#OutubroHorrivel

livros outubro

Outubro é o mês do Halloween e nos últimos anos esse evento tem tido cada vez mais importância entre nós. Na comunidade livrólica isso traduz-se em dar uma maior visibilidade aos livros de terror/horror. Ora, essa não é certamente a minha praia, que sou uma fraquinha em termos de emoções fortes. Já tenho que chegue disso na minha vida pessoal, e prefiro ler coisas com menos suspense.

Mas no início deste Outubro decidi que me ia dedicar mais a este tipo de livros. Como anteriormente li dois livros do Gary Hendrix que até gostei, achei que era uma aposta segura, e peguei no Horrorstor. Claro que percebi que estava enganada, e apesar de ter gostado do livro, não conseguia ler de noite, e na realidade estava a causar-me ansiedade.

E foi então que o #OutubroHorrivel passou a ser mais um mês como outro qualquer, em que eu li exactamente o que me deu prazer. E houve muita coisinha boa a passar por este Outubro, incluindo não ficção em português, de que falei aqui. No total li 6 livros, menos que em Setembro, mas não-ficção demora sempre um bocadinho mais a ler. Li dois romançolas que não foram dignos de nota, e não deixaram grandes memórias. E um dos livros veio do Netgalley, foi uma agradável surpresa, e já falei dele aqui.

Terminei o mês com mais um daqueles livros publicados recentemente e que são ligeiramente estranhos, que ainda estou a digerir antes de vos falar aqui.

Foi um belo mês, e agora parece que finalmente chegou o frio, que convida a leituras mais aconchegantes. Sigamos para o #NovembroFrio.

Até lá, Boas Leituras!

#SetembroLeve

Esplanada

Pensava eu que depois do descanso de Agosto, iria começar uma nova época descansada e capaz de mergulhar em livros mais densos e profundos. Estava enganada, obviamente. Na realidade Setembro foi um furacão de regresso ao trabalho, às aulas, tudo para ontem.

Haviam imensos desafios de leitura em que eu queria participar, como o #septemberthrills da Dorinha, mas acabei por ler o que conseguia, devagar, devagarinho. Claro que me estou a queixar de barriga cheia, porque ainda assim consegui ler 5 livros. 3 romances, que já me resignei a ser o género literário mais em alta por estes lados agora, um de viagens e um de fantasia urbana. Gostei de todos em doses diferentes, mas estes dois últimos deram-me muito prazer.

Para Outubro há imensos planos, nomeadamente ler alguns livros alusivos à época de sustos que se avizinha, mesmo sendo eu uma pessoa não muito dada a coisas de terror. Mas em Outubro há também uma agenda cheia, por isso logo se verá o que se consegue fazer por aqui.

Venham mais livros! Boas Leituras!

#AgostoLeve

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Agosto foi mês de férias. Nos primeiros 15 dias a trabalhar mas com os fusíveis a chegar ao fim, e depois 3 semanas seguidas sem compromissos laborais. Claro que “férias” com um jaquinzinho de 3 anos sabem a tudo menos a descanso, por isso o tom do mês foi leituras leves. Coisas boas para distrair e refrescar a cabeça, sem pensar no sentido da vida, ou se haverá vida em Marte. Mesmo assim foi um mês produtivo e consegui ler 7 livros, num amplo espectro de prazer e qualidade. Em breve falarei por aqui dos mais conhecidos, ou que mais gostei, os outros poupo-vos a descrição.

Consegui finalmente ler a escritora fetiche do momento, Taylor Jenkins Reid, com o seu aclamadíssimo “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo”, mas vão ter que esperar para saber o que achei dele. Li a trilogia completa do Príncipe Cruel, da Holy Black, que nada como uma bela fantasia para animar o espírito. Ainda coube um romance LGBT que também foi muito falado, e dois livros duma autora “hot” medianamente desconhecida, Katee Robert, que me chegaram através do Netgalley.

A tudo isto se juntaram visitas diárias a parques infantis, algumas incursões pela praia, mas poucas que o tempo esteve pouco de feição, e uma visita ao planetário onde já não ia desde a minha própria infância. Tudo culminou num saltinho à Feira do Livro de Lisboa, que este ano estava particularmente bonita, apesar de eu não er comprado nada. Este #AgostoLeve acabou por ser tão intenso, que fiquei com uma ressaca literária por vários dias, por isso acho que a verdadeira leveza chegou em Setembro.

