Acabei de Ler – Crime no Vicariato

murder at the vicariage

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Terminei a minha “tarefa” de ler todos os Poirots por ordem de publicação o ano passado, mas não consegui ficar longe da Agatha Christie por muito tempo e resolvi experimentar a Miss Marple, sem compromisso de permanência desta vez. Comecei pelo primeiro livro dela, sendo que tecnicamente a sua primeira aparição foi num livro de contos, para os quais eu não tenho paciência em policiais. Sinto que falta tempo para desenvolver a trama de maneira satisfatória.

Mas atirei-me a esta Miss Marple com algumas saudades das peculiaridades da Senhora Agatha Christie, e não fiquei desiludida. Na realidade até fiquei alegremente surpreendida.

Não ia com expectativas muito elevadas para este livro. Sempre gostei muito de Poirot, e a série televisiva só veio reforçar essa ideia, mas a Miss Marple parecia-me chochinha, e nunca consegui interessar-me muito pela série televisiva. Mas em livro o caso muda de figura. Miss Marple nem aparecia assim tanto na história, que era narrada pelo vigário duma pequena aldeia inglesa. Mas o crime foi muito interessante, e acima de tudo, as descrições da vida numa pequena comunidade rural eram deliciosas. Mesmo sendo em Inglaterra, consegui sentir um cheirinho do que experiencei por terras lusas nas pequenas aldeias por onde andei. O retrato social da época está muito bem feito, os estereotipos estão todos lá, e há frases absolutamente deliciosas espalhadas por toda a parte. O facto da velhinha Miss Marple ser retratada como a bisbilhoteira da aldeia é também maravilhoso. Agatha Christie nem sempre era caridosa a descrever as suas personagens principais, e isso esteve bem patente neste livro.

De resto, a história não é surpreendente, é um clássico mistério ao estilo whodunnit, como dizem os nossos amigos britânicos. Há um homicídio, há um leque reduzido de suspeitos que são todos conhecidos e que todos podem ter motivo ou oportunidade para o cometer, e tudo vai sendo lentamente desvendado ao longo do livro. Não sabia quem era o culpado, mas isso nem foi o mais importante. Depois de ter lido tantos livros de Agatha Christie pensei que ela não tivesse nada de novo para me oferecer, mas aí sim estava redondamente enganada. Estava bem escrito, interessante, e deixou-me o gosto por ler os seguintes.

Recomendo vivamente a todos os que gostam de mistérios, policiais, thrillers, como quiserem chamar. Na minha humilde opinião, que só interessa a mim, não se pode ser fã de mistérios sem ter lido a raínha do género.

Rumo ao próximo. Até lá, Boas Leituras!

Goodreads Review

“The young people think the old people are fools — but the old people know the young people are fools.”

Last year I reached the end of my self-imposed task of reading all Poirot novels in publication order, but I could not stay way from Dame Agatha Christie for long. So, I dived into the Miss Marple series, but with no formal commitment this time. I started with her first full novel, and disregarded the first short stories that were published, as I don’t like short mystery books, they feel incomplete to me.

I started this book missing Agatha Christie’s peculiarities and was not disappointed. Quite the opposite, I was pleasantly surprised.

My expectations weren’t high when I started this book. I loved Poirot, both the novels and the TV series and I had the feeling Miss Marple was dull in comparison. I also could not relate to the TV series, did not bond with the actresses chosen for the part. But the book is so much better. Miss Marple is almost a secondary role in the story, which was narrated by the village’s vicar. The crime was interesting and the depictions of life in a small British village were delicious, and it could portray any small village in the world. It was also a very good portrait of its time, with all the expected stereotypes, and it was filled with glorious cheeky phrases. Miss Marple keeps getting portrayed as the town gossip, which spends her time gardening to better be able to see and listen everything that goes on. Brilliant. Agatha Christie was not very charitable in her characters descriptions and that was amazing.

