O Comboio a Vapor

Porto10
A locomotiva a vapor

A nossa ida ao Porto teve como principal motivação andarmos no Comboio Histórico do Douro, que percorre o troço entre a Régua e o Tua num comboio com uma locomotiva a vapor de 1925 e várias carruagens todas recuperadas que vão desde 1908 a 1932, com a paisagem daquela zona que não preciso de relembrar que é património da Unesco.

Foi mais um dia que começou cedo, com uma ida até à Campanhã para apanhar o Interregional do Porto para a Régua, e confesso que me senti numa viagem no tempo ainda antes de entrar no Comboio Histórico. As carruagens em que estávamos não deveriam ser muito mais recentes que aquelas em que iríamos entrar (vá, passe o exagero, pelo menos já não eram de madeira), mas não estavam sequer recuperadas. E senti-me em pleno autocarro da Carris, tal era o número de pessoas em pé. Com a diferença que o percurso ainda eram duas horas, e o comboio consegue dar mais solavancos que o condutor do 758, coisa que eu achava impossível até à data.

Mas lá chegámos inteiros à Régua, e com tempo de dar mais uma caminhada à beira-rio, apesar do calor não convidar muito a grandes aventuras. Fomos almoçar ao Maleiro, e mais uma vez chegámos pouco depois do meio-dia a um restaurante já cheio. Esta obsessão de almoçar à hora do pequeno-almoço recorda-me o meu Tio Adelino, cuja epítome de ir almoçar fora era estar a sair do restaurante à 1 da tarde, para regressar a correr para casa e ainda ter tempo de dormir a sua sesta e apanhar a novela da tarde. True story. Por isso já estamos avisados destes horários a norte do Mondego, e raramente somos apanhados desprevenidos.

Mas valeu a pena, porque assim tivémos tempo de ver a locomotiva a abastecer de água, e fazer várias manobras sempre a apitar, para gáudio de todos os presentes. Foi engraçado ver vários adultos, incluindo uns senhores espanhois, funcionários da Renfe, comportarem-se novamente como garotos de 8 anos a brincar aos comboios. É dificil não nos contagiarmos com a alegria que impera naquela estação antes da partida do comboio.

Apesar de termos comprado os bilhetes na net, sem conhecimento prévio das carruagens, tivémos sorte e a nossa era das mais bonitas e mais espaçosa, de 1912. Todos os pormenores estavam muito bem recuperados até ao apito da locomotiva que soou o dia todo por aquele vale.

Por cada sítio que passávamos as pessoas ficavam encantadas. Devia ser um postal bonito a paisagem do Douro com um comboio a vapor, uma verdadeira viagem no tempo. Da minha parte, eu gostei verdadeiramente, incluindo de todos os pormenores adicionados para dar mais valia à viagem. Os moços vestidos a rigor, o grupo de música tradicional, o cálice de Porto, as paragens no Pinhão e no Tua. Apenas perto do Tua temos de ter o cuidado de desviar o olhar para não parar o nosso coração com aquele crime ambiental que está lá, bem patente, qual orgulho nacional da nossa obsessão betoneira, a barragem que destruiu o Tua e o seu vale, que poderiam ser ainda mais belos do que aqueles que estávamos naquele momento a percorrer.

Acabámos a viagem cansados, principalmente pelo calor, mas com um sorriso no rosto. Claro que depois ainda nos esperavam mais duas horas para o Porto numa carruagem sem ar condicionado e sem janelas, e chegar à Campanhã às 10h da noite ao mesmo tempo que tinha acabado o jogo no Dragão. Nessa altura já nem falávamos e acho que estavamos em meditação interna para tentar chegar vivos a casa.

Mais um dia se tinha passado, cansados mas contentes.

Porto09
Caminhar à beira-rio na Régua
Porto15
As carruagens mais recentes
Porto11
O seu interior, impecavelmente restaurado
Porto16
A nossa carruagem
Porto12
Os nossos bancos eram, obviamente, os de madeira.
Porto13
O aviso em todas as janelas.
Porto14
O cuidado em todos os pormenores.

E o Porto aqui tão perto

Porto04
Dia de passear na Foz

Este ano era para ter passado no Porto em Abril e ver a exposição do Miró. Como fiquei de cama com uma crise de coluna, que me anulou os planos todos de Abril (e Maio, e ainda estou em recuperação), tivemos de repensar as nossas passeatas. Felizmente o Miró vem à capital e o Porto ficou só adiado até agora.

O Porto é como um daqueles velhos amigos que só vemos esporadicamente, com anos de intervalo, mas que quando nos encontramos novamente parece que não se passou tempo nenhum, tantas são as coisas que temos em comum. Desta vez resolvemos ir de comboio, e fizemos uma mui tranquila viagem de alfa, nos dois sentidos. Um luxo. Escolhemos para ficar um Airbnb muito catita, bem situado, e que nos proporcionou um anfitrião 5 estrelas, cheio de boas dicas e boa conversa sobre o Porto. A home away from home.

