Livros que Recomendo – Contos do Gin Tonic

gin tonic

Mário Henrique-Leiria já fez umas aparições aqui no Peixinho na Poesia de segunda-feira, mas achei que já estava na altura de recomendar o livro que me fez chegar até ele. Já não me lembro bem qual a história que me trouxe até este livro, no fundo da minha memória está associado a uma amiga muito louca com quem partilhei umas noitadas e o amor pelos livros, mas pode ter vindo de qualquer outra pessoa.

Sem dúvida que A nêspera foi o primeiro poema que me despertou a atenção e que me levou a querer conhecer mais deste autor surrealista.

Mário Henrique-Leiria era um escritor que fazia parte dum grupo  de surrealistas e isso está bem marcado na sua obra. Este livro é um conjunto de contos, mais em prosa que em poesia, mas todos com uma veia fantástica, humorística e satírica, a condizer com o espírito pré 25 de Abril que para se dizer umas verdades sociais e politicas elas tinham de vir mascaradas de algo diferente. Lido nesse contexto, a nêspera pode ser visto como um apelo à acção, a tomar o nosso destino nas próprias mãos, e muitos dos contos que estão contidos neste livros estão carregados de mensagens. Mas acima de tudo dão imenso prazer a ler.

Recomendo a todos os que gostam de literatura portuguesa, de coisas divertidas e diferentes e que se querem deixar encantar.

Se quiserem saber mais sobre o autor têm bons artigos aqui e aqui.

Boas Leituras!

Noivado
Estendeu os braços carinhosamente e avançou, de mãos abertas e cheias de ternura.
– És tu Ernesto, meu amor?
Não era. Era o Bernardo.
Isso não os impediu de terem muitos meninos e não serem felizes.
É o que faz a miopia.

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Livros que Recomendo – Toda a Mafalda

mafalda

Quando era miúda ia passar muitos fins-de-semana a casa dos meus padrinhos. Uma coisa que eles tinham eram imensos livros, um dos quais já recomendei aqui, O Meu Pé de Laranja Lima. Mas também tinham muita BD alternativa dos anos 70, muita obscura de que não se ouviu mais falar, mas a minha favorita era sem dúvida a Mafalda.

A Mafalda é uma menina de 6 anos, que não gosta de sopa e tem uma visão do mundo surpreendentemente actual, considerando que é um cartoon argentino que foi publicado  por Quino de 1964 a 1973. A sua visão política e social é muito apurada, e a interacção com os seus amigos e mais tarde o irmão permitem-nos reflectir sobre problemas importantes da sociedade sempre com uma capa de aparente leveza.

Foi uma daquelas BD’s que eu comecei a ler em pequena e a rir de algumas tiras, principalmente as que relatavam o ódio à sopa, e quanto mais ia crescendo mais ia abarcando os significados que estavam contidos em cada quadradinho.

Já há muito tempo que não leio a minha Mafalda, mas tenho saudades. É um daqueles livros a que recorro quando o cérebro precisa de descanso informado.

Recomendo a todos os que gostam de pensar, divertir-se, rir enquanto pensam sobre coisas sérias, e perceber que embora o mundo evolua muito, se calhar tudo continua na mesma.

Boas Leituras!

mafalda 02

Ponto da Situação

estante

Logo no início do ano vim aqui fazer um desafio a mim própria de não comprar nenhum livro este ano, na tentativa de ler os que ainda tenho aqui na estante ao mesmo tempo que me vou desfazendo de alguns que tenho cá por casa e que nunca mais relerei. A situação é grave, já tenho duas filas de livros em frente uma à outra, livros por cima, e espalhados pelo resto da casa.

Eu tenho-me mantido fiel ao desafio, recebi livros pelo aniversário, que já li, mas ainda não comprei nada. O outro Peixe cá de casa já comprou alguns livros, mas ele está livre destes meus desafios, obviamente. Também já li os livros que ele comprou.

