Acabei de Ler: The Eye of the World, Wheel of Time 1

Wheel of time

Já há muito tempo que andava com esta série no Kindle à espera de vontade de a começar a ler. Wheel of Time é um épico de fantasia considerado por muitos como dos melhores do género, e por outros uma cópia descarada do universo de Tolkien. Escrito quase na totalidade por Robert Jordan, que viria a morrer antes de terminar a saga (careful Game of Thrones), mas que deixou notas suficientes para permitir a Brandon Sanderson (outro escritor de fantasia) concluir a história. Eu estava curiosa para saber o que iria achar.

Começar a ler esta série não é coisa que se faça de ânimo leve, já que tem 14 volumes, todos de dimensão considerável. É preciso gostar-se mesmo para se chegar até ao fim. Tal como no Senhor dos Anéis, a história segue um grupo de jovens duma aldeia remota e pacata onde todos vivem uma vida ligada à agricultura e pecuária. Como é recorrente neste tipo de livros, a inspiração é a Europa da Idade Média, com o seu romantismo e as suas dificuldades.

Demorei cerca de 15 dias a dar cabo deste gigante, mais tempo do que para ler Game of Thrones que normalmente tinham mais 200 páginas em cima. Isso diz alguma coisa do ritmo do livro (ou falta dele) e da quantidade de capítulos puramente descritivos que me custaram a ler.

No geral gostei da história e não me incomodou grandemente a colagem à imagética do Tolkien. A história tem méritos próprios que a tornam interessante e que nos mantêm agarrados para perceber o que se passa a seguir. O sistema de magia, dividido em masculino e feminino, e em que as personagens que detêm o Poder Único são ao mesmo tempo admiradas e temidas, está bem conseguido.

Para mim foi um livro de 3 estrelas (de 1 a 5), e que me manteve interessada. O final acaba em suspense, para garantir que continuamos presos à saga, no entanto, e apesar de ter a certeza que vou continuar a seguir as aventuras de Rand e os seus amigos, para já preciso de um novo livro para intervalar. De preferência de não-ficção, para o corte ser total. Depois logo se vê.

Goodreads Review

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Livros que Recomendo – Middlesex

middlesex

Já não é a primeira vez que aqui falo deste livro, já o tinha mencionado aquando da review a outro título deste autor, Fresh Complaint. Já aí fiz um pequeno resumo deste que é um grande livro, em tamanho e qualidade.

Middlesex conta-nos uma história longa, duma família grega que emigra para os EUA para fugir à invasão turca do seu território e aí se estabelecem e se adaptam. Seguimos a história da família Stephanides e ao mesmo tempo a história dos Estados Unidos no início do século XX. Desde a era da Proibição, ao advento da cidade de Detroit à boleia da expansão da indústria automóvel. Os conflitos raciais da década de 60, o movimento hippie e por aí fora. É uma história de mudança, transformação pessoal e histórica. Isso é imediatamente visível no início do livro, que nos relata que a família cultivava bichos-da-seda como actividade económica. Isso marca a tónica do que se vai passar daí para a frente. O narrador, Calíope, tranforma-se em Cal, já que por vários motivos nasceu com os dois sexos.

Há muitos temas fortes ao longo de todo o livro, como intersexualidade, incesto, prostituição. Mas todos são tratados com uma delicadeza e uma naturalidade que acabam por não só não parecer estranhos, mas aceites como uma parte normal da vida.

Já li este livro há alguns anos, recomendado por um familiar, e agora recomendo a todos aqueles que gostam duma história belíssima, bem contada e diferente. Aos que não têm medo de ler sobre o diferente imerso no banal, como é a vida de todos os dias.

Para uma review muito completa, mas que pode desvendar alguns aspectos da história, vejam aqui.

Boas Leituras!

