De Volta ao Sandman

Neil Gaiman - Brief Lives

Demorou um pouco mais de um ano para, por razões várias, eu conseguir retomar a leitura dos livros do Sandman. Mas creio que valeu bem a espera, porque me parece que tive em mãos o meu volume favorito de toda a saga. O senhor dos Sonhos depois dum desgosto amoroso vai partir numa demanda com a sua irmã Delírio, em busca dum irmão há muito desaparecido na Terra, Destruição.

E, ao longo de belíssimas páginas, vamos conhecendo melhor a familia de Morfeu com as suas dificuldades, bem como a disposição mais depressiva do senhor dos Sonhos. O que é mais interessante nestes livros do Neil Gaiman, em que podemos achar que o visual até já está um pouco datado, são os textos muito bem construídos e que nos convidam sempre a uma profunda reflexão. Neste volume vamos sendo conduzidos por pinceladas sobre a inevitabilidade do Destino, a brevidade da vida, por mais longa que nos possa parecer em anos. No limite, nem 15 mil anos pareceria uma longa vida quando somos confrontados com a iminência da morte. É fabuloso como um “simples” livro de comics pode conter em si tantos mundos.

Para quem gosta de fantasia a sério, mundos paralelos, mitos, lendas e deuses antigos, este autor será sempre uma fonte de inspiração e conhecimento. Mal posso esperar para ler os próximos.

Fiquem com um amuse bouche.

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Goodreads Review

 

Sonhos no Publico

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Já referi várias vezes este ano que estou a reler a colecção do Sandman do Neil Gaiman, graças a uma amiga que a está a reconstruir na versão original. Tem sido um processo saboreado e que me tem transportado a um passado não muito longinquo onde a vida era possibilidades e promessas.

A partir de hoje e durante 11 semanas o Publico oferece-nos a possibilidade de ter esta colecção nas nossas casas, versão portuguesa. Tivesse eu mais espaço em casa para uma biblioteca como deve ser e não hesitava.

Boas leituras.

 

To Sleep, perchance to Dream

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Há mais anos do que aqueles que eu gosto de me lembrar, uma colega de faculdade introduzia-me no fabuloso mundo dos Joy Division e dos livros do Sandman. Foi uma emotion overload, e o meu coração povoado de hormonas, angústia existencial e excesso de horas de estudo conseguiu apenas devotar-se militantemente à música gótica, destino que carrego até hoje de forma mais ou menos evoluida.

O Sandman acabei por ler na Fnac, quase todos os volumes, mas de passagem e sempre com a promessa de voltar. Este ano é o ano do sonho novamente. Por intermédio de outra amiga tenho-me reencontrado com o regente dos sonhos, devagarinho, e temos redescoberto a nossa relação.

Já li os três primeiros volumes, e espero acabar 2016 com os 10 volumes terminados. A delicadeza dos desenhos acentua a crueza das histórias, já que o Neil Gaiman nunca tem pudor em espicaçar a nossa mente e testar os nossos limites.

Verdadeiramente, banda desenhada não é uma coisa de crianças. Pelo menos a que é feita a sério, com mensagem e a expandir os limites da criatividade e realidade.

Quem quiser saber um resumo pode encontrá-lo aqui

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