O balanço é claramente positivo. Este ano que está longe de ter chegado ao fim, já li 9 livros que andavam por cá na estante a ganhar pó, e alguns já ganharam uma nova casa. O ano passado, por comparação, li 8 livros cá de casa no ano todo. O plano para o resto do ano vai ser continuar a ler livros que tenho por aqui, intercalados com outros, para continuar a dar um rumo mais coerente à minha colecção de livros.

Mas mais tarde, porque neste momento, e contrariamente ao que disse num post anterior, que só era capaz de ler um livro de cada vez, estou a ler um livro no Kindle e uma BD. Comecei pela BD, que é longa e complexa e está a demorar-me mais do que eu antecipei. Como não consigo transportá-la comigo, lá tenho de ler outra coisa no autocarro. O que significa que nunca mais acabo nem um, nem outro. Enfim, há problemas piores.

Boas Leituras!

Livros que Recomendo – Crónica duma Morte Anunciada

GGM

Já há muito tempo que queria recomendar no Peixinho um livro do Gabriel García Márquez que me acompanhou no final da adolescência, no entanto demorei muito tempo a decidir qual. Muitos são aqueles que me encantaram, mas finalmente percebi que este tem um lugar especial no meu coração de leitora.

Este livro começa pelo fim. Começamos a saber que Santiago Nasar vai morrer, e como vai morrer. Na realidade, nunca houve morte mais anunciada e é isso que torna este pequeno livro absolutamente delicioso.

O narrador retorna à sua aldeia muitos anos depois dos acontecimentos terem ocorrido, e vai investigar como morreu o seu amigo. Bayardo San Roman casou com Angela Vicario e descobriu na noite de núpcias que ela já não era virgem. Pressionada a nomear o culpado, ela acusou Santiago Nasar, e foi devolvida à familia. Os irmãos juraram vingar a sua honra e matar o culpado. E a partir daí a sorte de Santiago está lançada, e toda uma série de eventos se desenrolam permitindo que a sua morte efectivamente aconteça, perante a impassividade/cumplicidade de toda a aldeia.

É realmente um livro pequeno, com cerca de 100 páginas ou menos, mas poderoso na forma com a história se desenrola, como o autor nos obriga a testemunhar este facto como se estivéssemos nós próprios nesta aldeia perdida do interior colombiano, e fossemos de algum modo coniventes com o que se está a passar. É, como muitos outros livros, um forte retrato das convenções sociais, dos moralismos e das regras rígidas que nos regem, um testemunho do facto que muitas vezes acreditamos no pior das pessoas.

Recomendo a todos os que gostam de literatura sul-americana, ou a querem descobrir, ou simplesmente querem uma história pequena mas muito bem contada.

Boas Leituras!

Livros que Recomendo – Pela Estrada Fora

on the road

Jack Kerouac é um escritor medianamente conhecido, pelo menos entre nós, mas a sua influência na literatura anglo-saxónica foi fundamental. A ele é atribuído o nascimento da “Beat Generation“, uma geração de escritores e poetas pós segunda guerra mundial, que tentaram quebrar barreiras, ver o mundo com outros olhos e pavimentaram a posterior revolução que foram os anos 60. A isso tudo Jack Kerouac junta o facto de ser o único escritor que conheço que partilha o meu aniversário, por isso foi com redobrada curiosidade que li este seu livro.

Se retirarmos todo o contexto à obra, ela pode parecer-nos seca e desprovida de elegância. Parecem-nos as viagens sem rumo duns tipos falhados na vida, divorciados, alcoólicos, a experimentar com tudo o que deitam a mão.

Mas se pensarmos que isto é um relato de viagens feitas no final dos anos 40, com o pano de fundo duma América a recuperar da guerra, das casas de jazz, a pobreza das zonas mais interiores, o desespero e falta de visão de futuro duma nova geração, vemos que à altura isto foi tudo muito inovador. Estes amigos iam visitar locais onde a classe média não se atrevia a entrar, e voltavam para contar a história, que era escabrosa.