Livros que Recomendo – Oryx and Crake

oryx and crake

Margaret Atwood é uma escritora que se dedica principalmente a Ficção Especulativa (diferente de Ficção Cientifica, mas varia o significado consoante quem está a discutir sobre o assunto), e defende que a maioria das coisas sobre as quais escreve já aconteceram no passado ou estão a acontecer correntemente. A sua obra mais falada, até por causa da série televisiva, é The Handmaid’s Tale, mas não é sobre ela que venho falar hoje.

Hoje venho falar-vos no livro que realmente me entusiasmou e apelou ao meu coração de bióloga, Oryx and Crake. Este é o início duma trilogia, a MaddAdam Trilogy, que se passa num futuro distópico mas não muito distante, onde a humanidade desapareceu como resultado de um evento desconhecido e a única pessoa que sobre é Snowman, Jimmy de seu nome, que sobrevive neste novo mundo com a ajuda duns humanoides intitulados Children of Crake, que são uns seres de pele azul, dóceis e não violentos, que acreditam em Crake como se de um Deus se tratasse. Estes seres são perfeitos geneticamente, não têm doenças, são desprovidos de maldade e violência, mas também de qualquer sentimento artístico, aparte a habilidade de cantar.

Jimmy, aka Snowman, vai relembrando a sua infância e juventude e é assim que nós ficamos a saber o que se passou para chegarmos àquela situação.

Este livro confronta-nos com coisas muito reais que já se passam hoje em dia, como a manipulação genética e as suas consequências, os limites da ciência (ou falta deles), mas também as desigualdades sociais, as empresas que são donas das alterações genéticas e controlam o que os comuns mortais podem usar, desde a agricultura a medicina, etc. Para qualquer pessoa minimamente atenta às notícias diárias (talvez as estrangeiras, que os nossos telejornais pouco mais falam do que de futebol, do calor do verão e do frio do inverno, e outras insignificâncias destinadas a manter o cidadão comum adormecido e galvanizado atrás de causas que não interessam), não é nenhuma surpresa as linhas que escrevi acima. Sabe-se da hegemonia da Monsanto e da sua tentativa de controlar as sementes usadas na agricultura mundial, gigante esse que foi recentemente adquirido pela Bayer, outro colosso da agroquimica. Sabem-se de experiências de ética duvidosa, por isso nada que se passa no livro surpreende, mas assusta.

O começo é lento e demoramos algum tempo a adaptar-nos ao ambiente e às personagens. Mas quando a história começa a desenvolver nunca mais pára, e é difícil interromper a leitura, de tal modo queremos sempre saber o que vem a seguir. O livro termina num cliffhanger (ainda não temos um termo em português que descreva tão bem um final inacabado como este), e temos imensa vontade de pegar no próximo volume, The Year of the Flood, e foi exactamente isso que fiz.

Recomendo a todos os amantes de livros diferentes, futuros distópicos mas não inverossímeis, histórias coesas e bem contadas.

Boas Leituras!

Goodreads Review

They understood about dreaming, he knew that: they dreamed themselves. Crake hadn’t been able to eliminate dreams. We’re hard-wired for dreams, he’d said. He couldn’t get rid of the singing either. We’re hard-wired for singing. Singing and dreams are entwined.

Acabei de Ler: As Aventuras de Alice no País das Maravilhas

Alice

O Peixinho não lê clássicos com frequência. Estou sempre imersa nas novidades que vão saindo, ou a ler livros que vêm dos 80’s até hoje. Há sempre livros a aparecer que me despertam a atenção. No entanto, ler clássicos é importante para percebermos de onde vieram as influências dos escritores de hoje, por isso volta e meia lá pego num.

No outro dia estávamos tranquilamente em casa a ver filmes de Domingo à tarde, e acabámos a ver o Alice in Wonderland do Tim Burton e gostámos bastante. Isso fez-me lembrar que tenho o livro no meu Kindle há meses e ainda não lhe tinha pegado, por isso foi natural lê-lo agora.

