Mistérios de Lisboa

Misterios de Lisboa

Graças a um passatempo da Leopardo Filmes ontem tivemos a oportunidade de passar a tarde e parte da noite numa maratona cinematográfica a assistir aos 6 episódios da mini-série muito premiada Mistérios de Lisboa. Nos intervalos tivemos ainda o privilégio de assistir a uma conversa com parte do elenco e o produtor Paulo Branco, que essencialmente nos falaram do génio do realizador Raúl Ruiz, ilustrando tudo com episódios das filmagens. Foi mágico.

Confesso que ia um pouco apreensiva, porque sempre eram 6 horas de visionamento e eu não sou particularmente Camiliana. O género novelesco e romântico do autor não me apelam muito, e como nunca foi obrigatório ler para a escola acabei por nunca lhe pegar.

No entanto, tudo foi uma agradável surpresa. Sim, a história era tudo o que se esperava. Todos são uns desgraçados, uns sofredores, os amores nunca são correspondidos, ou quando são, são impossíveis de concretizar. Tudo é muito, tudo é barroco e exagerado. Mas a realização é absolutamente deslumbrante, e as 6 horas passam num fôlego. A beleza dos diálogos, das cenas, do décor, faz-nos estar absolutamente imersos no mundo romântico da Lisboa de então, e seguir com aqueles personagens numa vertigem constante sem nunca esmorecer.

O filme foi reposto agora, está de novo nas salas de cinema, e eu não poderia aconselhar mais. Creio que são cerca de 4h, mas da minha experiência vale todos os minutos. O livro já está no meu kindle, algures na minha lista de livros a ler em breve.

Misterios de Lisboa 2

A conversa podia ter continuado noite dentro, e as perguntas sucediam-se como as cerejas. A última sessão começaria às 21h, e às 20h20 uma senhora pergunta pragmaticamente: “A próxima sessão é às 9h?” Nada como confirmar com o próprio produtor do filmes estes pormenores técnicos, se alguém sabe é ele. Depois do Paulo Branco confirmar, peremptória: “Então se calhar agora é melhor irmos comer alguma coisa, não?” E fomos, pois claro!

Afinal o que é o Netgalley?

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Aqueles que seguem as minhas críticas a livros aqui no Peixinho já repararam com certeza que muitos dos meus livros provêm dum sítio chamado Netgalley. Mas o que é o Netgalley?

Na terminologia editorial uma galley proof, ou abreviadamente uma galley, era a cópia inicial onde se fazia a revisão do texto. Assim, na transposição para os dias digitais de hoje, uma netgalley será uma cópia digital onde se faz uma primeira apreciação dum livro.

Este site pretende aproximar autores de leitores, disponibilizando cópias de livros ainda por editar a profissionais do ramo editorial, de bibliotecas, educação, ou pessoas como eu que fazem críticas dos livros que lêm online, com vantagens para ambas as partes.

Para nós, porque podemos ler livros muito recentes e ter acesso a uma gama variada de títulos de forma gratuita. As editoras porque quando finalmente sai para o mercado já tem várias críticas em sites relevantes, como a Amazon ou o Goodreads e já se conseguiu criar algum frisson à volta do livro.

Eu só tenho tido a ganhar desde que me juntei ao Netgalley no inicio deste ano. Já me deparei com alguns livros de autores que gosto muito, como o Yann Martel, ou conheci autores novos e surpreendentes como Paulina Chiziane. Aprofundei leituras de países diferentes como Moçambique e Argélia, e aumentei ainda mais a minha lista de livros de viagens.

No Netgalley podemos escolher as categorias de livros que mais no chamam a atenção, e dedicarmo-nos só a esses, maximizando a nossa prestação e assim garantindo mais aprovações por parte das editoras. Experimentem, vale a pena. Se formos muitos leitores de língua portuguesa quem sabe não abrem uma versão só para nós, como fizeram com as línguas francesa e alemã?

E boas leituras.

De que tem medo o João?

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Já tinha lido este livro há uns anos atrás, emprestado por uma amiga que partilha comigo o gosto por autores portugueses e poesia. E desta vez, quando o vi assim a sorrir para mim na estação de serviço, simplesmente não consegui resistir e tive de trazer o João comigo, relê-lo e partilhá-lo com o Peixinho Vermelho. Posso dizer que é um dos meus livros favoritos de sempre e aquele que penso: quem me dera escrever assim.

