Acabei de ler – Os Crimes do ABC, Poirot #13

Os-Crimes-do-ABC

Acho que depois de tanto tempo a ler livros que me demoravam um mês, como a saga Wheel of Time, ganhei o gosto por voltar a ler livros de um dia para o outro e peguei em mais um Poirot.

Não sei se já tinha lido este livro no passado, ou visto o episódio da série, mas a base da história era minha conhecida. Um assassino em série que desafia Poirot a apanhá-lo enquanto vai matando pessoas em ordem alfabética. No entanto os pormenores eram-me desconhecidos e deu-me muito prazer ler este livro. Também porque voltou o nosso amigo, Capitão Hastings, que é um personagem quase tão querido como o próprio Poirot.

Mais uma vez a história é fluida e bem construída e com um desfecho surpreendente. A narrativa é novamente diferente, já que todo o livro é narrado por Hastings, que está a documentar o caso em livro. Muito engraçado.

Recomendo a todos os apaixonados por Poirot, ou a quem lhe apetece uma boa história de crime.

Boas leituras!

Goodreads review

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Acabei de Ler – Morte nas Nuvens, Poirot #12

Morte-nas-Nuvens

Depois de ter (re)tomado o gosto de ler livros do Poirot, já não quero outra coisa e peguei logo noutro. Este teve a vantagem acrescida de ser uma história que eu ainda não conhecia, coisa rara mas muito agradável.

Voltamos a uma narrativa mais tradicional, Poirot está presente quando se dá o crime, e faz até parte dos suspeitos. Vai trabalhar rápido para evitar mais mortes e limpar o seu nome para a opinião pública.

Gostei, está bem escrito como sempre, e a história é fluida e rápida. Só quase no fim é que percebi quem era o assassino, o que torna a leitura mais apetecível. Poirot mostra aqui os seus dotes de casamenteiro.

Recomendo a todos os que gostam de policiais e boas histórias.

Boas leituras!

Goodreads Review

Finalistas do Man Booker 2019

manbooker

Desde que nasceu o jaquinzinho, o Peixinho parece aqueles jornais regionais que dão as notícias com um mês de atraso. Isto para dizer que já saíu a lista de finalistas para o Man Booker 2019 no dia 3 de Setembro, e só agora venho aqui falar disso.

Este ano temos 6 finalistas de peso, alguns nomes já aqui falados, como Margaret Atwood e Salman Rushdie, outros que quero ler como Elif Shafak. Este ano ainda não tive a oportunidade de ler nenhum deles, mesmo tendo alguns estado disponíveis no Netgalley. Aliás o de Salman Rushdie ainda lá está, mas só em wish list.

Fico curiosa para saber quem vai ser o vencedor, porque este ano promote. Se alguém já leu algum destes livros, partilhe comigo se vale mesmo a pena. A 14 de Outubro saberemos o vencedor, ou, se seguirem pelo Peixinho, algum tempo indeterminado depois. Em baixo, a lista completa.

Margaret Atwood, The Testaments – sequela do Handmaid’s Tale, o seu livro tornado ainda mais famoso pela série de TV. Passa-se 15 anos depois do final do livro anterior.

Lucy Ellmann, Ducks Newburyport – um retrato acutilante da América dos dias de hoje, feito por uma dona-de-casa do Ohio. Pelo resumo que li parece-me bastante interessante.

Bernardine Evaristo , Girl, Woman, Other – seguimos os destinos de 12 personagens negras e britânicas por todo o país.

Chigozie Obioma , An Orchestra of Minorities – amores desencontrados na Nigéria e a história de Chinonso, que por amor vai tentar estudar no Chipre, e o que se segue é uma odisseia inspirada em Homero.

Salman Rushdie, Quichotte – Como este autor já nos habituou, este livro está recheado de humor, acção e ritmo. Um conto de amor quixotesco passado na América dos dias de hoje.

Elif Shafak, 10 Minutes 38 Seconds in This Strange World – talvez o mais interessante de todos os finalistas, na minha humilde opinião. Nos primeiros minutos após a sua morte, Leila vai relembrando as memórias mais relevantes da sua vida, com todos os sentidos, enquanto os amigos a tentam descobrir. Sem dúvida um livro a descobrir.

Boas Leituras!

Acabei de Ler – Tragédia em Três Actos, Poirot #11

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Fez em Agosto 4 anos que eu comecei a empreitada de ler todos os livros do Poirot por ordem de publicação. 4 anos volvidos e eu vou no número 11, já que isto é uma maratona e não um sprint, como a vida.

Este 11º volume foi bastante refrescante. Na primeira metade do livro mal vemos o nosso detective, apenas aparece como personagem bastante secundária, e é só quase no final que ele se junta aos outros personagens para desvendar o mistério. Uma narrativa diferente do habitual, sem o fiel amigo Hastings, mas bastante interessante e original.

