Livros Que Quero Ler – Harvest For Hope

harvest for hope

Jane Goodall é uma cientista sobejamente conhecida e que tem estudado chimpanzés a sua vida toda. Paralelamente tem sido uma porta-voz duma vida mais sustentável, nomeadamente com acções de sensibilização junto das camadas mais jovens.

Uma das coisas que Jane Goodall defende é que devemos ter uma alimentação que cause menos impacto ao nosso planeta. Ela tem visto em primeira mão o impacto de destruição de habitat nos chimpanzés que segue, e que afecta populações humanas e animais.

Por isso Jane Goodall é vegetariana e escreveu Harvest for Hope: A Guide to Mindful Eating para nos fazer pensar nas nossas escolhas diárias, e como podemos com pequenas acções fazer a diferença no mundo que nos rodeia. Não pretende ser um tratado exaustivo de como solucionar o problema da alimentação humana numa população que já aumentou para níveis superiores àqueles que o nosso planeta consegue realisticamente suportar, mas sim pequenas ideias que todos nós podemos fazer no nosso dia-a-dia para diminuir o nosso impacto pessoal.

Está na minha lista de livros para ler já há algum tempo, mas os vários livros de viagem que tenho neste momento têm-se sobreposto aos de ciência, mas espero que essa situação se inverta em breve.

Recomendo a todos os que gostam de pensar sobre estes assuntos de sustentabilidade e alimentação, e se lerem antes de mim digam-me se vale tanto a pena como eu espero.

Até lá, Boas Leituras!

Feira do Livro de Lisboa 2020

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Rejubilemos todos aqueles que têm como peregrinação anual o Parque Eduardo VII. Depois de ter sido cancelada devido à pandemia, a Apel lança novas datas para a Feira do Livro de Lisboa, e espera as reinscrições dos participantes para poder repensar o espaço de acordo com as normas da DGS aplicadas a feiras e mercados ao ar livre.

O único senão é que esta data significa que as feiras de Lisboa e do Porto se realizarão simultaneamente, o que pode ser complicado de gerir para os pequenos editores e livreiros que poderão não ter recursos para estar presentes nas duas. E são precisamente estes editores que tornam a feira interessante e apelativa, porque gigantes como a Leya encontramos em qualquer supermercado. Mas estou optimista!

Por outro lado, antes do covid-19 estava ansiosa por levar o rebento à sua primeira Feira do Livro, tradição anual que os meus pais iniciaram comigo, normalmente no dia da criança quando haviam sempre ofertas especiais. Agora com esta nova realidade, aliado ao facto do rebento não ser propriamente dócil e paciente, terei de pensar se quero iniciar a tradição já este ano. Mas até lá ainda tenho tempo de pensar, e analisar todos os fatores.

Quem puder/quiser aproveite. É um evento ao ar livre, portanto se as normas forem cumpridas a possibilidade de contágio não é grande. Até lá, Boas Leituras!

 

Livraria Às Cegas

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Falei aqui há uns dias da nova iniciativa das pequenas livrarias independentes que se juntaram numa plataforma online de nome RELI, na tentativa de chegar às pessoas e mitigar o impacto económico da Covid-19. Uma das iniciativas presentes era esta Livraria às Cegas, em que definimos uma quantia acima de 15€ e combinamos com a livraria aderente. Eles depois escolherão e enviarão um livro.

Sendo um blogue que fala sobre livros senti que tinha como missão contribuir para esta causa, e nada melhor que aproveitar para ter mais um livro de poesia. Assim, contactei a Livraria Poesia Incompleta, e pedi que me mandassem um livro.

O processo foi facílimo, não podiam ter sido mais simpáticos, e em poucos dias tinha cá em casa 2 belos livros de poesia para saborear nesta quarentena. Se ainda não experimentaram, aconselho muito esta iniciativa, têm imensas livrarias por onde escolher.

Deixo-vos uma foto dos livros que recebi, e Boas Leituras!

Livraria as cegas

RELI – Rede de Livrarias Independentes

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Os tempos estão complicados, como todos sabemos, mas para as pequenas livrarias isso já era corrente há bastante tempo. Gigantes como a Amazon, ou a nível mais local, a Fnac e a Wook, vão tomando conta do mercado já de si bastante pequeno, abafando a presença das pequenas livrarias. No entanto, estes agentes de maiores dimensões tendem a apostar todos nos mesmos “cavalos”, passe a expressão, e autores mais alternativos não conseguem ter expressão. Por isso o papel destas pequenas livrarias, muitas vezes especializadas, é vital para manter a diversidade e o bom gosto.

