Hoje não recomendo livros

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Faz sensivelmente um ano que comecei este espaço às sexta feiras de recomendar livros que de algum modo foram importantes para mim, e nesse tempo referi 48 títulos de vários géneros, autores portugueses e estrangeiros.

Ainda tenho alguns na manga, fruto de muitos anos como leitora, por isso espero continuar a partilhar convosco os livros que preenchem o meu imaginário.

Mas hoje, no aniversário desta rúbrica, gostava que fosse ao contrário. Quais são os livros que me recomendam a mim? Quais as histórias que enchem a vossa imaginação, coração, mente, e que gostavam de partilhar?

Há sempre espaço para novas ideias de leitura, por isso vou ficar à espera de ser surpreendida.

Boas Leituras!

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Livros que Recomendo – Middlesex

middlesex

Já não é a primeira vez que aqui falo deste livro, já o tinha mencionado aquando da review a outro título deste autor, Fresh Complaint. Já aí fiz um pequeno resumo deste que é um grande livro, em tamanho e qualidade.

Middlesex conta-nos uma história longa, duma família grega que emigra para os EUA para fugir à invasão turca do seu território e aí se estabelecem e se adaptam. Seguimos a história da família Stephanides e ao mesmo tempo a história dos Estados Unidos no início do século XX. Desde a era da Proibição, ao advento da cidade de Detroit à boleia da expansão da indústria automóvel. Os conflitos raciais da década de 60, o movimento hippie e por aí fora. É uma história de mudança, transformação pessoal e histórica. Isso é imediatamente visível no início do livro, que nos relata que a família cultivava bichos-da-seda como actividade económica. Isso marca a tónica do que se vai passar daí para a frente. O narrador, Calíope, tranforma-se em Cal, já que por vários motivos nasceu com os dois sexos.

Há muitos temas fortes ao longo de todo o livro, como intersexualidade, incesto, prostituição. Mas todos são tratados com uma delicadeza e uma naturalidade que acabam por não só não parecer estranhos, mas aceites como uma parte normal da vida.

Já li este livro há alguns anos, recomendado por um familiar, e agora recomendo a todos aqueles que gostam duma história belíssima, bem contada e diferente. Aos que não têm medo de ler sobre o diferente imerso no banal, como é a vida de todos os dias.

Para uma review muito completa, mas que pode desvendar alguns aspectos da história, vejam aqui.

Boas Leituras!

Ponto da Situação

Goodreads Challenge

O Peixinho este ano tem dois desafios. O maior de todos, autoproposto, de não comprar mais livros em 2018, tem andado a correr bem. Não podemos obviamente contar com livros comprados para oferecer, e sem eles não tenho comprado mais nada. O outro Peixe cá de casa tem prevaricado, mas o desafio não é dele, por isso não conta.

Também já vendemos alguns livros dos quais gostavamos, mas que não se coadunavam com o tipo de livros que queremos manter na biblioteca pessoal, que prima pela falta de espaço. Neste frente, tudo a correr bem.

O outro desafio, puramente de competetividade pessoal, é o número de livros a que me proponho ler no inicio do ano no Goodreads. Este ano, como na maioria dos anos, a meta eram 50 livros, e ainda não a atingi. Nada de novo, isto é uma maratona e não um sprint, e cada livro deve ser saboreado e apreciado. Ainda por cima o livro que tenho em mãos no momento, um épico de fantasia, tem a módica quantia de 814 páginas, por isso não há mesmo pressas.

Mas estamos na reta final dum ano que foi (e continua a ser) para mim muito cheio de eventos, nem todos felizes mas todos com algum grau de stress associado, por isso os livros também ajudam a descontrair e relaxar um bocadinho. Faltam 6, um tirinho como se diz cá por casa.

Boas Leituras!