Este livro foi originalmente escrito em folhetos em 1933 e passado à forma de romance já em 1963. O próprio autor explica a génese do livro numa nota final, que sabe melhor se lida mesmo no fim. Tudo  se passa em plena ditadura salazarista, e ao lê-lo penso muitas vezes que só a ilusiva aparência de conto infantil o terá deixado escapar à censura. Porque à primeira vista este João é um conto juvenil, mas na realidade é muito mais que isso. É uma sátira à nossa portugalidade que se transpõe não só para os dias de hoje como para o mundo em geral.

Logo para começar, João é habitante de Chora-que-logo-bebes, uma aldeia onde todos choram e se queixam por tudo e por nada, e é isso que o leva a querer ir explorar a realidade para fora dos muros dando inicio à nossa antítese de conto de fadas. Aqui as fadas não são madrinhas nem salvadoras, mas seres que se divertem a manipular e atazanar o João, e para seguirmos o caminho da felicidade temos “apenas” que perder a cabeça e consequentemente a capacidade de pensar por nós próprios.

João é uma lição para todos nós, já que nunca se deixa intimidar com nada do que lhe põe no caminho e aceita sempre as suas provações com estoicismo, ironia e mesmo com altruísmo como na história da varinha de condão.

Recomendo a todos, principalmente aqueles que ainda estão espantados de existir.

– Não te aflijas – serenou-o, recostando a cabeça na moita. – Se eles rugissem, então sim, poderiam ser perigosos… Mas assim… Não os ouves? São poetas, talvez. Cantam as estrelas e a Lua. Louvam a vida e o amor. Vamos, dorme. Abraça-te bem a mim, João Medroso, e não temas a Natureza nem os homens que imitam os pássaros.

Goodreads Review

 

 

Poema Pouco Original do Medo

AlexandreOneill

(Porque faz hoje 30 anos que morreu O’Neill, muitos anos antes de eu ainda ter idade de saber quem ele era)

O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis

Vai ter olhos onde ninguém os veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos

O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles

Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados

Ah o medo vai ter tudo
tudo

(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

*

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos

Sim
a ratos

Alexandre O’Neill, in ‘Abandono Viciado’

 

Uma família às direitas

O Meças

Estes poucos dias de descanso que tive em Agosto revelaram-se muito produtivos para livros de produção nacional. Depois de devorar um dos que comprei na estação de serviço, do João Aguiar, peguei finalmente noutro que tinha ganho num passatempo da Time Out. Mais um, depois do Dog Mendonça do Filipe Melo. Todos os meios são bons para arranjar boas leituras, especialmente em português.

Nunca tinha lido nada deste autor, e para ser extremamente sincera nem sequer tinha ouvido falar dele. O Peixinho Vermelho é que me disse para concorrer porque queria ler este livro, e eu assim fiz e tive sorte. Depois disso já vi um episódio da série Os Livros sobre o autor, e fui obviamente pesquisar sobre a sua vida. Fiquei a saber entre outras coisas que Rentes de Carvalho tem um blog, Tempo Contado, ao qual eu agora dou uma espreitadela regular.

O Meças é um livro muito interessante. A escrita é densa e quase poética, cheia de reflexões e pensamentos. Os personagens são todos difíceis e por nenhum senti sequer empatia, no entanto não consegui deixar de ler vorazmente a história e seguir todos os seus movimentos com atenção. O personagem que dá título ao livro é um velho irascível e dominador, que se vê a braços com o filho e a nora. No meio de tudo isso aparece um outro homem misterioso cuja relação com a história se vai revelando lentamente mas que também não nos aquece o coração.

Mais que tudo percebe-se um profundo conhecimento da natureza humana, das dificuldades dos meios rurais e a velha máxima que em terra de cegos quem tem um olho é rei. Acho que se consegue também sentir a nostalgia de quem, como o autor, vive longe do seu país há muitos anos e tem já sobre ele um olhar desapiedado e cru, fruto talvez das circunstâncias em que foi forçado a abandoná-lo.

Fiquei fã e com vontade de investigar mais livros do autor. Terei de investigar nos meus alfarrabistas do costume ou esperar que a Time Out faça mais passatempos do mesmo género. Se alguém souber de alguma coisa, que passe palavra.

Goodreads review

O Meças 2

História de Pedro e Inês

ines de portugal

Como já falei aqui muitas vezes ando a atravessar uma espécie de reader’s angst. Onde antes eu mal podia esperar acabar um livro porque tinha logo dois ou três em lista de espera, agora fico alguns dias a marinar no que hei-de ler a seguir, sem grande vontade de pegar em nada. Se calhar é visionamento de episódios da Buffy em excesso, mas a  cada um o seu pecadilho.

