Acabei de Ler – A Crown of Swords, Wheel of Time #7

WOT 7

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Muita coisa há para dizer sobre o sétimo volume da série A Roda do Tempo, que estou a ler no original (Wheel of Time) mas começo pelo facto que tenho um bocadinho de vergonha alheia desta capa. Tudo bem que é de 1998, mas ajuda a explicar porque é que fantasia era um género dum nicho muito especial, e pouco divulgada.

Depois, referir que comecei a ler este livro em 2019, quando o rebento tinha 4 meses, e depressa percebi que não ia conseguir acabar. Por isso ficou a marinar até agora, que a série já estreou na Amazon Prime, o que faz com que eu queira terminar de ler os livros antes da série terminar. Pensando que este é o sétimo de 14, ainda me falta um bom bocado.

Depois de ter lido estes 7, não sei bem se me apetece ler os 7 seguintes, por isso em vez duma review, vou fazer uma lista de prós e contras. Começo pelos prós:

  • A história, apesar de seguir uma linha conhecida de rapaz de aldeia pacata que se transforma no salvador do mundo, e que anda em jornada com um grupo de amigos, não deixa de ser interessante e bem contada.
  • O sistema de magia é engraçado, baseado nas diferenças entre homens e mulheres, o que é interessante, mas um pouco redutor às vezes.
  • Tem alguns personagens interessantes e que se desenvolvem bem ao longo da série. Quando li a minha review do primeiro livro, vi que detestei Mat Cauthon, personagem que é actualmente o meu favorito.
  • O mundo está bem construído, bem descrito, e conseguimos sentir como se lá estivéssemos a maior parte do tempo.

Agora, os contras:

  • Demasiados personagens descritos com demasiado detalhe. O que deve ter sido feito para dar realismo ao mundo e à história, acaba por se tornar uma salganhada tal que metade do tempo eu nem sei de quem estão a falar. E já não quero saber. Obviamente que não bastava ter os personagens principais. Mas se virmos, por exemplo, o Senhor dos Anéis, outro gigante de fantasia onde claramente Robert Jordan se inspirou, percebemos que os personagens secundários são apenas os necessários para dar ramificações interessantes à história. Não sabemos o nome de todos os Hobbits que são família do Frodo, nem o nome de todos os servos de cada rei, etc, etc. E não só isso, como a complexidade e semelhança entre os nomes é imensa, o que certamente não ajuda.
  • Em cada página (não falha uma) algum homem diz que é impossível perceber as mulheres, e vice-versa. Ninguém se percebe, nem casais que estão juntos há anos, e sobretudo todos acham coisas horríveis uns dos outros. As mulheres estão sempre a ameaçar puxar as orelhas aos homens, e violência física parece ser a resposta para a maioria dos problemas. É cansativo, e a ideia passava na mesma sem precisar de ser repetida até à exaustão.
  • Já que estamos neste tópico, este senhor não sabia escrever personagens femininas. De todo! Se é suposto serem personagens fortes ele escreve-as como se fossem umas mimadas insuportáveis e arrogantes. Nynaeve al’Meara é para mim o ponto alto disto. É simplesmente uma arrogante agressiva que me enerva em cada capítulo que entra. E não sei em que mundo é que ele “aprendeu” que as mulheres compõem a saia quando estão nervosas, mas isso também acontece em quase todas as páginas. Eu quando usava saias só as compunha quando saiam do lugar, mas se calhar sou que sou estranha. Mas as personagens femininas são quase todas tão más, que só me apetece passar à frente todos os capítulos em que elas são protagonistas.

No final desta lista, parece-me que o pêndulo pende mais para o lado de deixar a série fenecer aqui. Imediatamente após o final do livro, só me apetecia passar para o seguinte, e até comecei o audiolivro. Mas a cada dia que passa a vontade de voltar é menor, ao ponto de já ter lido dois livros completos desde então. Talvez daqui a 2 anos eu termine o oitavo volume.

Até lá, Boas Leituras!