Fiquei alegremente surpreendida, e gostei bastante. Apesar de ser um livro juvenil está cheio de boas ideias que farão qualquer adulto pensar. Alice é uma criança mesmo à entrada da adolescência, curiosa e que quer perceber tudo à sua volta. Só que à sua volta o mundo é um lugar estranho, no qual ela não percebe bem o seu lugar e o seu corpo cresce e diminui de modos estranhos e surpreendentes, fazendo-a sentir-se ora pequena demais ora demasiado grande e conspícua. Parece-me uma excelente alegoria à adolescência.

Lá pelo meio temos também uma reflexão sobre autoridade, (ab)uso de poder, estratos sociais e outras coisas bastante adultas.

Mas acima de tudo é um livro bastante divertido e fácil de ler, que promete encantar pessoas de todas as idades. Agora o próximo passo é ler a segunda parte, Alice do Outro Lado do Espelho.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Acabei de Ler: Sandman Slim #10 – Hollywood Dead

Hollywood Dead

Como o tempo passa a correr já fez um ano que li o nono volume desta série que recomendei aqui há uns tempos. Este livro foi editado há pouquíssimo tempo e traz-nos mais uma aventura de James Stark, aka Sandman Slim, o monstro que mata monstros.

Tal como nas edições anteriores este livro tem um ritmo tão vertiginoso como a vida em LA geralmente é. Mortes, traições, facções antagónicas que lutam entre si, o Céu encontra-se em guerra e está fechado a novas entradas.

Passado um ano depois do final do anterior, que tinha acabado abruptamente naquilo que em inglês se chama um cliffhanger e que não encontro correspondência em português com o mesmo impacto. Foi assim que nos sentimos quando terminou The Kill Society, à beira dum precipício, segundos antes duma queda vertiginosa.

Este volume agarra-nos antes de chegarmos ao chão, mas a aterragem não é muito suave. Como sempre, James Stark salva LA e o mundo, mas não muito. Continuamos a ter a dose certa de vilões no activo para garantir que temos um volume seguinte. Infelizmente prevê-se mais uma espera de um ano.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Livros que Recomendo – Como Água para Chocolate

agua para chocolate

Já não sei há quantos anos terei lido este livro, mas foram com certeza 20 ou mais. Apesar de ser um livro que adoro e que já ofereci muitas vezes, não tenho nenhuma cópia minha, porque sempre que li foi por empréstimo (a maravilha da partilha de livros).

Já falei aqui dele, quando fiz uma lista dos 5 melhores livros de amor, porque realmente é uma belíssima história de amor, daquelas como só os sul-americanos sabem escrever, cheia de realismo mágico.

O livro conta-nos a história de Tita, a filha mais nova duma mãe à antiga, que segue as tradições à risca, no início do século XX. Tita e Pedro apaixonam-se, mas Tita nunca poderá casar porque o dever das filhas mais novas é ficarem solteiras e cuidarem das mães até estas morrerem. Assim Pedro casa com a irmã mais velha para poder pelo menos ficar perto do seu amor.

Este é o resumo da história, mas muita da beleza deste livro passa pelo modo como ela está contada. Está dividido em 12 capítulos, um para casa mês do ano, apesar da história se passar ao longo duma geração. Começamos sempre com uma receita tradicional mexicana, que Tita prepara como ninguém, e é na explicação de como executar cada receita que a trama nos é apresentada. A comida e a culinária como transmissores de emoções e de estados de espírito é algo que permeia toda a narrativa.

Existe também um filme, mexicano, que faz realmente juz à obra e que eu recomendo tanto como o livro.

Recomendo a todos os que gostam de livros de amor, de realismo mágico, de histórias bonitas e contadas com algum humor.

Boas Leituras!

Each of us is born with a box of matches inside us but we can’t strike them all by ourselves; we need oxygen and a candle to help. In this case, the oxygen for example, would come from the breath of the person you love; the candle would be any kind of food, music, caress, word, or sound that engenders the explosion that lights one of the matches. For a moment we are dazzled by an intense emotion.

