Ponto da Situação

Goodreads Challenge

O Peixinho este ano tem dois desafios. O maior de todos, autoproposto, de não comprar mais livros em 2018, tem andado a correr bem. Não podemos obviamente contar com livros comprados para oferecer, e sem eles não tenho comprado mais nada. O outro Peixe cá de casa tem prevaricado, mas o desafio não é dele, por isso não conta.

Também já vendemos alguns livros dos quais gostavamos, mas que não se coadunavam com o tipo de livros que queremos manter na biblioteca pessoal, que prima pela falta de espaço. Neste frente, tudo a correr bem.

O outro desafio, puramente de competetividade pessoal, é o número de livros a que me proponho ler no inicio do ano no Goodreads. Este ano, como na maioria dos anos, a meta eram 50 livros, e ainda não a atingi. Nada de novo, isto é uma maratona e não um sprint, e cada livro deve ser saboreado e apreciado. Ainda por cima o livro que tenho em mãos no momento, um épico de fantasia, tem a módica quantia de 814 páginas, por isso não há mesmo pressas.

Mas estamos na reta final dum ano que foi (e continua a ser) para mim muito cheio de eventos, nem todos felizes mas todos com algum grau de stress associado, por isso os livros também ajudam a descontrair e relaxar um bocadinho. Faltam 6, um tirinho como se diz cá por casa.

Boas Leituras!

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Sobre a Poesia

poesia

Está quase a fazer um ano que começou a rubrica de poesia às segundas no Peixinho. Dá para perceber que gosto mesmo muito de poesia. Gosto desde miúda. Assim que aprendi a escrever enchi resmas de cadernos pautado com quadras sobre o meu quotidiano infantil.

A adolescência foi passada a escrever longas litanias angustiadas sobre solidão e desespero, e os rapazes que não gostavam de mim, enquanto na realidade eu era completamente cega àqueles que efectivamente estavam presentes. E hoje em dia sempre que a vontade surge dentro de mim escrevo umas linhas num ecrã.

Com o passar do tempo a escrita de poemas foi acompanhada pela leitura, primeiro dos óbvios, depois a descoberta de territórios mais inóspitos.
Tenho com a poesia a mesma relação que com a pintura: se gosto, é boa. Não analiso um poema desde o descalça vai para a fonte Leonor pela verdura, que convenhamos, é bastante convencional.
Tudo o que estudei sobre métrica, metáforas e coisas afins, está soterrado por baixo de anos de conhecimento inútil.

No outro dia pesquisei na net um curso de poesia. Há imensos de teatro, fotografia, dança, pintura, e nem todos vão ser actores, fotógrafos, bailarinos, pintores. Mas todos serão espectadores e consumidores mais informados e participativos.
Gostava que a poesia também se abrisse assim aos comuns mortais, e não ficasse encerrada no Olimpo de onde só se vislumbram umas Adilias, uns José Luíses e outras divindades maiores,  mas que pudéssemos apreciar todo o  panteão.

Ou então a poesia é mais para sentir, como quem vai a uma casa de fados e eu tenho é de encontrar uma tertúlia onde se bebam uns copos e recitem uns poemas.

Até lá vai sendo por aqui, nos postais dos amigos, em casa, onde posso. Poesia ajuda-me a pôr a vida em perspectiva.

Boas Leituras!

Fim de Semana em Constância

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Ler – A actividade principal do fim-de-semana

Ora depois de andarmos aqui em bolandas, decidimos que o melhor mesmo era aproveitar o previsivelmente último fim de semana de bom tempo e rumar a um sitio perto que ainda não conhecêssemos. A escolha recaiu em Constância, uma vila não muito longe de Lisboa, onde o Zêzere encontra o Tejo, e é isso que a torna especial.

