Compras na Feira

Compras Feira 2017

 

Já fez mais de uma semana que o Peixinho foi passear na Feira do Livro, mas já que ontem foi o seu último dia é finalmente tempo de fazer o balanço das compras. No final das contas consegui comprar apenas mais 4 livros.

Para além do livro de poesia que tinha falado no post anterior, e do qual já li um pedaço bastante saudável, não consegui também resistir ao humor do Vilhena, como já se tinha percebido. Esse ainda pertence à lista interminável dos livros para ler.

Os outros dois, pequeninos, vieram para enriquecer a minha colecção de eróticos, fazer companhia a outros títulos dos mesmos autores que já lá tenho. Não foram comigo para férias, porque são demasiado pequenos para justificar o esforço de os carregar. Falarei deles quando os ler, para já vão também engrossar a lista dos que estão na calha.

Férias passadas, de volta à escrita!

O Peixinho foi à Feira

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O Peixinho deu um salto à feira do livro depois do trabalho na ideia de dar uma volta descomprometida e tentar atingir a sua meta diária de 10 mil passos. O Peixinho é um incorrigível optimista, pois nenhuma destas coisas foi conseguida.

Esta é supostamente a maior feira de sempre, com inúmeros expositores e mais talhões que no passado. No entanto, os aglomerados editoriais da Porto Editora, Presença, Leya e 20/20 (quem são estes, estou desactualizada! Não encontrei lá nada digno de registo, diga-se), tornam difícil encontrar algo verdadeiramente diferente e original. No entanto deixo aqui a minha penitência pública, porque fui incapaz de resistir a Todas as Palavras de Manuel António de Pina, na Assírio e Alvim, agora detida pela Porto Editora. Estava uma pechincha, em livro do dia, a sorrir para mim e a implorar por um lar. Tive que o trazer.

Mas ainda há pérolas perdidas, na pessoa de pequenas editoras que recuperam autores mais pequenos da nossa história em edições fac-similadas e a preços muito convidativos. Este ano pude desfrutá-los com livros d‘A Bela e o Monstro, na banca da Editorial Planeta, ou na e-Primatur.

E depois, se há coisa que me desgraça é um funcionário simpático que gosta do seu trabalho. Na e-primatur estava calmamente a folhear os livros do Vilhena, pelos quais tenho algum carinho já que me lembram a minha infância. O único senhor da banca estava entretido com um dos seus autores que claramente tinha aparecido de surpresa para ver que destaque estavam a dar aos seus livros, e, muito subtilmente, queria a atenção que a sua posição merecia.

Por mim, óptimo, que eu já tinha esgotado o meu orçamento e não tencionava comprar mais nada. Estava simplesmente deliciada com a qualidade das edições. Assim que o autor deu espaço, o senhor da banca vem ter comigo e diz que não pôde deixar de reparar que eu tinha estado a ver os livros do Vilhena, e começou uma​conversa animada sobre o autor, o plano editorial que têm para as próximas obras, quando é que vão estar em livro do dia com o máximo de desconto. Já adivinharam, vim com o livro que estava em promoção, e ainda trouxe um saquinho com ofertas. Sou uma fácil.

De resto a feira está igual a si própria. Com mais roulottes de comida, mas que me pareceram bem enquadradas no espaço, com muita gente a passear, gente a levar os filhos a ter contato com os livros​, como os meus pais faziam comigo. E claro, passear na feira significa também encontrar amigos por acaso, comer um gelado enquanto nos arrependemos porque assim não podemos folhear os livros que queremos, e todos estes pequenos rituais tornam a experiência mais rica.

A frase do dia veio da boca duma turista brasileira, que gritou para uma amiga que ia mais à frente: “Oh Hilda, vamos embora que já vi que isto são só livros mesmo”!

E agora com licença, que tenho uns poemas para ir ler.

Oportunidades

Oportunidades

O Peixinho já estava com dificuldades em navegar no seu aquário, o que em linguagem literária significa que já não temos espaço nas prateleiras. Na realidade, já temos filas duplas, livros por cima, no topo da estante e espalhados pela casa (e na casa dos pais). Ora, está na altura de pôr ordem nisto e ficar apenas com os livros que queremos mesmo, ou que eventualmente um dia gostariamos de reler.

