Livros que Quero Ler – Dark Summit

dark summit

Se estão a pensar se este será mais um livro sobre o Everest, digo já que sim. Tenho um fraquinho por livros sobre alta montanha, e o Everest em particular, apenas porque é a montanha mais literária. Na realidade são 14 as montanhas com mais de 8000 metros de altura, e o Everest nem é sequer a mais difícil de escalar, mas, sendo a maior, tornou-se a mais emblemática.

1996 foi um ano difícil e com muitas mortes após várias expedições terem sido apanhadas por uma tempestade quando se encontravam já na fase descendente da aventura. Mas 2006 provou ser um ano ainda mais complicado, e que mostrou que a evolução comercial da escalada não trouxe só benefícios. Nick Heil é um montanhista reconhecido e jornalista de outdoors, que fez uma investigação sobre os factos de 2006 e sobre a fúria mercantilista que invadiu este desporto e a transformou neste livro.

Já está no meu kindle à espera da inspiração certa para ser lido, e como este está a ser um ano de não-ficção, suspeito que será em breve.

Até lá, Boas Leituras!

Acabei de Ler – The Elephant Whisperer

elephant

O facto de ter falado recentemente deste livro aqui no blogue deixou-me ainda com mais vontade de pegar logo nele. Isso e o facto deste ano eu andar virada a viajar nos livros. E foi realmente uma excelente opção que eu tomei. Este livro é belíssimo, e lê-se de um fôlego.

Lawrence Anthony comprou um enorme terreno na África do Sul que converteu numa reserva natural. Tinha bastante fauna, mas não tinha elefantes. Pelo menos até lhe terem oferecido uma manada, completamente de borla. Claro que tinha um custo associado, e neste caso era o facto da manada ter tentado fugir várias vezes, e vários elementos, incluindo a matriarca e a sua cria, terem sido abatidas. Isto fez com que estes elefantes viessem zangados e com sede de vingança. A principal ameaça à vida selvagem em África, como no resto do mundo, é a sobrepopulação e isso afecta especialmente espécies de grande porte que precisam de muito espaço, como os elefantes.

Mas este livro é essencialmente sobre relações entre diferente espécies, nomeadamente a nossa e os elefantes. É sobre usar a inteligência emocional, e admirarmos a inteligência que se apresenta à nossa frente, mesmo que seja diferente da nossa.

Acho que temos muito a aprender com este livro, e mais uma vez fiquei cheia de vontade visitar África e uma reserva que respeite os seus animais.

Recomendo a todos os amantes de vida selvagem, aos conservacionistas, às pessoas que gostam de ler sobre tópicos diferentes.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Acabei de Ler – Above the Clouds

boukreev

Talvez por as minhas possibilidades de viajar para sítios exóticos estarem agora mais diminuídas, comecei este ano a ler sobre sítios maravilhosos e encantadores, mas que estão fora do meu alcance. Já li sobre o Everest, Botswana, e agora resolvi voltar ao montanhismo de altitude outra vez.

Quando li a perspectiva de Anatoli Boukreev sobre o desastre de 1996 no Everest, percebi que este russo/casaque era um homem muito interessante, culto e com uma filosofia de respeito pelas montanhas muito especial. E isso levou-me a pegar neste livro, que nada mais é que a compilação de algumas reflexões que ele fazia no seu diário pessoal após cada expedição a altas montanhas, e ele teve inúmeras dessas.

Anatoli Boukreev começou a sua carreira como alpinista na União Soviética, onde o desporto de alta competição era incentivado como um modo de enaltecer a pátria russa e levar o seu nome a todo o lado, nomeadamente ao pico do Everest, batendo records e fazendo história. O desporto era considerado um objectivo colectivo e a vontade do grupo estava acima do sucesso individual.

Entretanto dá-se a desagregação da União Soviética e esse paradigma muda radicalmente. Deixa de haver dinheiro estatal para patrocinar os atletas, a iniciativa privada não vê qualquer vantagem em patrocinar expedições a altas montanhas, e Anatoli vê-se repentinamente sem um meio de financiar a sua paixão e razão de viver. Ao mesmo tempo as expedições comerciais começam a ser uma realidade que pode providenciar emprego e rendimentos, mas a contrapartida é liderar expedições a locais muito perigosos com clientes de condição física questionável.