The story itself is not a novelty, it’s a classic whodunnit mystery. There is a murder and a reduced cast of people that could have committed it. Many people had motive and opportunity, but the plot is slowly unveiled throughout the book. I could not guess who did it, but that was not the most important to enjoy this book. For someone that thought that Agatha Christie didn’t have anything more to offer, I was gladly proved wrong. I might even read the next ones.

I recommend it to all that like murder mysteries and thrillers. You cannot be a true fan of this genre without having read at least one Agatha Christie book, in my humble opinion.

On to the next. Until then, Happy Reading!

Acabei de Ler – Cai O Pano, O Último Caso de Poirot, Poirot #44

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Foi em 2015 que comecei a minha saga de ler todos os Poirots por ordem de publicação, excluindo a maioria das colectâneas de contos. Devagarinho, sem pressa, para saborear e para ajudar em alturas em que faltava vontade de ler coisas mais elaboradas. E assim, 6 anos depois, chego finalmente ao final desta jornada, lendo o último caso de Poirot, que foi publicado em 1975, ano do meu nascimento, e que teve honras de obituário no New York Times. Nos últimos livros uma das coisas interessantes, se bem que estranhas, era sentir a dificuldade do Poirot se adaptar aos anos 60 e 70 do século passado. Mais estranho ainda porque todos os episódios que vi da série eram sempre passados nos meados dos anos 40. No entanto, neste livro parece que voltamos à era dourada de Poirot. E isso tem uma explicação muito simples. Este livro foi escrito em meados dos anos 40, em plena II Guerra Mundial, quando Agatha Christie teve medo que alguma coisa lhe acontecesse e os livros de Poirot não tivessem um final. Foi depois mantido num cofre, juntamente com o último volume de Miss Marple, e foram publicados em 1975, um ano antes da sua morte.

Eu gostei deste livro, mas confesso que mais por militância. Se pensar um bocadinho, a resolução foi toda anticlimática, e fiquei um bocadinho desapontada com o assassino. No entanto, a história também nos traz coisas muito boas, como o regresso do Capitão Hastings a ser ele próprio em todo o seu esplendor. E com a mais valia de conhecermos também a sua filha, um personagem interessante. A utilidade do Capitão Hastings no enredo foi o que mais gostei no livro, e só por isso já valeu a pena.

E foi uma tarefa concluída e prazerosa. Pensei em fazer o mesmo com a Miss Marple, ou o inspector Maigret, mas sinceramente nenhum destes tem a simplicidade genial do nosso pequeno detective belga. De certeza que arranjarei outra leitura de conforto, para me ajudar nos momentos em que nada apetece. 

Até lá, Boas Leituras!

Goodreads Review

In 2015 I started this task of reading all the Poirot novels in publication order, excluding the majority of the short story’s collections. Slow and steady, as I wanted to savour them and use them as a tool to help getting out of reading slumps. And so, six years later, I finish this journey by reading the last Poirot novel, published in 1975, the year I was born, and that generated an obituary in the NY Times. One of the interesting and strange things in the latest books was the way Poirot dealt with the passage of time and the different vibe from the 60’s and the 70’s, and that is not present here. In fact, it seems we are back at his golden age, the mid-forties, with its ambience and scenery. And that has a really simple explanation. During the second World War, Agatha Christie, afraid of not surviving, wrote the last stories for both Poirot and Miss Marple, and left them locked in a safe until she felt it was time to end their journey, which happened in 1975, a year before her own death.

I enjoyed this book, but more for a sense of duty. In reality, its closure was anticlimactic and I was a bit disappointed with how the story unfolded. But it also had some very good things, like the return of Captain Hastings being completely himself. The way he was used in the plot was really good, and I also liked his daughter as a character. 

All in all, mission accomplished, and it was a very enjoyable ride. I thought I could now do the same with either Miss Marple or Inspector Maigret, but in all honesty, they lack the charm of our little Belgian detective. I’m sure I’ll find some other comfort reads to get me out of reading slumps.

