Livros que Recomendo – Esteiros

esteiros

Já estava na altura de voltar a recomendar um livro de um autor português e desta vez uma obra do neo-realismo dos anos 40. Segundo alguns, das primeiras obras dessa corrente literária em Portugal.

Nos Esteiros seguimos a história de algumas crianças da zona de Alhandra durante um ano inteiro, acompanhando as quatro estações. Estas são crianças de famílias muito pobres, que não vão à escola, e que dependem da irregularidade do trabalho sazonal da zona. São crianças que passam fome, que por vezes têm de ser criativas para encontrar comida, mas às quais não faltam sonhos e desejo de liberdade. O suceder das estações mimetiza a regularidade das mudanças no modo de vida destas crianças, como um ciclo que se perpetua mas do qual não podemos fugir.

Cheio de desesperança, este livro impressionou-me, tal como o Meu Pé de Laranja Lima, pela realidade de infância que retratava, tão diferente da minha, tão longe de tudo aquilo que eu via à minha volta. Livros como este abrem-nos os olhos para determinado tipo de realidades, que aconteceram no Portugal de 1940, como acontecem ainda um pouco por todo o mundo, de modo mais ou menos escondido.

É um livro fácil de ler, cheio de acção e diálogos simples, como seria a própria vida destas crianças. Lê-se num sopro e ficamos mais ricos por isso.

Recomendo a todos os que gostam de autores portugueses, de ler sobre a nossa realidade, de histórias fortes bem contadas.

Boas Leituras!

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Naturalidade

rui knopfli

Europeu, me dizem.
Eivam-me de literatura e doutrina
europeias
e europeu me chamam.

Não sei se o que escrevo tem a raiz de algum
pensamento europeu.
É provável… Não. É certo,
mas africano sou.
Pulsa-me o coração ao ritmo dolente
desta luz e deste quebranto.
Trago no sangue uma amplidão
de coordenadas geográficas e mar índico.
Rosas não me dizem nada,
caso-me mais à agrura das micaias
e ao silêncio longo e roxo das tardes
com gritos de aves estranhas.

Chamais-me europeu? Pronto, calo-me.
Mas dentro de mim há savanas de aridez
e planuras sem fim
com longos rios langues e sinuosos,
uma fita de fumo vertical,
um negro e uma viola estalando.

Rui Knopfli, O país dos outros, 1959

Livros que Recomendo – Peito Grande Ancas Largas

mo yan

Mais uma vez escolho para vos recomendar um livro que li há algumas décadas. Ainda me lembro que nas minhas incursões na Feira do Livro havia sempre um livro que eu escolhia apenas porque a capa/título me chamavam a atenção, e este foi um deles. A beleza da capa e a estranheza do título, associadas a uma boa sinopse, fizeram-me levar este livro para casa e começar a lê-lo imediatamente. Anos mais tarde, em 2012, Mo Yan recebeu o Nobel da literatura e eu relembrei este livro, embora ainda não o tenha relido.

A beleza desta história não está na complexidade dos personagens, ou nos intrincados diálogos, mas sim no retrato da história e comoções sociais dum país, contados por dentro. Neste caso particular, Mo Yan conta a saga das mulheres da família Shangguan através da história da China no século XX. Muitas das descrições são duras e cruas, e muitas partes estão recheadas daquele realismo mágico que é tão característico de determinada literatura asiática, mas a visão abrangente que recebemos da evolução dum país vale muito a pena. Ainda passados todos estes anos me lembro da descrição acerca dos pés ligados da matriarca da família, da obrigação que foi passar por isso, e da desonra que isso passou a ser nos tempos da revolução cultural.

A invasão japonesa, a revolução cultural, os anos pós Mao, tudo vem retratado através da vida desta família e da sua adaptabilidade a um mundo em mudança. Muito bem recebido no mundo ocidental, não teve a mesma aclamação na sua China natal, e o autor foi mesmo obrigado a escrever uma auto-censura e o livro foi retirado de circulação. O modo cru como a realidade comunista foi retratada, bem como algum conteúdo de caracter sexual (o personagem principal tem um fetiche por seios) foram os principais motores desta reacção.

