Mais Olhos que Barriga

goodreads

Eis que estamos chegados ao início do último mês do ano e neste momento ainda me faltam ler 5 dos 50 livros que me propus ler no Goodreads. 4 semanas para 5 livros, pode parecer exequível, e noutra altura qualquer seria, mas à velocidade a que a minha vida anda agora parece-me uma tarefa titânica.

Por isso, das duas três. Ou o autocarro demora mais tempo no percurso agora que estamos em época de Natal e consigo atingir o objectivo, ou não leio 50 livros e nada acontece (a não ser as normais convulsões duma obsessiva/compulsiva), ou ando na última semana a ler Tio Patinhas para chegar aos 50.

Na realidade, já devo ter ultrapassado essa marca, mas alguns dos livros grátis que me chegaram às mãos eram tão mauzinhos que até para mim própria tive vergonha de admitir que tinha perdido tempo naquilo. E isto no ano em que regressei às Sombras.

Actualizarei este tópico mais para o final do ano, até lá boas leituras.

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Zé Pedro

Ze Pedro

O Peixinho tinha livros para recomendar hoje, como na semana passada, mas depois da notícia de ontem, do falecimento do Zé Pedro dos Xutos, não podia deixar de vir aqui deixar a minha homenagem a um homem que teve um contributo tão grande na música portuguesa, e nas adolescências de toda uma geração.

No meu caso particular, ele era o dono do Johnny Guitar, o melhor bar da noite lisboeta dos 90’s, que me proporcionou das melhores noites de borga da minha vida, bem como alguns dos melhores concertos que vi, nomeadamente os primeiros concertos de Moonspell, onde eu estava tão perto do “palco” que o manto vermelho que o Fernando Ribeiro usava durante o Vampiria me envolvia como num abraço.

Partilho aqui uma entrevista que ele deu a José Luis Peixoto para a Visão, de onde tirei a foto acima e que de algum modo resume aquilo que eu gostaria de dizer. Até sempre.

A Gata

Colette

Por razões familiares tenho andado muito pelo Hospital de Santa Maria. Quase todos os dias, ao vir embora, passo pelo Estádio Universitário onde está uma daquelas “Feiras do Livro” que mais não são que uma tenda que alberga uns fundos de catálogo de gosto duvidoso, essencialmente sobre jardinagem e dicas alimentares que estariam em voga nos anos 80.

Mas de tanto lá passar acabei por sucumbir à tentação e ir espreitar. Era mais ou menos o que eu já esperava, uns livros manhosos de auto-ajuda a tentar ajudar a carteira do autor e a falhar redondamente, Feng-Shui e Yoga desactualizado e outras pérolas semelhantes.

Mas, muito bem escondidos lá no meio, pude encontrar verdadeiros tesouros. Por um lado bastantes edições da mesma editora do livro Páscoa Feliz de José Rodrigues Migueis, que faz edições facsimiladas e eu li algures no inicio deste ano. E se são atentos, sabem do fascínio que o Peixinho tem por clássicos da literatura erótica. Pois eis que mesmo à minha frente estava o livro que vêem acima, A Gata, de Colette, uma escritora francesa do início do século XX e que eu já andava de olho há bastante tempo. Com um preço muito simpático, era o último exemplar disponível.

Pronto, não fui capaz de resistir e lá veio comigo para casa. Felizmente na prateleira da poesia não houve nada que me conquistasse o coração, apesar de ter vacilado bastantes vezes.

Só prova que em qualquer lado com livros há a possibilidade de se encontrar bons tesouros. Está na lista de livros a ler em 2018.

Boas leituras.

Festival Tinto no Branco

Michael Palin

Nem de propósito, agora que acabei de ler os primeiros dois diários de Michael Palin, e eis que o senhor vem a Portugal para a tertúlia que vai inaugurar o festival literário Tinto no Branco, que junta dois prazeres, o da leitura com o do belo vinho do Dão. Infelizmente (para mim, numa perspectiva muito egoísta), a reunião de MP frente a frente com Ricardo Araújo Pereira vai dar-se em Viseu, no Solar do Vinho do Dão, no dia 1 de Dezembro às 18 horas e tem entrada gratuita sujeita apenas à lotação da sala.

Amigos de Viseu, peço-vos o favor de esgotarem a sala, que benesses destas não se dão todos os dias, e por favor partilhem comigo o que lá se passar. Eu nesse dia estarei alegremente a trabalhar, e mesmo que não estivesse duvido que conseguisse convencer a minha espinha metade a deslocar-se até Viseu para uma conversa literária, mas sonhar é fácil.

Por isso, se puderem não percam, que a conversa entre estes dois senhores tem potencial para ser muito interessante, bem como o resto do evento.

Em Ponto Morto

Livros

Ora já vai sendo uma constante por estes lados falar de bloqueio de leitor e afins. No entanto desta vez não foi bem isso que se passou, já que não andei com falta de vontade de ler, mas os dois últimos livros que li (Os Diários do Michael Palin I e II) ocuparam-me um mês inteiro. E isso para quem tem de manter um blog actualizado com aquilo que vai lendo, não me faz parecer muito produtiva.

Mas, na realidade, não me importo muito com essas coisas como devem imaginar, porque na realidade ler tem de ser um prazer porque para trabalho já tenho um das 9h às 5h, e ler serve para descomprimir desse.