Until then, Happy Reading!

Acabei de Ler – Os Elefantes Têm Memória, Poirot #41

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Devagar e calmamente estou a aproximar-me do final desta empreitada. Este foi o penúltimo livro de Agatha Christie com Poirot como protagonista, e devo dizer que gostei bastante. Por um lado continua a ser bastante estranho ler um Poirot passado nos anos 70 (foi publicado pela primeira vez em 1972), por outro dá umas nuances interessantes de passagem e acompanhamento do tempo.

Mais uma vez temos aqui a amiga escritora de policiais, Ariadne Oliver, uma personagem muito bem construída e interessante, que está ao nível do Capitão Hastings, na minha humilde opinião. Mais uma vez o mistério é trazido por ela até Poirot, o que faz todo o sentido já que nesta altura ele é quase um ilustre desconhecido, cujo auge foi há muito tempo (embora ele tenha dificuldades em admiti-lo).

Há mais de uma década atrás um casal aparece morto perto de sua casa, e nunca se percebe se terá sido duplo suicídio, ou homicídio seguido de suicídio. Apenas se sabe que só estes cenários seriam possíveis. Agora, muitos anos depois, esta história volta à tona para a filha do casal conseguir ter paz e casar com o homem que ama. Parece que apenas Poirot conseguirá desenrolar este novelo, com a ajuda preciosa de Ariadne, que se encarrega de procurar as pessoas que têm memória de elefante, e não esquecem mesmo o que se passou há tanto tempo.

Gostei muito, o enredo estava muito bem construído e o desfecho, apesar de eu o ter conseguido perceber lá para meio do livro, foi mesmo assim muito satisfatório e bem escrito. Foi novamente um belo livro.

Estou quase, falta um título apenas! Apesar de já o ter lido há alguns anos, não tenho absolutamente memória nenhuma do enredo, tirando o facto conhecido que Poirot morre no final. Creio que vou demorar algum tempo a lê-lo porque ainda não estou preparada para encerrar esta tarefa.

Até lá, Boas Leituras!

Goodreads Review

Slow and steady I am about to win this race of reading all the Poirot novels in publication order. This is the one before last and it was really enjoyable. It is still weird to read a Poirot that is set on the 70’s (1972 was the first publication date), but on the other hand is also very interesting to witness the passage of time and how the narrative has adapted to it. 

Here we have again the mistery writter Ariadne Oliver, now a long time Poirot’s friend, that is a very interesting supporting character, alongside Hastings, in my humble opinion. She is the one bringing the mistery to Poirot, same as in previous books. And this makes sense, as by now Poirot is more or less unknown by the general public, even tough he struggles to admit it. 

Over a decade before a couple was found dead on a cliff near their home. The police investigation concludes it was either a double suicide, or a murder and suicide, but that’s about as much as they can find out. Many years after this story is brough back to life, as the couple’s daughter needs some closure. Ariadne will go on a search for ” elephants” that can remember, meaning, friends of the time that have great memories and can remember the feeling of that time, as well as facts. Poirot will help her reach thr truth about what really happened.

I really liked this plot, and it was very cohesive and well written. Around half the book I was able to predict the ending, but that is expected having read so many of her books. It was still very interesting and entertaining to read. It was another fine example of a mistery well crafted.

I am getting close to the end of this journey, with only one book left reading. I have read it in the past, but have no recollection at all. I expect it will take me some time to get to it, tough, as I am not eager to finish this task that has been so enjoyable. 

Until then, Happy Reading!

Acabei de Ler – A Noite das Bruxas, Poirot #40

Poirot 40

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Vou voltar a repetir que estou mesmo a chegar ao final desta maratona de ler todos os Poirots por ordem de publicação, que começou em Agosto de 2015, há 6 anos atrás. Foi esse o tempo que demorei a ler os cerca de 42 títulos, um pouco menos porque saltei a maioria dos volumes de contos. Falta mesmo pouquinho.

