Acabei de Ler – Sangue na Piscina, Poirot #26

Poirot 26

Ora cá está finalmente um livro do Poirot que eu desconhecia verdadeiramente. Que refrescante poder ler sem qualquer tipo de ideia preconcebida, ou memória visual. E este foi um bom mistério, bem escrito, em que na maior parte do tempo parecia que tínhamos mais informação que o nosso herói, ou pelo menos que sabíamos pormenores importantes primeiro.

Uma série de convidados vão juntar-se na mansão chamada The Hollow, um nome já de si sugestivo. Até o crime acontecer tínhamos apenas leves suspeitas sobre quem ia ser assassinado, ou seja nem a vítima era óbvia. E durante a maior parte da trama eu tive apenas leves suspeitas de quem era o assassino. Um luxo.

O mais giro neste livro, para além do facto de não ser óbvio, é que nós estávamos sempre à frente do Poirot na trama. Como não tem um companheiro de investigações, um Hastings ou um Japp, tal como no livro anterior, nós não sabemos os factos por conversas entre eles, mas é-nos mostrada a narrativa à medida que ela decorre, e as deduções psicológicas vão-nos sendo apresentadas através de avanços ou recuos na trama. Mesmo a descoberta final é diferente da habitual, sem a habitual reunião de suspeitos e monólogo de Poirot, mas mais uma vez é com um acontecimento que descobrimos a verdade.

Gostei bastante, recomendo a todos os fãs de Poirot, e de mistérios em geral.

Boas Leituras!

Goodreads Review

 

Acabei de Ler – Os Cinco Suspeitos, Poirot #25

Poirot 25

Depois de ler 4 livros seguidos que não eram do Poirot cheguei a uma encruzilhada em que não sabia bem o que me apetecia ler a seguir. Nas últimas semanas, nem sei bem como, acrescentei largas dezenas de livros à minha interminável lista de livros para ler, ao ponto de ter ficado um bocadinho assoberbada e sem vontade de ler nada. Quando isso acontece, Poirot é sempre um porto seguro, um livro que se lê rápido, entretém, sem necessitar duma dose extra de células cinzentas, que nem sempre estão disponíveis nesta altura.

E portanto lá fui eu para este 25º título da série. Mais uma vez ao fim dumas páginas comecei a ver o episódio da série na minha cabeça, e já sabia perfeitamente quem era o assassino e como tinha feito o crime, mas o mais importante nestas coisas é a jornada e não o destino final.

E esta jornada é de excelência, do melhor que Agatha Christie nos habituou. Aqui Poirot vai investigar um crime cometido há 16 anos atrás, a pedido da filha da condenada pelo mesmo, que morreu um ano depois. Pode parecer confuso, mas na realidade é muito simples, e muito interessante. Todos os participantes da trama são entrevistados habilmente por Poirot, e é-lhes pedido um relato escrito do que se lembram do acontecimento, que vem incluido na narrativa. Poirot está muito presente neste livro, e temos acesso aos seus pensamentos, coisa que não acontecia nos livros anteriores. Talvez por não ter um contraponto, como Hastings, para nos ajudar a perceber os meandros do seu raciocinio.

O culpado não é de todo óbvio e pela primeira vez sai impune, o que também é uma raridade nestes livros de Agatha Christie. Apesar de conhecer tão bem a história, foi um prazer ler, e recomendo a todos os que são fãs, mesmo sem ser incondicionais. Este é um mistério mesmo bem montado. Vamos ao próximo!

Goodreads Review

Boas Leituras!

 

Acabei de Ler – Morte na Praia, Poirot #24

Poirot 24

Mais uma vez, com espírito de missão, resolvi pegar no Poirot seguinte para me entreter nos poucos minutos que tenho livres agora. Foi difícil levar esta história avante, pois mal “abri” o livro e vi um pequeno mapa ilustrativo do local onde se passa a trama, percebi imediatamente de que história se tratava, e lembrei-me quem era o assassino. Isso foi um bocadinho desanimador, e quase desisti de ler, mas como tenho que ler estas coisas por ordem para ter algum equilibrio interno, perseverei.

E ainda bem que o fiz, pois já não me lembrava das motivações do crime, e tenho que reconhecer que esta trama está muito bem desenhada. E depois, como em todos os anteriores, é uma delícia ler em inglês e ver pedaços da personalidade da escritora a permear a história.