Também o modo como a história foi contada foi inovador. Jack Kerouac tirou anotações em blocos de notas aquando das suas viagens, e só alguns anos mais tarde, em 1951, se sentou durante 3 semanas e escreveu tudo de seguida, sem parar, num manuscrito de folhas todas iguais que colou umas às outras para formar um enorme rolo contínuo, que ainda hoje se encontra em exposição em algumas bibliotecas.

Hoje em dia, que já todos vivemos tudo, que tudo é permitido embora tudo seja criticado, pode ser difícil perceber qual foi a relevância desta obra na altura, mas ainda hoje é considerado um livro importante e influencia muitos escritores e músicos. Em 2012 foi feito um filme, que eu ainda não vi, mas que não me parece muito promissor.

Já o livro recomendo a todos os que gostam de literatura de viagem, de retratos duma geração, de coisas diferentes.

Boas Leituras!

Livros que Recomendo – Harry Potter

harry potter

Pode parecer estranho à primeira vista vir aqui recomendar um livro infanto-juvenil, mas quem segue este espaço sabe que não é a primeira vez que o faço, uma vez que já falei de livros de banda desenhada e livros para esta faixa etária, como A Rapariga que Roubava Livros, por exemplo. Pode parecer ainda mais estranho recomendar um livro que já toda a gente que queria ler, leu, mas eu acho que este é um livro (ou série de livros) incontornável na minha história e no conhecimento de todos os bibliófilos.

A história é do mais simples que pode haver. Um órfão de pai e mãe é educado por uns tios que o desprezam e maltratam (vêem as semelhanças com tantas outras histórias do género?) mas consegue algum alívio quando descobre que vai passar todos os anos lectivos numa escola de magia onde goza de algum prestígio devido à sua ascendência, e onde é amado por uns e odiado por outros. Vai tornar-se um líder entre os seus pares, atravessar a adolescência superando grandes desafios e tornar-se um jovem adulto no meio de muitas aventuras e consolidando amizades que se transformam numa família alargada.

Até aqui isto é a sinopse de muitos e muitos livros infanto juvenis. Este tem a particularidade de se ter imerso no mundo da magia, ter mexido com o nosso imaginário criando feitiços e criaturas, reaproveitando outras e colocando isso tudo no cenário bem nosso conhecido e também por si só dado à fantasia, da velhinha Inglaterra.

Quando comecei a ler estes livros já era adulta (young adult, se quiserem), mas mesmo assim não fiquei imune ao charme da magia e da história simples mas bem contada, com a dose certa de aventura e personagens antagónicos, com heróis e vilões na medida certa. Estes livros têm também a virtude de me terem introduzido na leitura em inglês. Algures por altura do lançamento do quarto volume percebi que não ia aguentar esperar meses pela tradução, e se dava explicações de Inglês estava na altura de testá-lo na vida real. O meu primo, que era tão fã como eu, foi para a fila da Fnac no dia do lançamento e comprou um exemplar para mim. E a partir daí nunca mais parei. Todos os volumes seguintes li em inglês e daí a ler maioritariamente nessa língua no meu Kindle foi um passo muito pequeno, e as portas que isso me abriu foram inúmeras.

Estes livros são fáceis de ler, proporcionam horas de entretenimento e eu recomendaria a todos os que têm jovens que querem entusiasmar pela leitura, ou adultos que gostam de sonhar de vez em quando. Não são clássicos da literatura mundial, podem ver os filmes em vez de ler os livros, mas ficam mais mal servidos porque nada bate a nossa própria imaginação a funcionar.

Acredito que a grande maioria dos meus seguidores já tenham lido o Harry Potter, e os que não leram também não o vão fazer, mas mesmo assim deixo aqui a minha recomendação.

Boas Leituras!

O Elixir da Eterna Juventude

SG 02

Imaginem que aquelas músicas que vocês passaram a vida a cantarolar desde miúdos e que viram dezenas de vezes em concertos são agora transformadas num livro de banda desenhada. Foi o que aconteceu com este “Elixir da Eterna Juventude” de Fernando Dordio, que resolveu pegar no universo de Sérgio Godinho e transformá-lo numa aventura alucinada por páginas bem ilustradas.

