Acabei de Ler: Sandman Slim #10 – Hollywood Dead

Hollywood Dead

Como o tempo passa a correr já fez um ano que li o nono volume desta série que recomendei aqui há uns tempos. Este livro foi editado há pouquíssimo tempo e traz-nos mais uma aventura de James Stark, aka Sandman Slim, o monstro que mata monstros.

Tal como nas edições anteriores este livro tem um ritmo tão vertiginoso como a vida em LA geralmente é. Mortes, traições, facções antagónicas que lutam entre si, o Céu encontra-se em guerra e está fechado a novas entradas.

Passado um ano depois do final do anterior, que tinha acabado abruptamente naquilo que em inglês se chama um cliffhanger e que não encontro correspondência em português com o mesmo impacto. Foi assim que nos sentimos quando terminou The Kill Society, à beira dum precipício, segundos antes duma queda vertiginosa.

Este volume agarra-nos antes de chegarmos ao chão, mas a aterragem não é muito suave. Como sempre, James Stark salva LA e o mundo, mas não muito. Continuamos a ter a dose certa de vilões no activo para garantir que temos um volume seguinte. Infelizmente prevê-se mais uma espera de um ano.

Boas Leituras!

Goodreads Review

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Acabei de Ler: The Woman Who Kept Everything

woman who kept

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Desta vez escolhi no Netgalley um livro que me pareceu divertido e descontraído e não estava enganada. The Woman Who Kept Everything conta-nos a história de Gloria, uma idosa de 79 anos, uma acumuladora de tralhas, revistas, recordações avulsas e lixo, de tal modo que a sua casa se torna inabitável e ela tem de ser temporariamente realojada, primeiro num lar e depois em casa do seu filho único.

Isso será o factor despoletador de mudanças profundas na sua vida, ajudada pelo seu amigo de infância Tilsbury e uma grande aventura de auto-descoberta vai mudar completamente o seu final de vida e a sua visão do mundo.

Se estiverem à espera dum livro extremamente preciso em relação aos problemas de acumulação, desenganem-se. Não é esse o objectivo desta história. No entanto conseguem abordar-se temas sérios, como doença mental e a falta de independência dos idosos. A certa altura da vida parece que se assume que uma pessoa já não é capaz de tomar conta de si própria e perde-se o direito a tomar decisões, escolher o que queremos, viver aventuras ou experimentar o amor.

Duma forma leve e descontraída este livro vem lembrar-nos que nunca é tarde demais para agarrar a vida com as próprias mãos e fazer as mudanças e decisões difíceis que nos levarão a tomar o rumo que queremos e achamos melhor para nós.

Recomendo a todos os que gostam duma história leve, bem contada e divertida. É apenas um livro descomprometido, mas nem sempre isso é mau, pois não?

Boas Leituras!

Goodreads Review

This time the book I chose on Netgalley was one that seemed fun, relaxed and I wasn’t wrong about it. The Woman Who Kept Everything tells us Gloria’s story, a 79 year old hoarder that accumulates magazines, memories and all kinds of junk on her house. This eventually leads to trouble and she needs to be rehomed, first in an old people’s home, later in her son’s house.

This will be the trigger that will provoke profound changes in Gloria’s life, first not pleasant ones but after a push from her long-time friend Tilsbury, she will experience a journey of self-discovery that will radically change her outlook on life.

If you are expecting an accurate depiction of hoarding problems, this book is not the place to look. That is not the purpose of the story. Nonetheless the author can still include some serious issues, like mental illness, depression, and the fact that we expect old people to give up on their lives as we deem them unable to make decisions, know what is best for them, live adventures or even find love.

In a light-hearted way this book reminds us that is never too late to grab our lives in our own hands and make all the necessary changes and adjustments to do what is best for us.

I recommend it to everyone who likes a light story, fun and well told. It is a light read, but that’s not always a bad thing, is it?

Happy Readings!

 

Acabei de Ler: A Morte de Lord Edgware (Poirot 9)

A-Morte-de-Lord-Edgware

Ultimamente tenho tido alguns dias em que a concentração não é muita, e, como disse anteriormente, nada como recorrer a velhas apostas seguras para proporcionar entretenimento e passar um bom bocado a ler descomprometidamente. Nessa categoria encontram-se os Poirots, até porque incumbi a mim própria a tarefa de os ler por ordem cronológica (de acordo com a lista do Goodreads e intercalados com o Inspector Maigret).