É uma história simples, um triangulo amoroso, em que um homem casado se apaixona por uma deslumbrante mulher, também casada. Enquanto passam férias todos juntos num pitoresco hotel da costa inglesa, ela aparece morta por estrangulamento numa praia. Suspeitos óbvios não faltam, mas a história, como sempre, não cai em facilitismos.

Recomendo a todos os fãs de Agatha Christie e Poirot, mas também a todos os que gostam duma boa história para estar entretidos nestes tempos de pandemia.

Goodreads Review

Boas Leituras!

Livros que Quero Ler – Cai o Pano, Poirot #42

poirot 43

Não é segredo para quem segue o Peixinho que eu ando a ler todos os livros do Poirot por ordem de publicação. Tem sido uma tarefa lenta, que se faz ao ritmo do meu apetite literário, mas tem sido muito interessante. Especialmente porque ler na língua original nos mostra apontamentos culturais e de época que muitas vezes são engolidos na tradução.

Assim sendo não é difícil de imaginar que eu quero ler este livro. E de todos os títulos do Poirot, porquê este em particular? Porque marca o final do nosso inestigador belga, no sentido literal. Este seu último mistério, que curiosamente se passa no mesmo cenário do primeiro, culmina com a morte de Poirot, que teve direito a um obituário no New York Times, em 1975 aquando da sua publicação.

Chegar a este livro será também para mim o culminar de uma maratona literária, cheia de boas surpresas e bons momentos.

Até lá, Boas Leituras!

Acabei de Ler – O Enigma do Sapato, Poirot #23

O-Enigma-do-Sapato

Começo por referir que este livro tem um título intraduzível, que é baseado numa rima infantil inglesa: One, Two, Buckle My Shoe. Seria como se um livro nosso se chamasse fui ao jardim da Celeste, mas pior. Por isso este Enigma do Sapato foi a melhor aproximação que se conseguiu arranjar, considerando que efectivamente parte do mistério se desenrola à volta duma fivela dum sapato.

Poirot sofre de uma dor de dentes e vai ao dentista numa manhã, apenas para descobrir mais tarde que ele foi assassiando pouco depois de Poirot ter sido atendido. A trama complica-se quando aparentemente um agente dos serviços secretos pode estar envolvido, e a Scotland Yard é afastada do caso, que acaba por ser declarado suícidio.

A história é engraçada, no entanto este mundo da espionagem não é o melhor de Agatha Christie, que parece não o saber desenvolver sem tudo ficar com um toque fantástico e pouco verossímil. Esta é também a úlima aparição do Inspector Japp, para grande pena minha que gosto bastante do personagem.

Recomendo a fãs de Poirot que estão a ler os mistérios por ordem de publicação, ou pessoas que estão presas em casa por causa do covid-19 e não têm outros livros para ler.

Boas Leituras!

Goodreads Review

 

Acabei de Ler – As Aparências Iludem, Poirot#22

As-Aparencias-Iludem

As Aparências Iludem, Sad Cypress no original é um clássico de Poirot. Um mistério intrincado, mas ao mesmo tempo de apresentação muito simples. Uma jovem e bela rapariga, Mary Gerrard, é envenenada e a principal suspeita é a rica herdeira Elinor Carlisle, que perdeu o seu noivo para Mary. Um caso simples, em que todas as evidências estão contra a acusada, até que o médico da aldeia pede a ajuda de Poirot para tentar o impossível, ilibar Elinor.

Um livro muito engraçado e recheado de vida provinciana inglesa dos anos 40 do século passado, uma delícia de ler e descobrir. Poirot mais uma vez só aparece para meio do livro, sendo todo o ambiente criado pelos outros intervenientes.

Recomendo a todos os fãs de Poirot, e de mistérios bem escritos.

Boas Leituras!

Goodreads Review

 

Acabei de ler – O Natal de Poirot, Poirot #20

poirot 20

Este livro começa com uma introdução da própria Agatha Christie, uma espécie de carta ao seu melhor fã, que se queixou que os crimes dos livros de Poirot estavam a ficar fraquinhos, com pouco sangue. Assim, para satisfazer o cunhado, Christie escreve este mistério onde não há dúvidas que o morto foi assassinado brutalmente, e onde se vê sangue por todo o lado.

Vindo imediatamente a seguir a um dos crimes mais psicológicos da série, este livro prima pelo contraste.

É mais uma vez uma investigação onde todos os principais suspeitos se encontram na mesma casa, em que todos são prováveis mas poucos os possíveis.

