Acabei de Ler – A Million Junes

million junes

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Descobri recentemente esta autora, quando li dois romances divertidos dela, Beach Read e People We Meet on Vacation. Ambos foram leituras leves e divertidas, que era mesmo o que me apetecia, por isso resolvi pegar noutro aleatoriamente.

Fiquei surpreendida quando me apercebi que era um livro mais jovem adulto (YA), que não é tanto a minha praia, mas resolvi não desistir. Acabei por gostar bastante.

A história pode ser descrita como Romeu e Julieta com toques de magia. Dois jovens, de famílias que se odeiam mutuamente há gerações, conhecem-se e apaixonam-se, contra a vontade de todos os que os rodeiam. June e Saul vão tentar vencer as adversidades, que vêm não só do que os rodeia, mas também dum mundo sobrenatural, e quando o fazem acabam por desvendar a história das suas famílias e do feudo entre elas.

Apesar de ser mais juvenil do que eu estava à espera, Emily Henry é uma grande contadora de histórias e conseguiu manter-me interessada durante todo o livro. O realismo mágico conferiu-lhe um toque de fantasia que me agradou bastante, e acabou por ser uma boa companhia nos 2 dias que o demorei a ler.

Recomendo a todos os fãs da autora, e a quem goste de histórias bonitas, suaves e bem contadas.

Boas Leituras!

Goodreads Review

I’ve found out about this author a few months ago, mainly via Booktube. I’ve read two great books from her Beach Read and People We Meet on Vacation. They were both lighthearted and fun and I was in a mood for such a book, so I randomly picked this one up.

My first surprise is that it was YA, which I don’t usually read as much. But I decided to persevere and ended up liking it a lot. 

The story is loosely based on Romeo and Juliet with some hints of supernatural. Two young people, from two families that have hated each other for generations, met and fell in love against everything and everyone. June and Saul will try to bit the odds and stay together, despite the adversities both from our world and the one beyond. While they do it, they will shed light on both families’ history, and the real reason they are at odds with each other.

Even though it was not quite what I was expecting, Emily Henry is a great story teller and I was glued to the story beggining to end. The magical realism lended it a nice fantasy touch that I quite liked, and I was highly entertained durring the 2 days it took me to read this. 

I recommend it to all Emily Henry’s fans, but also to everyone who enjoys a sweet story well told. 

Happy Reading!

Não tenho pressa. Pressa de quê?

 

fernando-pessoa

Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.

Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,

Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.

Não; não sei ter pressa.

Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega —

Nem um centímetro mais longe.

Toco só onde toco, não aonde penso.

Só me posso sentar aonde estou.

E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,

Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,

E vivemos vadios da nossa realidade.

E estamos sempre fora dela porque estamos aqui.

Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos

Acabei de Ler – The Spanish Love Deception

spanish love deception

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Quando estou com a cabeça mais cansada, ou sem grandes ideias do que ler a seguir, há duas coisas em que me refugio. Ou um Poirot, ou um romance descomplicado. Como os Poirots estão perigosamente a chegar ao fim, e nos vídeos de Youtube que tenho visto há recomendações aos molhos de romances, optei por esta via. E foi assim que cheguei a este livro, publicado no ínicio deste ano por uma autora espanhola. Provavelmente não será publicado em Portugal, mas para quem consegue ler em inglês e gosta de romances, este livro é uma boa aposta.

Catalina Martín mudou-se de Espanha para Nova Iorque depois dum namoro que não terminou bem, e conseguiu emprego numa empresa de projectos de engenharia. Adaptou-se bem e é querida por todos os seus colegas. Mais tarde chega Aaron, também engenheiro, que vai também liderar uma equipa de projectos. Por muitas razões eles não conseguem entender-se e passaram os dois últimos anos a alimentar uma inimizade.

Mas Catalina precisa de um par para o casamento da irmã em Espanha, e não um par qualquer. Alguém que esteja disposto a fazer-se passar por seu namorado. Obviamente que Aaron é quem se oferece e depois o resto é história.

Muita história, demasiada história. O livro está bem escrito, os personagens são bons, o romance é convincente. Mas é tudo demasiado longo. E por mim, depois do casamento em Espanha tinha ficado tudo resolvido, e íamos todos à nossa vida, mas ainda houve quase 60 páginas um bocadinho irrelevantes. Ainda deixo passar o facto de toda a gente perceber que ele a amava desde a primeira página, coisa que ela só descobre (muito) mais tarde, mas já é premissa destes romances que mesmo que as protagonistas sejam mulheres inteligentes, engenheiras e tudo, no amor é como se ainda andassem no jardim infantil e não percebessem as dicas mais óbvias. Mas, a quem nunca aconteceu o mesmo que atire a primeira pedra! E claramente o objectivo destes livros não é serem analisados como se fossem a Anna Karenina, mas sim proporcionar-nos umas horas (cerca de 6 a acreditar no meu Kindle) bem passadas e entretidas. E isso posso atestar, foram 6h muito bem passadas e divertidas, por isso posso recomendar este livro a quem goste do género.