Por esta altura, e para combater a crise do setor, agravada pelo isolamento social, resolveram juntar-se e formar a RELI, Rede de Livrarias Independentes. Para além duma comunicação conjunta e duma estratégia coordenada para se apoiarem mutuamente, surgiram também algumas iniciativas para nos ajudar a todos em tempo de Covid-19.

Duas que já estão no site são a Fique em casa, mas não fique sem livros, onde oferecem os portes de envio para podermos encomendar os nossos livros favoritos online, ou a minha favorita Livraria às cegas, em que mediante o pagamento de 15 a um dos livreiros, recebemos em casa um livro escolhido por eles, muito à semelhança do Blind Date With a Book, onde podemos escolher um livro sem ver a capa, mas com uma pequena descrição do conteúdo.

Estou tentada a escolher uma livraria de poesia e pedir qualquer coisinha para mim. Digam-me se sentirem também vontade.

Até lá, Boas Leituras!

International Booker Prize 2020

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Já foram anunciados os finalistas do International Booker Prize (antigo International Man Booker), atribuídos por um júri ao que consideraram os melhores e mais relevantes livros do ano traduzidos para a língua inglesa. Este ano a lista é a que está abaixo, e tem alguns títulos que acho mesmo interessantes. Deixo-vos as minhas impressões em cada um deles.

The Enlightenment of the Greengage Tree de Shokoofeh Azar, autora iraniana que tem aqui a sua primeira obra traduzida para inglês. Passa-se no Irão na década após a revolução islâmica de 1979, e parece-me uma história muito tocante e interessante. Sem dúvida que tenho interesse em ler.

The Adventures of China Iron de Gabriela Cabezón Cámara, passado nas pampas argentinas em 1972, China é uma jovem mulher que vai embarcar numa jornada pelo interior argentino com uma escocesa, e que vão admirando as belezas da natureza do país. Esta autora já tem os seus talentos firmados na literatura sul-americana, no entanto ainda não li nada dela, também porque ultimamente tenho andado mais virada para livros asiáticos. Mais uma vez, parece-me uma boa aposta.

Tyll de Daniel Kehlmann, livro dum autor alemão que também já não é novo nestas andanças e que aqui revisita um clássico do folclore alemão com humor sarcástico. Uma espécie de conto de fadas negro. Parece-me também interessante, mas menos que os anteriores.

Hurricane Season de Fernanda Melchor, esta jovem autora mexicana vê aqui o seu primeiro romance traduzido para inglês. À semelhança de Crónica Duma Morte Anunciada, de Gabriel García Marquéz, também aqui se começa com uma mulher assassinada e se vai andando para trás no tempo até se descobrir o que realmente aconteceu.

The Memory Police de Yoko Ogawa, é um livro que parece muito promissor. Já li um livro desta autora que achei lindíssimo, e que falarei aqui em breve, por isso estou muito entusiasmada por ler também este.

The Discomfort of Evening de Marieke Lucas Rijneveld. Marieke é uma poetisa holandesa que já ganhou vários prémios no seu país e que se aventura agora nos romances. Este seu primeiro título é passado na Holanda rural, e segue a história duma família que se desintegra aos poucos. Para mim parece-me demasiado pesado para conseguir ler nesta altura, embora me pareça bonito e com um cuidado especial com o uso das palavras.

Já temos aqui uma bela selecção de livros recentes para ocupar esta quarentena, que me parece que ainda está para durar. Até lá, Boas Leituras!

Séries de Livros

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Para todos aqueles que se encontram neste momento em casa, com a sua vida social reduzida ao online, pode ser uma oportunidade para se ler aquelas séries de livros que andamos há que tempos a deixar para trás. Sejam os Poirots por ordem de publicação, sejam os Harry Potter, seja outro qualquer que o vosso coração indique.

Por vezes surje a questão de não sabermos ao certo qual a ordem dos livros, principalmente em tarefas de larga monta como a dos Poirots. Como isso não deve ser incomum, houve alguém que se lembrou de aglutinar a informação numa única página chamada, muito a propósito, Book Series in Order. É por aí que tenho seguido os Poirot’s, mas também os livros do Inspector Maigret.