O assassino é uma surpresa engraçada, se bem que um pouco rebuscada. Não foi o meu mistério favorito, se bem que está bem escrito como de costume.

Recomendo a todos os fãs de Poirot e de policiais.

Boas leituras!

Goodreads Review

Acabei de Ler – Morte Entre as Ruínas, Poirot #19

poirot 19

Apesar de ter começado o ano mais virada para a não-ficção, o apelo de continuar a minha lista de obras do Poirot falou mais alto no final de Janeiro, e peguei no décimo nono título publicado, Morte Entre as Ruínas.

Ao ínicio nada me soou familiar, mas à medida que a história ia progredindo comecei lentamente a visualizar os pormenores do episódio televisivo na minha cabeça. Esta é uma história muito psicológica, mais que o normal nestes livros do Poirot, se é que isso é possível. Aqui segue-se uma família americana em férias na zona do Médio Oriente, composta por uma matriarca problemática e a sua prole submissa. Depois temos dois psicólogos/psiquiatras, uma jovem atraente e um cavalheiro francês, que se sentem atraídos pela disfuncionalidade desta família. Poirot é praticamente inexistente em grande parte da história, sendo quase parte do pano de fundo.

Li recentemente uma biografia de Agatha Christie em que se dizia que passados os livros iniciais ela deixou de gostar da personagem que tinha criado, até ficar com uma verdadeira antipatia pelo detective belga. No entanto Poirot sempre foi o favorito do público que “exigia” mais das suas histórias. Por isso a partir de certa altura Poirot passou a quase não aparecer nas suas próprias histórias, e a ser descrito cada vez com mais desdém. Creio que este é um desses casos.

No entanto a história está bastante interessante e eu fiquei sem saber quem era o assassino quase até ao final, o que é sempre positivo.

Recomendo a todos os amantes de policiais, de boas histórias, e fãs de Poirot.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Acabei de Ler – Murder in the Mews, Poirot #18

poirot 18

Nada como começar o ano devagar e confortavelmente depois das festividades, para nos prepararmos para a loucura que estará para vir. Nesse espírito resolvi pegar no volume seguinte das aventuras de Poirot, o livro número 18. Confesso que à partida fiquei logo um pouco desiludida quando percebi que era uma edição com 4 pequenas histórias, em vez do costumeiro mistério completo. Quando são histórias mais curtas acaba por se perder muito dos processos mentais do Poirot, e ficamos com a sensação que nunca poderíamos ter adivinhado o final por falta de informação.

Mesmo assim estas histórias eram bem construídas e até surpreendentes no seu desfecho, o suficiente para achar que este livro vale a pena ler e não foi tempo perdido. Temos quatro histórias, um suicídio duma jovem que estava noiva, mas que tudo aponta para assassinato, o roubo duns planos de guerra importantíssimos, o suicídio dum aristocrata inglês e por fim um perigoso triângulo amoroso na maravilhosa ilha grega de Rodes.

Recomendo a todos os fãs de Poirot e de mistérios em geral.

Boas Leituras e Feliz 2020!

Goodreads Review

 

 

Acabei de Ler – Morte no Nilo, Poirot #17

poirot 17

Eu pensava que o Poirot anterior seria a última leitura do ano, mas ainda consegui ler este antes do início de 2020. Era um livro que já tinha lido em português na minha adolescência, e que já vi o episódio da TV inúmeras vezes, por isso a resolução do assassínio(s) não foi surpresa. Mas é sempre muito diferente ler na língua em que foi escrito, com as subtilezas culturais e geracionais próprias, e mais uma vez não foi decepção.

Neste livro conhecemos Linnet Ridgeway, uma jovem linda e rica, que aparentemente tem tudo na vida e por isso é invejada, perseguida e adulada por muita gente. Recém-casada resolvem passar a lua-de-mel no Egipto, onde vem a ser assassinada num cruzeiro do Nilo onde também se encontra Poirot. Para resolver o caso é chamado o Coronel Race que nós já conhecíamos como um dos suspeitos do livro Cartas na Mesa.

A acção é interessante, a história muito bem construída e o final muito bem pensado. O cenário é exótico e diferente e foi após Agatha Christie ter ela própria viajado com o marido pelo Médio Oriente e ficado fascinada com o que viu que escreveu uma série de mistérios de Poirot passados nesta zona do mundo.

Como sempre, aconselho a todos os fãs de policiais, do Poirot, ou simplesmente a quem goste duma boa história, bem contada.

Boas Leituras e Bom 2020

Goodreads Review