Até ao próximo, Boas Leituras!

Goodreads Review

When I’m feeling tired or in a reading slump, there are 2 things that I turn too. Either a Poirot novel, or a light romance. As I am reaching the end of the Poirot series, I’m reluctant to pick them up and be left with none. On the other hand, by watching Booktube videos I get plenty of romance recommendations, that I use in just these ocasions. And this is how I got to this book, that was published this year but is unlikely that it will be translated to Portuguese. 

Catalina Martín, our protagonist, moved from Spain to New York after a failed relationship that affected her work. She comes to work on a engineering firm, where she is a team manager. Aaron comes later to also manage a team, and for many reasons they become enemies and spent the last 2 years battling each other. 

Catalina’s sister is now getting married, in Spain, and she urgently needs a date, after telling her family she would bring her boyfriend. Surprisingly, Aaron volunteers and the rest is history. 

A lot of history, maybe too much history. The book is well written, the story is cohesive and entertaining, and the characters are good, but its too long, too much of a slow burner. In my view, we could have wrapped it up after the wedding in Spain, with an epilogue, but we still had 60 something pages more of nothing interesting. Plus, from page one we all know that Aaron loves Catalina, but for some reason the lead ladies in these books, despite being engineers or something equally smart, when it comes to love matters they behave like kindergartens, but this is expected in these types of books. Happens to the best of us. 

Still, the purpose of this books is not to be analized as if they were Anna Kanenina, but to be enjoyable and entertaining, and this book hit all the marks. For 6h, give or take, I enjoyed myself and I can recommend this book to everyone that wants to read a good and funny story. 

Until the next one, Happy Reading!

Uma Vida Esquecida

Antonio Maria Lisboa

Para o Fernando Alves dos Santos

Eu conheço o vidro franja por franja

meticulosamente

à porta parado um homem oco

franja por franja no espaço

meticulosamente oco uma porta parada.

Um relógio dá dez badaladas ininterruptamente

dez badaladas por brincadeira dança

um homem com pernas de mulher

e um olhar devasso no Marte

passo por passo uma criança chora

uma águia e um vampiro recuados no tempo.

António Maria Lisboa

Acabei de Ler – O Banqueiro Anarquista

banqueiro anarquista

Ando numa fase estranha em que ando cheia de vontade de ler, mas depois parece que nenhum livro me enche as medidas. Cada livro que começo, só me apetece acabar rápido para passar para o próximo. Acho que o facto de ter algumas centenas de livros no Kindle me faz ficar um bocadinho assoberbada. Por isso, e depois de um dia a “folhear” os títulos que tinha, acabei por escolher um livro unicamente pelo facto de ser tão pequeno que iria ler depressa.

E assim foi, as 66 páginas do Banqueiro Anarquista passaram num instante, se bem que não demasiado depressa, porque é um livro que obriga a pensar. Na realidade é um exercício de argumentação, em que um rico banqueiro consegue provar (por a mais b, como se costuma dizer) que ele é na realidade o único verdadeiro anarquista praticante.

Não temos aqui um panfleto anarquista, nem uma reflexão sobre a teoria do anarquismo. Temos simplesmente um exercício de lógica e argumentação que nos mostram que qualquer causa pode ser defendida, ou qualquer argumento pode ser provado, se tivermos a capacidade de articulação para tal. Fez-me lembrar muitas coisas que andam por aí a circular, em que se defende muitas inverdades com argumentos tão aparentemente sólidos que conseguem convencer muita gente.

Um livro relevante e actual, que foi um prazer ler.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Acabei de Ler – The Yellow Walpapper

Yellow Walpapper

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Esta é uma história diferente, escrita por uma mulher feminista em 1890 e que é vagamente baseada na sua história pessoal. É um livro com poucas páginas, mas com uma história forte e impressionante. Aqui temos o diário duma mulher, casada com um jovem médico. Vão passar 3 meses a uma casa no campo para ajudar a melhorar a sua disposição. Ela foi mãe há pouco tempo, mas têm uma rapariga para tomar conta do bebé. Também vai a irmã do jovem médico para tratar dos afazeres domésticos e deixar a nossa protagonista sem mais nada para fazer a não ser focar-se na sua saúde e melhorar. 

O ideal é mesmo que ela não faça nada. Certamente não escrever no diário, coisa que ela faz às escondidas. Talvez dar uns passeios suaves pela propriedade, sempre sem se cansar muito. Certamente não preocupar-se com nada do dia a a dia, e ir visitar amigos está fora de questão, porque ela é muito nervosa. 