Goodreads Review

There’s a lot to be said about the 7th volume of the Wheel of Time series, but I start by saying this cover makes me feel a bit ashamed, and I was not the one designing it. I understand this was released back in 1998, nonetheless I feel it helps explaining why fantasy was such a niche genre.
I started reading this book back in 2019, when my son was only a few months old, and soon realised it was not the right time to continue. I have never picked it up again, but now that the series has started on Amazon Prime and all the internet is talking about it, I just wanted to get this story through to the end. Considering this is the 7th of 14 instalments, there’s still a long way to go.
And yet, after coming this far I’m not quite sure if I really want to proceed, so instead of a book review, I’m putting here my pros and cons list, to see if I’ll carry on reading. Starting with the pros.
• The story, even though it can hardly be called original (village group of young people that are the saviours of the world), is interesting and well told. We always want to know what the next move will be.
• It has a nice magic system, based in the differences between men and women. However, the same thing that makes it interesting, also makes it a bit redundant at times.
• There are some very interesting characters, and they develop well throughout the series. For example, in the first books I really disliked Mat Cauthon, who is now my absolute favourite.
• The world is well built, believable, and the descriptions are detailed and makes us feel as if we were really there.
And now, the cons:
• Way too many characters all described with too much detail, and with impossible similar names. What was meant as a tool to bring this world to life, becomes such a confusion that it takes me a while to understand who are they talking about, and sometimes I really don’t care anymore. We all know we need some secondary characters to provide other plotlines that keep something this big going, however we didn’t really need to know the names of all Aes Sedai in the White Tower, or all the Ashaman, the minor nobles from all the cities, and so on and so on. You get the idea.
• In every single page (true story), there is a male character complaining he cannot understand women, or the opposite. It seems not even couples that have been together all their lives can actually understand each other, and they all think the other are terrible. Boxing man’s ears and spanking women seems to be the answer to all these problems, that I truly believe are part of the writer more than the world he portrayed (also, they were very prude and very forward at the same time, which is kind of weird. Almost as if Jordan did not quite know which way to go with this).
• But the worst of all are the way female characters are written. It borders on painful, so bad they are. In an effort to portray strong female characters he just managed to write spoiled, bullying brats, with Nynaeve being (so far), the highlight of this with all her braid tugging. She is so arrogant and aggressive that I really struggle to go through the chapters where she is featured. I’m afraid to think where the author got his inspiration for these female characters…
After all things considered, I believe I’m more inclined towards leaving this series unfinished. As soon as I finished this book, I immediately picked up the audiobook for the next one and listened to quite a bit, because the story really is catching. However, as time progresses and other books come in the way, the more I wonder if I’ll ever go back. Maybe 2 years from now I’ll be here reviewing book 8.

Until then, Happy Reading!

Acabei de Ler -Lord of Chaos, Wheel of Time #6

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Desta vez fui mais rápida e já terminei o sexto volume da saga Wheel of Time. Ainda não peguei no sétimo porque estou a fazer um esforço para diversificar a leitura, mas fiquei com vontade de mergulhar já na continuação da história.

Quem tem lido as minhas opiniões sobre estes livros sabe que eles são bons e com uma boa história, mas que têm algumas falhas que me enervam um bocadinho. Por um lado as personagens femininas que são em geral irritantes. Por outro há imagens que o autor repete até à exaustão. Já não posso ler um dos 3 personagens principais masculinos dizer que não percebem nada de mulheres e os amigos é que são especialistas nesse assunto. Isto é dito 4 a 5 vezes por livro. Ou a Nynaeve a dar puxões à sua trança porque está enervada, o que acontece dezenas de vezes por capítulo no qual ela aparece.

Mas neste sexto volume a história finalmente ganhou um bom ritmo, coisas surpreendentes aconteceram que me fizeram ficar agarrada ao livro. Eu sou uma leitora chata, que está sempre a tentar perceber o que vai acontecer a seguir, e infelizmente já é difícil ser surpreendida por algum volte-face, por isso sempre que isso acontece fico contente e não dou o meu tempo por perdido.

Alguns dos meus personagens favoritos também reapareceram e deram um bom contributo à história, por isso estou optimista para o volume seguinte que marca exactamente metade do total desta saga.

Recomendo a quem leu os outros 5 e quer seguir uma história de fantasia bem contada.

Boas leituras!

Goodreads Review

Acabei de Ler – The Fires of Heaven, Wheel of Time #5

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Levei cerca de um mês e uma semana para terminar mais um volume da série de fantasia que comecei a ler o ano passado. Pelo meio, para não me aborrecer, ainda despachei dois livros de poesia e um policial. Estes livros não são um verdadeiro page turner, especialmente porque eu embirro solenemente com as persoangens femininas. São todas aborrecidas, irritantes e cheias de tiques repetitivos. A ideia do autor duma mulher forte era alguém que discutia com todos, comportava-se como uma criança mimada, e aparentemente isso garantia-lhe o respeito dos homens, mas não das outras mulheres igualmente irritantes e criançolas.

Infelizmente este volume centrou-se bastante nessas personagens femininas e não noutras que eu gosto bastante (Perrin), que não tiveram sequer direito a aparecer. Então porque continuo eu a ler isto, considerando que ainda me falta 9 volumes? Porque a história em si não é má, está bem construída, faz sentido, e agora quero saber como acaba.