Ao contrário dos anteriores, este mistério estava muito bem construído, e muito bem resolvido. Mais uma vez tivémos a autora Ariadne Oliver como acompanhante de Poirot, e isso é sempre sinónimo de diversão. Aqui ela foi convidada para uma festa de Halloween, onde uma jovem se gaba de ter assistido a um homicídio e aparece morta nessa mesma noite. Como não lhe parece coincidência, vai pedir ajuda ao seu velho amigo detective para investigar o assunto.

O mais engraçado nestes títulos mais recentes é a maneira como Poirot vê o mundo que evoluiu, e o modo como olha para a juventude. Vemos também a evolução nos métodos de investigação, e um papel mais preponderante da psiquiatria na análise mental dos criminosos. Uma perspectiva muito engraçada e que enriquece a leitura.

Vale a pena ler este livro, e recomendo a todos os que gostam de mistério e detectives.

Boas Leituras!

Goodreads Review

I’ll say again that I am almost at the end of my Poirot marathon, an enterprise that I started in August 2015, which means it has taken me 6 years to go through all the Poirot books in publication order, almost 42, considering I skipped a few of the short stories compilations. I am excited to see it come to the end.

Unlike the previous titles, this book is really well written, the plot is interesting and well developed, and the resolution makes total sense. We also have the appearance of Ariadne Oliver again, and that always spells fun. She was invited to a children’s Halloween party, where a young girl brags to her friends that she has witnessed a murder once, only for herself to appear dead later in the evening. Ariadne feels the obligation to ask Poirot for help, as they were discussing murders on account of her books.

The best part about these newest books, is the way the world has evolved, and how Poirot perceives it, and the impression he has on youth those days. We can also witness the evolution in the investigation methods, and the part psichiatry has begun to play in the analisys of the assassins. Very interesting and makes the books richer. 

I recommend this book to all mistery fans, Poirot fans and detectives in general.

Happy Reading!

Acabei de Ler – A Suspeita, Poirot #38

Poirot 38

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Cheguei ao trigésimo oitavo título do Poirot, Third Girl em inglês, traduzido por A Suspeita. Na realidade aqui não haveria uma tradução airosa. A terceira rapariga do título refere-se a uma especificidade londrina dos anos 60, em que as raparigas começaram todas a trabalhar fora e saiam de casa dos pais para viverem sozinhas. Mas como o preço de arrendamento era muito elevado, uma rapariga arrendava uma casa, alugava um dos quartos a uma amiga e procuravam depois uma terceira rapariga, normalmente através de anuncio de jornal, para alugar o último quarto e assim ajudar nas despesas. Norma é uma terceira rapariga, dividindo um apartamento com mais duas, que conhece marginalmente. Vai ter com Poirot um dia para procurar ajuda, mas acha-o demasiado velho, coisa que fere o ego do nosso detective.

Este foi um livro muito agradável de ler. A história é interessante e bem desenhada, e temos novamente Ariadne Oliver, a escritora de mistérios que é uma pastiche da própria autora, e que é uma personagem muito divertida. Confesso que as dicas que foram sendo dadas não foram muito subtis, por isso lá para meio eu já sabia qual o desfecho do mistério, mas isso não diminuiu em nada o prazer de ler. Foi talvez um pouco estranho ver um Poirot passado nos anos 60, com rapazes de cabelo comprido e todos a tomar drogas livremente, está um pouco longe da realidade que nos habituámos a ter na série televisiva, mas foi uma abordagem interessante à passagem do tempo entre os primeiros e os últimos livros deste personagem.

Recomendo a todos os amantes de livros de mistério, de Agatha Christie em particular. 

Boas Leituras!

