Livros que Recomendo – Era Bom Que Trocássemos Umas Ideias Sobre o Assunto

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Este deve provavelmente ser o título mais longo que eu alguma vez pus num post, mas efectivamente é assim que se chama este livro do Mário de Carvalho, escritor português que me foi dado a conhecer pela mesma amiga que me falou do João Sem Medo e do José Rodrigues Migueis.

Mário de Carvalho tem uma escrita ilusoriamente simples, em que a narrativa é fluida e eficaz, mas que por trás disso esconde-se um grande domínio da língua e do vocabulário. Por várias vezes tive de recorrer ao dicionário para perceber exactamente o que a palavra ali significava, e até então isso só me tinha acontecido com Aquilino Ribeiro (sendo que nesses casos raras vezes o dicionário é alguma ajuda).

Mas este livro é uma leitura muito interessante, duma Lisboa que cresce e está recheada de clichés que nós tão bem conhecemos. Acho que é impossível ler este livro sem nos revermos nele, e o entendermos como uma espécie de espelho onde vemos reflectida a nossa urbanidade muito própria. Desde os pseudo-intelectuais, à jornalista que não percebe nada do que faz, ao pai que tem o filho preso mas vai dizendo aos amigos que ele está a estudar na Suíça, ou no Canadá, tudo nos parece estranhamente familiar, próximo, mas sobretudo extremamente cómico.

Recomendo a todos os que gostam de boa literatura portuguesa, uma boa história que nos faça rir e pensar ao mesmo tempo.

 

ADVERTÊNCIA V.V.
Este livro contém particularidades irritantes para
os mais acostumados. Ainda mais para os menos.
Tem caricaturas. Humores. Derivações. E alguns
anacolutos.

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Livros que Recomendo – Pequeno-Almoço de Campeões

breakfast of champions

Eu não tenho livros favoritos, nem aquele autor que amo mais que tudo, mas tenho um pequeno conjunto de escritores, nacionais e estrangeiros, cujos livros raramente me desiludem. Kurt Vonnegut é um deles, acho que ainda não houve um livro dele que eu não tivesse gostado, e na maioria dos casos fiquei literalmente de queixo caído a desejar pudesse ter sido eu a pensar em semelhante golpe de génio.

De todos os livros que li até agora, e que ainda não foram muitos, o meu favorito é sem dúvida este Breakfast of Champions. Começa logo pelo título ser um trocadilho que não faz sentido nenhum para nós portugueses. É não só o slogan duma conhecida marca de cereais americanos, como também o nome que sarcasticamente se dá a um pequeno-almoço que consiste essencialmente de álcool e tabaco. E isto sei porque fui investigar, coisa que faço muitas vezes quando estou a ler livros que me entusiasmam.

Kurt Vonnegut escreve uma mistura de ficção cientifica com surrealismo, mas isso é apenas o meio que ele usa para se debruçar sobre temas mais importantes e interessantes, como o livre arbítrio, a diferença de classes e de raça nos Estados Unidos, a destruição do ambiente, temas que são recorrentes em todos os seus livros. Também recorrente nos seus livros é a personagem de Kilgore Trout, um escritor de ficção cientifica, que é um dos personagens principais neste livro, e que nos vai ajudar a pensar em todos estes temas, nomeadamente no livre arbítrio que todos temos, ou não.

É um livro que roça a genialidade, muito bem escrito, e que não me canso de aconselhar a toda a gente. Kurt Vonnegut não será dos autores mais fáceis, mas a recompensa mental que se tem ao ler um livro destes compensa claramente. Foi daqueles escritores que, quando finalmente o descobri, fiquei a pensar onde esteve escondido toda a minha vida. Considerando que o livro foi escrito em 1973, ainda antes de eu ter nascido, mantém-se surpreendentemente actual, o que diz muito acerca da nossa sociedade e a sua (não) evolução.

