Livros para 2019

livros

Como também já é hábito, depois de todos os balanços e projectos, venho também partilhar os livros que tenciono começar a ler em 2019. Às vezes não passa de boas intenções, mas na maioria das vezes eu consigo mesmo despachar alguns dos pendentes/desejos a que me proponho. Assim vou partilhar aqui como tenciono começar o ano.

– Terminar (ou pelo menos tentar) a saga de Wheel of Time. Neste momento estou a ler o quarto volume, mas é uma leitura lenta e cada livro tem demorado quase um mês a terminar. Como já disse aqui esta série tem 14 livros, por isso ainda me falta penar muito. Mas devagar se vai ao longe e já que comecei quero mesmo saber como acaba esta história. Sem fim, já basta o Game of Thrones.

– Terminar os 4 livros que tenho na lista de espera do Netgalley antes de pedir novos. Tenho neste momento quatro livros que são bastante interessantes mas que têm sido deixados para trás por causa do ponto anterior. Tenho de continuar a intercalar os vários tipos de leitura não me enjoar, nem ficar de horizontes fechados.

– Continuar pacatamente a ler os livros do Poirot. Neste momento já vou para o 11º, e vou lendo vagarosamente alguns por ano. Na maioria dos casos reler é o termo adequado, porque na minha adolescência varri quase toda a colecção Vampiro da Livros do Brasil que eram com este personagem, mas isso já lá vai há muitos anos, e agora lê-se com outros olhos.

– Poesia, toda aquela a que conseguir deitar as mãos! Quer em livros, quer em revistas como a Nervo ou a Eufeme, o importante é ir preenchendo a vida com poesia.

E para já chega, porque 2019 vai ser menos ambicioso em termos de leituras. Mas o que importa é o que retiramos delas!

Boas Leituras!

 

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Projectos para 2019

New Year

Imagem daqui

 

Tal como nos anos anteriores, depois de ver como correu 2018 vem a altura de projectar 2019. Mas este ano, ao contrário dos anteriores, não fiz grandes planos. Poderia dizer que quero viajar mais, ou ver a minha poesia editada, mas na realidade 2019 vai ser um ano de grande mudança, e absolutamente imprevisível.

Por isso por agora a única coisa que sei é que vou fazer novamente um desafio do Goodreads, mas este ano apenas para ler 30 livros, e logo se vê como corre. Vou continuar a usar o Netgalley como fonte de livros recentes e interessantes, e vou continuar a tentar arranjar nova casa para livros que tenho aqui e que não devo voltar a ler.

Das mudanças, das imprevisibilidades irei dando conta por aqui.

Um Bom 2019 a todos, cheio de felicidade, livros e coisas boas.

Boas Leituras!

Balanço de 2018

balanco

Como sempre nesta altura do ano, gosto de reflectir sobre o que se passou no ano que termina, e os objectivos que foram ou não conseguidos. Um balanço, na verdadeira acepção da palavra.

2018 foi um ano de desafios na minha vida. Não teve um começo nada brilhante e houve eventos que tiveram um impacto profundo na minha vida. Mas foi mais um ano de muitas e diversificadas leituras, e é essencialmente sobre isso que vou fazer o meu balanço.

Terminei 2017 fazendo alguns planos, vamos ver como correram.

Regressar às viagens. Acabei 2017 cheia de vontade de viajar, no entanto os acontecimentos andaram sempre à minha frente e não foi possível voltar ao estrangeiro. No entanto fiz umas belas passeatas cá dentro a sítios que já são como segunda casa, como Aljezur e as aldeias de xisto, e outros que fui conhecer, como Miranda do Corvo e Constância. Valeram a pena.

50 livros como objectivo do Goodreads. Como já falei aqui, este foi um objectivo atingido, mesmo a finalizar o mês. Dever literário cumprido.

Continuar a minha utilização frequente do Netgalley e manter a percentagem  de feedback acima dos 80%. Dos 50 livros lidos em 2018, 18 foram do Netgalley, o que significa que foram títulos novos, por vezes autores novos que acabei por conhecer. O balanço é claramente positivo, venha mais um ano.

Mais poesia, no blog como na vida! O blog continua alegremente a mostrar poesia todas as segundas-feiras, essencialmente portuguesa mas não só. A minha poesia também já apareceu aqui no blog, mas a escrita foi mais irregular. A minha casa está cheia de revistas belas como a Nervo e a Eufeme para trazer versos à vida.