Como já não era a nossa primeira visita, resolvemos passear numa zona que nenhum dos dois conhecia, a Foz. Mas antes de lá chegar, paragem na Casa Guedes para abastecer com uma sandes de pernil e queijo da serra, que havia muitos quilómetros de caminhada pela frente. No norte come-se mais cedo, e apesar de termos chegado poucos minutos depois do meio-dia, quase não arranjávamos lugar sentado. Mas, como esperado, foi de comer e chorar por mais. Daí, a pé até aos Guindais, funicular para a Ribeira, e de lá o 500 até à Foz, mais concretamente o Forte São João. Paragem para admirar a vista e preparar para a subida até ao Castelo do Queijo.

Estava um dia lindo de sol, mas imenso vento. Só muita militância permitia a meia dúzia de pessoas estarem na praia, apesar de em muitas estar bandeira verde. A paisagem é muito bonita, e calmamente se faz um belo passeio a admirar as praias dum lado, e o bairro estival por outro. Apesar de ser Agosto, estava pouca gente e foi um passeio descontraído.

Como ainda tínhamos pernas, resolvemos continuar a caminhar até Matosinhos para apanhar o Metro de volta para o Porto. Ainda parámos para um belo gelado na praia, de frutos vermelhos e banana, enquanto fugíamos do sol e nos preparávamos para o resto do caminho. Descobrimos que Matosinhos também tem o seu encanto, e finalmente estávamos de regresso a casa.

As vantagens de estar num apartamento é que num dia como este, em que nos tínhamos levantado incrivelmente cedo (eu antes das 6h), bastava comprar qualquer coisa num supermercado, comer por casa sem complicações, e estar na caminha à hora que apetecesse. Missão cumprida, o podómetro marcava 13km de caminhada, os pés diziam que foram pelo menos mil, e no dia seguinte havia comboio histórico.

Porto01
A sandes da Casa Guedes
Porto02
A vista do autocarro 500
Porto03
Tecnicamente, esta é mesmo A Foz. 
Porto05
Restos perdidos de outro tempo.
Porto06
O Castelo do Queijo
Porto07
A vista da nossa casa. Charme antigo. 
Porto08
Não se pode ir ao Porto sem comer um destes croissants… nham nham… 

Férias no Sapal

Preparo este post nas notas do telemóvel à beira da piscina no meio do sapal de Castro Marim. Apesar de ter a aplicação do blog, ainda não me entendo a fazer os posts por lá, nem tive paciência para me dedicar a estudar como é que se faz.  Enquanto escrevo, temo pela saúde do telemóvel por causa de dois miúdos com verdadeiras metralhadoras de água que encetam uma guerra sem quartel à volta da piscina, com um intrincado conjunto de regras que faria inveja a um verdadeiro estratega militar. É refrescante ver miúdos que ainda sabem brincar sem ecrãs, mesmo enquanto eu temo pelo meu.

Vim passar uma semana a Castro Marim, no espírito vá para fora cá dentro que pauta este ano. Trouxe tudo o que preciso. Muitos livros novos no Kindle, dos quais vou ler apenas uma fração, revistas para a praia, que sou demasiado picuinhas para sujeitar o meu Kindle a tão altas temperaturas e perigo de roubos, muito protetor solar e, acima de tudo, muito stress acumulado para deixar na água do mar.

O sítio que descobrimos, o Sobral de Baixo, é uma quinta perdida no meio do sapal, com pequenos apartamentos acolhedores e uma piscina onde apetece estar. Está suficientemente isolado para só se ouvirem os passarinhos, mas perto para só demorarmos 5 minutoss para a praia ou restaurante mais próximos. Ideal para o tipo de férias que gostamos.

Os dias são passados entre caminhadas na praia, a tentar retomar alguma da forma física que o problema de costas me tem retirado. 7 a 8 kms por dia, devagarinho na areia rija. Depois muitos banhos de mar, que lavam a alma e levam consigo más energias e maus pensamentos. As tardes, como esta em que vos escrevo, à beira da piscina, a ver as andorinhas beber água e a ouvir pouco mais que os pássaros. Pelo meio tudo o que apeteça, entre gelados e peixe grelhado e muitos livros.

Quando finalmente puser este texto no blog, já estarei a trabalhar, e este vento que toca nas árvores não é mais que uma recordação, ou talvez nem isso, engolido pelo peso dos dias.

Mas enquanto isso não acontece, vou até ali dar umas braçadas, para aproveitar as tréguas na guerra sem quartel que se desenrola à minha volta.

Sapal_03
Caminhadas na praia
Sapal_02
Tardes de piscina
Sapal_04
Muita leitura
Sapal_05
Passeios no pomar, no meio do sapal
Sapal_06
Praia ao amanhecer
Sapal_07
Praia ao anoitecer
Sapal_08
Próxima paragem: Alentejo!