Assim, quando fui para o meu mini-passeio de férias levava o Kindle bem recheado, mais um livro em papel dum autor português e pensava que estava preparada para o descanso. E isso durou até à primeira estação de serviço, onde encontrei aquelas edições de bolso da Leya que mesmo sem pensar em comprar vou sempre espiolhar. E desta vez caí completamente na armadilha, pois não só tinham As Aventuras de João Sem Medo, livro delicioso que uma amiga me emprestou há uns anos e que eu fiquei apaixonada, como na compra de dois livros ofereciam um saco de pano. Ora assim é impossível resistir e lá vim eu não com um, mas dois livros e um saco nos braços.

E que livro escolher para acompanhar o João? A escolha era variada e interessante, mas acabei por trazer Inês de Portugal, do João Aguiar. Este é sem dúvida um dos meus escritores portugueses favoritos. Li A Voz dos Deuses há alguns anos e adorei. Como segui ciências no 10º ano o meu conhecimento de história é pouco e na sua maioria adquirido através de livros e documentários. E os livros deste autor, para além de contarem histórias muito envolventes, estão também envolvidos numa roupagem histórica que os torna ainda mais ricos.

Até agora tinha lido sempre livros da era da colonização romana, período que gostei muito e sobre o qual já tentei encontrar mais informação sem grande sucesso. O mundo dos livros de história ainda é difícil de desbravar e não consigo distinguir os que valem a pena ler dos que são pesados calhamaços de escola. Este é não só dum período diferente, como o nome deixa antever historieta de amor, coisa para a qual me falta paciência.

No entanto foi uma agradável surpresa. O amor está lá em pano de fundo, mas o enredo foca-se mais na conjectura política e nas implicações para o país de todo o caso, o que tornou o livro muito interessante. Quem o lê à espera duma profunda história de amor como usualmente é retratada vai ficar desiludido, mas para mim foi muito melhor assim.

Não tão bom como A Voz dos Deuses , mas mesmo assim leu-se num fôlego e como sempre tem notas explicativas no final, para percebermos o que foi realidade e o que foi liberdade artística e acabarmos a leitura com mais conhecimento do que começamos.

Recomendo a todos os que gostam de história ou simplesmente dum livro bem escrito.

Goodreads Review

A banhos na Areia Branca

Depois duns dias de muito calor e fogos no Luso e em Penela, fui terminar as férias no fresquinho da praia da Areia Branca para festejar os anos duma amiga, tradição já com alguns anos.

Ao contrário desses dois passeios que fizemos só a dois, desta vez erámos um verdadeiro cardume, com muitos amigos e crianças à mistura. Uma verdadeira animação! Hoje em dia um pouco diferente de quando éramos todos jovens e acabávamos a noite muito mais tarde a beber copos nos bares da praia. Agora acabamos a ver os juvenis do cardume comer um waffle à meia-noite, desejosos que eles se despachem porque está frio e queremos voltar para o quentinho da casa ver as transmissões dos jogos olímpicos.

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Para além de toda esta vida, a praia da Areia Branca tem a funcionar até dia 31 de Agosto num pequeno  bungalow muito arranjadinho uma biblioteca de praia, onde para além de se requisitarem livros que pertencem à Biblioteca da Lourinhã podem também ler-se revistas e participar em jogos tradicionais com as crianças. Eu ando sempre carregada com um livro atrás para a praia, mas creio que estas iniciativas são muito úteis para incentivar o gosto pela leitura e para tornar as bibliotecas mais acessíveis ao público em geral. Se estiverem na zona, dão lá um saltinho a espreitar,  vale a pena.

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E pronto, as férias já acabaram, souberam a pouco e hoje já voltei para um duro despertar de realidade. Mas por outro lado, isso significará também actualizações mais regulares no Peixinho. Em breve o resumo das leituras destas férias, que até foram produtivas nesse campo.

Roma em Penela

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Continuando o nosso passeio pela zona centro, viémos do Luso para baixo com paragem em Penela. Viémos sempre acompanhados por um cenário dantesco de incêndios, já que tanto a zona da Mealhada como a de Castanheira de Pera estavam naquele momento a ser castigadas pelas chamas. Foi angustiante.

Em Penela descobrimos um hotel muito engraçado apesar do seu nome impronunciável. Inspirado nas ruínas romanas das zonas circundantes, toda a temática do hotel está baseada na ocupação romana (até os penteados das meninas da recepção), mas tudo com bom gosto.

O hotel é bonito, com uma piscina com relas e rãs, o que para um peixinho como eu já é uma mais valia, mas a isso ainda se aliou uma simpatia impressionante dos funcionários. A sério, nós nem sabíamos como reagir tão desabituados estamos a ser tratados assim (“vantagens” de viver em Lisboa).