São estas dúvidas e pedaços de história recente que podemos encontrar neste livro, bem como espreitar a mente de um homem que considerava as montanhas como uma religião e uma forma de superação pessoal, acabndo por vir a falecer numa. Muito interessante, uma leitura que se faz num fôlego.

Recomendo a todos os que gostam de viajar nas palavras, os que gostam de ler sobre desporto, aventura, locais remotos e que exercem fascínio, mesmo que nunca tenhamos a oportunidade de lá ir.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Livros que Quero Ler – The Elephant Whisperer

elephant

Depois de tanto tempo a recomendar livros que tinha lido, resolvi que estava na altura de falar de livros que estão no meu radar para futuras leituras, por variadíssimas razões. Este já me foi recomendado pelo Goodreads há bastante tempo, mas nem sempre estou com a mente virada para livros de não-ficção.

Este ano passa-se exactamente o contrário, apetece-me estar imersa no mundo real através dos livros, por isso parece-me uma excelente altura para me dedicar a esta história.

Lawrence Anthony tinha uma reserva natural na África do Sul e foi-lhe pedido para acolher um grupo problemático de elefantes. Mesmo antes de chegarem a matriarca e a sua cria são abatidas, o que faz com que todo o grupo esteja ainda mais agressivo e difícil de controlar. Este é o ponto de partida para toda uma história de relações entre homens e animais no seu habitat natural, sobre conservação e os esforços que se fazem preservar espécies importantes, mas principalmente sobre uns animais inteligentíssimos que eu muito gosto, os elefantes.

Espero conseguir lê-lo nas próximas semanas, já que 2020 parece ser definitivamente o ano da não ficção e dos livros em localizações exóticas.

Boas Leituras!

Livros que Recomendo – Into Thin Air

into thin air

Faz sensivelmente um ano, mais coisa menos coisa, que eu vim aqui recomendar o livro mais conhecido deste escritor. Into the Wild é um dos livros que ainda hoje tem um lugar especial no meu coração, e que eu gosto de partilhar com quem gosta de bons livros.

Mas Jon Krakaeur é um jornalista de actividades ao ar livre, desportos radicais, e por isso embarcou numa expedição ao Everest em 1996 para escrever sobre o assunto para a sua revista da altura, a Outside. Tendo sido uma das mais letais épocas de escalada que há memória, Krakaeur viu a sua vida em risco e vem neste livro contar os factos no seu ponto de vista.

Em 1996 várias expedições e montanhistas a solo estavam a preparar-se para ascender ao cume da montanha mais alta do mundo. Duas dessas expedições, a de Rob Hall (Adventure Consultants) e Scott Fisher (Mountain Madness) estavam entre as maiores e os seus guias eram uma espécie de super estrelas do montanhismo. Muita coisa correu mal nesta expedição. Em resumo, a subida foi começada a 6 de Maio, numa tentativa de evitarem a tempestade que se sabia estava a caminho e chegaria a 10 de Maio, no entanto muitos erros foram cometidos por todos os envolvidos, e a descida acabou por atrasar imenso, tendo sido apanhados em pleno pela enorme tempestade. Houve mortos do lado Norte e Sul (as duas vias de aproximação ao cume), no entanto foi o Sul o lado mais afectado, também porque estava mais sobrelotado. No total, nestes dois dias morreram 8 pessoas, e na época toda 12.

Mas estes são apenas os factos, relatados a frio, e o livro é muito mais que isso. Krakaeur é um exímio escritor, perito em dar vida aos seus personagens, que neste caso eram pessoas bem reais, com história, família, ambições e responsabilidades. Apesar de não ser um olhar isento, já que a sua ascensão ao cume foi feita integrado na equipa de Rob Hall, um neo-zelandês que estava a poucos meses de ser pai, tem uma visão a partir do interior, que muito nos ajuda a viver também esses dias trágicos.