Livros que Recomendo – Oryx and Crake

oryx and crake

Margaret Atwood é uma escritora que se dedica principalmente a Ficção Especulativa (diferente de Ficção Cientifica, mas varia o significado consoante quem está a discutir sobre o assunto), e defende que a maioria das coisas sobre as quais escreve já aconteceram no passado ou estão a acontecer correntemente. A sua obra mais falada, até por causa da série televisiva, é The Handmaid’s Tale, mas não é sobre ela que venho falar hoje.

Hoje venho falar-vos no livro que realmente me entusiasmou e apelou ao meu coração de bióloga, Oryx and Crake. Este é o início duma trilogia, a MaddAdam Trilogy, que se passa num futuro distópico mas não muito distante, onde a humanidade desapareceu como resultado de um evento desconhecido e a única pessoa que sobre é Snowman, Jimmy de seu nome, que sobrevive neste novo mundo com a ajuda duns humanoides intitulados Children of Crake, que são uns seres de pele azul, dóceis e não violentos, que acreditam em Crake como se de um Deus se tratasse. Estes seres são perfeitos geneticamente, não têm doenças, são desprovidos de maldade e violência, mas também de qualquer sentimento artístico, aparte a habilidade de cantar.

Jimmy, aka Snowman, vai relembrando a sua infância e juventude e é assim que nós ficamos a saber o que se passou para chegarmos àquela situação.

Este livro confronta-nos com coisas muito reais que já se passam hoje em dia, como a manipulação genética e as suas consequências, os limites da ciência (ou falta deles), mas também as desigualdades sociais, as empresas que são donas das alterações genéticas e controlam o que os comuns mortais podem usar, desde a agricultura a medicina, etc. Para qualquer pessoa minimamente atenta às notícias diárias (talvez as estrangeiras, que os nossos telejornais pouco mais falam do que de futebol, do calor do verão e do frio do inverno, e outras insignificâncias destinadas a manter o cidadão comum adormecido e galvanizado atrás de causas que não interessam), não é nenhuma surpresa as linhas que escrevi acima. Sabe-se da hegemonia da Monsanto e da sua tentativa de controlar as sementes usadas na agricultura mundial, gigante esse que foi recentemente adquirido pela Bayer, outro colosso da agroquimica. Sabem-se de experiências de ética duvidosa, por isso nada que se passa no livro surpreende, mas assusta.

O começo é lento e demoramos algum tempo a adaptar-nos ao ambiente e às personagens. Mas quando a história começa a desenvolver nunca mais pára, e é difícil interromper a leitura, de tal modo queremos sempre saber o que vem a seguir. O livro termina num cliffhanger (ainda não temos um termo em português que descreva tão bem um final inacabado como este), e temos imensa vontade de pegar no próximo volume, The Year of the Flood, e foi exactamente isso que fiz.

Recomendo a todos os amantes de livros diferentes, futuros distópicos mas não inverossímeis, histórias coesas e bem contadas.

Boas Leituras!

Goodreads Review

They understood about dreaming, he knew that: they dreamed themselves. Crake hadn’t been able to eliminate dreams. We’re hard-wired for dreams, he’d said. He couldn’t get rid of the singing either. We’re hard-wired for singing. Singing and dreams are entwined.

Livros que Recomendo – Como Água para Chocolate

agua para chocolate

Já não sei há quantos anos terei lido este livro, mas foram com certeza 20 ou mais. Apesar de ser um livro que adoro e que já ofereci muitas vezes, não tenho nenhuma cópia minha, porque sempre que li foi por empréstimo (a maravilha da partilha de livros).

Já falei aqui dele, quando fiz uma lista dos 5 melhores livros de amor, porque realmente é uma belíssima história de amor, daquelas como só os sul-americanos sabem escrever, cheia de realismo mágico.

O livro conta-nos a história de Tita, a filha mais nova duma mãe à antiga, que segue as tradições à risca, no início do século XX. Tita e Pedro apaixonam-se, mas Tita nunca poderá casar porque o dever das filhas mais novas é ficarem solteiras e cuidarem das mães até estas morrerem. Assim Pedro casa com a irmã mais velha para poder pelo menos ficar perto do seu amor.

