lhe o fulgor no mais escalvado da noite
e meninos esbeltos e
gelados no sol.
E uma beleza dificílima. E um cauteloso
azul nas garças abatidas pelo céu.
E um primeiro espanto,
uma primeira alegria nas fendas
em direcção
ao pó.

Eduarda Chiote, in ‘A Celebração do Pó’

Livros Que Recomendo – Os Meus Problemas

Os Meus Problemas

Quando eu era miúda os meus pais eram sócios do Círculo de Leitores, porque havia uns senhores que vinham porta a porta entregar as encomendas, e eu era uma devoradora de livros que os chateava até à quinta casa para ter leitura nova. Além disso, os meus pais também gostavam de ler (já a minha avó materna também), por isso havia uma certa tradição familiar e assim o Círculo de Leitores servia para todos lá em casa.

Os Meus Problemas, de Miguel Esteves Cardoso, adquirido numa destas compras de circunstância do Círculo de Leitores, foi o livro que marcou a minha entrada nos livros de adultos. Foi quando oficialmente deixei de ler Os Cinco e coisas desse género, e passei a escolher para mim livros que já eram para gente crescida. Lembro-me como se fosse hoje, mandámos vir mesmo em vésperas de ir de férias para a terra, para eu ter com que me entreter no mês inteiro que passávamos naquela aldeia minúscula quase sem pessoas da minha idade, mesmo em Agosto.

E foi uma descoberta maravilhosa, porque na realidade o livro divertiu-me muito. Era uma colecção de crónicas que tinham saído no Expresso numa coluna com o mesmo nome e consistiam num olhar mordaz sobre a sociedade portuguesa dos anos 80 e que por vezes eram didíceis de acompanhar para a minha cabeça de 14 anos feitos há alguns meses. Mas mesmo assim fez-me ficar fã do autor, e perceber a maravilha que existia nos livros que não eram de criança, e que não contavam histórias de fadas e princesas (que já de si nunca tinham sido os meus favoritos).

Uma crónica que ainda consigo reproduzir quase na íntegra é uma que se chamava 15 anos, e que como devem calcular me tocou fundo já que descrevia como era a vida dos adolescentes de 14 e 15 anos nos anos 80. Mas o momento que guardo com mais carinho, e que me lembro até hoje, é de estar no terraço da nossa casa no calor de fim de tarde a ler uma crónica chamada “Nomes da Nossa Terra”, da qual ainda me lembro quase na íntegra, e rir a bandeiras despregadas até me correrem lágrimas pela cara abaixo, perante o espanto da famíla. E a minha mãe dizer que não percebia se eu me estava a rir com o livro, ou para o livro, mas qual fosse a hipótese, eu não deixava de parecer uma maluquinha.

É certo que já não estamos no Verão de 89, quando eu li o livro, mas ainda dou por mim a rir alto no autocarro com alguns livros, ou a limpar as lágrimas que me correm cara abaixo com outros, por isso a maluquice aparentemente nunca passou.

Aconselho vivamente este livro se o encontrarem por aí, de preferência num alfarrabista já que sou fã de reciclagem, porque afianço que as crónicas continuam muito actuais. Afinal, ainda continuam a haver adolescentes de 15 anos, e a Vila de Picha ainda não mudou de nome.

Boas Leituras!

sjornal

Os Jardins de Luz

Jardins de Luz

Nada como começar o novo ano a ler um livro perdido na estante, que estava sem atenção há pelo menos uma dezena de anos. Este tinha-o trazido quando me mudei de casa dos meus pais, em 2008, e já andava na lista TBR muito antes disso. O autor parecia interessante, o tema também, mas por alguma razão nunca lhe pegava. Este ano decidi olhar seriamente para as minhas estantes e dar atenção aos filhos perdidos, para eventualmente lhes dar um rumo e criar espaço, e este foi o segundo escolhido. Isto vem também no seguimento do desafio que coloquei a mim própria de não comprar livro nenhum este ano, por isso faz todo o sentido.

Amin Maalouf é um escritor de origem libanesa a viver em França desde 1976 e esta mistura transparece na sua escrita. Este livro conta-nos a história de Mani, um jovem parto, criado no seio duma seita ascetica dois séculos depois de Cristo, numa cidade que hoje já não existe mas seria próxima da actual Bagdad. Mani foi um profeta no seu tempo e criou uma nova religião que foi grande e poderosa, mas que abalou tanto os poderes instituidos na altura, que foi severamente atacada até hoje dela não restar mais que uma leve memória e uma palavra com má conotação, maniqueísmo.

Mas na realidade a religião que Mani originou apenas pregava a unidade entre todas as outras, e que cada homem tinha dentro de si simultaneamente luz e sombras. E talvez por não condenar abertamente ninguém, tornou-se inimigo de todos.