Partimos na sexta para aproveitar o feriado, e fomos direitos ao Castelo de Almourol, outro dos sítios que ainda não conhecíamos. No caminho parámos no Restaurante Almourol para um almoço calmo, e ficámos agradavelmente surpreendidos. Apesar de muito cheio (para a próxima reservamos), o serviço foi bom e a comida bastante interessante. Eu comi um lombo de fataça, peixe que desconhecia, e fiquei fã. O peixe no forno do outro Peixinho já não estava tão bom, por isso win some lose some.

Se chegarem cedo, ou reservarem conseguem ainda uma bela vista para o Tejo que passa mesmo ali ao lado. Recomendo, gostámos muito.

Dali fomos então ver o Castelo de Almourol, para desmoer e conhecer mais uma coisa nova. É realmente bonito, numa paisagem privilegiada, mas para apanhar o barco até lá implicava esperar ao sol, e resolvemos deixar para outra vez. Estará agora uns dias fechado para renovações, mas não será muito tempo.

Finalmente rumo a Constância, ou melhor uma quinta sossegada a cerca de 2kms, que foi a nossa morada durante os 3 dias do fim de semana. Foram uns dias mesmo para descansar. Além dum passeio a Constância à beira Tejo e Zêzere, ainda fomos almoçar ao Dom José Pinhão, um restaurante simpático. Mas a maioria do tempo foi passado a ler à beira de piscina ou a passear pela quinta para ver os animais.

Já fazia falta um tempo assim, relaxado e sem mais preocupações que o grupo gigante de pessoas que ficaram na casa ao lado com uns miúdos que aparentemente tinham pilhas para gritar quase 24h por dia e cujo principal passatempo era fazerem bombas na piscina. Mas não pode ser tudo perfeito, se não custa mais voltar a trabalhar.

Mas Constância é uma zona simpática, com uma envolvente bonita e onde se come uma bela comida ribatejana. Eu pessoalmente recomendo a fataça, que não conhecia, mas que fiquei muito fã. E claro, tem uma imensidão de sítios bonitos e sossegados para ler.

Bons passeios e boas leituras!

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O Castelo de Almourol
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A piscina, local onde se passou toda a leitura
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O Zêzere e o Tejo encontram-se em Constância
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Fataça, uma iguaria que passei a conhecer

Ler nas Salas de Espera

sala de espera

Por motivos variados o Peixinho tem passado bastante tempo em salas de espera de hospitais, centros de saúde,  finanças e outros serviços em geral. Às vezes temos de andar ao sabor do que a vida nos traz, e tem sido esse o meu périplo ultimamente.

Esperava eu que estando tantas horas sentadinha numa cadeira de Kindle na mão, os livros se sucedessem a um ritmo vertiginoso e eu estivesse a quebrar records de leitura. No entanto não tem sido bem assim.

Na realidade não consigo imaginar sítio menos propício a uma boa leitura que uma sala de espera. Quando estive 5 horas nas urgências devo ter lido no total 2 capítulos, e pouco me lembro do que li. Estando nas urgências estava obviamente preocupada e com pouca cabeça para leituras complexas. Até aí nada de mais, escolhi um Poirot que é uma coisa simples e de processamento mental fácil.

Mas depois temos um número que nos foi atribuído, e sabemos que a qualquer momento somos chamados. Nós e as dezenas de pessoas na mesma sala. O que significa que cada vez que o placard com as senhas apita, e fá-lo quase de 30 em 30 segundos, temos de levantar os olhos para ver se chegou a nossa vez. E este ritual processa-se durante todo o tempo que estamos à espera, impossibilitando qualquer tipo de concentração.

E a sensação é a mesma, quer esteja no hospital, nas finanças ou nos CTT. Por isso continuo alegremente a avançar mais na leitura nas horas que passo no autocarro, ou nalguns serões literários do que em salas de espera onde a vigilância é constante.

Boas Leituras!

Livros e Música no Fim-de-Semana

Lisb-On 2

Este fim-de-semana que passou eu tinha muitas tentações à porta. Era a já famosa Festa do Livro de Belém, à qual fui pela primeira vez o ano passado, diverti-me muito e acabei por não resistir a comprar um livro do Gonçalo Cadilhe que terminei de ler estas férias.