Um Ano de Paraíso

Mucumbli - Praia

Está a fazer um ano que viajámos para o que foi até agora a melhor viagem da minha vida, São Tomé. Todos os pormenores estão ainda muito marcados na minha memória, especialmente na afectiva.

Lembro-me de chegar e ser recebida por um cheiro quente, primeiro a alcatrão da pista de aterragem, depois a humidade, calor e mar. De ser já escuro e noite, apesar de ainda ser cedo e do motorista que nos esperava, o Sr. Agnaldo, ser extremamente simpático e explicar-nos tudo o que íamos vendo pelo caminho.

Das casas serem quase todas de madeira, sem janelas para afugentar o calor, e da quantidade imensa de pessoas que estavam na rua a celebrar a noite de sexta. O cheiro a mar que nos esperava no quarto, e um jantar delicioso, prenúncio da melhor comida do mundo que nos iria acompanhar em toda a viagem.

Comida maravilhosa, paisagens lindas, um mar que nos embala, e as pessoas de sorriso fácil e animais maravilhosos. E calor, calor por todo o lado, humidade que se agarra a nós e não nos deixa fazer tudo aquilo que queríamos.

Os sitios que escolhemos para ficar, o Mucumbli e a Sweet Guest House foram não só maravilhosos, como nos proporcionaram conhecer gente muito interessante que vai ficar no coração, e os passeios que fizemos foi só uma pequena amostra do que a ilha tem para oferecer (almoçar na Roça dos Angolares e o chocolate do Claudio Corallo foram experiências inesquecíveis).

Muito ficou por fazer, muitos planos para próximas viagens. São Tomé começa agora a estar na moda, o que pode ser uma boa notícia para as suas gentes, mas eu espero sinceramente que avancem na direcção certa, com respeito pela natureza única que têm, com turismo sustentável e com respeito pelas suas gentes.

Eu espero voltar, conhecer o Príncipe, dar a volta à ilha de barco, ver golfinhos, baleias e tartarugas, e levar a vida leve-leve.

09Roça Agostinho Neto

Barracuda

Mucumbli - Por do Sol

O Cacau

15 Praia Piscina

19 Roça Angolares

P60612-135042

P60612-142126

Amazing Thailand

thailand

Sawadee ka!

Os seguidores deste espaço sabem que em 2016 eu fui até Phuket cortesia da Autoridade de Turismo da Tailândia, porque fui a vencedora do seu passatempo Amazing Thailand.

Como eu acredito no conceito de Pay it Forward este ano resolvi partilhar o concurso com os meus leitores para dar a mais pessoas a possibilidade de desfrutar o mesmo que eu.

Concorram, é fácil, e o prémio vale definitivamente a pena. Este ano inclui ainda um saltinho a Bangkok.

Basta irem até aqui, registarem-se e participar no quizz. Boa sorte.

A arte de mudar e viajar

yellow-envelope

Aqui há uns dias (bastantes) terminei de ler mais um livro proporcionado pelo Netgalley. Este será publicado algures no início de 2017 e relata-nos a história verídica de Kim Dinan e o seu marido que largaram casa, emprego estável, família e largaram pelo mundo a viajar. Para puderem de algum modo ser parte deste projecto, uns amigos próximos ofereceram-lhes um envelope amarelo com dinheiro para distribuírem como achassem relevante, sem grandes preocupações a não ser sentirem-se bem a fazê-lo.

Este é o ponto de partida daquele que à primeira vista é um livro de viagens, mas que na realidade é uma história sobre a procura do auto-conhecimento, uma jornada de crescimento, e o que é que cada um de nós precisa realmente para nos sentirmos felizes.

Kim precisou de 2 anos a viajar e um envelope amarelo para fazer uma busca interior e perceber o que é que a fazia sentir feliz e realizada. Outros precisarão de mais ou de menos, mas acho que a mensagem mais importante deste livro é que nunca é tarde para fazermos alguma coisa por nós e realmente olharmos para dentro e percebermos o que nos faz felizes. Se nesse processo conseguirmos trazer felicidade a mais alguém, melhor ainda.

A vida de Kim é muito diferente hoje, e podemos segui-la no seu blog, onde ela ainda tenta espalhar alegria.

Goodreads Review

Dia 9 – Adeus a Phuket

O nono dia de viagem foi o dia de dizer adeus, com alguns sentimentos contraditórios. Por um lado sentimos que ficou tanto por ver num país tão maior e mais diverso que o nosso, por outro estávamos sinceramente cansados e a precisar de recuperar, principalmente a boa forma.

Mas ainda tínhamos o dia todo pela frente e tencionávamos aproveitar cada minuto. Claro que de boas intenções está o inferno cheio, e uma tremenda chuvada logo pela manhã fez-nos reféns do hotel e já era quase hora de almoço quando finalmente conseguimos sair.