Este é o resumo da história, mas muita da beleza deste livro passa pelo modo como ela está contada. Está dividido em 12 capítulos, um para casa mês do ano, apesar da história se passar ao longo duma geração. Começamos sempre com uma receita tradicional mexicana, que Tita prepara como ninguém, e é na explicação de como executar cada receita que a trama nos é apresentada. A comida e a culinária como transmissores de emoções e de estados de espírito é algo que permeia toda a narrativa.

Existe também um filme, mexicano, que faz realmente juz à obra e que eu recomendo tanto como o livro.

Recomendo a todos os que gostam de livros de amor, de realismo mágico, de histórias bonitas e contadas com algum humor.

Boas Leituras!

Each of us is born with a box of matches inside us but we can’t strike them all by ourselves; we need oxygen and a candle to help. In this case, the oxygen for example, would come from the breath of the person you love; the candle would be any kind of food, music, caress, word, or sound that engenders the explosion that lights one of the matches. For a moment we are dazzled by an intense emotion.

A pleasant warmth grows within us, fading slowly as time goes by, until a new explosion comes along to revive it. Each person has to discover what will set off those explosions in order to live, since the combustion that occurs when one of them is ignited is what nourishes the soul. That fire, in short, is its food. If one doesn’t find out in time what will set off these explosions, the box of matches dampens, and not a single match will ever be lighted.

 

 

 

Livros que Recomendo: Asterix o Gaulês

Asterix o gaules

Não consigo enumerar as vezes que li este livro, mas foram largas dezenas. Este não foi o primeiro livro do Asterix que li. Essa honra cabe a Astérix e Cleópatra, depois duma amiga dos meus pais me ter levado a ver o filme de animação, mas desde aí nunca mais parei.

Todos os anos, na nossa visita anual à Feira do Livro, eu comprava pelo menos mais um volume da colecção. E sempre que isso acontecia eu voltava religiosamente a ler todos os outros. Tinha alguns preferidos (ainda hoje me lembro do Astérix entre os Helvéticos, ou entre os Bretões). Na realidade, se pensar bem, os meus favoritos eram todos aqueles em que Astérix e Obélix viajavam para terras distantes para ajudar algum amigo em apuros. Isso fez-me aprender imenso sobre outros países e a sua história, tudo em suave brincadeira.

Estes livros são mágicos, divertidos e podemos aprender alguma coisa com eles. Claro que estes dois amigos improváveis resolvem quase tudo à pancada, e neste mundo em que vivemos hoje do branqueamento do politicamente correcto, tenho a certeza que alguém se há-de insurgir contra isso. No entanto, eu que não acredito em politiquices e nunca resolvi nada pela força, tinha nestes livros os meus favoritos de infância.

A história deste livro é simples, e centra-se no rapto de Panoramix pelos romanos para obterem o segredo da poção mágica, com todas as peripécias que já sabemos virão a seguir. Acaba como sempre, com um grande banquete em que o bardo é de algum modo impedido de cantar!

Recomendo a todos os jovens de espírito, a todos os que gostam de BD e bons livros, a todos os que querem passar um bom momento com os seus filhos em leituras conjuntas.

E quem não se lembra das famosas palavras de abertura?

Estamos no ano 50 a.C.. Toda a Gália está ocupada pelos Romanos… Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis Gauleses resiste agora e sempre ao invasor.

Boas Leituras!

Livros que Recomendo: O Hobbit

hobbit

Como grande fã de livros de fantasia faltava vir aqui recomendar um livro do mestre do género, aquele que lançou as bases para muito do que se escreve actualmente e que criou todo um mundo novo, repleto de criaturas, linguagens, complexas relações sociais e uma beleza delicada.

