Feira do Livro 2019

feira do livro 2019

Pois é, já estamos a chegar àquela altura do ano em que qualquer amante de livros se sente entusiasmado e predisposto a separar-se de alguns euros em troca de boa leitura (hum… talvez isso seja o ano todo).

Na realidade, como eu já tenho falado aqui, a Feira do Livro tem sido tomada de assalto pelos grandes grupos editoriais e tem perdido ao longo dos anos aquela mística de livros esquecidos no fundo de baús que são verdadeiros tesouros a preços simpáticos. Quantas vezes eu descobri autores novos simplesmente porque a capa e o ser livro do dia me chamava a atenção e saía da feira com mais um “amigo”.

Mas mesmo assim a feira não perde a sua aura de festa, de local privilegiado para se dar um passeio no meio de gente com o mesmo interesse que nós, ao mesmo tempo que se come um gelado ou outra iguaria das muitas que hoje populam o espaço. Quando era miúda, feira era sinónimo de queijadas de Sintra, já que os meus pais compravam um pacote para a família partilhar.

Por isso de 29 de Maio a 16 de Junho passem pelo Parque Eduardo VII e digam-me como aquilo está, que este ano parece-me que vou ter de passar a oportunidade.

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Colecção Livros B Renascida

livros b

Lembro-me de ser mais miúda e ainda não ter o gosto literário muito amadurecido, e virem-me parar às mãos uns livros de capa preta e letras prateadas com toques de fantástico pelo meio. Um dos volumes que tive foi um de contos de Arthur Conan Doyle, aos quais não dei o devido valor e acabei por perder esses livros na espuma dos dias.

Agora, que já leio coisas diferentes e mais abrangentes, tenho pena de já não os ter para lhes dar uma nova oportunidade. Estes livros eram editados pela entretanto desaparecida Editorial Estampa, e foram no total 55 volumes, editados entre 1970 e 1991.

Ora aparentemente não sou a única a ter saudades desta colecção, porque a E-primatur, editora já nossa conhecida por ter reeditado o livro de Vilhena em edição fac-simile, resolveu retomar a colecção e continuá-la.

Assim, já saiu o volume 56 (na foto), e há pelo menos mais 3 na calha, de nomes que vão de Dumas a Chesterton. Deixo-vos aqui um artigo que fala sobre isso, e não se esqueçam de visitar a página da editora, onde se perfilam os novos projectos que eles planeiam desenvolver e onde temos a oportunidade de praticar mecenato.

Boas Leituras!

Amazing Thailand 2019

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Lembram-se da viagem maravilhosa que o Peixinho ganhou neste concurso em 2016? Pois é, a oportunidade de participar outra vez começou esta semana, desta vez para sítios diferentes.

Este ano o quizz só demora 5 semanas, mais curto que no ano em que eu ganhei, mas o prémio é igualmente apetecível. Façam como eu, quem sabem não são os próximos a ganhar? Se forem, tragam-me uns caramelos de manga.

Sawadee ka, e podem participar aqui.

Man Booker International 2019

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Já voltámos aquela altura do ano em que o Man Booker começa a mexer e dar-nos ideias sobre o que ler a seguir. Começam por nos apresentar a lista de autores não anglo-saxónicos, mas que foram traduzidos para Inglês e publicados no UK. Este ano são 13 os nomeados, e confesso que destes não li nenhum ainda. Deixo-vos aqui a lista para consultarem.

  • Celestial Bodies by Jokha Alharthi
  • Love In The New Millennium by Can Xue
  • The Years by Annie Ernau
  • At Dusk by Hwang Sok-yong
  • Jokes For The Gunmen by Mazen Maarouf
  • Four Soldiers by Hubert Mingarelli
  • The Pine Islands by Marion Poschmann
  • Mouthful Of Birds by Samanta Schweblin
  • The Faculty Of Dreams by Sara Stridsberg
  • Drive Your Plow Over The Bones Of The Dead by Olga Tokarczuk
  • The Shape Of The Ruins by Juan Gabriel Vásquez
  • The Death Of Murat Idrissi by Tommy Wieringa
  • The Remainder by Alia Trabucco Zeran

 

Boas Leituras!

Notas de Romantismo – Márcio Vieira

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O Peixinho adora poesia, como já todos sabem. Acredito que boa poesia tem um impacto na vida das pessoas, que seja abrindo horizontes, fazendo pensar, sendo manifesto político, ou como neste caso, espelhando emoções.