Tínhamos um destino muito preciso em mente. Uma coisa muito especial que ainda não tínhamos conseguido experimentar por termos estado doentes, e que não iríamos sair da Tailândia sem passar por isso. Uma massagem tailandesa. A alergia do peixinho vermelho desaconselhava uma massagem mais tradicional, por isso optámos por uma hora de reflexologia, que é como quem diz pézinhos. Eu já esperava que a massagem tailandesa fosse boa, não esperava que fosse tão boa. Eu que demorei muitos anos a apreciar as maravilhas das massagens (quando era mais nova fazia-me impressão e enervava-me mais do que me relaxava), fiquei genuinamente impressionada com a destreza e capacidade das senhoras. Claro que rirem-se do tamanho dos meus dedinhos antes de começarem a massagem não teve graça, mas faz parte. Agora eu sou uma pessoa que sofre IMENSO de cócegas, o que levou a minha massagista a passar o tempo a mandar-me relaxar os pés até eu finalmente rebentar num ataque de riso enquanto fugia pela poltrona reclinável acima. A palavra que mais ouvi foi “Relax!” ou a sua variante “Relax! No relax, no good!”, enquanto me dava pancadinhas nos tornozelos. Aconselho vivamente a qualquer pessoa que viaje para a Tailândia a não sair de lá sem passar pela experiência de se deixar massajar. É uma porta para um novo mundo. Mesmo quando parece que nos vão partir o pescoço, é sempre em bom.

Pézinhos de novo no chão, estávamos no pico do calor e fomos fazer um almoço leve num sítio com ar condicionado. Já não conseguíamos apanhar mais sol, e com a perspectiva de 18h de vôo à nossa frente também não estávamos para grandes aventuras exploratórias. Quando nos sentimos suficientemente frescos, rumámos à praia para aproveitar o último fim de dia e a brisa que vem do mar. O nosso verão estava mesmo a chegar ao fim e mesmo assim tínhamos conseguido que durasse até final de Outubro. Ainda demos um salto à rua principal para ir buscar jantar, que foi unicamente um gelado de fruta, feito na altura. O meu banana, o dele maracujá e íamos alternando entre o doce e o ácido de um e outro enquanto passeávamos à beira mar.

A contemplar o último pôr-do-sol ainda tivemos tempo de regatear uns magníficos óculos escuros, que nem queríamos comprar mas que a simpatia do vendedor acabou por nos conquistar. E pela primeira vez nas férias todas, o transporte que nos iria levar ao aeroporto atrasou-se. Até então a pontualidade tinha sido sempre absolutamente exemplar. Mas isso foi apenas mais uma oportunidade para o staff do hotel demonstrar a sua imensa simpatia e disponibilidade em resolver o assunto. 1 minuto depois da hora marcada para o transfer (e não estou a usar um exagero literário, foi exactamente às 20:01) já estavam a ligar para a moça que nos tinha organizado o transporte e a coordenar tudo para saberem o que se passava, e não nos deixaram até o motorista (que tinha ido para outro Chanalai resort) chegar e nos levar até ao aeroporto a uma velocidade supersónica.

Regresso a casa foi oportunidade de ver os episódios que me faltavam da Teoria do Big Bang, mais o Finding Dory, Where to Invade Next, do Michael Moore e alguns episódios do Family Guy. Volto a referir, passe a publicidade, que a Emirates impressiona. Como a nossa escala era de 4 horas no Dubai, tivemos direito a um voucher para uma refeição num dos muitos restaurantes do aeroporto. O menu era restrito, mas era uma refeição completa. Um luxo.

Na altura cheguei cansada, ainda com algumas mazelas, e este foi um ano com duas viagens grandes que, como dizia a minha mãe, nos sairam do corpinho. Dissemos um para o outro que tão cedo não voltávamos a viajar. A realidade é que ainda não parámos de ver outros destinos, sonhar com novas paragens e investigar o que nos falta ver no Sudeste Asiático. Eu quero muito voltar lá e a São Tomé também. Não será já para o ano, mas certamente será mais cedo do que antecipámos. O mundo é uma caixa de surpresas!

phuket-84
A ver a chuva cair
phuket-85
Pézinhos massajados, prontos para o regresso.
phuket-86
Isto é que são tuc-tuc modernos e confortáveis.
phuket-87
A nossa praia (Kata Beach) vai deixar saudades.
phuket-88
Pézinhos massajados na areia
phuket-83
Gelados de fruta e leite de coco feitos na hora… nham nham.
phuket-89
WC do aeroporto… é que continuo sem perceber.
phuket-90
Não há livraria que me escape.
phuket-91
Uma recordação de paz, o Buda Dourado. Até breve!