Mas como sabem o Peixinho está determinado em não comprar livros este ano, por isso tinha de encontrar alternativas. Entretanto era também o fim-de-semana do meu festival de música favorito, o Lisb-on, eu já tinha comprado bilhetes para Domingo há meses e estava animadíssima.

Trocar música por livros, parece-me bem, uma tarde bem passada é sempre uma tarde bem passada. Claro que o que eu não contava é que depois de tanto tempo à espera em ansiedade, na semana antes do concerto apanhei uma bicheza qualquer desconhecida e estive com uma febre baixa mas persistente durante mais de uma semana, e estava bastante debilitada.

Por isso o que se esperava uma festa de dançar sem parar, na realidade tornou-se numa dança de cadeiras. Sentadinha num banco de jardim próxima do Hilside Stage, depois sentadinha na colina a ouvir os dois palcos ao mesmo tempo, depois sentadinha a jantar e a ouvir o palco principal. Depois finalmente um pezinho de dança no palca principal durante Larry Heard, que fez com que quase caísse dentro do wc portátil quando fui fazer um xixizinho a seguir.

Mas valeu a pena, como sempre. É o meu festival favorito porque a localização é muito bonita, central, um jardim de música mesmo. Para o ano espero estar mais arrebitada, e quem sabe conseguir usufruir do jardim da música e da escrita.

Boas leituras!

Lisb-On

Ponto da Situação

estante

Logo no início do ano vim aqui fazer um desafio a mim própria de não comprar nenhum livro este ano, na tentativa de ler os que ainda tenho aqui na estante ao mesmo tempo que me vou desfazendo de alguns que tenho cá por casa e que nunca mais relerei. A situação é grave, já tenho duas filas de livros em frente uma à outra, livros por cima, e espalhados pelo resto da casa.

Eu tenho-me mantido fiel ao desafio, recebi livros pelo aniversário, que já li, mas ainda não comprei nada. O outro Peixe cá de casa já comprou alguns livros, mas ele está livre destes meus desafios, obviamente. Também já li os livros que ele comprou.

O balanço é claramente positivo. Este ano que está longe de ter chegado ao fim, já li 9 livros que andavam por cá na estante a ganhar pó, e alguns já ganharam uma nova casa. O ano passado, por comparação, li 8 livros cá de casa no ano todo. O plano para o resto do ano vai ser continuar a ler livros que tenho por aqui, intercalados com outros, para continuar a dar um rumo mais coerente à minha colecção de livros.

Mas mais tarde, porque neste momento, e contrariamente ao que disse num post anterior, que só era capaz de ler um livro de cada vez, estou a ler um livro no Kindle e uma BD. Comecei pela BD, que é longa e complexa e está a demorar-me mais do que eu antecipei. Como não consigo transportá-la comigo, lá tenho de ler outra coisa no autocarro. O que significa que nunca mais acabo nem um, nem outro. Enfim, há problemas piores.

Boas Leituras!

Uma Nova Livraria

Trezor
Foto daqui

Pode sempre parecer estranho nos dias que correm uma nova livraria que abre, quando a tendência é vê-las a fechar e cada vez mais as pessoas que lêem são uma raridade. No entanto ainda vamos tendo algumas boas surpresas, como nos dá conta esta entrevista do Público.

Se razões nos faltassem para (mais) uma visita ao Porto, agora temos mais um motivo para dar lá um saltinho, conhecer a Trezor, escolher um livro, folheá-lo e discuti-lo enquanto bebemos uma cerveja. Tudo isto sem recorrer ao telemóvel, claro, esse grande inimigo da leitura. Se forem até lá antes de mim, digam-me o que acharam.

Boas leituras!

 

 

 

 

Um Dia nas Aldeias de Xisto

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A vista da nossa casa na Comareira, sempre acompanhados. 