Goodreads Review

Here I am in the 38th book of the Poirot series, dangerously close to the end. The Third Girl from the english title refers to the very commom flatshare situation in London in the sixties, when girls were starting to work and live alone from a young age, and could not afford to rent a flat alone. Norma is a third girl, renting the same flat as 2 friends, and one day she goes to Poirot to ask for help, but finds him too old and flees. This sparkles his interest on the case, and he enlists the help from his friend, Ariadne Oliver. 

This was a very fun and easy book to read, and Ariadne is a great character, based on Agatha Christie herself. It was a good story, but the hints were not very subtle so I ended up guessing the end very early in the book. This has not diminished my pleasure in reading the book, though. It was a bit weird reading a Poirot that takes place in the 60’s, with guys with long hairs and everyone taking drugs freely, as it was very far from the imagery portrayed in the TV show, but it was interesting to see time flowing from the first books to the last ones. 

I recommend it to all mistery lovers, especially Poirot fans. 

Happy Reading!

 

Acabei de Ler – Os Cinco Relógios, Poirot #37

Poirot 37

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Ora aqui está um Poirot que li de modo diferente. Encontrei o audiobook no Youtube, narrado por Hugh Fraser, o actor que faz de Hastings na série, e resolvi experimentar. E que experiência que foi. Maravilhoso. Foi o primeiro audiobook que eu consegui efectivamente ouvir, prestar atenção e seguir toda a história. Hugh Fraser é excelente a fazer as vozes e mesmo os sotaques dos diferentes personagens, recomendo muito.

E a história em si? Bom, Colin Lamb vai a passar na rua e cai-lhe nos braços uma jovem assustada, que acaba de encontrar um homem morto numa casa onde tinha sido chamada a fazer um trabalho de estenografia. Sheila Webb, a estenógrafa, não conhecia a vítima, e era a primeira vez que fazia um trabalho naquela morada. Colin Lamb vai ajudar a polícia a investigar o caso, já que este se cruza com o trabalho que ele estava a fazer para os serviços secretos. Resolve pedir ajuda a um antigo amigo do seu pai (fica a dúvida sobre quem será o seu pai), e nosso amigo também Hercule Poirot, que se encontra tão aborrecido que anda a ler a analisar todos os escritores de romances policiais.

Mais uma vez Poirot não aparece muito neste história, é quase um personagem secundário. Por outro lado a solução do problema é demasiado parecida com a do livro Jogo Macabro, e se foi surpreendente na altura, agora já não o foi tanto. Mais uma vez, não dos melhores da autora, o que me leva a pensar que não é como o vinho, e não melhorou com o passar do tempo.

Ainda assim recomendo, porque se quiserem ler todos os Poirots como certa gente doida que anda por aí terão que ler este, e se quiserem um bom audiobook este será também uma boa opção.

Boas Leituras!

Goodreads Review

This was a book that I read in a different way. I found the audiobook on Youtube, narrated by Hugh Fraser, our dearest Hastings from the Poirot series, and I decided to give it a go. And I am so glad that I did. The book was wonderful, his reading skills are incredible and the different voices and accents made this delicious to hear. I could actually understand and follow the story, which I’ve never been able to do before. 

And how was the story itself? We have Colin Lamb, a young man that is walking down a street when a young lady falls on his arms screaming. She had just encountered a dead man on a house where she had gone to do a typing job. Sheila Webb, the girl, did not know the man, or the person who had hired her for the job. Colin works for the secret services and decides to join this investigation, as it crosses paths with his own. Furthermore, he seeks the help from an old friend of his father (we are left guessing who that is), our own Hercule Poirot. 

Once again, Poirot is almost a side character in this book, rarely appears, even though he is the key to solve the mistery. This solution, however, was very similar to the one we just saw on Dead Man’s Folly. If it had been surprising then, now it is not so much. Again, this was not one of the best works from this author, which leads me to believe the best has passed already (maybe with the exception of the last one). 

I will still recommend it. To all of those that, like me, wish to read all the Poirot novels, but also to anyone who wishes to enjoy a great audiobook. 