Dia 8 – O dia espiritual

Este foi mais um dia de passeio, mas virado para a reflexão espiritual. No entanto começou um bocado atribulado. Logo de manhã o peixinho vermelho queixou-se que estava com olheiras, mas tinha na realidade uma brutal reacção alérgica que lhe tinha feito inchar a cara toda ao ponto de quase não se verem os olhos. Resolvi não entrar em pânico, dar-lhe um anti-histaminico, e seguimos para o passeio como combinado, que estaria terminado à hora de almoço. Se até lá ele não melhorasse, seguiríamos para um médico. Claro que ele teve de tomar o pequeno-almoço de óculos escuros para não assustar os outros hóspedes do nosso hotel, mas ao longo da manhã a cara foi ficando (quase) do tamanho normal. O tronco é que continuava com uma urticária que teimava em não passar.

Adiante, como dizia a minha mãe. Lá entrámos nas nossas muito conhecidas carrinhas com ar condicionado e ficámos contentes por ver que teríamos uma guia, simpática como era apanágio do local. Nok, era o seu nome, e, como suspeitávamos, isso era apenas uma abreviação do seu longo e inpronunciável nome para nosso beneficio.

A primeira paragem foi bem perto, num miradouro chamado Karon View Point de onde se consegue ter uma bela vista para as 3 baías da zona: Karon Beach, Kata Beach and Kata Noi Beach (Noi significa pequena, por isso é a praia pequena de Kata). Muita gente, mas nada que nos impedisse de desfrutar da vista e deu para tirar fotos a um casal americano em troca deles nos tirarem fotos a nós, o que foi bom porque é raro termos fotos nossas decentes nas viagens.

Paragem seguinte, o Big Buddha. Esta estátua de 45m foi construída essencialmente com base em doações, no cimo duma colina com uma vista fantástica, e com pequenos azulejos de mármore branco da Birmânia que brilham em dias de céu azul. Felizmente o diz estava com bom tempo, e pudémos desfrutar da beleza em todo o seu esplendor. É um sítio mágico, que emana muita calma e paz.

Paragem seguinte o maior templo budista de Phuket, Wat Chalong. A nossa guia foi todo o caminho a dar-nos algum contexto histórico, religioso e isso só enriqueceu a experiência. As pessoas eram mais uma vez uma simpatia, e iam-nos guiando nos passos que era suposto fazermos. Onde acender a vela, onde deixar a flor, etc etc. O templo é muito bonito e apesar de ter imensa gente não deixa de ser um sitio que emana paz. Na realidade, as únicas pessoas que ouvimos a falar altíssimo foram uns portugueses. Nada que nos surpreendesse, infelizmente. Mas fizemos a nossa oferta, e colocámos uma vela, uma flor e uma folha de ouro nos locais certos, fizemos um bocadinho de meditação interior e desfrutámos do local e da paz que oferecia.

Na tradição tailandesa as estátuas de Buda aparecem sempre em posições muito diferentes. Isto deve-se essencialmente ao facto dos tailandeses acreditarem que consoante o dia da semana em que nascemos, assim temos uma posição de Buda associada, que corresponde a uma determinada personalidade. Podem ver aqui ou aqui. Quarta feira, o meu dia de nascimento, é o único que tem duas posições associadas, consoante tenhamos nascido antes ou depois do meio dia.

A paragem seguinte foi sem grande história, um enorme show room de jóias e souvenirs para aliciar turistas. Nada que não estivéssemos à espera, teve a vantagem de nos mostrar o interior da fábrica de joias, e depois disso não nos demorámos por lá e fomos em direcção a casa. Ainda pensámos rumar a outras paragens da ilha, mas estava imenso sol e a pele do outro peixinho não aguentaria mais calor.

Mas ainda acabámos o dia a passear pelas ruas de Kata, a comer um gelado feito à nossa frente de fruta e leite de coco (que na realidade foi o nosso jantar), e a comprar bananas e mangas para trazer para Lisboa connosco. A fruta, à semelhança do que experienciámos em São Tomé, tem um sabor muito especial e diferente do que encontramos por aqui.

Estava a aproximar-se o último dia em Phuket, e o final da aventura.

phuket-65
Karon View Point, se eu fosse mais alta viam-se as 3 praias.
phuket-66
Uma das divindades que ladeava o Big Buddha. Alvíssaras a quem souber quem é.
phuket-67
Diz-me o Google que este é Durga, que significa O Invencível.
phuket-68
A vista para o mar de Andaman
phuket-69
Ainda a vista do Big Buddha
phuket-70
O Big Buddha num dia de sol. 
phuket-71
A vista para o interior.
phuket-72
Alguns ensinamentos budistas que se encontram no interior da estátua. 
phuket-73
À saída do Big Buddha, o único elefante que veríamos em toda a viagem. 
phuket-74
Dentro de um dos templos de Wat Chalong
phuket-75
Um dos edifícios que não era visitável, era só acessível aos monges.
phuket-76
Pertinho do céu.
phuket-77
Toda a decoração era lindíssima.
phuket-78
A sala dos Budas, nas duas diversas posições. 
phuket-79
“O” Buda. 
phuket-80
O Buda de quarta feira à tarde. História aqui
phuket-81
Final do dia, pôr do sol em Kata Beach
phuket-82
A banca onde comprámos um cacho de bananas, como os que estão pendurados, e mangas, como aquelas amarelinhas. 