Por isso os diários foram excelente companhia no tempo que me levaram a ler, e ainda deu para fazer umas pequenas incursões nalguns contos entretanto.

Mas hoje quando fui olhar para a lista de livros do Netgalley que tenho para ler e dar feedback é que me apercebi da dimensão do estrago. Sim, porque continuei alegremente a visitar o Netgalley e a requisitar os livros que me pareceram interessantes (quem consegue resistir a Salman Rushdie e Jeffrey Eugenides?), mas isso fez com que já tenha 9 livros na minha prateleira à espera de alguma atenção.

Mas como sou uma pessoa que literariamente só faz o que lhe apetece, ainda me questionei seriamente sobre que livro me apetecia ler esta manhã. E se tudo correr bem, descobrirão em breve quando eu vier aqui falar sobre ele, mas aviso já que não foi nem o Salman nem o Jeffrey.

Ler em todo o lado

Lareira

Agora que está a começar o tempo mais frio já convida a ficar em casa agasalhado no quentinho a ler. O maior problema é a mão que fica fora das mantas a segurar o livro/kindle que gela um bocadinho, e temos sempre de a estar sempre a trocar.

Mas também gosto muito de estar nos belos dias de calor sentada numa esplanada a apanhar sol enquanto vou desfiando os olhos por um livro, de preferência num sitio rodeada de natureza.

Se conseguirmos juntar as duas coisas, um belo dia de sol em pleno Inverno então estamos muito perto da perfeição. Na realidade todas as alturas são boas para se ler um bom livro, quer seja ao ar livre quer seja no nosso aconchego.

Neste momento continuo alegremente a ler onde calha o segundo diário do Michael Palin, e as suas 600 páginas que me estão a dar água pela barba, mas muitos momentos de diversão.

Esplanada

Suzi Quatro

Suzi Quatro

Eu gosto de música desde que me lembro de ser gente, e os grandes “culpados” disso, como em muitas outras coisas, são os meus pais. Em minha casa havia muita música, muita leitura, muita interacção com as coisas boas da vida.

Hoje no trabalho alguém disse que estava a ouvir Suzi Quatro, e isso transportou-me imediatamente para memórias felizes de infância, quando punha este albúm vezes infinitas a tocar no gira-discos, milénios antes de se inventar o botão de repeat.

Ainda hoje acho que é um grande albúm de rock, e que esta senhora fez muito pela imagem feminina na música. Hoje vou andar a ouvir isto pelo meu youtube. Vejam em baixo algumas das minhas músicas favoritas.

Tudo a dançar!

48 Crash

Primitive Love

Glycerine Queen

 

Sabemos que um livro é bom quando

Reading

O começo já por si é prometedor e o tema é interessante. As personagens estão bem desenvolvidas e as descrições não são chatas. A história é bastante boa e mantém-nos agarrados como se as páginas tivessem cola.

A custo lá paramos o suficiente para ver se entrámos no autocarro certo. Finalmente chega a nossa paragem e nem queremos acreditar que temos de interromper a trama por 8h seguidas para ir trabalhar. Será demasiado tarde para pôr um dia de férias?

À hora de almoço saímos cinco minutos mais cedo para evitar todos os colegas e vamos esconder-nos no café a que ninguém vai para não sermos interrompidos. Quem disse que 1h de almoço chegava claramente não sabia o que dizia.

À tarde deixamos passar a nossa paragem e temos de andar mais até casa. Compensamos o tempo perdido jantando pão com manteiga porque não podemos perder muito tempo.

Vamos para a cama com a firme promessa de ler só até ao final do capítulo, e acordamos com o despertador, enrolados no livro que acabámos algures quando já se ouviam pássaros lá fora e o nosso coração estava triste pela perda daquelas vidas que partilhámos por 24h.

10 Pequenas Coisas Que Fazem o Peixinho Feliz

Praia Mucumbli

1. Banhos de mar

2. Planear a próxima viagem

3. Acordar em conchinha

4. Provar uma coisa nova pela primeira vez

5. Ler um livro tão bom que sonho com ele

6. Banhos de sol no Inverno

7. Ter menos peso quando subo na balança

8. Dormir uma noite seguida, sem interrupções

9. Riscar o último item da lista de coisas para fazer

10. Acordar num sítio que não conheço

E as vossas?

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Um ano de Tailândia

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Faz hoje um ano que começou a minha viagem para a Tailândia. Fomos numa altura complicada, o Rei Tailandês tinha falecido há pouco tempo, e isso notava-se pelas manifestações de luto que encontrámos um pouco por todo o lado.

Mesmo assim conseguimos perceber que estávamos na presença dum povo acolhedor, simpático, com vontade de acolher o turismo. Uma cozinha deliciosa e variada, frutas maravilhosas, paisagens belíssimas, e muita, muita gente em todo o lado. Muitos turistas, muitos habitantes locais, numa espécie de caos organizado que ameaçava engolir-nos a qualquer momento.

Ficámos com vontade de voltar, não a Phuket, a meca do turismo, mas com certeza a locais mais calmos e menos explorados da Tailândia. Voltaremos com certeza à Ásia, que a mim particularmente me encantou, para conhecer outros locais que estejam fora do radar das grandes agências de viagens, se é que ainda existem lugares assim.

Na minha cabeça há todo um mapa-mundi de possibilidades ainda por explorar, é só pôr um pé à frente do outro.

Boas Viagens!

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