Happy Reading!

Acabei de Ler – Um Gato Entre os Pombos, Poirot #34

Poirot 34

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Depois do livro do autor africano já tinha o thriller que tinha começado aqui alinhado para seguir. Mas alguma coisa não me deixou prosseguir esta leitura, e voltei novamente ao conforto dum Poirot. Ajuda o facto de saber que me estou a aproximar a passos largos do fim, dá um incentivo extra para continuar a ler. Assim peguei neste volume 34, Cat Among the Pigeons.

Devo dizer que mais uma vez nunca tinha lido nem visto o episódio, o que tornou a leitura muito refrescante. Mas por outro lado esta é mais uma história em que a autora dá um lamiré de espionagem e intriga política, e como já tinha percebido por outros livros, essa não é a especialidade dela.

A história começa em Ramat, um país ficcionado do Médio Oriente, onde se dá uma revolução. Antes de morrer, o príncipe Ali Yusuf confia as suas joias ao seu melhor amigo, que as esconde na bagagem da sua irmã que vai regressar a Inglaterra. Mudamos depois de cenário para uma exclusiva escola de raparigas para onde converge toda a acção. Mas algo não está bem, quando começam a aparecer professoras assassinadas.

Ao contrário do anterior, as personagens deste livro eram engraçadas e bem descritas, e conseguimos relacionar-nos com elas. A história também está bem construída, mas não é das mais brilhantes da autora. Demasiadas coincidências acontecem para se tornar credível. Foi um livro agradável de ler, mas como muitos desta fase final de Poirot, não seria a minha recomendação para alguém que se queira deslumbrar com Agatha Christie.

Boas Leituras!

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After reading The Hairdresser of Harare I was planning to carry on with the thriller I had started here. However I just didn’t feel like it and decided to move on to another Poirot, now that I am getting so close to the end. 

Again, I had not read this or seen the episode previously, which is always a plus. On the other hand, this was another of those stories were the author tries to include espionage and political unrest, and we know from previous books this is not the area where she excels. 

The story begins in Ramat, a fictional middle eastern country where a revolution occurs. Prince Ali Yusuf was the ruler, and before the coup he gives the family jewels to his british friend and airplane pilot. The friend hides the jewels in his sister luggage, as she is returning to England. And this sets the wheels in motion. We then change the scenery to a very exclusive girls school in England, where school mistresses start being assassinated. Could the events be related?

The plot was interesting and the characters were relatable but this was not one of the author’s best stories. There are too many coincidencies happnening to make it believable. It was an enjoyable read, but it is not a book I would recommend to someone that is just starting with Poirot novels, much like all the others from this later phase. 

Happy Reading!

Acabei de Ler – Jogo Macabro, Poirot #33

Poirot 33

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Ainda estou a ler o livro de terror do Netgalley, que chegou a uma parte que me aborreceu, por isso fiz mais um intervalo para pegar num Poirot. Já cheguei ao trigésimo terceiro, o último é o quadragésimo segundo, mas como há alguns de contos pelo meio ficam oficialmente a faltar-me apenas 6 para terminar esta saga de ler todos os Poirots por ordem de publicação. Já se vê luz ao fundo no túnel desta maratona.

Curiosamente, este foi mais um daqueles raros livros que ainda não tinha lido antes nem visto o episódio, o que tornou a leitura muito mais interessante. Neste livro a mais recente amiga de Poirot, e escritora de livros policiais, Ariadne Oliver, é a personagem que ajuda a investigar o caso. Na realidade, ela foi convidada por um rico dono duma propriedade rural para criar um mistério do género caça ao assassino, em que as pessoas têm de seguir pistas e descobrir o autor dum crime para ganharem um prémio na festa anual da propriedade. Mas ela pressente que algo não está bem neste contexto e pede a ajuda de Poirot, e o resto é história.