A pleasant warmth grows within us, fading slowly as time goes by, until a new explosion comes along to revive it. Each person has to discover what will set off those explosions in order to live, since the combustion that occurs when one of them is ignited is what nourishes the soul. That fire, in short, is its food. If one doesn’t find out in time what will set off these explosions, the box of matches dampens, and not a single match will ever be lighted.

 

 

 

Acabei de Ler: The Woman Who Kept Everything

woman who kept

Keep scrolling if you prefer to read in English

Desta vez escolhi no Netgalley um livro que me pareceu divertido e descontraído e não estava enganada. The Woman Who Kept Everything conta-nos a história de Gloria, uma idosa de 79 anos, uma acumuladora de tralhas, revistas, recordações avulsas e lixo, de tal modo que a sua casa se torna inabitável e ela tem de ser temporariamente realojada, primeiro num lar e depois em casa do seu filho único.

Isso será o factor despoletador de mudanças profundas na sua vida, ajudada pelo seu amigo de infância Tilsbury e uma grande aventura de auto-descoberta vai mudar completamente o seu final de vida e a sua visão do mundo.

Se estiverem à espera dum livro extremamente preciso em relação aos problemas de acumulação, desenganem-se. Não é esse o objectivo desta história. No entanto conseguem abordar-se temas sérios, como doença mental e a falta de independência dos idosos. A certa altura da vida parece que se assume que uma pessoa já não é capaz de tomar conta de si própria e perde-se o direito a tomar decisões, escolher o que queremos, viver aventuras ou experimentar o amor.

Duma forma leve e descontraída este livro vem lembrar-nos que nunca é tarde demais para agarrar a vida com as próprias mãos e fazer as mudanças e decisões difíceis que nos levarão a tomar o rumo que queremos e achamos melhor para nós.

Recomendo a todos os que gostam duma história leve, bem contada e divertida. É apenas um livro descomprometido, mas nem sempre isso é mau, pois não?

Boas Leituras!

Goodreads Review

This time the book I chose on Netgalley was one that seemed fun, relaxed and I wasn’t wrong about it. The Woman Who Kept Everything tells us Gloria’s story, a 79 year old hoarder that accumulates magazines, memories and all kinds of junk on her house. This eventually leads to trouble and she needs to be rehomed, first in an old people’s home, later in her son’s house.

This will be the trigger that will provoke profound changes in Gloria’s life, first not pleasant ones but after a push from her long-time friend Tilsbury, she will experience a journey of self-discovery that will radically change her outlook on life.

If you are expecting an accurate depiction of hoarding problems, this book is not the place to look. That is not the purpose of the story. Nonetheless the author can still include some serious issues, like mental illness, depression, and the fact that we expect old people to give up on their lives as we deem them unable to make decisions, know what is best for them, live adventures or even find love.

In a light-hearted way this book reminds us that is never too late to grab our lives in our own hands and make all the necessary changes and adjustments to do what is best for us.

I recommend it to everyone who likes a light story, fun and well told. It is a light read, but that’s not always a bad thing, is it?

Happy Readings!

 

Livros que Recomendo: Asterix o Gaulês

Asterix o gaules

Não consigo enumerar as vezes que li este livro, mas foram largas dezenas. Este não foi o primeiro livro do Asterix que li. Essa honra cabe a Astérix e Cleópatra, depois duma amiga dos meus pais me ter levado a ver o filme de animação, mas desde aí nunca mais parei.

Todos os anos, na nossa visita anual à Feira do Livro, eu comprava pelo menos mais um volume da colecção. E sempre que isso acontecia eu voltava religiosamente a ler todos os outros. Tinha alguns preferidos (ainda hoje me lembro do Astérix entre os Helvéticos, ou entre os Bretões). Na realidade, se pensar bem, os meus favoritos eram todos aqueles em que Astérix e Obélix viajavam para terras distantes para ajudar algum amigo em apuros. Isso fez-me aprender imenso sobre outros países e a sua história, tudo em suave brincadeira.