Não sei se recomendo este livro a alguém que não seja fã incondicional de fantasia e deseje ler todas as obras de referência do género.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Acabei de Ler – The Shadow Rising, Wheel of Time #4

Wheel of time

Eis-me chegada ao final do quarto volume daquela que é a maior (em tamanho) série de fantasia que eu já me propus ler. É em parte por sua causa que o meu desafio do Goodreads desceu este ano para apenas 30 livros, porque a demorar um mês a ler cada um, a progressão vai ser lenta.

Este livro começou de forma lenta e aborrecida para mim, focando-se nos grupos de personagens que menos simpatizo, os Seanchan e os Whitecloacks, ou noutras palavras os vilões que estão convencidos que são bons. Os personagens são lineares e é uma parte da história que demora a desenvolver, por isso custou-me entrar na história.

Mas rapidamente seguimos para os personagens principais, muitos dos quais tiveram uma evolução muito grande neste livro, e tornaram-se “adultos”, se assim podemos dizer. Por outro lado, como o Mal desponta um pouco por todo este mundo, o grupo central foi obrigado a separar-se para cada um desempenhar uma parte fundamental nesta luta contra as trevas, e isso também os ajudou a saírem debaixo da sombra de Rand al’Thor e Moraine, dois dos que tinham dominado a narrativa até aqui.

No geral continuo a gostar o suficiente destes livros para continuar a seguir a saga. O enredo melhorou bastante e o ritmo também acelerou. No entanto continua para mim a ter algumas falhas importantes, como personagens mal construídas (é-me penoso ler as partes que incluem Nynaeve, supostamente uma mulher de caracter forte, mas que na realidade é apenas uma bully mal-educada) e demasiada descrição detalhada de coisas que não interessam e que me fazem perder o fio à meada.

Mas recomendo a todos os que gostam dum belo épico de fantasia, que nos deixa agarrados às páginas para saber o que acontece a seguir.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Acabei de Ler: The Dragon Reborn – The Wheel of Time #3

Wheel of time

Já não é novidade nenhuma que o Peixinho anda a ler esta série de fantasia. Gostava de ter outros e excitantes livros sobre os quais falar-vos, mas de momento é só isto que posso oferecer. E este, apesar de ter estado em casa doente, foi difícil de terminar. A história é boa e anda rápido, mas a minha cabeça não estava “na zona”.

No entanto, e apesar de tudo, ele lá foi em 15 dias. Neste volume o grupo inicial que saiu de Dois Rios em fuga, encontra-se todo fragmentado. Por um lado temos o personagem principal, Rand Al’Thor, o dragão de que se fala no título, que segue sozinho. E isso é bom, porque nos permite conhecer melhor outros personagens, a mesmo ficar a gostar de alguns que não gostávamos (e vice-versa). A história segue grupos diferentes, e os capítulos vão alternando entre pontos de vista, e isso traz diversidade e interesse a este terceiro capítulo da história.

O sistema de magia é complexo e muito bem conseguido, e, dentro daquele mundo de faz de conta, faz bastante sentido e nada é inverossímil.

Aconselho a fãs do género, pessoas que gostam duma boa história bem contada, e sobretudo gente com tempo e paciência.

Boas Leituras!

Goodreads Review

 

Ler Séries de Livros

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Quem segue o Peixinho já se apercebeu que eu comecei recentemente a ler uma série de fantasia, Wheel of Time de Robert Jordan. Ora, esta série é um portento com 14 volumes, se ignorarmos os spin offs, todos eles com um tamanho bastante respeitável.

Vários motivos me levaram a começar uma série tão ambiciosa nesta altura. Primeiro, estou muito próxima de terminar o meu desafio de leitura do Goodreads, só me faltam 3 livros, por isso não tenho pressa, nem motivos para ler livros mais pequenos. Depois, neste momento sei que tenho tempo, cabeça e paciência para me dedicar a uma empreitada destas, no futuro não sei se será assim, por isso mais vale despachar já.

Mas ler uma série tem implicações práticas, especialmente para um Peixinho esquisito como eu. Primeiro, é preciso muita paciência. Quando li o Game of Thrones, ou O Senhor dos Anéis, sabia que não eram muitos volumes, por isso o facto de algum poder ter mil páginas, não era nada de especial porque num instante tudo estaria lido. Por outro lado, quando li o Harry Potter, que teve mais “prestações”, os livros eram mais pequenos, muito fluidos e a história absolutamente viciante. Nesse caso eu estava a ler ao mesmo tempo que eram editados (em Inglês), por isso não tinha outro remédio que não esperar pelo próximo e entreter-me com outras coisas no intervalo.