O livro é interessante, de leitura fácil e rica, as imagens com que o autor nos presenteia são de grande beleza. O mais interessante é imaginarmos a zona do Médio Oriente como rica e próspera não só em fortuna e riquezas, mas também culturalmente. O império romano e o persa rivalizavam em poder, riqueza e desenvolvimento, sendo que este último era consideravelmente mais estável porque não estava constantemente assolado por disputas de poder como o império romano em declínio.

No entanto sinto que faltou algo a esta descrição de Mani. Talvez alguma força nas suas convicções, algum ardor na sua defesa, ou alguma profundidade na exploração da sua filosofia de base. (…. )

Recomendo a todos os que gostam de uma boa história contada por um autor diferente, não anglo-saxónico e que têm interesse em história e filosofia.

Por fim, outra coisa que me custou seriamente foi ler um livro de capa dura. Seriamente habituada ao meu Kindle, andar nos transportes públicos e precisar das duas mãos para ler já é uma coisa que não dá jeito nenhum. Almoçar sozinha no emprego e precisar das duas mãos para ler era uma coisa que não me acontecia também há muito tempo, por isso senti muita falta da praticalidade do meu fiel amigo. De tal modo que vou ter de fazer uma pausa nos livros físicos por uns dias.

Goodreads Review

Boas Leituras!

Desafio Man Booker 50

Man booker

Este ano é atribuido o quinquagésimo prémio Man Booker de ficção e a organização resolveu celebrar em grande oferecendo a um felizardo a oportunidade de participar no seu evento de Julho. Para isso só temos de ler o maior número de vencedores que conseguirmos e documentarmos no Instagram com o hashtag #Manbooker50 no post oficial. Parece fácil, e sobretudo uma oportunidade de lermos bons títulos de qualidade certificada.

Já sabem que o Peixinho não é muito dado a estes desafios, é demasiado rebelde para se conformar a ler por uma lista, mas ainda assim é uma lista de referência que vou aqui partilhar para a ela voltar sempre que me faltar inspiração para um bom livro. Em português, sempre que exista.

Até à data já li os anos de 1981, 1992, 1999, 2002 e 2013 e vejo alguns que não me apanhavam a ler nem que mos oferecessem (como o vencedor do ano passado), mas há aqui muita margem de escolha e se tiver tempo no meio dos que tenho na calha, ainda pego no da Margaret Atwood.

Boas Leituras!

2017Lincoln no Bardo de George Saunders

2016O Vendido de Paul Beatty

2015Breve História de Sete Assassinatos de Marlon James

2014A Senda Estreita para o Norte Profundo de Richard Flanagan

2013Os Luminares de Eleanor Catton

2012O Livro Negro de Hillary Mantel

2011O Sentido do Fim de Julian Barnes

2010A Questão Finkler de Howard Jacobson

2009Wolf Hall de Hillary Mantel

2008O Tigre Branco de Aravind Adiga

2007Corpo Presente de Anne Enright

2006A Herança do Vazio de Kiran Desai

2005O Mar de John Banville

2004A Linha da Beleza de Alan Hollinghurst

2003Vernon Little: O Bode Expiatório de D. B. C. Pierre

2002A Vida de Pi de Yann Martel

2001A Verdadeira História do Bando de Ned Kelly de Peter Carey

2000O Assassino Cego de Margaret Atwood

1999Desgraça de J. M. Coetzee

1998Amesterdão de Ian McEwan

1997O Deus das Pequenas Coisas de Arundhati Roy

1996Últimas Vontades de Graham Swift

1995The Ghost Road de Pat Barker

1994How Late it Was, How Late de James Kelman

1993Paddy Clarke Ha Ha Ha de Roddy Doyle

1992O Paciente Inglês de Michael Ondaatje

1991The Famished Road de Ben Okri

1990Possessão de A. S. Byatt

1989Os Despojos do Dia de Kazuo Ishiguro

1988Oscar e Lucinda de Peter Carey

1987Anel de Areia de Penelope Lively

1986Os Velhos Diabos de Kingsley Amis

1985The Bone People de Keri Hulme

1984Hotel du Lac de Anita Brookner

1983A Vida e o Tempo de Michael K de J. M. Coetzee

1982A Lista de Schindler de Thomas Keneally

1981Os Filhos da Meia Noite de Salman Rushdie

1980Ritos de Passagem de William Golding

1979Correntezas de Penelope Fitzgerald

1978O Mar, o Mar de Iris Murdoch

1977Staying On de Paul Scott

1976Saville de David Storey

1975Heat and Dust de Ruth Prawer Jhabvala

1974O Conservador de Nadine Gordimer

1973O Cerco de Krishnapur de J. G. Farrel

1972G. de John Berger

1971Num País Livre de V. S. Naipaul

1970The Elected Member de Bernice Reubens

1969Something to Answer For de P.H.Newby