Mas neste caso, este livro de poesia tem um impacto real e directo na vida do seu escritor. O Márcio ficou tetraplégico há alguns anos devido a um acidente, e usa a pouca mobilidade que tem na sua mão direita para escrever poesia romântica, a sua favorita.

Agora editou finalmente um livro, cujas receitas reverterão a favor da compra duma viatura adaptada para lhe permitir sair de casa, quiçá em busca de mais inspiração.

Não li o livro (ainda), mas vem com certeza para a biblioteca cá de casa.

Podem ler mais sobre isto aqui, e comprar o livro aqui.

Boas Leituras!

Ainda Tenho um Sonho ou Dois

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Quase tanto como de livros, o Peixinho gosta de música. Enquanto as outras meninas iam para casa depois da escola e viam a Candy Candy, eu ficava deslumbrada a ver o Top of the Pops que dava na RTP na minha infância, e a ver um homem dançar com um ramo de rosas no bolso de trás das calças (Morrisey) ou um homem de lábios pintados (Robert Smith) e perguntava à minha mãe porque é que eles faziam aquilo.

O fascínio pela música diferente ficou, e sempre me acompanhou em todas as fases da vida, passando por (quase) todos os estilos musicais.

Com as bandas portuguesas passou-se o mesmo e eu sempre fiquei fascinada por coisas diferentes e fora dos circuitos comuns da rádio. O que me leva ao que vos venho falar hoje. Deu a semana passada na RTP2 um documentário sobre uma das bandas portuguesas mais experimentais e incatalogáveis, os Pop Dell’Arte. O documentário foi realizado pelo Nuno Duarte, que é normalmente conhecido por Jel, e está muito bem feito.

É documental sem ser chato, mostra as realidades sem ser melodramático, e tem testemunhos em primeira mão dos (muitos) artistas que passaram pela banda. Confesso que um ou dois me surpreenderam, não fazia ideia que tinham tocado com eles (por exemplo JP Simões).

Aconselho a todos os que são fãs, os que querem saber mais sobre música portuguesa e sobre a nossa história cultural. E para que não fiquem a lamentar ter perdido, deixo em baixo os links para o documentário, que está disponível no RTP Play. Verdadeiro serviço público da estação.

Boas Leituras e Boas Cantorias

Documentário aqui

Música que dá título ao filme e ao post aqui

Hoje não recomendo livros

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Faz sensivelmente um ano que comecei este espaço às sexta feiras de recomendar livros que de algum modo foram importantes para mim, e nesse tempo referi 48 títulos de vários géneros, autores portugueses e estrangeiros.

Ainda tenho alguns na manga, fruto de muitos anos como leitora, por isso espero continuar a partilhar convosco os livros que preenchem o meu imaginário.

Mas hoje, no aniversário desta rúbrica, gostava que fosse ao contrário. Quais são os livros que me recomendam a mim? Quais as histórias que enchem a vossa imaginação, coração, mente, e que gostavam de partilhar?

Há sempre espaço para novas ideias de leitura, por isso vou ficar à espera de ser surpreendida.

Boas Leituras!

Vencedor Man Booker 2018

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Há algumas semanas vim aqui partilhar quem eram os finalistas do Man Booker 2018 e as minhas impressões sobre cada um apreciando apenas a sinopse.

Ontem foi finalmente anunciada a vencedora deste ano, que era a primeira finalista, Anna Burns com Milkman. Tal como disse no artigo anterior, parece-me uma aposta interessante e que tenho vontade de ler, contrariamente ao vencedor do ano passado, que me parece apenas chato.

Pelo que leio nos comentários é daqueles livros que se ama ou odeia, por isso considero um desafio lê-lo. Hei-de fazê-lo em breve.

Boas Leituras!

Fim de Semana em Constância

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Ler – A actividade principal do fim-de-semana

Ora depois de andarmos aqui em bolandas, decidimos que o melhor mesmo era aproveitar o previsivelmente último fim de semana de bom tempo e rumar a um sitio perto que ainda não conhecêssemos. A escolha recaiu em Constância, uma vila não muito longe de Lisboa, onde o Zêzere encontra o Tejo, e é isso que a torna especial.