Ao mesmo tempo que já libertámos alguns dos nossos livros em mini-bibliotecas por aí, outros estamos a vender. Podem vê-los aqui, e por enquanto é uma lista pequena (sim, tenho alguns problemas em separar-me de livros), mas de certeza que vai continuar a crescer. Mas vamos por partes:

Eu Assassino. de António Altarriba: uma BD maravilhosa, com uma qualidade visual muito bem conseguida. Temos dois exemplares, por isso estamos a vender um deles, novo.

2666, Roberto Bolano: um livro delicioso, mas que felizmente já temos em Kindle, por isso podemos libertar para outras casas. Em inglês.

V, Thomas Pynchon: a mesma coisa que o anterior. Já o temos na versão kindle, por isso podemos passá-lo a alguém. Também em inglês.

All the Countries We’ve Ever Invaded, Stuart Laycock

Raspberry Pi, a Practical Guide: acho que não preciso dizer que este era do outro peixe cá de casa.

Colecção Adam, BD: Comprei alguns volumes destes comics até perceber que realmente não posso comprar todas as BDs que gosto sob pena de não conseguir entrar em casa um dia. Espero que possa fazer alguém sorrir.

Deus ex machina

Men ex machina

Falei num post anterior que certos livros puxam certos álbuns, ou certos tipos de música. Eu gosto de literatura, mas gosto também de muitos outros tipos de artes, e a música tem uma grande influência e uma grande presença no meu dia a dia.

Ora, já acabei de ler a primeira parte da saga Hyperion do Dan Simmons, e isso significa também que já estou noutras músicas e larguei o álbum de Mão Morta. Todo o livro era à volta duma peregrinação ao templo do Shrike, uma divindade biomecânica, e, coincidentalmente ou não, o álbum era também sobre a atração do homem pela tecnologia, a fusão do corpo humano com o metal, enfim tudo relacionado.

Esta semana no autocarro enquanto lia escolhi casualmente uma música para me acompanhar e fui dar a este velhinho album de Tool, Aenima, que curiosamente, ou talvez não, é bastante apocaliptico. Mais uma vez adequa-se imenso a este segundo volume “The Fall of Hyperion”, onde toda a trama se passa à beira da destruição da humanidade. A banda sonora perfeita para aumentar o prazer da leitura.

Videoclip aqui

Some say the end is near.
Some say we’ll see Armageddon soon.
I certainly hope we will.
I sure could use a vacation from this

Bullshit three ring circus sideshow of freaks

Here in this hopeless fucking hole we call L.A.
The only way to fix it is to flush it all away.
Any fucking time. Any fucking day.
Learn to swim, I’ll see you down in Arizona Bay.

Fret for your figure and
Fret for your latte and
Fret for your lawsuit and
Fret for your hairpiece and
Fret for your Prozac and
Fret for your pilot and
Fret for your contract and
Fret for your car.

It’s a bullshit three ring circus sideshow of freaks

Here in this hopeless fucking hole we call L.A.
The only way to fix it is to flush it all away.
Any fucking time. Any fucking day.
Learn to swim, I’ll see you down in Arizona Bay.

Some say a comet will fall from the sky.
Followed by meteor showers and tidal waves.
Followed by fault lines that cannot sit still.
Followed by millions of dumbfounded dip shits.

Some say the end is near.
Some say we’ll see Armageddon soon.
I certainly hope we will cause
I sure could use a vacation from this

Stupid shit, silly shit, stupid shit…

One great big festering neon distraction,
I’ve a suggestion to keep you all occupied.

Learn to swim. [3x]

Mom’s gonna fix it all soon.
Mom’s comin’ round to put it back the way it ought to be.

Learn to swim.

Fuck L Ron Hubbard and
Fuck all his clones.
Fuck all these gun-toting
Hip gangster wannabes.

Learn to swim.

Fuck retro anything.
Fuck your tattoos.
Fuck all you junkies and
Fuck your short memory.

Learn to swim.

Fuck smiley glad-hands
With hidden agendas.
Fuck these dysfunctional,
Insecure actresses.

Learn to swim.