7º Dia – As ilhas Phi Phi

Que se lêem Pi, sem o h, como aprendemos por lá. O dia começou cedo, depois de eu ter dormido umas 12 horas para recuperar. Mesmo assim ainda foi preciso mais um paracetamol e 4 Imodiums para eu estar em condições de me meter dentro duma lancha aos saltos em alto mar.

Tal como no dia anterior, sentámo-nos estrategicamente para não enjoar e aguentar a hora de viagem. Viria a revelar-se ainda mais importante, porque o mar era mais agitado, já não estávamos numa baía protegida. No entanto também não era nada que assustasse, e a viagem decorreu sem incidentes.

A primeira paragem foi em Bamboo Island. O nosso guia diligentemente disse-nos os nome de todas as ilhas, mas eu confesso que já só me lembro recorrendo a um mapa. A praia onde parámos era daquelas típicas de postal, águas quentes azul turquesa, a ver-se o fundo e os peixes que decidiam passar por nós. Uma maravilha. Tirando o pequeno pormenor de mais uma vez só podermos tomar banho num pequeno espaço confinado, e a praia estar tão cheia como a Costa da Caparica em Agosto. Nem quero pensar como será na época alta, porque felizmente fomos em época baixa. Mesmo assim bastava dar umas quantas braçadas para já estarmos quase sozinhos no mar, porque a maioria das pessoas estava mais entretida a tirar selfies do que a desfrutar do que estava mesmo à sua frente.

Segunda paragem seria para mim o ponto alto de toda a viagem, e infelizmente durou só 40 minutos. Fazer snorkell ao largo duma ilhota. Nós íamos preparados de Lisboa com o nosso equipamento por variadíssimas razões, uma das quais o facto de eu ter os pés pequenos e ser difícil arranjar pés de pato que me fiquem confortáveis. Como já tínhamos tudo pronto fomos dos primeiros a sair do barco, e parecia uma cena de filme. Como descer escadas com pés de pato é difícil, eu atirei-me de mergulho, qual sereia desajeitada, e larguei a pedalar dali para fora. Apesar dos corais não estarem muito vivos, o que é natural graças ao intenso tráfego daquela zona, os peixes eram absolutamente deslumbrantes e ainda mais abundantes que em São Tomé, e eu teria ficado à vontade duas horas sem levantar a cabeça da água.

Seguiu-se o almoço, que não foi brilhante ao contrário do dia anterior. Não se perdeu muito porque ainda não estávamos muito capazes de comer, mas mesmo assim a variedade de escolhas inócuas não era muita. O sítio era engraçado e ainda relaxamos numas cadeiras à beira mar. O pior foi voltar para o barco depois. A maré tinha baixado e o barco não conseguia chegar perto da praia, o que nos fez caminhar cerca de 100m por rocha, com ondas a desequilibrar-nos. Note to self: nunca mais ir para estas coisas sem os pezinhos de praia. Mesmo assim não me posso queixar de mais que um dedito arranhado, o nosso guia andava para a frente e para trás a certificar-se que ajudava toda a gente a entrar em segurança e carregou a minha mochila grande parte do caminho.

Seguiu-se uma paragem ao largo duma praia para ver macacos ao longe e noutra para ver as grutas com estruturas montadas para recolher ninhos de andorinhas para as famosas sopas chinesas. Confesso que me fez um bocado de confusão. Quando era miúda não acreditava que fossem mesmo ninhos de andorinha e barbatanas de tubarão que entravam naquelas sopas, e preferia ter mantido essa ingenuidade. Mas a água era dum azul turquesa deslumbrante, e valeu por isso.

Próxima e última paragem foi em Maya Bay, o local onde foi gravado o mítico filme do Danny Boyle, A Praia, local que ainda é parque nacional. Ora, eu tinha mixed feelings sobre ir a este local, sabendo que a produção do filme literalmente “rearranjou” a flora local para ficar mais parecida com o que queriam, e plantaram imensas espécies não autóctones de palmeiras, para dar um ar mais paradisíaco ao local, como se isso fosse possível. Mas acho que não ter visto o filme no cinema e já foi a minha forma de protesto, e seria bom ver se o local tinha recuperado, mais que das filmagens, do tsunami que o assolou em 2004. O local é realmente lindíssimo, não desilude, apesar do tema “excesso de pessoas” ter sido uma constante. Segundo o nosso guia irmos de tarde é melhor, porque de manhã há muito mais gente, por causa das marés. À tarde implica uma pequena caminhada por cima de rocha, mas beneficiamos de ter menos gente. E se o número de pessoas que ali estavam era o que se considera “menos gente” tenho medo de pensar no que serão as manhãs passadas ali.