Em breve falarei de alguns destes livros em mais detalhe, até lá Boas Leituras!

Finalistas Booker Prize 2022

booker 2022

Depois de ter estado de férias em Agosto e início de Setembro, volto para vos dizer que no passado dia 6 foram anunciados os finalistas do prémio Booker deste ano. A principal surpresa é que não aparece The Colony, que era dado quase como certo nesta lista. Por outro lado aparece o único que eu já tinha lido, Oh William!, que confesso que não estava à espera, apesar de ter gostado bastante do livro e me ter feito querer ler mais coisas da autora. 

Deixo aqui novamente a lista dos nomeados, e as minhas impressões sobre eles. Neste momento  não tenho ideia nenhuma de quem será o vencedor, mas nesta lista encontra-se o autor mais velho a ser nomeado, e o vencedor será anunciado no dia em que ele faz 87 anos, por isso pode ser que lhe estejam a preparar uma prendinha. 

Glory de NoViolet Bulawayo – O que se segue num país quando um líder ditatorial de longa data finalmente é afastado? E se essa nação for no reino animal? Esta é a premissa desta sátira à queda de Mugabe no Zimbabwe em 2017. Parece ser um livro muito interessante, e esta autora já não é nova nestas andanças de ser nomeada para os Booker. 

Small Things Like These de Claire Keegan – Mais um livro passado na Irlanda, em 1985, sobre Bill Furlong, um homem normal com uma vida banal, mas que tem a oportunidade de fazer uma coisa extraordinária. Esta sinopse dá-me imensa vontade de pegar já no livro, e o facto de ser só 118 páginas ajuda muito também. 

Treacle Walker de Alan Garner – Este livro tem críticas excelentes, mas devo dizer que mesmo após ter lido a sinopse, não sei bem do que se trata. A amizade entre um rapaz e um caminhante, imersa em mitos e lendas rurais, pelo que percebi. Não está na minha lista de prioritários para ler. 

The Trees de Percival Everett – Uma série de assassinatos estranhos no Mississipi são difíceis de ser investigados por pouca colaboração da polícia local, mas quando se começa a perceber as ramificações, percebe-se que estamos perante algo muito estranho. Esta é a premissa inicial dum livro que é muito estranho e muito actual, já que se foca nas tensões raciais na América, que continuam a ser ainda tema corrente. Parece-me uma boa aposta!

Seven Moons of Maali Almeida de Shehan Karinatilaka – Tendo a personagem principal um apelido tão maravilhoso, obviamente que este livro tem que ser lido. Quero também realçar que tem sido delicioso ver vídeos sobre os nomeados de booktubers anglófonos, e ver como tentam pronunciar isto. That being said, o autor é do Sri Lanka e a trama passa-se na sua capital, Colombo. Maali Almeida aparece morto e tem sete luas para conseguir descobrir como isso aconteceu. Parece-me delicioso, e está no topo da minha lista de livros a ler. 

Oh William! de Elizabeth Strout – O único livro desta lista que eu já li, há precisamente 1 ano, cortesia do Netgalley. É com personagens de livros anteriores, nomeadamente Lucy Barton, mas mesmo se não leram não perdem nada, porque a autora explica tudo o que é necessário, que é pouco. Gostei bastante, é  um livro que se lê muito rápido, e Lucy Barton é uma personagem deliciosa com a qual nos identificamos muito. Não deve ser o vencedor, porque há outros nomeados que são mais falados, mas é um livro que vale a pena ler. 

Já leram algum, têm previsões? Digam-me tudo e até lá Boas Leituras!

Nomeados Booker 2022

booker 2022

Saiu na passada terça-feira dia 26 a lista dos nomeados para o prémio Booker deste ano. São 13 e, ao contrário de anos anteriores, há na lista um que já li em pré-venda, graças ao Netgalley. Como habitual, vou mostrar-vos em baixo a lista dos nomeados com algumas consideraçãos minhas baseadas nas sinopses.

The Colony de Audrey Magee – Este foi o livro que vi mais vezes citado nas fontes que leio como um possível candidato, e que parece reunir mais consenso. Passa-se numa ilha irlandesa remota, em 1979, que vai ser visitada por um italiano e um francês que têm visões radicalmente diferentes sobre o que deve ser o destino da ilha. Ao mesmo tempo, os seus habitantes também querem ter uma palavra a dizer. Este livro parece-me interessante, até porque junta a isto a pano de fundo que se vivia na Irlanda nesta altura, fiquei com vontade de ler!