Pode ser um recurso útil, para os obcecados como eu, ou os que precisam pontualmente de informção. Podem encontrar o site aqui.

Boas Leituras, pela ordem que quiserem!

Hoje Também Não Recomendo Livros

estante

Já há cerca de dois anos que recomendo livros à sexta feira para nos alegrar os fins de semana. Segundo os meus registos já aqui falei de 86 livros, que de uma maneira ou outra me encheram as medidas, me deixaram recordações e que achei pertinente partilhar com os outros.

O ano passado pedi recomendações e recebi excelentes ideias de leitura, por isso este ano pergunto o mesmo. Que livros vos chamaram a atenção nos últimos tempos e que desejam recomendar?

Boas Leituras!

Man Booker 2019

Man Booker 2019

Já fio há alguns dias que foram anunciados os finalistas do Man Booker deste ano, mas já sabem que no Peixinho a moda agora são as notícias atrasadas. Falei há algum tempo de todos os finalistas aqui, e este ano pela primeira vez escolheram-se duas vencedoras, Margaret Atwood e Bernardine Evaristo.

Dois livros e autoras muito diferentes, mas de certa forma literatura feminina, sobre a condição das mulheres. Em relação a The Testaments tenho sentimentos contraditórios. Por um lado quero ler porque gostei muito do Handmaid’s Tale, por outro tenho algum receio que este livro só tenha aparecido por causa do sucesso da série e que eu vá acabar por me desiludir.

No entanto, ao ritmo que tenho andado a ler ultimamente, estará na minha lista de livros a ler até 2035, por isso não é caso para me preocupar já.

Se lerem algum dos dois venham cá dizer-me se vale a pena.

Boas Leituras!

Feira do Livro 2019

feira do livro 2019

Pois é, já estamos a chegar àquela altura do ano em que qualquer amante de livros se sente entusiasmado e predisposto a separar-se de alguns euros em troca de boa leitura (hum… talvez isso seja o ano todo).

Na realidade, como eu já tenho falado aqui, a Feira do Livro tem sido tomada de assalto pelos grandes grupos editoriais e tem perdido ao longo dos anos aquela mística de livros esquecidos no fundo de baús que são verdadeiros tesouros a preços simpáticos. Quantas vezes eu descobri autores novos simplesmente porque a capa e o ser livro do dia me chamava a atenção e saía da feira com mais um “amigo”.

Mas mesmo assim a feira não perde a sua aura de festa, de local privilegiado para se dar um passeio no meio de gente com o mesmo interesse que nós, ao mesmo tempo que se come um gelado ou outra iguaria das muitas que hoje populam o espaço. Quando era miúda, feira era sinónimo de queijadas de Sintra, já que os meus pais compravam um pacote para a família partilhar.

Por isso de 29 de Maio a 16 de Junho passem pelo Parque Eduardo VII e digam-me como aquilo está, que este ano parece-me que vou ter de passar a oportunidade.

Colecção Livros B Renascida

livros b

Lembro-me de ser mais miúda e ainda não ter o gosto literário muito amadurecido, e virem-me parar às mãos uns livros de capa preta e letras prateadas com toques de fantástico pelo meio. Um dos volumes que tive foi um de contos de Arthur Conan Doyle, aos quais não dei o devido valor e acabei por perder esses livros na espuma dos dias.

Agora, que já leio coisas diferentes e mais abrangentes, tenho pena de já não os ter para lhes dar uma nova oportunidade. Estes livros eram editados pela entretanto desaparecida Editorial Estampa, e foram no total 55 volumes, editados entre 1970 e 1991.

Ora aparentemente não sou a única a ter saudades desta colecção, porque a E-primatur, editora já nossa conhecida por ter reeditado o livro de Vilhena em edição fac-simile, resolveu retomar a colecção e continuá-la.

Assim, já saiu o volume 56 (na foto), e há pelo menos mais 3 na calha, de nomes que vão de Dumas a Chesterton. Deixo-vos aqui um artigo que fala sobre isso, e não se esqueçam de visitar a página da editora, onde se perfilam os novos projectos que eles planeiam desenvolver e onde temos a oportunidade de praticar mecenato.

Boas Leituras!