– O Peixinho está cheio de histórias cá dentro que querem ver a luz do dia. Mas ainda não foi em 2018 que elas sairam cá para fora.

2018 foi um ano diferente e estranho para mim, e 2019 promete trazer muitas surpresas. Vamos ver o que lá vem.

Boas Leituras e Boas Festas!

Desafio Cumprido

reading challenge

Terminado o livro do Netgalley que vos falei aqui, acabei também por atingir o meu objectivo pessoal de ler 50 livros em 2018. Já sabem que é uma competição essencialmente comigo mesma, e que não ficaria assim tão triste se não chegasse lá, no entanto sabe sempre bem chegar ao final do ano e ver que consegui ler mais 50 livros, e quase todos bons.

Das mais de 15 mil páginas que li, apenas 3 livros mereceram 2 estrelas, e a grande maioria estava nas quatro. Foi uma boa colheita.

Em 2019 serei mais comedida no meu objectivo, vamos ver que desafios o novo ano nos trás.

Boas leituras!

Os meus livros do ano.

Os Livros e as Gripes

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O Peixinho teve de ficar de molho por causa duma bela carraspana. À primeira vista seria a oportunidade ideal para dar andamento aquela série de livros que estou a ler, já que a maior parte do tempo é passado na cama. Ou pegar em coisas novas, e seguir por novos caminhos.

Mas na realidade, tal como nas salas de espera, quando estamos doentes nem sempre temos a capacidade que esperamos para decifrar histórias complexas, ou seguir enredos intricados. Quando tento ler, dou por mim no meio duma névoa estranha, em que tenho dificuldade de seguir os nomes dos personagens, e as paragens para tossir/espirrar a cada 5 minutos também não ajudam a manter o ritmo.

O meu kindle tem uma função que nos diz quanto tempo falta para terminar o livro, adaptado ao nosso ritmo do leitura. Faltam-me os últimos 20% do livro e cerca de duas horas e meia… desde o início da semana, apesar de me parecer que já li imenso.

Por isso vou fazendo como o Calvin ali em cima e passo a maior parte do tempo enfiada debaixo dos cobertores a ver episódios antigos da Anatomia de Grey, só para me lembrar como realmente não gosto da série. Ou pior, episódios do Dr. Phil, por algum motivo doentio. Acho que nunca vi um programa destes sem ser estando em casa doente.

De qualquer modo já me alonguei muito fora das mantas e sofá, e acho que já começou um episódio repetido das Mentes Criminosas, algures do início deste século.

Boas Leituras!

 

Ler Séries de Livros

serie

Quem segue o Peixinho já se apercebeu que eu comecei recentemente a ler uma série de fantasia, Wheel of Time de Robert Jordan. Ora, esta série é um portento com 14 volumes, se ignorarmos os spin offs, todos eles com um tamanho bastante respeitável.

Vários motivos me levaram a começar uma série tão ambiciosa nesta altura. Primeiro, estou muito próxima de terminar o meu desafio de leitura do Goodreads, só me faltam 3 livros, por isso não tenho pressa, nem motivos para ler livros mais pequenos. Depois, neste momento sei que tenho tempo, cabeça e paciência para me dedicar a uma empreitada destas, no futuro não sei se será assim, por isso mais vale despachar já.

Mas ler uma série tem implicações práticas, especialmente para um Peixinho esquisito como eu. Primeiro, é preciso muita paciência. Quando li o Game of Thrones, ou O Senhor dos Anéis, sabia que não eram muitos volumes, por isso o facto de algum poder ter mil páginas, não era nada de especial porque num instante tudo estaria lido. Por outro lado, quando li o Harry Potter, que teve mais “prestações”, os livros eram mais pequenos, muito fluidos e a história absolutamente viciante. Nesse caso eu estava a ler ao mesmo tempo que eram editados (em Inglês), por isso não tinha outro remédio que não esperar pelo próximo e entreter-me com outras coisas no intervalo.

Agora não é o caso. Tenho todos os volumes no meu Kindle, por isso quando termino um a caminho do trabalho posso pegar imediatamente no outro, e normalmente é isso que faço porque acabam sempre com qualquer coisa mal resolvida da qual queremos saber o desfecho (e invariavelmente o livro seguinte começa noutro ponto qualquer da história, completamente disconexo, só para prolongar a agonia).

Já vou no terceiro volume, mas começo a sentir falta de ler outras coisas, ver outros mundos, entrar dentro de outros imaginários. Mas isto é como uma dependência, e enquanto não se vir o fundo ao tacho, dificilmente conseguirei desprender. A consequência para este espaço é que faço muito menos posts, tenho menos do que falar, sou um peixe menos interessante em geral.