Seria de esperar que recomendasse a trilogia do Senhor dos Anéis, já que é sem dúvida a obra maior e mais representativa. No entanto, caso ainda não tenham reparado, o Peixinho é um nadinha obsessivo-compulsivo e acredita nestas coisas estranhas de ler uma história por ordem, e na realidade o que dá o pontapé de saída em toda esta história é este Hobbit. Aqui ficamos a conhecer detalhadamente esta raça, que vai ser fulcral no resto da história, bem como percebemos de onde vem o anel, como foi introduzido na história, mas acima de tudo é uma história muitíssimo bem contada.

Não se deixem por favor enganar pela xaropada comercial que foram aqueles 3 filmes em que este livro se transformou, e que não lhe fizeram justiça. A história não se arrasta assim tanto, os anões são muito mais divertidos, e a acção é real e dinâmica.

Tolkien inspirou-se nas histórias que contava aos seus filhos, bem como no seu próprio interesse noutros trabalhos de fantasia, nas lendas nórdicas e até mesmo no contexto social que o rodeava. Apesar de ser considerado um livro juvenil, a qualidade da história e da escrita tornam-no acessível a todas as idades.

Recomendo este livro a todos aqueles que gostam de se deixar seduzir e encantar por uma história fantástica, cheia de significado e com personagens que nos fazem sonhar.

Boas Leituras!

Ler nas Salas de Espera

sala de espera

Por motivos variados o Peixinho tem passado bastante tempo em salas de espera de hospitais, centros de saúde,  finanças e outros serviços em geral. Às vezes temos de andar ao sabor do que a vida nos traz, e tem sido esse o meu périplo ultimamente.

Esperava eu que estando tantas horas sentadinha numa cadeira de Kindle na mão, os livros se sucedessem a um ritmo vertiginoso e eu estivesse a quebrar records de leitura. No entanto não tem sido bem assim.

Na realidade não consigo imaginar sítio menos propício a uma boa leitura que uma sala de espera. Quando estive 5 horas nas urgências devo ter lido no total 2 capítulos, e pouco me lembro do que li. Estando nas urgências estava obviamente preocupada e com pouca cabeça para leituras complexas. Até aí nada de mais, escolhi um Poirot que é uma coisa simples e de processamento mental fácil.

Mas depois temos um número que nos foi atribuído, e sabemos que a qualquer momento somos chamados. Nós e as dezenas de pessoas na mesma sala. O que significa que cada vez que o placard com as senhas apita, e fá-lo quase de 30 em 30 segundos, temos de levantar os olhos para ver se chegou a nossa vez. E este ritual processa-se durante todo o tempo que estamos à espera, impossibilitando qualquer tipo de concentração.

E a sensação é a mesma, quer esteja no hospital, nas finanças ou nos CTT. Por isso continuo alegremente a avançar mais na leitura nas horas que passo no autocarro, ou nalguns serões literários do que em salas de espera onde a vigilância é constante.

Boas Leituras!

Livros que Recomendo: Os Homens que Odeiam as Mulheres

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Mais uma vez venho recomendar um livro que quase toda a gente já deve ter lido, mas mesmo assim chegou a sua altura. Há alguns anos atrás, o outro Peixe cá de casa andava a investigar as actualidades quando se deparou com a sinopse deste livro e comprou para nós lermos numas férias. Na realidade tratámos de arranjar logo as sequelas também, de tal modo ficámos entusiasmados com a história.

Para lá da história do livro, temos a história do seu autor, Stieg Larsson, que nem teve oportunidade de ver o sucesso estrondoso que os seus livros estavam a ter, já que morreu de ataque cardíaco ao fim dos três primeiros volumes. A história, que estava planeada para ser 10 volumes inicialmente, ficou assim sem continuação, no entanto, e ao contrário do Game of Thrones, por exemplo, as linhas de enredo que foram começadas terminaram e não nos sentimos abandonados de repente. Os livros seguintes estavam planeados para continuarmos a seguir as aventuras de Lisbeth Salander, mais do que para concluir este primeiro enredo.