Cause I’m praying for rain
And I’m praying for tidal waves
I wanna see the ground give way.
I wanna watch it all go down.
Mom, please flush it all away.
I wanna see it go right in and down.
I wanna watch it go right in.
Watch you flush it all away.

Time to bring it down again.
Don’t just call me pessimist.
Try and read between the lines.

I can’t imagine why you wouldn’t
Welcome any change, my friend.

I wanna see it all come down.
Bring it down
Suck it down.
Flush it down.

A morte não é mais do que uma predisposição para a horizontalidade!

Comecei esta semana a ler um livro que andou todo o 2016 no meu Kindle à espera de vez. Hyperion, de Dan Simmons, uma coisa de ficção cientifica hardcore. Eu leio (quase) todos os géneros literários, mas scy-fi é aquele que mais custa a entrar. Como leio essencialmente em inglês e estes livros estão recheados de palavras que não existem em língua nenhuma, torna-se bastante desafiante conseguir entrar no mundo específico de cada obra, que regra geral é densa e palavrosa.

Mas desta vez achei que era hora, até porque as críticas no Goodreads são bastante boas, e já há muito tempo que me está a apetecer qualquer coisa de fora deste mundo, neste caso literalmente.

Só que eu leio essencialmente nos transportes públicos, e para me conseguir abstrair das conversas alheias costumo ouvir música ao mesmo tempo. Normalmente cada tipo de livro adequa-se a determinado tipo de música, ou em tão continuo a ouvir em repeat a mania que me acompanhar na altura.

Ora, esta semana por motivos vários que nem eu saberei explicar, mas que se prendem muito com esta música que só agora descobri, estou a ouvir o álbum de Mão Morta Pesadelo em Peluche. E descobri que é praticamente incompatível ouvir música com boas letras e ler ao mesmo tempo. O título deste post é só um dos exemplos das coisas que me fazem começar o dia com um sorriso nos lábios (ou um esgar de surpresa com alguma expressão mais crua).

Diz a Wikipédia que este álbum, conceptual como muitos os da banda, se baseia numa obra de J. G. Ballard, autor famoso pela sua visão da relação entre o homem e a máquina, como os nossos desejos e pulsões se relacionam com a tecnologia e o desenvolvimento. Li deste autor o livro Crash, que deu também origem ao filme de 1996 de Cronenberg, e que é bastante hipnótico e perturbador. Uma visão forte da sociedade actual, e que me foi difícil de digerir.

Conclusão, tem sido complicado progredir com o livro, principalmente porque não consigo deixar de ouvir a música. Deixo-vos aqui as letras, para verem do que estou a falar. Mas, na realidade, e como diz o outro, isto anda tudo ligado.

Os 5 melhores livros de amor

Já que estamos mesmo quase no Dia dos Namorados é inevitável falar de livros de amor. Eu realmente não gosto de romances no sentido mais estrito do termo. Devo ter ficado escaldada dos tempos em que passava um mês inteiro na terra da minha avó, os livros que levava acabavam ao fim de 2 semanas e tinha de passar o resto do tempo a ler Selecções do Reader’s Digest de 1975, BD’s do Riso Mundial, e quando mesmo isso acabava só sobrava a colecção Arlequim da minha tia Aurora. Agradeço-lhe as horas de entretenimento que me proporcionou, mas fiquei vacinada para sempre contra livros de amor.

No entanto, há algumas histórias de amor intemporais, e que eu aconselho muito a fãs do género, mas essencialmente a qualquer fã de boa literatura. Ficam as minhas sugestões dos 5 melhores livros de amor, na perspectiva ictiológica, obviamente.

Amor em Tempos de Cólera: Começo a lista com o que para mim é a melhor de todas as histórias de amor, dum grande autor, Gabriel Garcia Marquez. Li este livro há pelo menos 20 anos, e ainda me lembro como se fosse hoje de estar a ler vorazmente na cama até às 5h da manhã e terminar lavada em lágrimas. Foi este livro que definiu para mim que o Amor não tem idade e que se pode esperar uma vida toda pela pessoa certa, que podemos ter caminhos paralelos que eventualmente hão-de convergir.

