Sawadee ka

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O Peixinho voltou a ir a banhos, desta vez em Phuket, na Tailândia. No inicio deste ano concorri a um passatempo promovido pela Autoridade de Turismo da Tailândia, e fui a feliz contemplada com uma viagem a Phuket. Ora, isso para um peixinho viajante como eu é quase o equivalente ao Euromilhões, e andei em pulgas o ano todo.

Final de Outubro lá rumámos a Sudeste, e voltámos com algumas histórias para contar (e algumas feridas para lamber).

Nos próximos dias vou contando por aqui o que andámos a fazer por lá, à medida que me for reajustando ao horário de casa. Até lá deixo-vos com uma foto muito típica de Maya Bay, local onde foi filmado “A Praia” com o Leonardo de Caprio, e dos sítios mais visitados das redondezas.

O Polígamo

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No dia em que todas as conversas literárias giram à volta do Bob e o seu mérito ou demérito em ter ganho o Nobel, o Peixinho, apesar de ser um blog essencialmente sobre livros, vai ter uma nota dissonante. Nunca li nada do senhor, não conheço particularmente as músicas e devo confessar que, ao contrário dos vencedores do Man Booker, os prémios Nobel em geral não me entusiasmam por aí além. Há obviamente excepções, como em tudo o resto na vida, mas assunto Nob(v)elesco encerrado.

Apetece-me isso sim falar do livro que terminei mesmo agora, mais um que o Netgalley me ofereceu para comentar. Este polígamo é radicalmente diferente do livro da Paulina Chiziane que eu li aqui há um tempo atrás. Principalmente porque em tudo o que aquele livro respirava realidade, este exala fantasia. Em tudo o que o outro era um retrato duma sociedade, embora ficcionado, este é uma “realidade” cuidadosamente construída para nos envolver e fazer entrar dentro do mundo de fantasia deste autor.

Passado na Índia no final dos anos 70 conta-nos a história de Omar, um Saudita educado no Ocidente mas que desiludido consigo próprio e com  a sua vida de promiscuidade e aversão ao compromisso. Omar acredita que na poligamia estará finalmente a chave para a sua felicidade, e através do casamento com 3 mulheres radicalmente diferentes, que pouco mais partilham que a religião, ele vai não só descobrir-se como perceber que não consegue fugir de si mesmo.

Não é um livro para ser levado demasiado a sério, mas para se ler suavemente como uma brisa numa praia de Goa.

Recomendado a todos os que gostam duma boa história de final de verão.

As always when fantasy is converted into fact, there are surprises. Greatest, perhaps, was the unremarkable truth that an unusual lifestyle does not make the experience of living extraordinary. In many respects his new life was no different from the old one. He had to put up with mundane frustrations, aches and pains just as before. He was still the same person.

Goodreads Review

Sonhos no Publico

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Já referi várias vezes este ano que estou a reler a colecção do Sandman do Neil Gaiman, graças a uma amiga que a está a reconstruir na versão original. Tem sido um processo saboreado e que me tem transportado a um passado não muito longinquo onde a vida era possibilidades e promessas.

A partir de hoje e durante 11 semanas o Publico oferece-nos a possibilidade de ter esta colecção nas nossas casas, versão portuguesa. Tivesse eu mais espaço em casa para uma biblioteca como deve ser e não hesitava.

Boas leituras.