Assim, chegou a vez desta Morte de Lord Edgware. Foi mais um daqueles livros em que a Agatha Christie estava em alta e o mistério conseguiu manter-se mais ou menos até ao fim. Mesmo quando comecei a suspeitar de quem seria o assassino, não consegui de todo perceber o mecanismo do crime, o que foi bastante refrescante.

Esta autora vai tendo altos e baixos, e é muito bom quando ela consegue manter o mesmo nível durante dois livros seguidos, já que o anterior também foi bastante bem conseguido.

Recomendo a todos os amantes do género, fanáticos de Poirot e quem gosta duma boa leitura descomprometida.

Goodreads Review

Acabei de Ler: Gina in the Floating World

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Já é mais que sabido que o Peixinho gosta de literatura erótica, e que anda um bocadinho desiludido com o que se escreve atualmente. Ainda não percebi se sou eu que ainda não descobri os livros bem escritos, sem implicações de moralidade puritana duvidosa, ou se pelo contrário o politicamente correcto também invadiu esta corrente da literatura, normalmente mais transgressiva. A regra parece ser, podes fazer as coisas mais escabrosas, desde que seja com o homem que vais casar (ainda a influência das 50 Shades).

No entanto, por vezes aparecem pequenas pérolas. Esta chegou até mim por intermédio do Netgalley e não fiquei desiludida.

Passado no Japão em 1981 este livro conta-nos a história de Dorothy, uma jovem americana de 23 anos que vai fazer um estágio em finança no Japão para ganhar experiência na área e em multiculturalidade para poder prosseguir os estudos numa Universidade Americana de renome.

Quando lá chega percebe que há um fosso cultural abismal, que afinal já não vai ter bolsa de estudos e que vai ter de arranjar trabalho para continuar a perseguir o seu sonho. O que se seguem são uma série de peripécias em que Dorothy se transforma em Gina, uma empregada em bares de Tóquio, onde vai vivendo uma série de experiências novas, desafiantes, onde se conhece a si mesma e aos seus limites e nos leva pelos meandros da sociedade japonesa dos 80’s.

Claro que o livro não é perfeito, e nalguns momentos as reacções de Gina parecem um pouco infantis, mas no geral é uma história bem escrita, bem contextualizada, cheia de sensualidade muito mais que cenas explicitas, um erotismo que nos é trazido através da arte japonesa, dos locais a visitar, da cultura em geral.

Gostei muito e recomendo a todos aqueles que gostam de erotismo e de viagens.

Goodreads Review

As you might know if you follow the blog, I am a fan of erotic literature, albeit a bit disappointed with what is being written at the moment. I still haven’t figured out if it’s me who haven’t come across well written books, without prudish moral concerns, or if on another hand the political correctness has invaded this type of literature that used to be more transgressive. The rule of thumb seems to be, you can do the most outrageous things, as long as you marry the guy in the end (still the 50 Shades influence).

Despite all this, every once in a while I come across a small treasure like this book, that came to me through Netgalley.

The action is set in 1981 Japan, and we follow the story of Dorothy, a young American girl that wants to proceed her studies in a renowned university, and to accomplish that she needs an internship abroad. This will provide both with experience on the job and a multicultural experience, crucial for the university she’s applying to.

Once in Japan she realises the cultural gap is bigger than she was expecting, her scholarship is also not happening and this means she is left with no money on a foreign country, needing a job to complete the internship. The rest is the depiction of her adventures as a hostess in Japanese bars, while she learns the language, art, food, but most of all she learns her limits and limitations. She has several interactions with different kinds of men, and all of these make her grow.

The book is not perfect and sometimes Gina (Dorothy) feels a bit childish, however the story is good, the background is coherent and adapted to the story, very sensual and full of beautiful scenes that intertwine eroticism with art and culture.

I liked it very much and recommend it to all fans of erotic literature and travels.

Happy Readings

Acabei de ler: Murmuration

murmuration

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O Netgalley desta vez deu-me a oportunidade de ler o livro de estreia de Robert Lock, um livro bonito e delicado, passado ao longo de cerca de 100 anos numa cidade costeira inglesa, com um cais vitoriano que permite aos veraneantes passearem ao longo da praia e em cima do mar, com um belo teatro no final.