É quase impossível não gostar dum livro que está tão imerso no nosso imaginário colectivo, a menos que sejam uma daquelas 15 pessoas em Portugal que não gostam do Sérgio. Mas se esse for o caso, aviso já que o Zeca faz uma aparição especial.

E, melhor que tudo, ainda temos direito à árvore dos patafúrdios, esse clássico de qualquer infância de todos os portugueses com mais de 30 anos. Um bocadinho mais, vá…

No entanto, nem tudo é perfeito neste livro, e para quem já leu as BD’s de Filipe Melo, por exemplo, vê que a cadência e coerência desta história ficam um bocadinho aquém. No entanto eu continuo a achar que vale a pena ler e tentar descobrir todas as referências musicais contidas nas suas páginas. Tenho de agradecer ao programa do Raminhos, Missão 100% Português, por me ter dado a conhecer este livro.

Recomendo a todos os amantes de BD e de boa música portuguesa!

Goodreads Review

Boas Leituras!

SG 01

Man Booker 2018

Man Booker 2018

Podemos dizer que desta vez é que é a sério. Depois de terem decidido qual o melhor entre os vencedores dos últimos 50 anos, que foi o nosso bem conhecido Paciente Inglês, O Man Booker volta à carga para escolher o premiado de 2018, e anunciou a sua lista de escolhidos.

Curiosamente Michael Ondaatje aparece selecionado novamente, mas será demais ganhar duas vezes no mesmo ano, ou não?

Ainda não li nem um dos selecionados, por isso não posso dar a minha opinião informada, mas, como sempre venho dizendo, entre eles estarão com certeza boas recomendações. A mim parece-me bem o Sabrina, por exemplo. Podem ver aqui o artigo original, e em baixo os nomeados.

Já leram algum, recomendam?

Belinda Bauer (UK), Snap (Bantam Press)
Anna Burns (UK), Milkman (Faber & Faber)
Nick Drnaso (USA), Sabrina (Granta Books)
Esi Edugyan (Canada), Washington Black (Serpent’s Tail)
Guy Gunaratne (UK), In Our Mad And Furious City (Tinder Press)
Daisy Johnson (UK), Everything Under (Jonathan Cape)
Rachel Kushner (USA), The Mars Room (Jonathan Cape)
Sophie Mackintosh (Wales, UK), The Water Cure (Hamish Hamilton)
Michael Ondaatje (Canada), Warlight (Jonathan Cape)
Richard Powers (USA), The Overstory (Willian Heinemann)
Robin Robertson (Scotland, UK), The Long Take (Picador)
Sally Rooney (Ireland), Normal People (Faber & Faber)
Donal Ryan (Ireland), From A Low And Quiet Sea (Doubleday Ireland)

Boas Leituras!

Os Mil Outonos de Jacob de Zoet

thousand autums

Depois de ler alguns bons livros do Netgalley senti o desejo de voltar a território conhecido, a um autor que gosto e de quem ando a ler a obra toda por ordem de publicação. Já aqui recomendei o primeiro livro que li dele, Cloud Atlas, e desta vez fui ler este Thousand Autumns of Jacob de Zoet, ainda por traduzir para português.

Apesar de não ter sido o meu livro favorito deste autor, mesmo assim gostei bastante. É um livro bonito, intrincado, com uma história bem contada e bem cimentada na história mundial, num local bem familiar a David Mitchell, o Japão, desta vez algures no final do século XVIII, inicio do XIX. É extraordinária a habilidade que este autor tem em viajar no tempo e sentir-se tão confortável a imaginar sobre a história passada ou extrapolar sobre séculos futuros, mas ele é sobretudo um estudioso das relações humanas e as suas nuances e suponho que aquilo que se denomina “natureza humana” seja transversal a culturas, locais e eras.

Esta história é forte, mas melancólica e mostra-nos que a vida é como é, e não como gostaríamos que fosse. Mas que se segue determinado curso é porque no final havia um desígnio maior a funcionar.