Recomendo a todos os que gostam de um livro de história imersa em História, os que gostam de realismo mágico, de literatura asiática, de bons livros em geral, ou têm a obsessão de ler todos os prémios Nobel.

Boas Leituras!

Acabei de Ler – The Shadow Rising, Wheel of Time #4

Wheel of time

Eis-me chegada ao final do quarto volume daquela que é a maior (em tamanho) série de fantasia que eu já me propus ler. É em parte por sua causa que o meu desafio do Goodreads desceu este ano para apenas 30 livros, porque a demorar um mês a ler cada um, a progressão vai ser lenta.

Este livro começou de forma lenta e aborrecida para mim, focando-se nos grupos de personagens que menos simpatizo, os Seanchan e os Whitecloacks, ou noutras palavras os vilões que estão convencidos que são bons. Os personagens são lineares e é uma parte da história que demora a desenvolver, por isso custou-me entrar na história.

Mas rapidamente seguimos para os personagens principais, muitos dos quais tiveram uma evolução muito grande neste livro, e tornaram-se “adultos”, se assim podemos dizer. Por outro lado, como o Mal desponta um pouco por todo este mundo, o grupo central foi obrigado a separar-se para cada um desempenhar uma parte fundamental nesta luta contra as trevas, e isso também os ajudou a saírem debaixo da sombra de Rand al’Thor e Moraine, dois dos que tinham dominado a narrativa até aqui.

No geral continuo a gostar o suficiente destes livros para continuar a seguir a saga. O enredo melhorou bastante e o ritmo também acelerou. No entanto continua para mim a ter algumas falhas importantes, como personagens mal construídas (é-me penoso ler as partes que incluem Nynaeve, supostamente uma mulher de caracter forte, mas que na realidade é apenas uma bully mal-educada) e demasiada descrição detalhada de coisas que não interessam e que me fazem perder o fio à meada.

Mas recomendo a todos os que gostam dum belo épico de fantasia, que nos deixa agarrados às páginas para saber o que acontece a seguir.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Livros para 2019

livros

Como também já é hábito, depois de todos os balanços e projectos, venho também partilhar os livros que tenciono começar a ler em 2019. Às vezes não passa de boas intenções, mas na maioria das vezes eu consigo mesmo despachar alguns dos pendentes/desejos a que me proponho. Assim vou partilhar aqui como tenciono começar o ano.

– Terminar (ou pelo menos tentar) a saga de Wheel of Time. Neste momento estou a ler o quarto volume, mas é uma leitura lenta e cada livro tem demorado quase um mês a terminar. Como já disse aqui esta série tem 14 livros, por isso ainda me falta penar muito. Mas devagar se vai ao longe e já que comecei quero mesmo saber como acaba esta história. Sem fim, já basta o Game of Thrones.

– Terminar os 4 livros que tenho na lista de espera do Netgalley antes de pedir novos. Tenho neste momento quatro livros que são bastante interessantes mas que têm sido deixados para trás por causa do ponto anterior. Tenho de continuar a intercalar os vários tipos de leitura não me enjoar, nem ficar de horizontes fechados.

– Continuar pacatamente a ler os livros do Poirot. Neste momento já vou para o 11º, e vou lendo vagarosamente alguns por ano. Na maioria dos casos reler é o termo adequado, porque na minha adolescência varri quase toda a colecção Vampiro da Livros do Brasil que eram com este personagem, mas isso já lá vai há muitos anos, e agora lê-se com outros olhos.

– Poesia, toda aquela a que conseguir deitar as mãos! Quer em livros, quer em revistas como a Nervo ou a Eufeme, o importante é ir preenchendo a vida com poesia.