O montanhismo, a escalada destes gigantes terrenos exerce um fascínio em muitos que me ultrapassa. Mas gosto de ler sobre isso sentada no conforto do meu sofá, com os pés quase ao nível da água do mar. Não percebo esta coisa de desejar estar sempre com a adrenalina em alta, sempre no fio da navalha, no entanto respeito quem gosta de se desafiar dessa maneira, e este livro está magistralmente escrito. Tal como em Into the Wild, chorei copiosamente com o final deste livro, já que o autor tem o condão de tornar os personagens em nossos amigos pessoais.

Tal como o anterior, também este livro foi polémico, com muitas respostas de outros dos presentes que contaram as suas versões. Mas este é um dos testemunhos e muito bem escrito. Alguns dos sobreviventes deste desastre já morreram entretanto noutras escaladas, o que nos deixa a pensar.

Foi feito um filme em 2015 (e um telefilme anteriormente do qual nem vale a pena falar), que sem ser espectacular é bastante interessante.

Recomendo a todos os amantes de não ficção, de livros bem escritos, de adrenalina e desportos radicais e da vida em geral.

Boas Leituras!

Livros que Recomendo – A Lagoa do Sherman

Sherman

Não é a primeira vez que falo aqui no Peixinho deste tubarão castiço, meio tolo, que habita numa lagoa tropical dum atol no Pacífico. Vive lá com a sua esposa, e os seus amigos. Uma tartaruga existencialista, um caranguejo vigarista, um peixe adolescente que é um génio de computadores e um urso polar que vai e vem consoante lhe apetece calor. Todos os outros habitantes são mais ou menos território livre de alimentação, incluindo os “macacos peludos” que se passeiam inocentemente pelas praias a desfrutar do lugar paradisíaco.

Por baixo de tudo isto temos uma forte mensagem ambiental e de reflexão sobre a importância de todos os seres marinhos, por mais insignificantes que nos possam parecer, bem como alertas vários sobre situações actuais graças ás viagens que Sherman vai fazendo por outros mares do mundo.

Eu sei isto tudo porque sigo diariamente a tira que vai sendo publicada aqui, já que em Portugal apenas foram publicados dois volumes pela Devir. Mas creio que hoje já não se encontram disponíveis.

Recomendo a todos os que gostam de BD, principalmente com um tom humoristico/educativo.

Boas Leituras!

 

O Som dum Caracol Selvagem a Comer

sound of a wild snal eating

Foi precisamente este título curioso (ou a sua versão inglesa, the sound of a wild snail eating) que me chamou a atenção quando estava a pesquisar na minha biblioteca de livros digitais e me levou a pegar neste livro. E fiquei alegremente surpreendida com a história que ele tinha para me contar.

Elisabeth Tova Bailey estava de férias na Suíça quando começou a sentir-se doente. Voltou a sua casa nos Estados Unidos e percebeu que tinha um vírus estranho, e esteve doente durante vários anos, passando longos períodos confinada à sua cama. Durante esse tempo o seu companheiro foi um caracol que uma amiga lhe trouxe dum passeio no bosque que rodeava a sua casa, e que começou por viver num vaso de violetas, mas para o qual construíram um terrário muito semelhante ao seu habitat natural.

Isso permitiu a Elisabeth observar o seu mais fiel companheiro quase 24 horas por dia, ajudando-a a passar o tempo que passava isolada ao mesmo tempo que desenvolvia um profundo apreço pelo animal e pela espécie, lendo tudo o que conseguia sobre gastrópodes.

Apesar de ser um livro sobre doença e uma pessoa que está a passar uma fase muito complicada, o tom é sempre muito divertido, esperançoso e informativo. Em altura nenhuma sentimos comiseração ou tristeza. A autora limita-se a contar as coisas como são, e dá-nos apenas os factos que são relevantes para fazer paralelismos entre si própria e o caracol, o seu imobilismo comparado com a capacidade que o animal tinha de percorrer todo o seu habitat, o tempo que não passa para ela excepto quando se perde a observar o seu companheiro de quarto.

Poderíamos à partida pensar que os caracóis não são animais assim tão interessantes, que certamente não dão matéria para encher um livro inteiro, mas este volume cheio de factos, pensamentos e delicadeza vem provar-nos exactamente o contrário. Mostra-nos duma maneira diferente como o homem é mais feliz se estiver de algum modo ligado à natureza, e como a recuperação dum doente é mais fácil se se associarem animais a esse processo. Há mesmo estudos a indicar os benefícios de terrários em pacientes que estão confinados a espaços fechados, restringidos nos movimentos, como modo de ajudar a passar o tempo.