Estes livros são mágicos, divertidos e podemos aprender alguma coisa com eles. Claro que estes dois amigos improváveis resolvem quase tudo à pancada, e neste mundo em que vivemos hoje do branqueamento do politicamente correcto, tenho a certeza que alguém se há-de insurgir contra isso. No entanto, eu que não acredito em politiquices e nunca resolvi nada pela força, tinha nestes livros os meus favoritos de infância.

A história deste livro é simples, e centra-se no rapto de Panoramix pelos romanos para obterem o segredo da poção mágica, com todas as peripécias que já sabemos virão a seguir. Acaba como sempre, com um grande banquete em que o bardo é de algum modo impedido de cantar!

Recomendo a todos os jovens de espírito, a todos os que gostam de BD e bons livros, a todos os que querem passar um bom momento com os seus filhos em leituras conjuntas.

E quem não se lembra das famosas palavras de abertura?

Estamos no ano 50 a.C.. Toda a Gália está ocupada pelos Romanos… Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis Gauleses resiste agora e sempre ao invasor.

Boas Leituras!

Acabei de Ler: A Morte de Lord Edgware (Poirot 9)

A-Morte-de-Lord-Edgware

Ultimamente tenho tido alguns dias em que a concentração não é muita, e, como disse anteriormente, nada como recorrer a velhas apostas seguras para proporcionar entretenimento e passar um bom bocado a ler descomprometidamente. Nessa categoria encontram-se os Poirots, até porque incumbi a mim própria a tarefa de os ler por ordem cronológica (de acordo com a lista do Goodreads e intercalados com o Inspector Maigret).

Assim, chegou a vez desta Morte de Lord Edgware. Foi mais um daqueles livros em que a Agatha Christie estava em alta e o mistério conseguiu manter-se mais ou menos até ao fim. Mesmo quando comecei a suspeitar de quem seria o assassino, não consegui de todo perceber o mecanismo do crime, o que foi bastante refrescante.

Esta autora vai tendo altos e baixos, e é muito bom quando ela consegue manter o mesmo nível durante dois livros seguidos, já que o anterior também foi bastante bem conseguido.

Recomendo a todos os amantes do género, fanáticos de Poirot e quem gosta duma boa leitura descomprometida.

Goodreads Review

Livros que Recomendo: O Hobbit

hobbit

Como grande fã de livros de fantasia faltava vir aqui recomendar um livro do mestre do género, aquele que lançou as bases para muito do que se escreve actualmente e que criou todo um mundo novo, repleto de criaturas, linguagens, complexas relações sociais e uma beleza delicada.

Seria de esperar que recomendasse a trilogia do Senhor dos Anéis, já que é sem dúvida a obra maior e mais representativa. No entanto, caso ainda não tenham reparado, o Peixinho é um nadinha obsessivo-compulsivo e acredita nestas coisas estranhas de ler uma história por ordem, e na realidade o que dá o pontapé de saída em toda esta história é este Hobbit. Aqui ficamos a conhecer detalhadamente esta raça, que vai ser fulcral no resto da história, bem como percebemos de onde vem o anel, como foi introduzido na história, mas acima de tudo é uma história muitíssimo bem contada.

Não se deixem por favor enganar pela xaropada comercial que foram aqueles 3 filmes em que este livro se transformou, e que não lhe fizeram justiça. A história não se arrasta assim tanto, os anões são muito mais divertidos, e a acção é real e dinâmica.

Tolkien inspirou-se nas histórias que contava aos seus filhos, bem como no seu próprio interesse noutros trabalhos de fantasia, nas lendas nórdicas e até mesmo no contexto social que o rodeava. Apesar de ser considerado um livro juvenil, a qualidade da história e da escrita tornam-no acessível a todas as idades.

Recomendo este livro a todos aqueles que gostam de se deixar seduzir e encantar por uma história fantástica, cheia de significado e com personagens que nos fazem sonhar.

Boas Leituras!