E para já chega, porque 2019 vai ser menos ambicioso em termos de leituras. Mas o que importa é o que retiramos delas!

Boas Leituras!

 

Viver Sempre Também Cansa

jose-gomes-ferreira

Viver sempre também cansa!

O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde…
Mas nunca tem a cor inesperada.

O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.

As paisagens não se transformam
Não cai neve vermelha
Não há flores que voem,
A lua não tem olhos
Niguém vai pintar olhos à lua

Tudo é igual, mecanico e exacto

Ainda por cima os homens são os homens
Soluçam, bebem riem e digerem
sem imaginação.

E há bairros miseráveis sempre os mesmos
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe
automóveis de corrida…

E obrigam-me a viver até à morte!

Pois não era mais humano
Morrer por um bocadinho
De vez em quando
E recomeçar depois
Achando tudo mais novo?

Ah! Se eu podesse suicidar-me por seis meses
Morre em cima dum divã
Com a cabeça sobre uma almofada
Confiante e sereno por saber
Que tu velavas, meu amor do norte.

Quando viessem perguntar por mim
Havias de dizer com teu sorriso
Onde arde um coração em melodia
Matou-se esta manhã
Agora não o vou ressuscitar
Por uma bagatela

E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo..

José Gomes Ferreira

Projectos para 2019

New Year

Imagem daqui

 

Tal como nos anos anteriores, depois de ver como correu 2018 vem a altura de projectar 2019. Mas este ano, ao contrário dos anteriores, não fiz grandes planos. Poderia dizer que quero viajar mais, ou ver a minha poesia editada, mas na realidade 2019 vai ser um ano de grande mudança, e absolutamente imprevisível.

Por isso por agora a única coisa que sei é que vou fazer novamente um desafio do Goodreads, mas este ano apenas para ler 30 livros, e logo se vê como corre. Vou continuar a usar o Netgalley como fonte de livros recentes e interessantes, e vou continuar a tentar arranjar nova casa para livros que tenho aqui e que não devo voltar a ler.

Das mudanças, das imprevisibilidades irei dando conta por aqui.

Um Bom 2019 a todos, cheio de felicidade, livros e coisas boas.

Boas Leituras!