Não vou desvendar muito da história, apenas refiro que os nossos investigadores aqui, um actor de teatro retirado dos palcos e o seu pragmático amigo, são bastante convincentes e eficientes nos seus papeis, e a história é suficientemente interessante para se ler num sopro.

Como sempre, recomendo a fãs do género, e leitores que gostem duma boa história.

Boas Leituras!

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Acabei de Ler – Bone Clocks

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Mais uma vez estava na altura de fazer uma pausa na saga Wheel of Time, e desta vez resolvi voltar a um dos meus autores favoritos, David Mitchell. Foi ele quem escreveu um livro que já aqui recomendei, Cloud Atlas, e a sua obra está toda interligada como se fosse um romance gigantesco. Um metalivro para usar a terminologia do momento. Por esse motivo, depois de ter lido o Cloud Atlas eu resolvi pegar nos livros do autor por obra de publicação.

Desde que tenho o Peixinho apenas li Os Mil Outonos de Jacob de Zoet, porque, tal como uma tablete de chocolate de São Tomé e Príncipe, comemos pouco de cada vez para durar mais.

Agora resolvi que estava na altura de retomar e ler o livro seguinte, Bone Clocks. Aqui seguimos Holy Sykes desde os seus 15 anos até à velhice. Holy é uma personagem muito interessante e bem construída, rodeada de personagens igualmente bem conseguidas. Algumas já conhecidas de outros livros, alguns conceitos revistos e aumentados, e sempre um elemento fantasioso sem ser um livro de fantasia.

Uma das coisas que eu gosto em David Mitchell, para além da qualidade da escrita e dos temas relevantes que aborda, é o modo como nos faz gostar de personagens amorais. Aqui temos Hugo Lamb, que é detestável mas que não conseguimos detestar, e o escritor Crispin Hershey, que tem pontos em comum com o próprio autor e que eu gostei bastante apesar das suas fraquezas.

Não é talvez o melhor livro de David Mitchell, mas é mesmo assim muito bom. Faz-nos pensar nas consequências dos nossos actos, nas ligações que nos rodeiam e, sobretudo agora com os incêndios na Amazónia, no que o futuro próximo nos reserva.

Aconselho a todos os que gostam de boas histórias, diferentes e originais. Se quiserem ler uma review muito completa, com as ligações aos outros livros incluídas, vejam aqui.

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Acabei de Ler – La Belle Sauvage, Book of Dust 1

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Quem segue o Peixinho sabe que eu sou grande apreciadora de Philip Pullman, mais concretamente a sua trilogia “Mundos Paralelos (His Dark Materials)”, que já recomendei aqui. Este seu novo livro andou bastante tempo no meu Kindle sem que eu tivesse grande vontade de lhe pegar. Em parte porque é novamente o primeiro volume duma trilogia e eu já estou um bocado escaldada com o Game of Thrones. No entanto, Philip Pullman não é o George R R Martin, e o segundo volume vai ser editado já em Outubro, por isso resolvi que estava na altura de lhe pegar.

A primeira coisa que reparei foi na qualidade da escrita. O que vem provar mais uma vez que o Wheel of Time que ando a ler não prima pelas frases bem construídas. Depois, nada é desperdiçado nestes livros. As descrições são as suficientes para entrarmos neste mundo, o que é dito serve tanto para nos informar como para aguçar a curiosidade sobre o que vem a seguir. Depois o mundo em si é maravilhoso, mesmo sendo distópico. Cada pessoa ter o seu daemon (que prefiro á versão portuguesa génio) que é parte dela, uma espécie de consciência, e ter a forma de um animal que ajuda a definir a pessoa é uma ideia simples mas muito eficaz. Quem de nós não gostaria de olhar para outra pessoa e apenas pelo seu daemon poder ter uma noção da sua natureza?

Voltamos a encontrar Lyra Belacqua, aqui apenas um bebé, e os nossos protagonistas são Malcolm e Alice, duas crianças muito especiais. O modo como o autor retrata crianças é muito realista. As crianças nestes livros (como na vida) fazem o que é preciso para sobreviverem, mesmo que isso seja mentir, atacar inimigos, ou mesmo matar. Tal como os adultos fazem escolhas que os definem, e não são retratados como seres angélicos, ou inocentes. São heróis realistas.

Estou ansiosa pelo segundo volume da trilogia porque gostei muito da personagem principal, Malcom. Recomendo a todos os que leram a trilogia Mundos Paralelos, e se não leram não sei do que estão à espera.

Boas Leituras!

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Livros que Recomendo -O Deus das Moscas

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O Peixinho continua a sua senda de recomendar livros, principalmente neste tempo de férias que temos mais disponibilidade temporal e mental para pôr alguma leitura em dia.