Recomendo a todos os amantes de bons livros, de histórias que façam pensar, mas de humor delirante.

Goodreads Review

Boas Leituras!

Kilgore Trout once wrote a story called “This Means You”.” It was set in the Hawaiian Islands, the place where the lucky winners of Dwayne Hoover’s contest in Midland City were supposed to go. Every bit of land on the islands was owned by only about forty people, and, in the story, Trout had those people decide to exercise their property rights to the full. They put up no trespassing signs on everything. This created terrible problems for the million other people on the islands. The law of gravity required that they stick somewhere on the surface. Either that, or they could go out into the water and bob offshore. But then the Federal Government came through with an emergency program. It gave a big balloon full of helium to every man, woman and child who didn’t own property.

 

Livros que Recomendo – A Casa dos Budas Ditosos

A casa dos budas ditosos

Já começava a faltar por aqui a recomendação dum bom livro erótico. Então e porque razão, de tantos que já li, começar exactamente por este? Bom, primeiro porque tinha de começar por algum lado, depois porque nada melhor do que começar por um livro escrito na nossa língua e que é para além de literatura erótica, também muito descontraído, descomprometido, e sem leituras moralistas associadas. Os meus favoritos, portanto.

Já antes tinha falado brevemente nele aqui no blog, naquele que deve ser o meu artigo mais lido de sempre, já que pelo menos uma vez por dia alguém vem cá parar vindo dum motor de busca qualquer. O poder dum bom título, creio eu! Mas resolvi finalmente vir recomendá-lo como bom livro que é. Mas de que trata realmente, e quem são estes budas ditosos?

Escrito para fazer parte da colecção Plenos Pecados como representante da luxúria, este livro parte da premissa que o autor recebeu umas cassetes entregues no seu prédio onde uma senhora de 68 anos conta a sua vida desregrada e todas as suas experiências sexuais que foram vastas e experimentalistas. Este é um livro que tem dividido opiniões e que quando foi editado no Brasil chegou mesmo a ser proibida a sua venda em supermercados dado ao conteúdo explicito. No entanto hoje em dia (50 Shades depois, diria eu) já é vendido livremente apesar de continuar polémico.

Se nos limitarmos a olhar para o superficial, vemos apenas um desfilar de descrições de actos sexuais, contadas com muito bom humor e descontracção, mas nada mais que isso. No entanto, por trás das aparências e olhando ao contexto histórico brasileiro, podemos encontrar um subtexto de critica social e politica muito subtil, que desafia as convenções e os moralismos instituídos, bem como as nossas ideias pré concebidas sobre a sexualidade.

Está longe de ser um livro consensual. Se derem uma olhada aos comentários no Goodreads vêem que as avaliações são 5 ou 1 e os comentários fazem jus a esse facto. É um livro que se ama ou odeia. Eu gostei muito e recomendo, mas vão avisados, é preciso estômago e mente (muito) aberta. Leiam por vossa conta e risco.

Boas Leituras!

 

Livros que Recomendo – American Gods

american gods

Depois de quase dois anos a ler/reler as aventuras do Sandman, nada como vir aqui recomendar um dos meus livros favoritos deste autor. Imaginem toda a imagética delicada e refinada do senhor dos sonhos, mas traduzida para um livro de ficção. O resultado é uma história envolvente, cativante, e que nos deixa a pensar em todas as possibilidades que o nosso mundo ainda pode ter encerradas por trás das aparências.

Em American Gods, Neil Gaiman conta-nos a história de Shadow, um homem que acabou de sair da prisão em circunstâncias não muito felizes, e que vai arranjar um emprego como ajudante dum homem misterioso chamado Mr. Wednesday. Com ele vai viajar um pouco por toda a América contactando estranhas personagens e vivendo aventuras no mínimo duvidosas, que vão não só pôr em perigo a sua integridade física, como levá-lo a fazer descobertas interessantes sobre a sua própria identidade.