Outro fenómeno engraçado são as sessões fotográficas. Mais do que as dezenas de selfie sticks, vimos famílias que levaram consigo um fotógrafo e estavam literalmente a fazer sessões por toda a praia, para desespero dos seus petizes que apenas queriam tomar uma banhoca descansada. Facebook, a quanto obrigas.

Tempo de voltar a casa, em melhor forma que no dia anterior. Cansados, mas já sem febre e sem corridas desenfreadas ao wc mais próximo. Achámos que já valia a pena ir jantar fora e tentar mais um Pad Thai… achámos mal. O restaurante tinha muito bom aspecto e era muito conhecido, mas não tinha ar condicionado, coisa habitual nos restaurantes locais, supomos nós que para ajudar a vender cervejas fresquinhas, e o pad thai tem uma certa ciência para ser bem conseguido senão fica uma massa pastosa, que infelizmente foi o caso. Foi uma pequena bomba que me caiu no estômago, não ajudada pelo facto de termos sido literalmente despachados em 30 minutos para dar o lugar a outros clientes que consumissem mais. A não voltar.

No dia seguinte teríamos o último passeio turístico pelas redondezas, e estávamos ansiosos. A aventura ainda não tinha terminado.

phuket-56
Primeira paragem, uma praia de postal, em Bamboo Island
phuket-57
Com águas deslumbrantes, e muita, muita gente.
phuket-58
Descansar a ver o mar depois de almoço. O nosso barco é obviamente o que está mais longe da praia.
phuket-59
A entrada para as grutas onde se recolhem os ninhos de andorinha duas vezes por ano.
phuket-60
Maya Bay, Phi Phi Ley. O senhor na foto é um funcionário do parque a inspecionar a areia à procura sabe Deus de que perigos.
phuket-61
Ainda Maya Bay
phuket-62
Parecia deserta, mas na realidade estava assim.
phuket-63
Vista para dentro.
phuket-64
O jantar. Bonito, mas não convenceu.

6º Dia – Baía de Phang Nga

Ou, como é mais conhecida, James Bond Island. Tudo porque um obscuro filme do James Bond, The Man With the Golden Gun, foi parcialmente rodado numa daquelas ilhas (era o esconderijo do vilão, Scaramanga). Mas é claro que não é só isto que torna esta baía uma das zonas mais procuradas pelos visitantes da área. É que é realmente uma zona lindíssima, com vistas deslumbrantes, e que fica bem em qualquer Facebook ou Instagram. Eu que o diga.

Desta vez resolvemos fazer o pacote turístico completo, e, contrariamente ao que é nosso costume em que andamos quase sempre independentemente ou com guias descobertos por nós, resolvemos contratar os tours com a intermediária da agência de viagens. Como íamos pouco tempo, o preço teve desconto, e as coisas pareciam bem estruturadas, resolvemos fazer o pacote completo. E claro que isso tem vantagens e desvantagens.

A principal vantagem é que não temos de nos preocupar com nada. Vêm buscar-nos numa carrinha com ar condicionado, levam-nos até ao cais, entretêm-nos com música ao vivo até chegar a altura de embarcar. Os barcos são bons e os sítios onde nos levam são os mais relevantes. A principal desvantagem é que ao mesmo tempo estão outros milhares de turistas a fazer exactamente a mesma coisa nos mesmos locais, e há sítios que estavam piores que a Fonte da Telha em Agosto… e sem caixotes do lixo.

Mas, voltando à cronologia. Escrupulosamente à hora marcada vieram buscar-nos ao hotel para começar a viagem até ao cais. Em Phuket sentimo-nos em casa, porque está igual a Lisboa, parece um estaleiro em obras e o trânsito é um caos. Mas na realidade o tráfego flui com mais naturalidade, e nunca se ouvem buzinadelas nem condutores irados. As pessoas são mais pacientes e tudo parece mais orgânico.

No cais já haviam imensas pessoas à espera, mas as coisas são muito bem organizadas com um sistema de pulseiras que nos identificam por barco. Eu, ou não fosse um peixinho, adoro tudo o que tenha a ver com água e barcos e passeata em alto mar, por isso estava entusiasmada. O peixinho vermelho depois do comprimido para o enjoo estava mais optimista.

Até à primeira paragem foi cerca de 1h de caminho numa lancha de 3 motores, super rápida. É importante irmos bem sentados, porque isso dita a boa (ou má) disposição para o resto do dia. Os lugares lá fora à frente são os melhores para quem enjoa, mas a menos que se queiram transformar numa lagosta suada em menos de nada, não aconselho a ninguém. Se os tailandeses que trabalham nas praias andam com todos os centímetros de pele cobertos para fugir ao sol, e são mais escuros que nós, isso diz muito do força dos raios UV naquela zona. Fugir do sol o mais possível é a palavra de ordem para preservar a saúde. Por isso nós ficámos nuns bancos altos virados para a porta, mesmo à frente do barco. Apanhavam imenso vento, e eram estáveis, foi uma viagem simpática.