Como Água para Chocolate: De Laura Esquível. Mais um livro que li no final da adolescência, começo da vida adulta, quando ainda pensava que o mundo estava cheio de possibilidades e escolhas, e que independentemente do rumo que fôssemos obrigados a tomar, haveria sempre beleza para nós algures na vida. Mais um livro sul-americano, cheio de amores difíceis e muitíssimo bem escrito. Marcou-me, e ainda tenho citações escritas algures num caderninho.

A Insustentável Leveza do Ser: Milan Kundera foi dos meus autores favoritos nos meus 20 anos. Conheci-o porque ouvia o programa do Júlio Machado Vaz na rádio, “O Sexo dos Anjos” e eram lidas passagens dos seus livros muitas vezes. Este livro mostra-nos uma belíssima história de amor, complicada, difícil como a vida, com a vantagem de ter uma situação histórico-politica muito concreta como pano de fundo. Foi neste livro que eu soube o que era a “Primavera de Praga”. O filme, de 1988 com Daniel Day-Lewis e Juliete Binoche, é qualquer coisa de sublime, com cenas maravilhosas que ainda me lembro apesar de não o ver há tantos anos. Recomendo o livro e o filme.

A Casa dos Espíritos: de Isabel Allende. Mais uma escritora sul-americana na lista. Infelizmente não gosto de quase nada do que esta autora escreveu mais recentemente, mas lembro-me que este livro era bastante bom, e mais uma vez falava do amor numa perspectiva completa e através de gerações.

The Housekeeper and the Professor: de Yoko Ogawa, uma autora japonesa, esta história é maravilhosamente asiática. É simples, delicada, mas extremamente bonita. Fala do amor numa dimensão humana e profunda, no encontro entre seres humanos que se ajudam mutuamente e preenchem espaços importantes nas vidas uns dos outros. Foi um livro que me marcou bastante e que mais uma vez recomendo.

E pronto, aqui ficam as minhas sugestões de romances para aqueles que, ao contrário de mim, comemoram o Dia de São Valentim.

 

Um romance de pré-guerra

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Sinto que passei todo o 2016 à procura dum livro que tivesse uma boa história, que me prendesse ao Kindle e que me fizesse desejar estar sempre a ler. Afinal, mal sabia eu que durante todo o ano tive um livro assim dentro do Kindle sem lhe pegar. Logo em Janeiro pedi no Netgalley um exemplar deste “The summer before the war”, mas depois, por uma razão ou por outra, acabei por nunca me entusiasmar a lê-lo. E assim ficou em banho-maria.

Agora, quando vi no Goodreads que ele estava a votos para um dos melhores de 2016 pensei que se calhar andava com uma pérola e nem tinha percebido. E não me desiludiu.

A história do livro não é muito elaborada. No ano de 1914 uma jovem solteira que tinha perdido o seu pai e com isso a sua independência financeira vê-se forçada a ir trabalhar como professora de Latim numa escola duma aldeia recôndita do Sussex. Só que uma mulher solteira, jovem, ser professora de Latim era na realidade uma coisa arrojada para a época. E não demora muito para que forças de oposição se reúnam, bem como para que um romance floresça.

Mas é muito mais que a história que torna este um livro tão apetecível. O ambiente da narrativa é deslumbrante, parte Jane Austen, parte Agatha Christie. O english countryside com os seus usos e costumes acompanha-nos a cada passo. E os diálogos são soberbos, muito bem construídos, com um sarcasmo e uma inteligência que não é comum encontrar-se.

Por outro lado a história é-nos subtilmente desvendada e não entregue de bandeja como se um filme série B se tratasse. Espera-se que o leitor tenha inteligência para perceber nas entrelinhas e não seja preciso explicar tudo, e isso também é raro nos dias de hoje.

Foi um livro muito refrescante, fiquei muito interessada em ler o livro de estreia da autora. Uma prova que chic-lit pode ser bem feita.

Goodreads review

Um homem e os seus exércitos

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Os leitores deste cantinho sabem que eu sou grande fã do Kindle e das suas vantagens porque já falei largamente sobre o assunto. Aqui por exemplo.  No entanto há coisas num livro que são irreprodutíveis e a principal é o acto de emprestar. A simples acção de pegar num volume e pensar que ele iria agradar à pessoa X, ou como me aconteceu a semana passada, um colega chegar com um saco cheio de livros para eu escolher os que queria trazer emprestados. Isso é a beleza dos livros que o Kindle realmente e infelizmente não consegue repetir, e foi exactamente assim que eu cheguei a esta pérola a semana passada.