Mas esta é apenas a camada superficial da história que está depois envolta em inúmeras sub-histórias que são tão ou mais interessantes que a principal e que nos dão a conhecer deuses mitológicos do folclore mundial, mas também deuses recém-criados pelas nossas obsessões modernas. É mesmo a luta entre estas duas identidades que em última análise vai selar o destino do nosso personagem e que é uma analogia à nossa própria luta interior entre submetermo-nos a tradições ou abraçar o futuro sem reservas.

No final de tudo, e não surpreendentemente, o livre arbítrio sai vencedor, mas não sem antes nos levar numa jornada alucinante por batalhas épicas e viagens intensas cheias de personagens fascinantes. O meu favorito, Mr. Nancy, deu origem mais tarde a um livro em nome próprio, Anansy Boys, que também gostei muito, mas que falarei mais tarde.

Entretanto o livro foi adaptado para uma série televisiva que estreou em 2017 algures num canal americano, mas que eu não tive oportunidade de ver, e acerca da qual estou apenas medianamente curiosa, porque não sou grande fã de séries. Tendem a prolongar-se até ao infinito e a perder um pouco da magia da palavra escrita. No entanto, acho que me cruzarei com esta um dia.

Até lá recomendo este livro a todos os fãs de fantasia, de histórias bem contadas com um travo a antiguidade, mitologia, e sabedoria ancestral. Neil Gaiman é não só um excelente contador de histórias como é dotado dum profundo conhecimento de mitologia e história de arte, o que enriquece imensamente a sua prosa. Aconselho vivamente.

Boas leituras!

Seventeen

seventeen

Mais uma vez recorri ao Netgalley para arranjar uma leitura diferente, e este autor, Hideoa Yokoyama apresentava-se como um mestre do thriller asiático. Foi com essa expectativa que comecei a ler este livro, uma investigação às causas dum grande desastre aéreo no Japão, com 520 mortos, o maior até então.

A realidade, no entanto, foi um bocadinho diferente, já que de investigação o livro teve muito pouco e centrava-se essencialmente em office politics, lutas de poder nos bastidores dum pequeno jornal local que ficou encarregue, um pouco por acidente, de cobrir a notícia da queda do avião. Através destas peripécias podemos ter um bocadinho de noção de como é rígida a hierarquia num local de trabalho japonês, como as coisas se vergam a outros interesses maiores para lá de simplesmente relatar as notícias.

Neste livro seguimos Kazumasa Yuuki, um homem de 40 anos, já velho para reporter de rua segundo os padrões da altura, e a sua luta para conseguir gerir o cargo de chefe de reportagem no caso da queda do avião, enquanto batalha com os seus próprios demónios internos que o tornam irascível e de pavio curto.

O livro foi interessante, se bem que por vezes difícil de seguir (não estou muito habituada a nomes japoneses e por vezes confundia algumas personagens), e uma das partes que descreviam no resumo e que me levou a pedir o livro, a escalada duma montanha dificil, quase não aparece.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Man Booker International 2018

Manbooker 2018

 

No passado dia 12 de Abril, quinta feira, foi anunciada a lista de finalista ao prémio Man Booker International, ou seja livros que foram traduzidos para o inglês. De todos eles apenas conheço o da francesa Virginie Despentes, mas gostei bastante e falei dele aqui no blog.

Os outros serão, como é hábito, uma boa sugestão de livros a conhecer, podem saber a lista toda no site oficial aqui.

Boas Leituras!

Livros Que Recomendo – Cloud Atlas

cloud atlas

Este deve ser um dos raros casos em que ver o filme me puxou a ler o livro. A ser honesta, o grande impulsionador das duas coisas até foi o outro peixe cá de casa, mas eu fiquei igualmente rendida.