A história estava bem construída e interessante, e o final é surpreendente e fez sentido, mas para mim não foi dos melhores livros da Agatha Christie. Haviam imensas personagens, ao ponto de se tornar confuso, e nenhuma delas estava bem desenvolvida. Num livro como estes a parte emocional também conta. As personagens são normalmente complexas e bem construídas e acabamos por gostar mais dumas que doutras, apostar que o assassino é X, e desejar que não seja Y. Mas aqui todas as personagens eram lineares, por isso não interessava realmente quem tinha sido o autor. Mesmo as vítimas não inspiraram simpatia.

Por isso recomendo a todos os fanáticos de Poirot que querem ler todos os livros, mas se nunca leram Poirot há outros bem melhores por onde começar.

Boas Leituras!

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I am still reading the fantasy/horror book from Netgalley, but it got to a part that annoyed me, so I decided I needed a break and read a Poirot instead. I am now on the 33rd book and the last one is the 42nd. As there a few short stories in the middle, I am officialy only 6 books away from the end of the Poirot marathon.

These was one of those rare books that I had not previously read, nor seen the episode, which was refreshing. In here, Ariadne Oliver, a mistery novelist that has met Poirot on a previous book, is asked to create a assassin hunt, similar to a treasure hunt, on the grounds of a rich country man that is having the yearly fête. The contestants have to follow clues to discover the victim and the perpretator. Ariadne senses something is not quite right in this scenario, and asks her friend Poirot to come to the fête, under the pretence of giving the prizes away, and prevent what ever is about to happen. However, he finds he is unable to do so, and so we have a murder in our hands. 

The plot was coherent and well built, the twist was not predictable, however this was nowhere near my favourite book. There were too many characters, and as a result they were all under developed, and I ended up not caring about any of them, which also means I did not care who had commited the murder, as no one inspired my simpathy. In these type of books, the emotional side also matters, and we need to care about the people we are reading about. But here, all of them were flat. 

So, I recommend this book to all die hard Poirot fans, that are reading his books in publication order, but not much else. 

Happy Reading!

Acabei de Ler – Crime em Hickory Road, Poirot #32

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Comecei a ler um livro do Netgalley, supostamente de terror. Só que a história estava a demorar muito a desenvolver e comecei a ficar aborrecida. Para evitar desperdiçar um momento de intensa vontade de ler, peguei num livro de mistério que vi recomendado em vários booktubes que sigo. Mas como não leio as sinopses antes de pegar nos livros, não percebi que este girava à volta de crianças, e que uma delas era morta (não é spoiler, sabe-se na primeira página do livro). Ora, isso foi um grande erro de cálculo, porque neste momento ainda não consigo ler sobre esse tipo de coisas porque me deixa um bocadinho angustiada. Espero voltar ao normal à medida que o jaquinzinho for crescendo.

Depois de duas desilusões seguidas, nada como voltar ao conforto de um velho amigo que nunca desilude, o nosso Poirot. Este é já o trigésimo segundo volume da série e, não contando com os volumes de contos, só me faltam 7 para o grande final. Aproxima-se a passos largos, e já comecei a deitar o olho à Miss Marple para não me sentir orfã de Agatha Christie.

Mas este foi um livro muito bom, no sentido em que nunca tinha lido nem visto o episódio, por isso tudo foi novidade. Não consegui adivinhar quem tinha sido o assassino, e as personagens estavam muito bem construídas. Miss Lemon, a fiel secretária do Poirot, tem uma irmã que dirige um hostel para estudantes em Londres. Quando começam a acontecer pequenos furtos, ela fica muito ansiosa e Miss Lemon comenta o caso com Poirot, cuja curiosidade é assim desperta pela aleatoriedade dos objectos roubados.

As personagens são interessantes, o mistério é bem construído sempre com Poirot presente e o livro acompanha-nos por um par de horas bem passadas. Recomendo a todos os leitores que gostam de mistérios.