Jacob de Zoet é um escriturário holandês ao serviço da Companhia Holandesa das Índias Orientais que vai trabalhar por uns anos no seu posto de Dejima, perto de Nagasaki no Japão. É suposto ir apenas pelo tempo suficiente para acumular um pé de meia e casar com a sua noiva que deixou à espera na Holanda Natal. Mal sabia todo o mundo diferente que o esperava, o fascínio pela cultura tão diferente da sua, os jogos subtis de poder que o iam enredar, e sobretudo o amor estranho e profundo que o iria arrebatar.

Ao início foi-me dificil criar empatia com esta personagem do Jacob, parecia-me demasiado rígido nos seus ideais, demasiado linear. Por outro lado, e por mais estranho que isto possa parecer, os nomes dos personagens estarem em holandês ou japonês fez com que demorasse algum tempo a distinguir quem era quem, e com isso demorei a entrar na narrativa.

Mas assim que finalmente me deixei enredar pela narrativa tudo começou a fazer sentido e a beleza do livro cativou-me. O fascínio que Mitchell tem pelo Japão, onde viveu alguns anos, está bem presente nas descrições da sua complexa cultura de regras sociais relacionadas com a honra e a posição hierárquica, e o livro tem personagens que amamos, outros que odiamos, e outros que amamos odiar. David Mitchell escreve mesmo muito bem, e é sempre um prazer desenrolar os novelos que foram cuidadosamente tecidos para nós.

Recomendo a todos os que gostam de ficção histórica, os que gostam do Oriente, os que gostam de histórias bem contadas e aqueles que, como eu, são fãs de David Mitchell.

Goodreads Review

Boas Leituras!

“I shan’t claim, men, that faith always saves a man from drowning—enough devout Christians have died at sea to make a liar of me. But this I do swear: faith shall save your soul from death. Without faith, death is a drowning, the end of ends, and what sane man wouldn’t fear that? But with faith, death is nothing worse than the end of this voyage we call life, and the beginning of an eternal voyage in a company of our loved ones, with griefs and woes smoothed out, and under the captaincy of our Creator …”

Livros que Recomendo – The Complete Maus

Maus

À semelhança de Persepolis que eu recomendei a leitura há uns tempos atrás, este foi mais um brilhante volume de banda desenhada para adultos que li através da biblioteca da minha empresa, e que trata de temas delicados e fortes dum modo absolutamente diferente.

The Complete Maus foi escrito/desenhado por Art Spiegelman e conta-nos a história dos seus pais e de como eles sobreviveram ao holocausto. Eu já li bastantes livros sobre este tema, sobre variadissimos ângulos mas este foi sem dúvida dos meus favoritos. Pode parecer estranho à partido lermos um livro de banda desenhada sobre uma temática tão delicada, mas na realidade o autor usou de artifícios apenas disponíveis neste meio para ilustrar o absurdo desta guerra, e do sofrimento dum povo. Aqui os judeus são retratados como ratos, os alemães como gatos, os polacos porcos e os americanos cães, ilustrando assim como é estranho diferenciar as pessoas pelas suas crenças/nacionalidades quase como se as transformássemos numa espécie diferente.

Ao fazer o acompanhamento dos personagens ao longo do tempo, desde a guerra até à altura em que o próprio autor é adulto e interage com o pai que lhe conta a sua história, podemos também ver os efeitos duradouros que o horror vivido teve na vida de todos aqueles que sobreviveram, e como isso perdurou para as gerações seguintes, que mesmo não entendendo, ficaram também profundamente afectadas.

Este era um livro que facilmente poderia ter corrido mal, estava construído numa corda bamba delicada, no entanto é belíssimo, muito bem construído, e mesmo a crueza dos desenhos, na minha opinião, acrescenta à história.

Recomendo a todos os que gostam de banda desenhada, histórias fortes sobre a nossa história mundial e bons livros em geral.

Goodreads Review

Boas Leituras!