Comecemos pelo início. Fomos ver o filme no velho e já desaparecido cinema do Fonte Nova, e quando as três horas chegaram ao fim nós nem queríamos acreditar. Parecia que o tempo não tinha passado, tal era o ritmo vertiginoso do filme. Não foi consensual na altura, houve muita gente que não gostou, mas nós ficámos apaixonados, dissecamos o argumento e acabámos por ficar com curiosidade em ler o livro.

Cloud Atlas conta-nos seis histórias que na realidade são só uma. A evolução de uma personagem com uma marca de nascença específica ao longo de várias vidas, simplisticamente falando. Mostra-nos como estamos todos ligados através do tempo e como todas as nossas acções têm consequências. No limite, mostra-nos que o modo como a posteridade nos recorda pode ser bastante diferente daquilo que fomos.

A estrutura do livro e do filme são radicalmente diferentes. Enquanto o filme é caos e ritmo, o livro está construído como um espelho. Temos metade de cada história por ordem cronológica, até à sexta história, e depois vemos as conclusões por ordem inversa. Como se tivessem fotocopiado o livro e fechado a meio. Assim: historia 1, 2, 3, 4, 5, 6, 5, 4, 3, 2, 1. Confuso? Nada mesmo quando se lê.

Cada secção é escrita num estilo diferente e está interligada aos personagens da secção anterior de algum modo, tornando este livro num exercício de escrita notável. Tal como o filme, o livro também não é consensual, e há muito quem não tenha gostado ou não tenha mesmo conseguido conseguir ler.

Este livro chegou aos finalista para o prémio Man Booker de 2004 e fez-me ficar fã do autor, de quem tenho vindo lentamente a ler toda a obra, que está também toda interligada com personagens que se repetem e que dão um sentido de unidade, como se David Mitchell estivesse não a escrever livros individuais mas uma grande história completa em capítulos. Aqui podem encontrar um guia para não se perderem em todas as ligações feitas pelo autor ao longo dos livros.

De qualquer modo é um livro que aconselho, de mente aberta e vontade de ser desafiados.

Boas Leituras!

Souls cross ages like clouds cross skies, an’ tho’ a cloud’s shape nor hue nor size don’t stay the same, it’s still a cloud an’ so is a soul. Who can say where the cloud’s blowed from or who the soul’ll be ‘morrow? Only Sonmi the east an’ the west an’ the compass an’ the atlas, yay, only the atlas o’ clouds.

Terra de Ninguém

Terra de Ninguém

Como já tenho dito aqui, este ano estou numa missão de libertar espaço aqui por casa, “curando” a minha colecção de livros, de modo a manter uma selecção de títulos que faça sentido para mim agora e no futuro, e libertando livros que não entrem nessa linha. Não porque não são bons, mas porque não há espaço para tudo.

Alguns não consigo deixar de reler antes de procurar nova casa para eles, como foi o caso deste. Há algo de único nos autores sul-americanos, no modo como vêm o mundo e como nos transmitem a realidade. Um realismo mágico, carregado de tradições e superstições, que nos envolve e deslumbra.

Este livro de contos dum autor mexicano, alia a isso o facto de se centrar também muito na realidade do além fronteira, do mito da vida melhor que se pode encontrar para lá do Rio Bravo, dos sacrifícios que se fazem, das famílias que se fragmentam, muitas vezes em troca de nada.

Os contos são duros, crus, muito bem escritos, e fazem-nos reflectir sobre uma realidade muito diferente da nossa, mas ao mesmo tempo muito próxima, já que o desejo duma vida melhor, de providenciar para a nossa família, de ter um futuro diferente do passado e diferente do que os nossos pais viveram está muito presente em todas as realidades.

Aconselho a todos os que gostem de livros de contos, bem escritos, e que nos mostrem uma realidade diferente mas próxima. Está neste momento à procura de casa, espreitem aqui.

Goodreads Review

 

A Instalação do Medo

Rui Zink

Imagine que está pacatamente em casa sabe Deus a fazer o quê, quando lhe entram pela porta dentro dois técnicos que vêm fazer a instalação do medo. Como quem instala TV cabo ou outro serviço semelhante, assim se instala o medo em casa das pessoas, por decisão governamental.