Seguimos a história de cinco personagens, desde 1865 até aos dias de hoje, algumas estendidas no tempo, outras concentradas em poucos dias, mas todas interligadas de algum modo, desde os tempos áureos da estância balnear, ao seu declínio nos dias de hoje em que os ingleses preferem paragens mais quentes e com mar mais convidativo. Tudo isto pontuado com o voo crepuscular dos estorninhos, com os seus padrões e sons que formam a ponte entre todas as histórias.

Eu gostei do livro, está bem escrito, as histórias são coerentes, muitas vezes surpreendentes e com um subtil toque de misticismo. No final tudo se completa e forma uma narrativa sólida e alguns personagens, como Michael Braithwaite, são verdadeiramente deliciosos.

Recomendo a todos os que gostam de livros bonitos, diferentes, com uma história envolvente.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Netgalley gave me the opportunity to read Robert Lock’s debut novel, a beautiful and delicate book that takes place across 100 years on a small coastal town in the UK, with a Victorian pier that allows holiday makers to promenade along the beach and over the sea. It has a beautiful theater at the end that is central point of all stories.

We follow the stories of five characters, since 1865 till today, some stretched in time, others concentrated on a few days, but all of them intertwined. We start in the pier’s golden age and we follow through its declining years, where British holiday makers prefer warmer places with a gentler sea. All is marked by the starlings’ twilight flights, with its murmuration and beautiful patterns, forming a liaison between all the stories.

I liked the book very much, it is well written and the stories are cohesive and surprising at times, with just a hint of otherworldly details. It all comes together at the end, forming a solid narrative and some characters, like Michael Braithwaite, are delicious.

I recommend it to everyone who loves a good book, beautiful and different, with a catching plot.

Happy Reading!

O Oitavo Poirot

End House

 

Sempre que estou numa fase em que não sei o que ler, ou sem vontade de ler no geral, como a que estou a atravessar, tendo a recorrer a zonas de conforto, autores que sei que não só dificilmente vão falhar, como também não irão escrever tratados densos de mil páginas.

Obviamente poderia simplesmente fazer uma pausa na leitura, como me disse alguém, mas nem vou comentar isso. Nem faço ideia como ocupar as duas horas diárias de tortura na Carris se não for a ler e a abstrair-me das pessoas. Ler é para mim uma questão de sobrevivência e sanidade mental.

Mas assim sendo voltei a refugiar-me numa segura história do Poirot, a oitava agora que os estou a ler por ordem de publicação, e não fiquei desiludida, antes pelo contrário. Apesar de me lembrar visualmente de já ter visto o episódio na televisão, continuei sem fazer ideia de quem era o verdadeiro culpado, e mesmo quase até às últimas páginas estive em verdadeira expectativa a disparar possibilidades para o ar. Para quem, como eu, tem a mania que é esperta e sabe mais que os autores, foi refrescante ser surpreendida desta vez.

Recomendo a todos os amantes do género, os que gostam de Poirot, e os que gostam de uma boa história para passar o tempo. Em português está editado como Perigo na Casa do Fundo.

Boas Leituras!

Goodreads Review

A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón

carlos ruiz zafon

Já andava há imenso tempo para ler algo deste autor porque em todo o lado eu via excelentes críticas aos seus livros. Entretanto comecei a ler um livro do Netgalley que me estava genuinamente a enervar, resolvi mudar para outro e achei que estava na altura de dar uma chance a este senhor.

Pois, olhando para o Goodreads, se calhar eu não vou ser muito consensual desta vez, porque apesar de ter achado um bom livro, não achei espectacular como a maioria das críticas faziam antever. Primeiro tive de me adaptar à prosa excessivamente floreada do autor. Muitos adjectivos para mim complicam, mais do que embelezam a escrita, mas obviamente isso é uma questão de gosto pessoal, e uma vez que a história descolou eu estava prontinha para ignorar esse facto, já o enredo era suficientemente criativo e absorvente para nos fazer querer ler o livro a toda a hora.