After Sapho de Selby Wynn Schwartz – Este é um livro sobre mulheres que quebraram padrões e que forçaram barreiras nos inícios do século XX. Tem excelentes críticas no Goodreads, mas não parece ser muito ao meu gosto. 

Glory de NoViolet Bulawayo – O que se segue num país quando um líder ditatorial de longa data finalmente é afastado? E se essa nação for no reino animal? Esta é a premissa desta sátira à queda de Mugabe no Zimbabwe em 2017. Parece ser um livro muito interessante, e esta autora já não é nova nestas andanças de ser nomeada para os Booker. 

Small Things Like These de Claire Keegan – Mais um livro passado na Irlanda, em 1985, sobre Bill Furlong, um homem normal com uma vida banal, mas que tem a oportunidade de fazer uma coisa extraordinária. Esta sinopse dá-me imensa vontade de pegar já no livro, e o facto de ser só 118 páginas ajuda muito também. 

Nightcrawling de Leila Mottley – a história de dois irmãos adolescentes que moram em Oklahoma City e que precisam de sobreviver sozinhos num mundo complicado e cheio de dificuldades. O retrato da probreza, da adversidade que podemos encontrar em grandes centros urbanos. Pareceu-me muito interessante e fiquei com imensa vontade de ler, apesar de pressentir que vai ser bastante difícil. Esta foi a autora mais nova de sempre a ser nomeada, com 20 anos. 

Maps of Our Spectacular Bodies de Maddie Mortimer – Este é um título fabuloso para um livro, e só por aí já chama a atenção. Conta-nos a história de Lia, o seu marido e a sua filha adolescente, e o seu percurso após Lia ser diagnosticada com cancro terminal. Se alguém ler, que me diga se é tão bom como parece. Não está na minha lista de livros para ler, porque nesta altura do campeonato tento proteger-me de sofrimento desnecessário.  

Case Study de Graeme Macrae Burnet – Este livro mistura realidade com ficção, já que um dos personagens, o Dr. Collins Braithwaite, existiu mesmo e tem uma história curiosa. Neste livro a nossa personagem principal acha que a irmã cometeu suicídio depois de ser paciente de Braithwaite, e assume uma nova identidade para se tornar também ela paciente e tentar descobrir o que aconteceu com a irmã. A premissa parece-me muito interessante, quase um thriller, e fiquei definitivamente curiosa por ler. Vai para a lista. 

Treacle Walker de Alan Garner – Este livro tem críticas excelentes, mas devo dizer que mesmo após ter lido a sinopse, não sei bem do que se trata. A amizade entre um rapaz e um caminhante, imersa em mitos e lendas rurais, pelo que percebi. Não está na minha lista de prioritários para ler. 

The Trees de Percival Everett – Uma série de assassinatos estranhos no Mississipi são difíceis de ser investigados por pouca colaboração da polícia local, mas quando se começa a perceber as ramificações, percebe-se que estamos perante algo muito estranho. Esta é a premissa inicial dum livro que é muito estranho e muito actual, já que se foca nas tensões raciais na América, que continuam a ser ainda tema corrente. Parece-me uma boa aposta!

Trust de Hernan Diaz – Ficção histórica sobre um casal dos anos 20 do século passado, que enriquece  imensamente sem se saber bem como. Não me pareceu muito o meu género, não me parece que vá ler. 

Booth de Karen Joy Fowler – Mais uma ficção histórica, desta vez sobre a família de John Wilkes Booth, antes e depois dele ter assassinado o presidente Lincoln. Ficção histórica não é muito a minha praia, este livro tem 480 páginas e as críticas no Goodreads não são famosas. Para já não está na minha lista de livros para ler.

Treacle Walker de Alan Garner – Este livro tem críticas excelentes, mas devo dizer que mesmo após ter lido a sinopse, não sei bem do que se trata. A amizade entre um rapaz e um caminhante, imersa em mitos e lendas rurais, pelo que percebi. Não está na minha lista de prioritários para ler. 

Seven Moons of Maali Almeida de Shehan Karinatilaka – Tendo a personagem principal um apelido tão maravilhoso, obviamente que este livro tem que ser lido. Quero também realçar que tem sido delicioso ver vídeos sobre os nomeados de booktubers anglófonos, e ver como tentam pronunciar isto. That being said, o autor é do Sri Lanka e a trama passa-se na sua capital, Colombo. Maali Almeida aparece morto e tem sete luas para conseguir descobrir como isso aconteceu. Parece-me delicioso, e está no topo da minha lista de livros a ler. 