O quarto que o casal ocupa tem um papel de parede amarelo com um padrão intrincado, e a nossa protagonista não o suporta. O que vamos vendo ao longo do livro é uma lenta degradação da sua saúde mental, em que o papel amarelo vai tomando um papel cada vez mais central. 

Este livro levanta muitas questões sobre como as mulheres eram infantilizadas e consideradas naquela altura, o tipo de cuidados de saúde que eram prestados, a falta de poder de escolha. É um retrato duma época, mas se pensarmos bem ainda hoje muitas doenças ficam escondidas por baixo da capa de “ela é nervosa”, principalmente doenças mentais. É um livro por vezes duro de ler, e muito impactante, e recomendo a todos os que gostam de pensar e reflectir sobre a vida. 

Pode ser lido gratuitamente no Project Gutenberg, se estiverem interessados, aqui.

Boas Leituras!

Goodreads Review

This story was written in 1860 by a feminist woman and is loosely based on her own life experience. It is a small book, but very impactful and with a strong story. It is a youg woman’s journal. She has recently been a mom, is married to a doctor and is struggling with her mental health. Now we can imagine she is suffering from postpartum depression, but at the time this was written she was just nervous, or weak, in need of rest and fresh air. So she goes with her family to a house in the country to recover. They ocupy a bedroom in the top floor with a hideous walpapper, that starts by making her anxious, but evolves to a full character as the book progresses.

She is meant to rest, go for walks and not much more. The baby is being taken care of by a nanny, the household chores and under control of her sister in law, and there’s nothing for her to do unless thinking. Even writting her journal is something she needs to hide to be able to do. Visiting friends is out of the question, as she is in a very excitable state. 

The relationship with the yello walpapper simbolises her slow descent into madness, and is incredibly written. The whole book is a testimonial to the way women were treated like children, infantilized, and the way their mental health was always dismissed as being nervous, excitable or childish in general. As if with willpower they could cure themselves. It raises a lot of questions, and it makes us think on how much things have really changed. Because they have changed a lot, but in some core issues, they have remained very similar. 

Recommend it to everyone who likes to think about life, health, women’s place in society and what still needs to be changed. You can read it for free on Project Gutenberg, here

Happy Reading!

Acabei de Ler – Os Elefantes Têm Memória, Poirot #41

Os-Elefantes-Tem-Memoria

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Devagar e calmamente estou a aproximar-me do final desta empreitada. Este foi o penúltimo livro de Agatha Christie com Poirot como protagonista, e devo dizer que gostei bastante. Por um lado continua a ser bastante estranho ler um Poirot passado nos anos 70 (foi publicado pela primeira vez em 1972), por outro dá umas nuances interessantes de passagem e acompanhamento do tempo.

Mais uma vez temos aqui a amiga escritora de policiais, Ariadne Oliver, uma personagem muito bem construída e interessante, que está ao nível do Capitão Hastings, na minha humilde opinião. Mais uma vez o mistério é trazido por ela até Poirot, o que faz todo o sentido já que nesta altura ele é quase um ilustre desconhecido, cujo auge foi há muito tempo (embora ele tenha dificuldades em admiti-lo).

Há mais de uma década atrás um casal aparece morto perto de sua casa, e nunca se percebe se terá sido duplo suicídio, ou homicídio seguido de suicídio. Apenas se sabe que só estes cenários seriam possíveis. Agora, muitos anos depois, esta história volta à tona para a filha do casal conseguir ter paz e casar com o homem que ama. Parece que apenas Poirot conseguirá desenrolar este novelo, com a ajuda preciosa de Ariadne, que se encarrega de procurar as pessoas que têm memória de elefante, e não esquecem mesmo o que se passou há tanto tempo.

Gostei muito, o enredo estava muito bem construído e o desfecho, apesar de eu o ter conseguido perceber lá para meio do livro, foi mesmo assim muito satisfatório e bem escrito. Foi novamente um belo livro.

Estou quase, falta um título apenas! Apesar de já o ter lido há alguns anos, não tenho absolutamente memória nenhuma do enredo, tirando o facto conhecido que Poirot morre no final. Creio que vou demorar algum tempo a lê-lo porque ainda não estou preparada para encerrar esta tarefa.

Até lá, Boas Leituras!

Goodreads Review

Slow and steady I am about to win this race of reading all the Poirot novels in publication order. This is the one before last and it was really enjoyable. It is still weird to read a Poirot that is set on the 70’s (1972 was the first publication date), but on the other hand is also very interesting to witness the passage of time and how the narrative has adapted to it. 

Here we have again the mistery writter Ariadne Oliver, now a long time Poirot’s friend, that is a very interesting supporting character, alongside Hastings, in my humble opinion. She is the one bringing the mistery to Poirot, same as in previous books. And this makes sense, as by now Poirot is more or less unknown by the general public, even tough he struggles to admit it. 