Com um nome absolutamente inpronunciável, este autor brasileiro escreveu a história de Mayer, o Capitão Birodidjan, um homem judeu, visionário, que sonha em mudar a humanidade, fundar a Nova Birobidjan, uma colónia socialista utópica onde possa viver em conjunto com o Companheiro Porco, a Companheira Cabra, a Companheira Galinha (de quem não gostará mas que se recriminará por isso), ou quem sabe com os seus companheiros do lar de idosos.

Um retrato dos anos da Segunda Guerra Mundial, recheado dum realismo mágico, mas profundamente acutilante, é impossível não rir enquanto as sátiras sociais passam por nós a um ritmo alucinante mas ao mesmo tempo subtil.

É um livro recheado de homenzinhos, sempre presentes na vida de Mayer, que o acompanham e assistem aos seus discursos, apenas em silhueta.

Uma pérola de 1973 que se leu num fôlego e que eu aconselho a quem o conseguir encontrar. Eu li a edição da Caminho que se vê acima.

Boas Leituras

Goodreads Review

lenin

Afinal o que é o Netgalley?

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Aqueles que seguem as minhas críticas a livros aqui no Peixinho já repararam com certeza que muitos dos meus livros provêm dum sítio chamado Netgalley. Mas o que é o Netgalley?

Na terminologia editorial uma galley proof, ou abreviadamente uma galley, era a cópia inicial onde se fazia a revisão do texto. Assim, na transposição para os dias digitais de hoje, uma netgalley será uma cópia digital onde se faz uma primeira apreciação dum livro.

Este site pretende aproximar autores de leitores, disponibilizando cópias de livros ainda por editar a profissionais do ramo editorial, de bibliotecas, educação, ou pessoas como eu que fazem críticas dos livros que lêm online, com vantagens para ambas as partes.

Para nós, porque podemos ler livros muito recentes e ter acesso a uma gama variada de títulos de forma gratuita. As editoras porque quando finalmente sai para o mercado já tem várias críticas em sites relevantes, como a Amazon ou o Goodreads e já se conseguiu criar algum frisson à volta do livro.

Eu só tenho tido a ganhar desde que me juntei ao Netgalley no inicio deste ano. Já me deparei com alguns livros de autores que gosto muito, como o Yann Martel, ou conheci autores novos e surpreendentes como Paulina Chiziane. Aprofundei leituras de países diferentes como Moçambique e Argélia, e aumentei ainda mais a minha lista de livros de viagens.

No Netgalley podemos escolher as categorias de livros que mais no chamam a atenção, e dedicarmo-nos só a esses, maximizando a nossa prestação e assim garantindo mais aprovações por parte das editoras. Experimentem, vale a pena. Se formos muitos leitores de língua portuguesa quem sabe não abrem uma versão só para nós, como fizeram com as línguas francesa e alemã?

E boas leituras.

Os livros que ninguém lê

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Na internet há lugar para tudo, e há mesmo um canto escondido para os livros que ninguém lê. São aquelas pérolas escondidas (ou talvez não), pouco apreciadas, e que em inglês dão pelo nome de Neglected Books.

Vale a pena dar uma espreitadela por lá, apesar de estar muito direcionado, como quase sempre nestas coisas, para o mundo anglo-saxónico. Lá pelo meio podem encontrar-se verdadeiras gemas, mas na realidade a grande maioria dos livros são ilustres desconhecidos.

Para mim o site peca pela dificuldade de busca. Não há (ou pelo menos eu não encontrei), um local onde estejam agregados os autores por ordem alfabética. Por outro lados as críticas aos livros são deliciosas e quase todos apetecem ler.

É como passear por um velho alfarrabista sem o ataque de asma. E na realidade sem sair de lá com o livro, porque se quisermos algum ainda temos de procurar sítio online onde o comprar.

Vão lá espreitar e digam o que acharam.