Oh William! de Elizabeth Strout – O único livro desta lista que eu já li, há precisamente 1 ano, cortesia do Netgalley. É com personagens de livros anteriores, nomeadamente Lucy Barton, mas mesmo se não leram não perdem nada, porque a autora explica tudo o que é necessário, que é pouco. Gostei bastante, é  um livro que se lê muito rápido, e Lucy Barton é uma personagem deliciosa com a qual nos identificamos muito. Não deve ser o vencedor, porque há outros nomeados que são mais falados, mas é um livro que vale a pena ler. 

Já leram algum, ou planeiam ler algum? Partilhem comigo se valeu a pena. 

Boas Leituras!

Os 6 Melhores Livros Lidos Em 2022

livros

E assim de repente já se passaram os primeiros seis meses do ano, e eu juro que não sei por onde é que o tempo foge. Mas ao menos este ano tem fugido com livros, o que sempre é melhor.

Propus-me no desafio de início do ano do Goodreads a ler 50 livros em 2022, que é mais ou menos o desafio que faço por ano. Mas desde que a capacidade cerebral diminuiu (leia-se maternidade aconteceu), que eu não tenho andado muito virada a livros grandes ou extremamente complexos, e isso reflecte-se na quantidade de livros que eu consigo ler. Este primeiro semestre já foram 40, o que é um número impressionante, para mim.

E posso dizer que a qualidade não anda nada má, já que 5 foram 5 estrelas, e 14 foram 4 estrelas. Também houve alguns no outro extremo da tabela, mas foram menos. Em baixo deixo as minhas sugestões de 5 estrelas, que foram todos livros muito interessantes (e 2 de 4 que ainda penso neles), sem nenhuma ordem em particular.

  • Mrs Death Misses Death: um livro poético e estranho que li quase no início do ano, com a morte como personagem.
  • Dune: o clássico de ficção científica, que não será para todos os gostos, e que ao contrário do que eu disse acima, era grande e complexo.
  • The Last Rhinos: um relato particularmente interessante sobre os esforços dum conservacionista em salvar uma subespécie de rinocerontes africanos que apenas existia num pequeno parque numa zona flagelada por conflito armado. Triste, como infelizmente estas coisas normalmente são.
  • Beartown: Finalmente rendi-me à coqueluche dos últimos anos, Fredrick Backman, e não me arrependi. Já tenho a sequela no Kindle para ler.
  • At Night All Blood is Black: vencedor do Booker International do ano passado, é um relato brutal e poderoso dos horrores da guerra. Apesar de se passar na Primeira Guerra Mundial, continua tristemente actual.
  • The Ones That Walk Away From Omelas: Um pequeno conto da raínha da ficção cientifica, Ursula K. Le Guin, que nos faz pensar muito sobre as escolhas que fazemos diariamente, e o impacto que têm no resto da humanidade.
  • This is Going to Hurt: Um relato na primeira pessoa do serviço nacional de saúde britânico, mas que poderia muito bem ser no nosso. Actual e transversal.

De todos os livros que li este ano estes são os que se destacam mais, no entanto tem sido uma boa colheita cheia de bons títulos. Esperemos que o resto do ano seja pelo menos tão bom, que eu aqui vos vou dando conta.

Até lá, Boas Leituras!

Vencedora do Women’s Prize For Fiction 2022

ruth ozeki

Foi anunciada na passada quarta-feira dia 15 a vencedora do Women’s Prize for Fiction deste ano, Ruth Ozeki, com The Book of Form and Emptiness.

Ainda não li este livro, mas gostei muito do seu outro livro, A Tale for the Time Being, por isso tenho grandes expectativas em relação a este. As suas 480 páginas podem fazer com que demore um bocadinho a apetecer-me pegar nele, porque ando virada a leituras mais curtas ou menos complexas, mas está certamente no meu radar para 2022.

Começo a achar que estes são mesmo uns prémios a seguir, porque é o segundo ano seguido em que a vencedora foi mesmo a meu gosto.

Já leram este livro ou alguma das nomeadas?

Boas Leituras!