O segundo problema para mim foi a dificuldade em perceber a passagem do tempo. Nós seguimos a história de Daniel Sempere, um rapaz que começa a narrativa poucos dias antes de fazer 11 anos, quando vai com o seu pai ao Cemitério de Livros Esquecidos, local mágico onde se encontram todos os livros que já ninguém lê. Aí ele escolhe (ou é escolhido) um livro escrito por Julian Carx e assim começa toda uma história de mistério que se passa nas ruas de Barcelona, na tentativa de descobrir qual foi o destino desse obscuro escritor e de toda a sua vida. Ao longo da investigação Daniel vai crescendo e de alguma forma a sua vida vai espelhando a de Julian. No entanto, para mim foi confuso seguir a evolução do tempo e perceber qual a idade de Daniel a cada momento da história.

Mas a machadada final, que não poderei contar aqui, foi o chamado plot twist, que para mim me pareceu algo infantil, digno de uma novela da TVI. Mas isto tem tudo a ver com gestão de expectativas. Quando vemos toda a gente a dar 5 estrelas a um livro, esperamos uma coisa perfeita, e começamos a ler com essa ideia, e cada pequena coisa que não corresponde torna a desilusão maior. Por isso, como disse no início, um bom livro, com uma história envolvente e cativante, mas não um livro genial.

Parece-me o livro perfeito para nos acompanhar nas férias e nos proporcionar boas horas de entretenimento, com a vantagem adicional que se conhecerem Barcelona irão reconhecer muito do cenário onde é passado. Tem também a vantagem de ser passado durante a guerra civil espanhola e nos dar a conhecer um pouquinho mais dessa realidade. Nesse aspecto foi bastante bem conseguido.

Goodreads Review

Boas Leituras!

 

The Winter’s Child, de Cassandra Parkin

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Mal vi um novo livro da Cassandra Parkin disponível no Netgalley não consegui resistir e tive que o pedir. Felizmente deram-me a oportunidade de o ler e passei-o bem à frente de outros que tenho na lista para me proporcionar o prazer de um livro bem escrito.

Em Winter’s Child, Cassandra conta-nos a história de Susannah Parker, a quem o filho Joel desapareceu vai fazer 5 anos. Susannah é uma mulher forte, que nunca desistiu de procurar o filho, mesmo depois do seu casamento não ter resistido ao trauma, e mesmo quando mais ninguém parece ajudar. Esta história é forte, complexa e recheada de pormenores interessantes.

Esta autora escreve muito bem. Mesmo quando os personagens não são simpáticos nem causam propriamente empatia, nós queremos saber o que lhes acontece. E as coisas nunca são como parecem à primeira vista. É exímia em descrever doença mental, e em mostrar-nos o que se esconde por trás duma capa de aparente normalidade.

O único senão para mim, que sou chata, é que a meio do livro já tinha adivinhado o plot twist e isso retirou um bocadinho o impacto do final.

Mas é um bom livro, bem escrito, e recomendo a todos os que gostam de histórias bem contadas.

Goodreads Review

Boas leituras!

As soon as I saw a Cassandra Parkin’s book available for request on Netgalley, I was unable to resist and had to try and get. Luckily I was given the chance to read it, so I moved it forward on my TBR list so I could enjoy the pleasure of a well written book.

In Winter’s Child, Cassandra tells us Susannah Parker’s story, whose 15 year old son went missing 5 years ago. Susannah is a strong woman who has never given up the search for her son, even after her marriage has failed, not resisting the trauma, and even if no one else seems to be helping her in that quest. This is a strong and complex story, rich in details.

Cassandra is an amazing writer. Even when her characters are not nice or relatable (like Susannah, after a while), we still want to know their fate. And things are never quite as they meet the eye. She describes mental illness brilliantly, and is able to show us what lies behind what seems to be normal.

The only thing that was not quite there for me was that by middle of the book I was already guessing the ending, but I’m annoying that way.

But it’s a very good, well written book, and I recommend it to everyone who likes a story well told.

Happy Readings!

A Maldição de Hill House

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Depois de ter lido We Have Always Lived in the Castle desta autora fiquei com o bichinho de ler mais livros. O escolhido para ser o seguinte era o também muito aclamado The Lottery, mas entretanto li um artigo onde escritores que eu prezo (Neil Gaiman e Dan Simmons) diziam que esta Maldição de Hill House era dos livros mais assustadores que já tinham lido, e como o tinha no meu kindle decidi imediatamente que seria a minha leitura seguinte.