O Deus das Moscas não é um livro fácil, e às vezes é mesmo muito gráfico, mas é uma excelente alegoria sobre o ser humano e a sua capacidade de gerar caos quando se encontra numa sociedade sem regras e sem punição. Foi o primeiro romance de William Golding, que acabaria por ganhar o Nobel em 1983, e talvez o seu título mais conhecido.

Neste livro seguimos um grupo de jovens rapazes que fica preso numa ilha após um desastre de avião. Lá vão tentar sobreviver e criar a sua própria sociedade, aproveitando os recursos que a ilha lhes dá. Mas o que começa como uma empreitada já de si difícil, depressa descamba num caos agressivo, em que as disputas pela liderança, pelo que deve ser prioritário e a total liberdade levam a situações cada vez mais desastrosas.

Uma alegoria sobre a condição humana faz-nos também reflectir na “inocência” infantil, e as ideias preconcebidas que temos a seu respeito.

Aconselho a todos os que gostam de ler clássicos, livros para reflectir, e boa literatura em geral.

Boas Leituras!

Acabei de Ler -Lord of Chaos, Wheel of Time #6

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Desta vez fui mais rápida e já terminei o sexto volume da saga Wheel of Time. Ainda não peguei no sétimo porque estou a fazer um esforço para diversificar a leitura, mas fiquei com vontade de mergulhar já na continuação da história.

Quem tem lido as minhas opiniões sobre estes livros sabe que eles são bons e com uma boa história, mas que têm algumas falhas que me enervam um bocadinho. Por um lado as personagens femininas que são em geral irritantes. Por outro há imagens que o autor repete até à exaustão. Já não posso ler um dos 3 personagens principais masculinos dizer que não percebem nada de mulheres e os amigos é que são especialistas nesse assunto. Isto é dito 4 a 5 vezes por livro. Ou a Nynaeve a dar puxões à sua trança porque está enervada, o que acontece dezenas de vezes por capítulo no qual ela aparece.

Mas neste sexto volume a história finalmente ganhou um bom ritmo, coisas surpreendentes aconteceram que me fizeram ficar agarrada ao livro. Eu sou uma leitora chata, que está sempre a tentar perceber o que vai acontecer a seguir, e infelizmente já é difícil ser surpreendida por algum volte-face, por isso sempre que isso acontece fico contente e não dou o meu tempo por perdido.

Alguns dos meus personagens favoritos também reapareceram e deram um bom contributo à história, por isso estou optimista para o volume seguinte que marca exactamente metade do total desta saga.

Recomendo a quem leu os outros 5 e quer seguir uma história de fantasia bem contada.

Boas leituras!

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Acabei de Ler – The Fires of Heaven, Wheel of Time #5

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Levei cerca de um mês e uma semana para terminar mais um volume da série de fantasia que comecei a ler o ano passado. Pelo meio, para não me aborrecer, ainda despachei dois livros de poesia e um policial. Estes livros não são um verdadeiro page turner, especialmente porque eu embirro solenemente com as persoangens femininas. São todas aborrecidas, irritantes e cheias de tiques repetitivos. A ideia do autor duma mulher forte era alguém que discutia com todos, comportava-se como uma criança mimada, e aparentemente isso garantia-lhe o respeito dos homens, mas não das outras mulheres igualmente irritantes e criançolas.

Infelizmente este volume centrou-se bastante nessas personagens femininas e não noutras que eu gosto bastante (Perrin), que não tiveram sequer direito a aparecer. Então porque continuo eu a ler isto, considerando que ainda me falta 9 volumes? Porque a história em si não é má, está bem construída, faz sentido, e agora quero saber como acaba.

Não sei se recomendo este livro a alguém que não seja fã incondicional de fantasia e deseje ler todas as obras de referência do género.

Boas Leituras!

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Livros que Recomendo – Os Filhos da Meia Noite

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Hoje venho recomendar um livro que me foi oferecido há alguns anos, e que demorei algum tempo a conseguir. É complexo, por vezes confuso, mas quando finalmente entramos na história e bastante recompensador.

Salman Rushdie é um grande contador de histórias, com um modo refinado de nos mostrar também a história do seu próprio país. Aqui fala-se de Saleem Sinai, um rapaz que nasceu exactamente à meia noite do dia em que a Índia se tornou independente. Isso conferiu-lhe poderes especiais, no seu caso relacionados com a audição e o olfacto, e também a capacidade de estar espiritualmente ligado às outras mil crianças que nasceram à mesma hora e que possuem outros poderes.

Através da história da sua família e do que o rodeia vamos descobrindo uma Índia em evolução, as suas convulsões sociais e religiosas, tudo muitíssimo bem escrito e contado. Este livro ganhou o Man Booker de 1981, se precisasse de mais recomendações.

Recomendo a todos os que gostam de boa literatura, não têm medo de mergulhar de cabeça numa história complexa, e gostam de paragens mais exóticas.

Se quiserem uma review mais completa, vejam aqui.

Boas Leituras!