How To Be Perfect

ron padgett

Get some sleep.
Don’t give advice.
Take care of your teeth and gums.
Don’t be afraid of anything beyond your control. Don’t be afraid, for
instance, that the building will collapse as you sleep, or that someone
you love will suddenly drop dead.
Eat an orange every morning.
Be friendly. It will help make you happy.
Raise your pulse rate to 120 beats per minute for 20 straight minutes
four or five times a week doing anything you enjoy.
Hope for everything. Expect nothing.
Take care of things close to home first. Straighten up your room
before you save the world. Then save the world.
Know that the desire to be perfect is probably the veiled expression
of another desire—to be loved, perhaps, or not to die.
Make eye contact with a tree.
Be skeptical about all opinions, but try to see some value in each of
them.
Dress in a way that pleases both you and those around you.
Do not speak quickly.
Learn something every day. (Dzien dobre!)
Be nice to people before they have a chance to behave badly.
Don’t stay angry about anything for more than a week, but don’t
forget what made you angry. Hold your anger out at arm’s length
and look at it, as if it were a glass ball. Then add it to your glass ball
collection.
Be loyal.
Wear comfortable shoes.
Design your activities so that they show a pleasing balance
and variety.
Be kind to old people, even when they are obnoxious. When you
become old, be kind to young people. Do not throw your cane at
them when they call you Grandpa. They are your grandchildren!
Live with an animal.
Do not spend too much time with large groups of people.
If you need help, ask for it.
Cultivate good posture until it becomes natural.
If someone murders your child, get a shotgun and blow his head off.
Plan your day so you never have to rush.
Show your appreciation to people who do things for you, even if you
have paid them, even if they do favors you don’t want.
Do not waste money you could be giving to those who need it.
Expect society to be defective. Then weep when you find that it is far
more defective than you imagined.
When you borrow something, return it in an even better condition.
As much as possible, use wooden objects instead of plastic or metal
ones.
Look at that bird over there.
After dinner, wash the dishes.
Calm down.
Visit foreign countries, except those whose inhabitants have
expressed a desire to kill you.
Don’t expect your children to love you, so they can, if they want to.
Meditate on the spiritual. Then go a little further, if you feel like it.
What is out (in) there?
Sing, every once in a while.
Be on time, but if you are late do not give a detailed and lengthy
excuse.
Don’t be too self-critical or too self-congratulatory.
Don’t think that progress exists. It doesn’t.
Walk upstairs.
Do not practice cannibalism.
Imagine what you would like to see happen, and then don’t do
anything to make it impossible.
Take your phone off the hook at least twice a week.
Keep your windows clean.
Extirpate all traces of personal ambitiousness.
Don’t use the word extirpate too often.
Forgive your country every once in a while. If that is not possible, go
to another one.
If you feel tired, rest.
Grow something.
Do not wander through train stations muttering, “We’re all going to
die!”
Count among your true friends people of various stations of life.
Appreciate simple pleasures, such as the pleasure of chewing, the
pleasure of warm water running down your back, the pleasure of a
cool breeze, the pleasure of falling asleep.
Do not exclaim, “Isn’t technology wonderful!”
Learn how to stretch your muscles. Stretch them every day.
Don’t be depressed about growing older. It will make you feel even
older. Which is depressing.
Do one thing at a time.
If you burn your finger, put it in cold water immediately. If you bang
your finger with a hammer, hold your hand in the air for twenty
minutes. You will be surprised by the curative powers of coldness and
gravity.
Learn how to whistle at earsplitting volume.
Be calm in a crisis. The more critical the situation, the calmer you
should be.
Enjoy sex, but don’t become obsessed with it. Except for brief periods
in your adolescence, youth, middle age, and old age.
Contemplate everything’s opposite.
If you’re struck with the fear that you’ve swum out too far in the
ocean, turn around and go back to the lifeboat.
Keep your childish self alive.
Answer letters promptly. Use attractive stamps, like the one with a
tornado on it.
Cry every once in a while, but only when alone. Then appreciate
how much better you feel. Don’t be embarrassed about feeling better.
Do not inhale smoke.
Take a deep breath.
Do not smart off to a policeman.
Do not step off the curb until you can walk all the way across the
street. From the curb you can study the pedestrians who are trapped
in the middle of the crazed and roaring traffic.
Be good.
Walk down different streets.
Backwards.
Remember beauty, which exists, and truth, which does not. Notice
that the idea of truth is just as powerful as the idea of beauty.
Stay out of jail.
In later life, become a mystic.
Use Colgate toothpaste in the new Tartar Control formula.
Visit friends and acquaintances in the hospital. When you feel it is
time to leave, do so.
Be honest with yourself, diplomatic with others.
Do not go crazy a lot. It’s a waste of time.
Read and reread great books.
Dig a hole with a shovel.
In winter, before you go to bed, humidify your bedroom.
Know that the only perfect things are a 300 game in bowling and a
27-batter, 27-out game in baseball.
Drink plenty of water. When asked what you would like to drink,
say, “Water, please.”
Ask “Where is the loo?” but not “Where can I urinate?”
Be kind to physical objects.
Beginning at age forty, get a complete “physical” every few years
from a doctor you trust and feel comfortable with.
Don’t read the newspaper more than once a year.
Learn how to say “hello,” “thank you,” and “chopsticks”
in Mandarin.
Belch and fart, but quietly.
Be especially cordial to foreigners.
See shadow puppet plays and imagine that you are one of the
characters. Or all of them.
Take out the trash.
Love life.
Use exact change.
When there’s shooting in the street, don’t go near the window.
Ron Padgett, “How to Be Perfect” from Collected Poems. Desejos para 2019.