Esta é a premissa do livro de Rui Zink, que nos mostra o passo a passo desta instalação e demonstração, que no fundo reflecte a nossa sociedade portuguesa actual e de como estamos reféns duma série de medos, a maior parte das vezes exacerbados pelas redes sociais.

O Carlos e o Sousa são os funcionários que vêm a casa desta dona de casa e mãe instalar o medo (vai ver que é uma categoria) e demonstrar uma série de produtos que vêm com esta instalação. Medo de animais selvagens, de serial killers (mete muito mais medo do que assassinos em série, não concorda?), mas sobretudo medo da crise e dos mercados. Ai, os mercados, essa instituição que ninguém sabe quem é, ou se mesmo existe, mas que serve de justificação para as maiores atrocidades. Quando chegamos ao fim deste livro percebemos, que mesmo sem ter deixado o Carlos e o Sousa entrar nas nossas casas, muitos destes medos se infiltraram no nosso quotidiano , e a cartilha que estes funcionários debitam acompanha-nos todos os dias, está embebida na nossa cultura. Na realidade, sempre esteve, só tem tomado contornos diferentes ao longo das eras. Mas o diferente sempre nos há-de assustar. Que o digam o próprio Carlos e o Sousa.

Vale a pena ler este livro bem disposto, onde verdades vêm disfarçadas de comédia, e se dizem coisas muito pertinentes.

Recomendo a todos os que gostam de livros diferentes, com uma pitada de surrealismo, e em bom português.

Goodreads Review

Instalacao do Medo

Livros que Recomendo – As Brumas de Avalon

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Começo por dizer que recomendo este livro (ou melhor dizendo, este conjunto de quatro livros na sua versão portuguesa) mas na realidade passaram-se muitos anos desde que os li. Talvez 20, talvez um pouco mais.

De qualquer modo, naquele final de adolescência foram livros importantes na minha formação pessoal, apesar da minha visão de hoje poder ser diferente se eu os relesse. As Brumas de Avalon contam uma história muito conhecida, até mesmo exaustivamente retratada em tantas outras obras, que é a lenda do Rei Artur e a busca do Santo Graal. No entanto, a grande diferença nesta visão de Marion Zimmer Bradley foi o ponto de vista que ela decidiu mostrar. A história é toda narrada dum ponto de vista feminino, mas também como uma batalha de culturas. As tradições antigas, celtas ou ainda mais remotas, a tentarem desesperadamente resistir à aniquilação do invasor romano, com o seu Deus único, centrado no homem e no pai, por oposição à deusa mãe mais tolerante e libertadora. Morgaine aqui não é a bruxa má e assustadora das outras histórias, mas apenas uma mulher a fazer o melhor que sabe para tentar sobreviver num mundo em declínio, com muitos erros à mistura.

Foram livros importantes para mim porque me mostraram como as coisas podem ter pesos e significados diferentes consoante o ponto de vista em que nos encontramos, e ainda hoje me esforço sempre por tentar entender reacções e culturas à luz do seu enquadramento histórico, geográfico, temporal.

Por outro lado esta foi a minha porta de entrada nos livros de fantasia, que até então não me tinham seduzido grandemente. Depois destes, segui lendo mais livros da autora, se bem que os outros eram todos mais fraquinhos e repetitivos. Mas a partir daí não mais parei de ler livros deste género, com um imenso prazer.

Anos mais tarde ainda apanhei numa feira do livro duas pechinchas da altura em que Zimmer Bradley escrevia ainda ficção científica, e achei-os ainda mais bem conseguidos. Mais uma vez foi a minha estreia nesse género, e nunca mais parei. Mas desses falarei noutra altura.

Recomendo a todos os que gostam de fantasia, magia, histórias bem contadas e querem ver a lenda do Rei Artur doutro ângulo.