Mas neste livro (e nos dois subsequentes) temos uma história policial, de investigação jornalística, aparentemente apenas mais um thriller do género. Um avô octagenário quer saber o que provocou o desaparecimento da sua neta algumas décadas atrás, e para isso contrata um jornalista de investigação Mikael Blomkvist (uma espécie de alter ego do autor) para investigar. No entanto o facto do autor ser sueco e o livro ser passado na Suécia traz logo um toque refrescante à acção. Saímos do território mais que explorado dos EUA ou UK, e entramos num mundo diferente, aprendemos muita coisa sobre a cultura do país, e percebemos que esta é uma história profundamente contemporânea e europeia.

Depois temos um dos melhores personagens que eu tenho memória, Lisbeth Salander, a rapariga com um passado conturbado, com uma inadequação social muito grande, de quem muita gente abusa, mas que também entra no coração de muitos outros. Lisbeth tem uma força e um impacto que não me lembro de ter visto noutros personagens femininos e só por isso estes livros merecem ser lidos.

Não me vou alongar muito sobre a história, apenas refiro que tem algumas passagens que podem chocar mentes mais sensíveis, mas que esse é também um dos encantos do livro.

Já se fizeram duas adaptações ao cinema, uma sueca e outra americana, mas esta última não passou do primeiro livro. Devo referir também que este é dos poucos casos em que a tradução portuguesa do título está mais fiel ao original sueco, do que a inglesa, que ficou uma versão higienizada: The Girl with the Dragon Tattoo.

Recomendo a todos os que gostam de policiais, com muito ritmo, fora do comum e personagens fortes.

Boas Leituras!

Finalistas do Man Booker 2018

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Foram anunciados a semana passada os seis finalistas do prémio Man Booker 2018. Desta vez não conheço nenhum, apesar de reconhecer algumas capas do Netgalley. Na realidade 3 destes livros foram previamente disponibilizados por esta plataforma, o que me deixa a pensar que tenho que dar mais atenção aos livros que por lá andam e tentar escolher os certos.  Deixo-vos aqui embaixo a lista com as minhas impressões.

Anna Burns, Milkman (Faber & Faber): Livro de escrita original, frases e parágrafos longos e história densa. Parece interessante, já que se passa em Belfast no final dos 70’s, altura conturbada e cheia de instabilidade social. Fiquei com vontade de ler.

Esi Edugyan, Washington Black (Serpent’s Tail): A história dum rapaz de 11 anos, escravo, e de como consegue passar a homem livre, com ajudas improváveis. Não me pareceu o meu género de livro pelo que li na sinopse.

Daisy Johnson, Everything Under (Jonathan Cape): baseado em mitos e contos de fadas, é também um livro sobre linguagem, e uma viagem às memórias de infância. Tem excelentes criticas este primeiro trabalho da escritora, mas não sei se me entusiasmou.

Rachel Kushner, The Mars Room (Jonathan Cape): Uma história sobre uma mulher condenada a duas penas de prisão perpétua na Califórnia, este livro dividiu os seus leitores. As criticas são muito boas, ou muito más, mas a mim deixou-me curiosa o suficiente para lhe querer pegar.

Richard Powers, The Overstory (William Heinemann): um livro de ficção ambiental, sobre o poder das árvores e o modo como o homem se distancia dos outros habitantes do planeta. Mais um que divide opiniões, mas que me despertou bastante interesse.

Robin Robertson, The Long Take (Picador): a história dum soldado canadiano da Segunda Guerra Mundial que vai tentar fazer vida como jornalista em Los Angeles no pós-guerra. Os seus traumas e as suas dificuldades encontram espelho na decadência da cidade à sua volta, tudo isto permeado com poesia. Parece-me uma aposta segura.

Se leram algum, partilhem a vossa opinião.

Boas leituras!