Recomendo a todos os amantes da Natureza, todos os que gostam de livros diferentes, histórias de superação e livros diferentes no geral. Eu pessoalmente fiquei cheia de vontade de ter um caracol de estimação.

Boas Leituras!

Goodreads Review

INCHES FROM MY bed and from each other stood the terrarium and a clock. While life in the terrarium flourished, time ticked away its seconds. But the relationship between time and the snail confused me. The snail would make its way through the terrarium while the hands of the clock hardly moved—so I often thought the snail traveled faster than time. Then, absorbed in snail watching, I’d find that time had flown by, unnoticed. And what about the unfurling of a fern frond? Its pace was undetectable, yet day by day it, too, reached toward its goal.

 

Para Lá do Mapa

Beyond the map

Alastair Bonnet é um professor universitário inglês que vive em Newcastle, cidade de onde eu já não esperava nada de melhor que os Geordie Shore‘s desta vida, mas que me surpreendeu com este livro muito agradável sobre geografia, particularmente lugares que escapam à geografia dos mapas comuns.

Neste livro Alastair Bonnet conduz-nos numa visita a espaços tão díspares como a cidade do lixo no Cairo ou as Hidden Hills de Hollywood, ambos excluídos da ferramenta Street View do Google por razões opostas (os muito pobres vs. os muito ricos), ilhas no meio do Pacífico feitas exclusivamente de plásticos mas que há alguém a lutar para as reconhecer como país em nome próprio. O país mais pequeno do mundo (a Ordem Soberana e Militar de Malta) que tecnicamente ocupa um edifício em Roma, mas que na realidade tem lugar de observador nas Nações Unidas, emite passaporte, cunha moeda e tem muitas centenas de anos, e que fez o autor pensar no que realmente define um país, que fronteiras são essas que podemos defender.

Mas a parte que mais me tocou foi toda a reflexão sobre os espaços públicos, que à força de serem pertença de todos, dessa entidade abstracta que é o Estado, na realidade não pertencem a ninguém e muitas vezes nos sentimos inibidos de fazer as mais corriqueiras actividades nesses espaços. Temos o exemplo extremo da China, com a introdução de bancos de jardim com moedas, que se não forem pagos libertam espigões que obrigam os caminhantes cansados a voltar a andar ou gastar moedas de x em x minutos pelo privilégio de usufruir do mobiliário urbano. Mas temos exemplos mais próximos de mobiliário urbano aqui na Europa para nos impedir de caminhar em determinados espaços que à partida seriam públicos, em nome da “segurança”, ou as polémicas medidas anti sem-abrigo que tanto têm dado que falar.

Por tudo isto este autor nos conduz, sempre com uma visão muito sóbria, realista, mas nada iludida sobre a realidade que nos rodeia. Os últimos capítulos foram para mim particularmente penosos de ler, porque mais uma vez nos falam que enquanto andamos todos distraídos com as nossas vidinhas internas, os campeonatozinhos de futebol, os casamentos de revista, festivaizinhos, os fait-divers para distrair e essas coisinhas que a comunicação social nos vai dando à boca como papinha para bebés, a Rússia, o Reino Unido, Os EUA, a Dinamarca, desbravam a última fronteira possível, disputam as reservas do Ártico, e prevêem que tão cedo como 2020 já se consiga fazer uma rota exclusivamente marítima através do Pólo Norte graças ao contínuo degelo dos últimos anos, tornando cada vez mais acessíveis os recursos de gás natural e petróleo que se encontram lá por baixo, e dando mais uma machadada (a derradeira?) no já tão precário ambiente em que vivemos.

Como diz o autor: In future years, we may be known as the generation that gave away the Artic, even though it was not ours to give. Mas o que interessa isso, já não estaremos cá para ver, certo?

Boas Leituras!