Partimos na sexta para aproveitar o feriado, e fomos direitos ao Castelo de Almourol, outro dos sítios que ainda não conhecíamos. No caminho parámos no Restaurante Almourol para um almoço calmo, e ficámos agradavelmente surpreendidos. Apesar de muito cheio (para a próxima reservamos), o serviço foi bom e a comida bastante interessante. Eu comi um lombo de fataça, peixe que desconhecia, e fiquei fã. O peixe no forno do outro Peixinho já não estava tão bom, por isso win some lose some.

Se chegarem cedo, ou reservarem conseguem ainda uma bela vista para o Tejo que passa mesmo ali ao lado. Recomendo, gostámos muito.

Dali fomos então ver o Castelo de Almourol, para desmoer e conhecer mais uma coisa nova. É realmente bonito, numa paisagem privilegiada, mas para apanhar o barco até lá implicava esperar ao sol, e resolvemos deixar para outra vez. Estará agora uns dias fechado para renovações, mas não será muito tempo.

Finalmente rumo a Constância, ou melhor uma quinta sossegada a cerca de 2kms, que foi a nossa morada durante os 3 dias do fim de semana. Foram uns dias mesmo para descansar. Além dum passeio a Constância à beira Tejo e Zêzere, ainda fomos almoçar ao Dom José Pinhão, um restaurante simpático. Mas a maioria do tempo foi passado a ler à beira de piscina ou a passear pela quinta para ver os animais.

Já fazia falta um tempo assim, relaxado e sem mais preocupações que o grupo gigante de pessoas que ficaram na casa ao lado com uns miúdos que aparentemente tinham pilhas para gritar quase 24h por dia e cujo principal passatempo era fazerem bombas na piscina. Mas não pode ser tudo perfeito, se não custa mais voltar a trabalhar.

Mas Constância é uma zona simpática, com uma envolvente bonita e onde se come uma bela comida ribatejana. Eu pessoalmente recomendo a fataça, que não conhecia, mas que fiquei muito fã. E claro, tem uma imensidão de sítios bonitos e sossegados para ler.

Bons passeios e boas leituras!

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O Castelo de Almourol
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A piscina, local onde se passou toda a leitura
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O Zêzere e o Tejo encontram-se em Constância
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Fataça, uma iguaria que passei a conhecer

Finalistas do Man Booker 2018

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Foram anunciados a semana passada os seis finalistas do prémio Man Booker 2018. Desta vez não conheço nenhum, apesar de reconhecer algumas capas do Netgalley. Na realidade 3 destes livros foram previamente disponibilizados por esta plataforma, o que me deixa a pensar que tenho que dar mais atenção aos livros que por lá andam e tentar escolher os certos.  Deixo-vos aqui embaixo a lista com as minhas impressões.

Anna Burns, Milkman (Faber & Faber): Livro de escrita original, frases e parágrafos longos e história densa. Parece interessante, já que se passa em Belfast no final dos 70’s, altura conturbada e cheia de instabilidade social. Fiquei com vontade de ler.

Esi Edugyan, Washington Black (Serpent’s Tail): A história dum rapaz de 11 anos, escravo, e de como consegue passar a homem livre, com ajudas improváveis. Não me pareceu o meu género de livro pelo que li na sinopse.

Daisy Johnson, Everything Under (Jonathan Cape): baseado em mitos e contos de fadas, é também um livro sobre linguagem, e uma viagem às memórias de infância. Tem excelentes criticas este primeiro trabalho da escritora, mas não sei se me entusiasmou.

Rachel Kushner, The Mars Room (Jonathan Cape): Uma história sobre uma mulher condenada a duas penas de prisão perpétua na Califórnia, este livro dividiu os seus leitores. As criticas são muito boas, ou muito más, mas a mim deixou-me curiosa o suficiente para lhe querer pegar.

Richard Powers, The Overstory (William Heinemann): um livro de ficção ambiental, sobre o poder das árvores e o modo como o homem se distancia dos outros habitantes do planeta. Mais um que divide opiniões, mas que me despertou bastante interesse.

Robin Robertson, The Long Take (Picador): a história dum soldado canadiano da Segunda Guerra Mundial que vai tentar fazer vida como jornalista em Los Angeles no pós-guerra. Os seus traumas e as suas dificuldades encontram espelho na decadência da cidade à sua volta, tudo isto permeado com poesia. Parece-me uma aposta segura.

Se leram algum, partilhem a vossa opinião.

Boas leituras!