Boas Leituras!

Goodreads Review

I started reading a book I requested from Netgalley, a kind of horror/fantasy story. However it was a slow burner, and I discovered I was not quite in the mood, so I decided to take a break. As I did not wish my sudden will to read to be wasted, I picked up a mistery book that I saw being praised in several Booktubes that I follow. However I soon discovered it involved the death of a child, and I cannot bear to read anything about that now, so I had to drop it as well. 

After 2 disappointments in a row, I turned to an old friend that never lets me down, a Poirot mistery. This is already the 32nd Poirot book I am reading, so, discounting the short stories, I have only 7 left to finish. I am already checking Miss Marple misteries, so I know where to go next. 

This was a really good one, as I had not read it or seen the episode before, so all was new. I also did not guess the culprit, so it was a full success. Miss Lemon, Poirot’s secretary, has a sister that manages a student’s hostel in Hickory Road. When strange things start to disappear, she confides in Miss Lemon, and in turn, the weird assortment of items spikes Poirot’s curiosity. 

It is a good mistery, Poirot is present from beginning to end, the characters are good and all in all is a good book that we can read in a few hours. I recommend it to anyone who loves a good mistery. 

Happy Reading!

Livros que Recomendo – O Assassinato de Roger Ackroyd

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É sobejamente conhecido o meu gosto pelos livros de Agatha Christie, no entanto ainda só aqui recomendei dois. Uma história individual, e o primeiro da série Poirot, que foi também o primeiro livro publicado por esta autora.

Mas este que vos apresento hoje é considerado o melhor dela, e o único desta autora a figurar na lista de 1001 Livros para Ler Antes de Morrer. Talvez injustamente, porque ela tem vários livros bons, mas é o problema destas listas, dependem sempre da opinião de quem as faz.

Terceiro livro a figurar o nosso detective belga e editado pela primeira vez em 1926. Poirot tinha decidido aposentar-se e e dedicar-se à agricultura, mas um assassinato ocorrido na vila para onde se retirou vai obrigá-lo a voltar atrás na sua decisão e usar os seus conhecimentos mais uma vez. O livro é um clássico da autora, um assassinato que ocorre num ambiente semi fechado, onde apenas uma meia dúzia de pessoas parecem ser suspeitas, mas (quase) todas elas têm um alibi convincente. O narrador é uma dessas pessoas, o doutor Sheppard, vizinho de Poirot e que o assiste durante a investigação. O volte-face final é surpreendente, e o desfecho engenhoso, fazendo jus à fama que este livro alcançou.

Numa altura em que estamos rodeados duma nova vaga de livros policiais, que a sua popularidade ganhou novo fôlego e novos adeptos em toda a parte, nunca é demais relembrar os bons clássicos que pavimentaram o caminho.

Boas Leituras!

I am a big Agatha Christie’s fan and yet I have only recommended 2 of her books on my blog. And Then There Were None, a superb standalone story and the first Poirot book, The Misterious Affair at Styles, that was also the first one published by the author. 

However, the one I present here today, The Murder of Roger Ackroyd, is considered by many as her masterpiece, and is the only one featured in the 1001 Books to Read Before You Die list. Which might seem a bit unfair, as she has many wonderful books, however, as it always happens in these things, it’s at the editors discretion. 

This is the third novel featuring Poirot, our belgian detective, that has decided to retire and go live in the country to grow vegetable marrows. However, there is a murder in the village he chose to live, and his next door neighbour, Dr. Sheppard, was present when it happened, so Poirot is dragged in to investigate the case. Dr. Sheppard is actually the person telling us the story. It is classical Christie, a murder perpretaded in a close environment, with a handful of suspects, all with more or less believable alibis. The final plot twist is very interesting and unexpected, making this a really good whodunnit mistery book. 

In a time where the mistery books seem to have gained new audiences and new fame, it is always good to look at the old classics that paved the way for all this success. 

Happy Readings!