Por isso foi um dia de piscinar e tentar baixar a temperatura corporal depois da experiência do Luso, e também passear na vila de Penela que eu pessoalmente achei encantadora. O Peixinho Vermelho nem tanto, mas ficou também rendido ao queijo Rabaçal gratinado com mel que comemos de entrada.

Ficámos com imensa vontade de repetir a experiência, se possível em breve.

Enfim, nem quero acreditar que estou em contagem decrescente para voltar ao trabalho…

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A piscina…
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O castelo de Penela
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As muralhas do castelo
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A linha defensiva do Mondego. A mim ainda me faltam ver alguns, e a vocês?
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Queijo Rabaçal gratinado com mel no D. Sesnando. Eu não tenho palavras…

Luso – Claro como a sua sede

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O parque do Lago

Eu acredito piamente que viajar não é uma actividade que se faça exclusivamente para o estrangeiro, e tenho imenso prazer em descobrir recantos bonitos/pacatos aqui em Portugal.

Por circunstâncias várias, tenho sempre de tirar férias em Agosto, o que torna esta coisa de encontrar sítios pacatos uma missão quase impossível. O ano passado, depois de quase nos descabelarmos todos na zona da Serra da Estrela, passámos dois dias de profundo descanso no Luso. Por isso este ano resolvemos repetir a dose. Isso porque havia outra dose que eu queria repetir, que era a de filetes de polvo no Cesteiro, que já o ano passado me tinha encantado.

O Luso é um bocadinho a Sintra do centro. Uma vila pequena, encantadora, com um clima especial, e com a Mata do Bussaco mesmo ali pronta para uns maravilhosos passeios. Claro que se estão 40º em todo o país não há milagres e este ano passámos mesmo muito calor. Não ajudou o facto de estarmos alojados num bungalow do parque de campismo (experiência que não pensamos repetir) e que estivessem fogos florestais um pouco por toda à parte. Claro que apesar de andarem fogos mesmo ao pé da porta, todos os dias, religiosamente, se ouviam foguetes às 10h da manhã, da noite e a uma muito generosa meia noite não fôssemos nós estar finalmente a conseguir pegar no sono mesmo com o calor e isso é que não pode ser.

Por outro lado o parque é todo rodeado de eucaliptos que é capaz de ser a única árvore cuja sombra não é fresca. Mas nem um bocadinho.

Mas o Luso continua a ser encantador, e os filetes ainda lá estavam (quase não os apanhava, mas uma cortesia da cozinha desencantou uma dose para mim) por isso ainda temos vontade de voltar. Talvez não em Agosto.

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O pôr-do-sol no Luso

Finalistas do Man Booker 2016

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Como já tinha falado anteriormente, por altura da atribuição do prémio Man Booker International, saiu no final de Julho a lista dos finalistas na categoria de livros escritos originalmente em inglês. Como também referi, mais que qualquer outro prémio literário, este fala-me ao coração e tem-me dado excelentes indicações nos anos anteriores, por sigo-o sempre com atenção. Neste momento já tenho na calha o “The Vegetarian” (vencedor deste ano em livros traduzidos), tenho só de acabar uma longa lista de livros pendentes que teima em perseguir-me.

A lista está para consulta aqui, e nela encontram-se veteranos previamente galardoados (até com o Nobel), como o sul africano JM Coetzee ao lado de novatos nestas andanças.

Muitos deles estiveram previamente disponiveis no Netgalley, por isso eu poderia tê-los pedido às editoras. Fica a dica para o próximo ano, que para este já vou tarde. No entanto, depois de dar uma vista de olhos nos títulos e respectivas criticas no Goodreads fico com a ideia de ler alguns:

The School Days of Jesus – JM Coetzee: Na realidade até tenho a versão traduzida em português para ler, que me foi emprestada por um amigo do trabalho. Só ainda não tinha chegado ao topo da minha longuíssima lista de livros para ler (já li o Disgrace do mesmo autor e não foi um livro que adorei), mas após esta nomeação com certeza vai passar à frente na fila.

His Bloody Project – Graeme Macrae Burnet: Com 4.17 de rating no Goodreads este policial escocês promete entusiasmar até a mim que não sou uma fã incondicional do género.

The Many – Wyl Menmuir: Um mistério gótico numa praia inglesa é o primeiro livro deste autor. Com peixes mortos a darem à costa parece-me uma leitura leve para férias.

Eileen – Otessa Moshfegh: Um livro que revolve em torno duma mulher muito estranha e com uma história peculiar. Mesmo ao jeito das histórias bizarras que costumo gostar.

Já em Setembro saberemos quais os que chegam à lista final e em Outubro o grande vencedor. Até lá, boas leituras.