Agora não é o caso. Tenho todos os volumes no meu Kindle, por isso quando termino um a caminho do trabalho posso pegar imediatamente no outro, e normalmente é isso que faço porque acabam sempre com qualquer coisa mal resolvida da qual queremos saber o desfecho (e invariavelmente o livro seguinte começa noutro ponto qualquer da história, completamente disconexo, só para prolongar a agonia).

Já vou no terceiro volume, mas começo a sentir falta de ler outras coisas, ver outros mundos, entrar dentro de outros imaginários. Mas isto é como uma dependência, e enquanto não se vir o fundo ao tacho, dificilmente conseguirei desprender. A consequência para este espaço é que faço muito menos posts, tenho menos do que falar, sou um peixe menos interessante em geral.

Enfim, vou continuar a dar conta do que vou lendo por aqui, mas não pensem que me fui embora ou que isto ficou em auto-gestão. Simplesmente estou presa na história do Dragão Renascido até nova ordem.

Boas Leituras!

Acabei de Ler: The Great Hunt, Wheel of Time 2

Wheel of time

Foi há mais de 15 dias que terminei de ler o primeiro (e grande) volume desta série. Na altura, apesar da escrita não ser deslumbrante, a história era suficientemente interessante para decidir pegar no próximo volume.

Pelo meio, ainda tentei ler um livro de não-ficção, mas que infelizmente se revelou tão desinteressante que nem dei conta dele aqui. Por isso sem demoras voltei ao mundo de Rand al’Thor e seus amigos, na expectativa de continuar a seguir a história do Dragão.

Este segundo volume está muito mais bem conseguido. A história é contada com bom ritmo, as coisas fazem sentido e têm um encadeamento lógico, e temos muitas surpresas e ligações desconhecidas lá pelo meio. A trama continua centrada no pequeno grupo que saiu de Dois Rios em fuga dos Darkfriends, mas desta vez eles encontram-se todos separados e envolvidos em questões próprias. Quase desesperamos por vezes, mas no final temos uma conclusão suficientemente coesa para conseguirmos voltar a respirar.

Esta é outra das vantagens destes livros. Em cada um dos volumes a história fica suficientemente resolvida para conseguirmos respirar de novo e esperar calmamente por vontade de ler o próximo, mas como a história está a desenvolver bem não conseguimos espaçar muito a leitura.

Recomendo a todos os amantes de livros de fantasia, a quem gosta de histórias bem contadas, com um sistema de magia bem desenvolvido e coerente.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Acabei de Ler: The Eye of the World, Wheel of Time 1

Wheel of time

Já há muito tempo que andava com esta série no Kindle à espera de vontade de a começar a ler. Wheel of Time é um épico de fantasia considerado por muitos como dos melhores do género, e por outros uma cópia descarada do universo de Tolkien. Escrito quase na totalidade por Robert Jordan, que viria a morrer antes de terminar a saga (careful Game of Thrones), mas que deixou notas suficientes para permitir a Brandon Sanderson (outro escritor de fantasia) concluir a história. Eu estava curiosa para saber o que iria achar.

Começar a ler esta série não é coisa que se faça de ânimo leve, já que tem 14 volumes, todos de dimensão considerável. É preciso gostar-se mesmo para se chegar até ao fim. Tal como no Senhor dos Anéis, a história segue um grupo de jovens duma aldeia remota e pacata onde todos vivem uma vida ligada à agricultura e pecuária. Como é recorrente neste tipo de livros, a inspiração é a Europa da Idade Média, com o seu romantismo e as suas dificuldades.

Demorei cerca de 15 dias a dar cabo deste gigante, mais tempo do que para ler Game of Thrones que normalmente tinham mais 200 páginas em cima. Isso diz alguma coisa do ritmo do livro (ou falta dele) e da quantidade de capítulos puramente descritivos que me custaram a ler.

No geral gostei da história e não me incomodou grandemente a colagem à imagética do Tolkien. A história tem méritos próprios que a tornam interessante e que nos mantêm agarrados para perceber o que se passa a seguir. O sistema de magia, dividido em masculino e feminino, e em que as personagens que detêm o Poder Único são ao mesmo tempo admiradas e temidas, está bem conseguido.

Para mim foi um livro de 3 estrelas (de 1 a 5), e que me manteve interessada. O final acaba em suspense, para garantir que continuamos presos à saga, no entanto, e apesar de ter a certeza que vou continuar a seguir as aventuras de Rand e os seus amigos, para já preciso de um novo livro para intervalar. De preferência de não-ficção, para o corte ser total. Depois logo se vê.

Goodreads Review