Eu tenho particular aversão a filmes de terror, na realidade nem sequer consigo ver nenhum, mas com livros isso não acontece, leio qualquer género, e o pior que pode acontecer é incorporar a história do livro nos meus sonhos, mas isso sinceramente acontece com qualquer livro (passei noites sem fim a bordo dum navio quando li O Terror). Foi por isso que abracei corajosamente a leitura desta mansão assombrada sem olhar para trás.

O começo é bastante interessante, logo a frase de abertura determina qual vai ser o rumo da história. A personagem que nos acompanha, Eleanor Vance, é deliciosa e remete-nos imediatamente para Merricat Blackwood, a personagem principal de “Sempre Vivemos no Castelo”, e de algum modo estranho eu relacionei-me bastante com ela e com os seus modos bizarros. Acho que é este modo peculiar de ter uma vida paralela a decorrer dentro da cabeça para onde nos retiramos quando o que se passa cá fora nos agride ou simplesmente nos aborrece. No entanto, descansem os amigos (e marido) que lêem este blog, estou a anos luz de qualquer uma das duas personagens (acho eu…)

Mas esta “casa dos espíritos” é na realidade um livro bastante interessante porque nada nos é dito, nada nos é mostrado, tudo é insinuado e a linha que separa a ficção da realidade é bastante ténue. De tudo o que está a acontecer, o que é que está realmente a acontecer, e o que é que pertence apenas ao domínio da imaginação de uma ou de todas as personagens?

Shirley jackson é exímia a descrever pessoas perturbadas, complicadas, mas cheias de doçura e com as quais criamos imensa empatia. Qualquer um dos habitantes iniciais da casa são nossos amigos e nós preocupamo-nos genuinamente com o destino deles.

Eleanor Vance é das personagens mais deliciosas com que me cruzei este ano, e eu aconselho este livro a todos os que não se impressionam facilmente e gostam de ler histórias que os deixam a questionar o que se passa. Se lerem a edição da Penguin, como eu, aconselho a lerem a introdução no fim, sob pena de ficarem a conhecer toda a história, incluindo o final, antes de entrarem no próprio livro. Nunca vi tamanho spoiler ser chamado de introdução, e felizmente parei a tempo.

O livro teve também duas adaptações para filme, uma logo em 1963, e outra em 1999. A primeira não vi mas é considerado por muitos um filme de culto e um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. A segunda é ela própria uma sessão de terror pelo modo infantil como assassinou a história original. Vejam por vossa conta e risco.

Goodreads Review

Boas leituras!

No live organism can continue for long to exist sanely under conditions of absolute reality; even larks and katydids are supposed, by some, to dream.

Orçamento Participativo 2018 – eLivro

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Este ano no orçamento participativo há uma proposta que pode agradar a todos aqueles que gostam de ler e que querem ver a literatura mais acessível a todos. Tomámos conhecimento dela através dum post do blog do Projecto Adamastor, aqui, que já prima ele próprio por tornar acessíveis títulos portugueses que estão em domínio público, no formato digital. Eu própria já li alguns livros de lá, e continuo com alguns no Kindle em lista de espera.

Mas este projecto do orçamento participativo vai mais além e prevê que as bibliotecas possam disponilibilizar gratuitamente para empréstimo eBooks, tendo mesmo ereaders e tablets para empréstimo a quem os solicitar.

Nos Estados Unidos, por exemplo, onde há uma cultura de utilização de bibliotecas públicas muito superior à nossa e é mesmo o recurso mais utilizado pelos leitores, isto é já prática comum, e há apps especializadas, como Overdrive e Libby, que nos mandam o livro que requisitámos para o Kindle (ou qualquer ereader, tablet ou app no telemóvel) assim que fica disponível, e o “devolve” à biblioteca quando expiram os 15 dias regulamentares.

Acho que ainda estaremos a anos luz duma realidade tão simples como esta (eu ainda não consigo comprar livros portugueses facilmente para o meu kindle, de tal maneira vêm protegidos com protecções bacocas), mas fico esperançosa que este seja um primeiro passo para tornar os livros mais acessiveis a todos, principalmente aqueles que não vivem nas grandes cidades.

Se quiserem votar, podem fazê-lo aqui. Eu já votei.