Livros que Recomendo -O Retrato de Dorian Gray

Dorian Gray

Quase no final do ano continuo a tendência da semana passada de recomendar clássicos com um toque de diferença e que foram polémicos na altura do seu lançamento. Este livro de Oscar Wilde é ao mesmo tempo incrivelmente simples e misterioso, mostra-nos um lado da natureza humana e acredita-se que cada personagem diferente mostre uma faceta do escritor.

A história não é complexa e ecoa Fausto de Goethe. Dorian Gray é um rapaz novo, belo e de uma classe abastada, completamente virado para uma vida hedonista. É amigo e mecenas dum pintor, Basil, que é um homem da moralidade e ao mesmo tempo apaixonado por Dorian. No entanto, quando se dá o encontro com Lord Henry, amigo de Basil  que advoga um novo hedonismo, Dorian mergulha mais fundo no culto da beleza e do prazer transitório. Angustiado com a perspectiva de envelhecer faz um pacto com o Diabo de modo a que apenas o seu retrato, pintado por Basil, envelheça e não ele.

Esta é a base da história que pretendia ser uma sátira aos princípios morais vigentes na época vitoriana, muito rígidos mas que ao mesmo tempo escondiam vidas duplas e duplicidade.

Tal como Orlando, se bem que de modo diferente, este livro é mágico e um reflexo duma época mas que se podia aplicar bem aos dias de hoje, em que nos damos aos outros em redes sociais onde mostramos felicidade e prazer perpétuos, sempre dedicados a actividades que permitam mais um clique, mais uma foto no Instagram, algo que nos dê validação externa.

Recomendo a todos os que gostam de clássicos despretensiosos e de fácil leitura, aos que gostam de livros que nos agarram, nos fazem pensar ao mesmo tempo que nos divertem.

Boas Leituras!

Balanço de 2018

balanco

Como sempre nesta altura do ano, gosto de reflectir sobre o que se passou no ano que termina, e os objectivos que foram ou não conseguidos. Um balanço, na verdadeira acepção da palavra.

2018 foi um ano de desafios na minha vida. Não teve um começo nada brilhante e houve eventos que tiveram um impacto profundo na minha vida. Mas foi mais um ano de muitas e diversificadas leituras, e é essencialmente sobre isso que vou fazer o meu balanço.

Terminei 2017 fazendo alguns planos, vamos ver como correram.

Regressar às viagens. Acabei 2017 cheia de vontade de viajar, no entanto os acontecimentos andaram sempre à minha frente e não foi possível voltar ao estrangeiro. No entanto fiz umas belas passeatas cá dentro a sítios que já são como segunda casa, como Aljezur e as aldeias de xisto, e outros que fui conhecer, como Miranda do Corvo e Constância. Valeram a pena.

50 livros como objectivo do Goodreads. Como já falei aqui, este foi um objectivo atingido, mesmo a finalizar o mês. Dever literário cumprido.

Continuar a minha utilização frequente do Netgalley e manter a percentagem  de feedback acima dos 80%. Dos 50 livros lidos em 2018, 18 foram do Netgalley, o que significa que foram títulos novos, por vezes autores novos que acabei por conhecer. O balanço é claramente positivo, venha mais um ano.

Mais poesia, no blog como na vida! O blog continua alegremente a mostrar poesia todas as segundas-feiras, essencialmente portuguesa mas não só. A minha poesia também já apareceu aqui no blog, mas a escrita foi mais irregular. A minha casa está cheia de revistas belas como a Nervo e a Eufeme para trazer versos à vida.

– O Peixinho está cheio de histórias cá dentro que querem ver a luz do dia. Mas ainda não foi em 2018 que elas sairam cá para fora.

2018 foi um ano diferente e estranho para mim, e 2019 promete trazer muitas surpresas. Vamos ver o que lá vem.

Boas Leituras e Boas Festas!