Enfim, vou continuar a dar conta do que vou lendo por aqui, mas não pensem que me fui embora ou que isto ficou em auto-gestão. Simplesmente estou presa na história do Dragão Renascido até nova ordem.

Boas Leituras!

Hoje não recomendo livros

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Faz sensivelmente um ano que comecei este espaço às sexta feiras de recomendar livros que de algum modo foram importantes para mim, e nesse tempo referi 48 títulos de vários géneros, autores portugueses e estrangeiros.

Ainda tenho alguns na manga, fruto de muitos anos como leitora, por isso espero continuar a partilhar convosco os livros que preenchem o meu imaginário.

Mas hoje, no aniversário desta rúbrica, gostava que fosse ao contrário. Quais são os livros que me recomendam a mim? Quais as histórias que enchem a vossa imaginação, coração, mente, e que gostavam de partilhar?

Há sempre espaço para novas ideias de leitura, por isso vou ficar à espera de ser surpreendida.

Boas Leituras!

Ponto da Situação

Goodreads Challenge

O Peixinho este ano tem dois desafios. O maior de todos, autoproposto, de não comprar mais livros em 2018, tem andado a correr bem. Não podemos obviamente contar com livros comprados para oferecer, e sem eles não tenho comprado mais nada. O outro Peixe cá de casa tem prevaricado, mas o desafio não é dele, por isso não conta.

Também já vendemos alguns livros dos quais gostavamos, mas que não se coadunavam com o tipo de livros que queremos manter na biblioteca pessoal, que prima pela falta de espaço. Neste frente, tudo a correr bem.

O outro desafio, puramente de competetividade pessoal, é o número de livros a que me proponho ler no inicio do ano no Goodreads. Este ano, como na maioria dos anos, a meta eram 50 livros, e ainda não a atingi. Nada de novo, isto é uma maratona e não um sprint, e cada livro deve ser saboreado e apreciado. Ainda por cima o livro que tenho em mãos no momento, um épico de fantasia, tem a módica quantia de 814 páginas, por isso não há mesmo pressas.

Mas estamos na reta final dum ano que foi (e continua a ser) para mim muito cheio de eventos, nem todos felizes mas todos com algum grau de stress associado, por isso os livros também ajudam a descontrair e relaxar um bocadinho. Faltam 6, um tirinho como se diz cá por casa.

Boas Leituras!

Sobre a Poesia

poesia

Está quase a fazer um ano que começou a rubrica de poesia às segundas no Peixinho. Dá para perceber que gosto mesmo muito de poesia. Gosto desde miúda. Assim que aprendi a escrever enchi resmas de cadernos pautado com quadras sobre o meu quotidiano infantil.

A adolescência foi passada a escrever longas litanias angustiadas sobre solidão e desespero, e os rapazes que não gostavam de mim, enquanto na realidade eu era completamente cega àqueles que efectivamente estavam presentes. E hoje em dia sempre que a vontade surge dentro de mim escrevo umas linhas num ecrã.

Com o passar do tempo a escrita de poemas foi acompanhada pela leitura, primeiro dos óbvios, depois a descoberta de territórios mais inóspitos.
Tenho com a poesia a mesma relação que com a pintura: se gosto, é boa. Não analiso um poema desde o descalça vai para a fonte Leonor pela verdura, que convenhamos, é bastante convencional.
Tudo o que estudei sobre métrica, metáforas e coisas afins, está soterrado por baixo de anos de conhecimento inútil.

No outro dia pesquisei na net um curso de poesia. Há imensos de teatro, fotografia, dança, pintura, e nem todos vão ser actores, fotógrafos, bailarinos, pintores. Mas todos serão espectadores e consumidores mais informados e participativos.
Gostava que a poesia também se abrisse assim aos comuns mortais, e não ficasse encerrada no Olimpo de onde só se vislumbram umas Adilias, uns José Luíses e outras divindades maiores,  mas que pudéssemos apreciar todo o  panteão.

Ou então a poesia é mais para sentir, como quem vai a uma casa de fados e eu tenho é de encontrar uma tertúlia onde se bebam uns copos e recitem uns poemas.

Até lá vai sendo por aqui, nos postais dos amigos, em casa, onde posso. Poesia ajuda-me a pôr a vida em perspectiva.

Boas Leituras!