Vencedor do Booker International 2022

tomb of sand

Foi anunciado no passado dia 26 de Maio o vencedor do Booker International 2022, Tomb of Sand de Geetanjali Shree, uma escritora indiana. Fala-nos do renascer duma mulher de 82 anos, após a morte do seu marido, e a maneira como vai desafiar a tradição e convenções sociais, mesmo indo contra a sua família.

Parece-me um tema actual e interessante, e já o tenho em lista de espera para ler, mas confesso que as suas 700 e tal páginas não me encorajam muito numa altura em que a minha capacidade cerebral se encontra tão diminuída. Ficará para mais tarde.

Até lá, Boas Leituras!

Feira do Livro de Lisboa 2022

FLL 2022

Já foram anunciadas as datas para a Feira do Livro de Lisboa 2022 que vai ser na mesma altura do ano passado. Vai realizar-se de 25 de Agosto a 11 de Setembro, cerca de duas semanas e meia de muita animação e sugestões de leitura.

O ano passado consegui finalmente lá ir, depois de alguns anos de interregno, e este ano calha novamente em altura de férias, por isso espero conseguir ir laurear a pevide no meio dos livros, mesmo que acabe por só comprar um gelado e uma água como em 2021.
O ambiente é sempre maravilhoso, e é um local onde dá prazer passear. Quem consegue ir ao final do dia, mesmo na hora final de abertura da feira, tem sido ainda presenteado com descontos especiais, por isso se não têm cachopos pequenos, ou têm uma boa babysitter, aproveitem para fazer um belo rombo na carteira.
Até lá, Boas Leituras!

Finalistas do Prémio International Booker 2022

Booker International 2022

E num instantinho temos aqui a lista de finalistas do International Booker Prize deste ano, um ranchinho de 6 nomes. Temos a já conhecida, e vencedora em 2018, Olga Tokarczuk, juntamente com nomes novos, num colectivo bastante diverso em nacionalidade e estilo literário. Eu ainda não li nenhum, mas deixo em baixo uma pequena sinopse de cada um.

Heaven, de Mieko Kawakami – autora já traduzida para inglês anteriormente, este novo livro é narrado por um jovem de 14 anos que sofre de bullying dum modo estoico, algures nos anos 90. A descrição, algo vaga, bem como algumas críticas positivas de pessoas com gostos semelhantes ao meu, fizeram com que este livro esteja na minha lista (interminável) de livros a ler.

Elena Knows, de Claudia Piñeiro – Livro de uma autora argentina já com alguma bagagem. É um livro de investigação criminal, mas que ao mesmo tempo nos fala das dificuldades da nossa sociedade. Parece uma boa aposta, fiquei interessada.

A New Name: Septology VI-VII de Jon Fosse – este é o último volume desta série de livros do autor norueguês. A sinopse pareceu-me confusa, mas claramente deve ser culpa minha que me perdi em tantos nomes Noruegueses. Não ficou na minha lista de livros a ler, até porque teria que ler todos os anteriores, e neste momento tenho séries de livros para ler até estar na próxima encarnação. Perda minha, de certeza. No entanto, fiquei com vontade de ver um episódio dos Vikings!

Tomb of Sand de Geetanjali Shree – Uma mulher de 80 anos entra em depressão após a morte do marido. No entanto, resolve voltar a viver em pleno, para espanto da própria filha que não sabe o que fazer com a súbita modernidade da mãe. Fiquei fã desta descrição, adoro histórias de idosos que têm o controlo da sua própria vida, está na minha lista de próximos a ler.

The Books of Jacob de Olga Tokarczuk – esta nossa autora já conhecida, volta a ser novamente finalista depois de ter ganho em 2018, e de ter sido prémio Nobel entretanto. Ainda não li o de 2018, e não sei se irei ler este para já. Relato-nos a ascensão e queda dum líder religioso em meados do séc. XVIII na Polónia, e baseado num personagem real e envolto em mistério até hoje. Parece uma boa aposta.

Cursed Bunny de Bora Chung – Um livro de contos duma autora coreana, que vão desde o realismo mágico ao horror que são aqui usados para aludir aos horrores da nossa própria sociedade. Também foi para a lista.

Depois de ler as sinopses acabei por adicionar quase todos à minha lista de livros a não perder, que assim ficou um bocadinho mais irrealista. Se me reformasse já amanhã ainda podia ter hipóteses de conseguir ler todos os livros que acho interessantes.

E que tal, acharam algum deles interessante? Já leram ou pensam ler algum? Digam-me de vossa justiça.

Até lá, Boas Leituras!