Goodreads Review

There are many types of love, and many bonds between them. The love of nature and the love of place – biophilia and topophilia – have a particularly intimate relationship. Our lifelong affinity with animals and plants is a passionate commitment that tumbles over and into our bond with place. These love affairs merge in the garden, the age-old site and symbol of human well-being. This helps explain why we have such a problem with the modern city. Walking or, more likely, driving past barren and stony land – shards of unloved territory in between roads heavy with traffic, or endlessly ripped-up and rubbish-strewn ‘development sites’ – is an affront, a poke in the eye and, more than that, a source of guilt and loss. The land should be a garden. It should not just be beautiful; it should be alive. To see others treat it with contempt and, worse, to know that I treat it with contempt – for, of course, I just hurry past, eyes down – is unforgivable.

 

 

(Más) Notícias de Aljezur

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Eu hoje tinha programado um artigo sobre o último livro que li, precisamente um livro sobre geografia e alterações climáticas, mas tive que alterar e vir aqui falar da minha tristeza com a notícia que soube ontem.

Foi autorizado, sem estudo de impacto ambiental, o furo de prospecção de petróleo ao largo de Aljezur. Tudo isto passa de fininho, no meio de horas sem fim de noticiários sobre o ouro dos tolos que é o futebol, que mostra como, enquanto sociedade e nação ainda nos importamos muito pouco com o que realmente é importante e tem impacto no nosso futuro e no futuro dos nossos filhos.

Gostava de dizer que estou surpreendida com a decisão, mas não estou. Basta passear pelo Alentejo e ver as suas novas mono culturas de pinheiro manso a destruir o património ambiental existente em plena área protegida (e isto é só um exemplo) para perceber que neste país só se vai parar quando já nada restar para destruir.

Enfim, é um desabafo. Gostava de salientar o papel das autarquias que neste caso tanto se têm oposto a esta prospecção. Sabem que o melhor recurso que possuem está no seu mar e na sua paisagem, e que é insubstituível.

A programação normal volta dentro de momentos.

Escapadela a Aljezur

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O pónei e o jardim onde passámos muito tempo a ler ao sol.

Estes 3 últimos livros que li (Verdade sobre Animais, Caminho Imperfeito, e biografia de Luiz Pacheco), foram todos “despachados” numa espécie de retiro que fiz com a cara-metade até à zona de Aljezur.

Depois duns últimos meses complicados e trabalhosos, estávamos os dois a precisar de recarregar baterias e nada melhor para isso do que estar num sítio rural e próximo do mar. Já conhecíamos a zona de Aljezur de escapadas anteriores onde ficámos apaixonados pelo local, por isso foi novamente a zona escolhida este ano.

Fizemos tal e qual como no ano passado. Parámos em Porto Covo para almoçar e partir a viagem em dois, e depois fomos até à nossa morada da semana seguinte, um turismo rural rodeado de vaquinhas, rãs e passarada, que tinha também um pónei e uma cadela do mais simpático com que já nos cruzamos. Foram uma bela companhia durante a semana.

Depois dum primeiro dia de chuva intensa, em que aproveitámos para ficar pelo apartamento a pôr a leitura em dia, nos restantes dias apanhámos um sol bonito e não demasiado quente, que nos acompanhou no reencontro de praias já conhecidas (Vale dos Homens) e descoberta de locais novos (Monte Clérigo, Odeceixe, Bordeira). Este pedaço de Algarve é realmente ao nosso jeito, cheio duma beleza selvagem, poucas pessoas, fracas acessibilidades, poucos apoios de praia (e caros), poucas urbanizações (se bem que infelizmente de ano para ano mais).

Descobrimos muita coisa nova, mas ficou muita mais por descobrir, o que é bom pois desejamos voltar em breve. Há qualquer coisa de mágico naquelas ondas embaladas por arribas dramáticas, campo cheio de relas e rapinas mesmo a dois passos do mar. mas não é zona para picuinhices, porque está abençoada por muita bicheza, Abril então é o mês das carraças, o que nos levou a apelidar a cadelita da casa de Carraceda de Anciães. Maravilhosa.

Boas Leituras!

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A comissão de boas vindas ao alojamento.
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Praia da Amoreira, onde se estava lindamente ao sol
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Amanhecer
Luiz Pacheco
A ler no jardim
Aljezur_05
Odeceixe
Aljezur_07
Roxy, sempre à espera de festas ou comida.
Aljezur_08
Tínhamos sempre escolta em todo o lado.