O primeiro local onde parámos foi numa ilha onde haviam macacos, super habituados aos turistas. É que não nos ligavam rigorosamente nada. O truque é não interagir com eles, porque são uns danadinhos que mordem e arranham, e se temos o azar disso nos acontecer passamos o resto das férias a levar injecções contra a raiva. Mas são patuscos e na realidade não é todos os dias que vemos macacos assim ao vivo em liberdade. Mesmo em São Tomé eles não deram o ar da sua graça, possivelmente porque estão mais habituados a ser caçados do que a ser alimentados por turistas.

Daí enfiámos o barrete (mais concretamente o capacete) e fomos explorar 100m de grutas. O interesse não estava nas grutas propriamente ditas, mas nos mangais onde elas desembocavam. Uma explosão de verde, depois do escuro das grutas, e uns peixes pulmonados lindíssimos que eu me entretive a fotografar enquanto o guia estagiário agitava a água para os fazer mexer. Mais grutas, mas desta vez dentro de canoas. Não íamos nós mesmo a remar, éramos levados por uns guias locais que conheciam bem o sítio, e que nos iam mostrando as coisas mais interessantes. Giro, mas é tudo demasiado rápido e somos conduzidos em rebanho, não temos tempo para apreciar as coisas devidamente e com sossego.

Vamos finalmente para a dita Ilha do James Bond, ponto alto do dia, mas que sinceramente não vale a pena. Eu nem sequer vi o filme, e estar enfiada num carreiro com largas centenas de pessoas a tirarem selfies como se o mundo fosse acabar não é para mim. Fiquei sossegada à sombra enquanto o peixinho vermelho fez o caminho até ao final, apenas para desembocar numa praia cheia e suja, e voltar para trás a dizer que eu tinha feito bem em não ir. Tendo em conta que se paga uma taxa por ser parque natural, se estiverem a fazer um tour com um barquito mais pequeno, nem desembarquem e peçam para ir antes a uma ilha mais pequena e deserta, que com certeza desfrutam mais.

O almoço foi numa suposta aldeia palafítica que hoje em dia deve viver apenas destes almoços turísticos. A comida tinha óptimo aspecto, mas o peixinho vermelho estava que não podia, e eu própria já tinha tomado dois Imodiums nessa manhã. Nunca um arroz chau chau nos soube tão bem, para espanto dos nossos companheiros de mesa que se deliciavam com todas as iguarias cheias de molho.

Paragem seguinte foi numa praia de águas calmas, onde nos estavam sempre a tentar vender cocktails e passeios de jet ski. A água estava convidativa, mas pareceu-me muito fria. Não estava fria, eu é que estava quente. Mas foi uma bela e relaxante banhoca, que nos soube muito bem. As praias na Tailândia são ao contrário das algarvias. No Algarve temos uma pequena zona delimitada para as embarcações onde não podemos tomar banho. Na Tailândia toda a praia é para os barcos e nós só podemos tomar banho nuns quadradinhos delimitados por corda. Quando íamos a sair da água o peixinho vermelho tocou com as costas na corda, que estava obviamente cheia de algas, e ficou imediatamente vermelho, cheio de alergia.

Já estávamos prontos para voltar para o conforto do hotel e realmente quando cheguei percebi que era eu que estava doente e com febre. Uma banhoca e um paracetamol depois e estava na cama às 18h30 da tarde. Tinha de recuperar o suficiente para estar em condições para a visita às ilhas Phi Phi no dia seguinte, que já não poderia ser novamente adiada. A aventura continuava.

phuket-37
Não há palavras para descrever isto…
phuket-38
A paisagem que nos acolhe quando chegamos à Baía de Phang Nga
phuket-39
Águas calmas e paisagens imensas, mesmo com nuvens.
phuket-44
Os macacos que andavam à solta mesmo ao pé de nós.
phuket-45
As crias eram mais comedidas e ficavam pelas árvores.
phuket-53
Os adultos estavam MESMO ao é de nós.
phuket-47
Depois de 100m de grutas desembocávamos neste mangal.
phuket-48
O verde era deslumbrante.
phuket-52
Mesmo deslumbrante.
phuket-50
A água estava cheia de peixes pulmonados.
phuket-51
Que para além de fluorescentes são venenosos.
phuket-54
Depois do passeio a pe, chegou a vez da canoa.
phuket-46
Ver o mar mais de perto.
phuket-40
Toda a gente andou de canoa, mas quem remava eram uns senhores locais.
phuket-55
E mais uma vez fomos ter a uma lagoa interior.
phuket-41
E o passeio termina a ter de subir da canoa para dentro do barco. Nada demais para um peixinho.
phuket-42
O muy famoso rochedo do James Bond. Deve ser o pedaço de rocha tailandês mais fotografado de sempre.
phuket-43
Depois deste bocadinho de paraíso, fomos tomar uma banhoca na praia dos coktails e não há registo fotográfico.