Over a decade before a couple was found dead on a cliff near their home. The police investigation concludes it was either a double suicide, or a murder and suicide, but that’s about as much as they can find out. Many years after this story is brough back to life, as the couple’s daughter needs some closure. Ariadne will go on a search for ” elephants” that can remember, meaning, friends of the time that have great memories and can remember the feeling of that time, as well as facts. Poirot will help her reach thr truth about what really happened.

I really liked this plot, and it was very cohesive and well written. Around half the book I was able to predict the ending, but that is expected having read so many of her books. It was still very interesting and entertaining to read. It was another fine example of a mistery well crafted.

I am getting close to the end of this journey, with only one book left reading. I have read it in the past, but have no recollection at all. I expect it will take me some time to get to it, tough, as I am not eager to finish this task that has been so enjoyable. 

Until then, Happy Reading!

A Casa Onde Às Vezes Regresso

jose tolentino mendonça

A casa onde às vezes regresso é tão distante
da que deixei pela manhã
no mundo
a água tomou o lugar de tudo
reúno baldes, estes vasos guardados
mas chove sem parar há muitos anos

Durmo no mar, durmo ao lado de meu pai
uma viagem que se deu
entre as mãos e o furor
uma viagem que se deu: a noite abate-se fechada
sobre o corpo

Tivesse ainda tempo e entregava-te
o coração

José Tolentino Mendonça in A noite abre meus olhos.

Acabei de Ler – The Final Girl Support Group

final girl

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Ainda há pouco tempo li um livro de vampiros deste autor, que me deixou bem impressionada, por isso achei que nada mais veranil que ler mais um livro dele sobre Final Girls. E o que são as final girls? Se virem filmes de terror (que eu normalmente não vejo), do género Texas Chainsaw Massacre ou Pesadelo em Elm Street, sabem que a mecânica é sempre a mesma. Vão morrendo todos lentamente, até que no final resta uma rapariga que mata o monstro e é a única que se salva. Mas nada sabemos sobre a sua vida depois dos acontecimentos, e essa é mesmo a premissa deste livro. Uma série de final girls que se encontram uma vez por mês, há muitos anos, para fazerem terapia e manter alguma sanidade mental. Mas o que acontece se voltarem a ser ameaçadas?

Achei que o livro estava bem escrito, a história fluía muito bem, com apenas as surpresas necessárias para nos manter atentos e interessados. Eu não gosto muito daqueles livros que têm plot twists em cima de plot twists, só para nos manter completamente baralhados. As coisas têm que fazer sentido e encaixar bem, por isso as surpresas são necessárias, mas não devem ser usadas exageradamente. E é mesmo isso que vemos aqui. De vez em quando há um facto que nos surpreende e apanha desprevenidos, para deixarmos de ter a certeza que sabemos como a história se vai desenrolar, mas continuamos a ter os pés bem assentes na história.

Depois as personagens eram interessantes e nós queremos saber o que se passa com elas, especialmente a nossa narradora que tem um lugar no meu coração. Lynnette Tarkington é tão… estranha e “avariada” que é impossível não estar sempre a torcer por ela, mesmo não sabendo quase nada sobre ela. O modo como nos vão dando apenas pequenos pedaços da sua história de cada vez torna o livro bastante interessante.

Recomendo a todos os que gostam de livros de terror, de mistério, de histórias com a dose certa de sustos.

Boas Leituras!

Goodreads Review

I’ve recently finished another book by this author that I really liked, about slaying vampires, and even though horror is not really my preferred genre, I decided to give this book a go. Nothing spells summer like a book about Final Girls. And what are final girls? If you like horror movies, especially slasher ones, like Texas Chainsaw Massacre or Nightmare in Elm Street (which I don’t), you know they are more or less the same. Everybody gets killed except one girl, that is able to survive at the end and usually kill the monster, or not if they are aiming for sequels. Those girls are the final girls, which are the main characters of this book. Several final girls that meet once a month for years, to do therapy and try to move on with their lives. But what happens when they are threatened again? This is what this book is all about. 

I really liked this book. It was well written, the story made sense and was very original. It had enough suspense and plot twists to keep us on our toes, but not so many that made the story seem unreal, and yet it totally was. Everything made sense and fitted in the plot, with just the right amount of twists. Every once in a while there’s a revelation that baffles you, but all very coherent with the story. 

The characters were all very interesting, even the ones not likeable. Especially the narrator, Lynnette Tarkington, completely weird and broken, but with a special place in my heart that made me root for her the whole book. The way her story is slowly unveiled is also very well done. 

I recommend this book to all horror and mistery fans, but also to all those that love an unconventional story, well told. 

Happy Reading!