Apesar de ter passado a maior parte das férias a desfrutar de Lisboa, ainda consegui dar um saltinho à zona centro para ver se apanhava uns sítios catitas para relaxar e descansar. Como falei num post anterior, passámos por Mirando do Corvo para conhecer o Parque Biológico da Serra Lousã, e aproveitámos que já estávamos a meio caminho para dar um salto à dita Serra.

O plano inicial era ir almoçar a um dos nossos restaurantes favoritos, O Burgo, que se situa numas piscinas naturais e tem uma comida mesmo serrana boa, mas tanto eu como o outro Peixe já tivémos estômagos mais fortes, e depois de uns dias na zona centro já não conseguíamos pensar em cozido do Talasnal, nem veado com castanhas, nem nada dessas coisas elaboradas mas pesadas. Assim andámos por sítios mais modestos mas mais leves, e adequados às estradas sinuosas da montanha. E depois de almoço lá partimos na romaria pelas aldeias do xisto da zona.

Começámos pela Aldeia da Pena, só que viémos pelo sítio errado. Se se aproximarem vindos de Góis têm uma bela estrada alcatroada até ao local, e chegam lá sem problemas. Se, como nós, vierem do lado da Lousã, o meu conselho é não vão. A não ser que tenham um jipe ou um carro capaz de aguentar uma forte descida por estrada de terra batida e pedras soltas. Foi a segunda vez nestes poucos dias fora que pusémos o nosso boguinhas nestas andanças, eu acho que ele já anda a contar os dias para se ver livre de nós.

De qualquer modo, lá chegados, a paisagem é belíssima. A aldeia é num pequeno vale, com uma ribeira, rodeada pela paisagem dramática dos penedos de Góis. Muito impactante, consigo imaginar-me a passar umas belas tardes a ler à beira daquela ribeira fresquinha. Demos um pequeno passeio a pé pela aldeia, tirámos umas fotos para ir pondo no Instagram, respirámos fundo e atacámos novamente a subida pela terra batida.

A paisagem cá de cima é ainda mais bonita. Quando chegamos ao cimo da serra vê-se dum lado a pequena aldeia de Aigra Velha, e do outro uma paisagem de montes e vales a perder de vista. Para quem, como eu, tem vertigens, chega a ser demasiado intenso. Continuando a descer a estrada vamos desembocar na aldeia de Aigra Nova, que é o coração destas aldeias renovadas, e onde temos um Museu Etnográfico, uma loja com produtos típicos da região e se podem fazer várias actividades serranas, mediante marcação prévia.

No final viemos parar ao local onde íamos dormir (se bem que há alojamentos em todas estas aldeias, é só escolherem a que vos apela mais), a Comareira. Pelo que percebemos a aldeia tem apenas uma habitante, uma pastora idosa com o seu pequeno rebanho de cabras, 2 cães e 4 gatos. As cabras só vimos passar, mas os restantes animais vieram fazer-nos companhia ao jantar e ao pequeno-almoço do dia seguinte, desejosos de festas e algum petisco que lhes déssemos.

A Comareira, que tivémos a sorte de estar deserta de outros turistas, foi um paraíso de silêncio, tranquilidade e bela paisagem, e gostámos muito de lá estar. Este tipo de tranquilidade, mesmo que apenas por dois dias, faz maravilhas a recarregar as nossas baterias. Eu necessito de estar em contacto com o verde para me sentir de novo revigorada, e apenas preciso de fazer um pequeno (grande) esforço para não me deixar enervar muito com os verdadeiros atentados ambientais que o nosso país é tão pródigo, porque senão seria sempre incapaz de desfrutar fosse o que fosse.

Mas se pensarem num pequeno pedaço de tranquilidade onde se ouvem pássaros ao amanhecer, aconselho com certeza estas aldeias de xisto. Deixo-vos algumas imagens.

Boas viagens e boas leituras!

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Os penedos de Góis vistos da aldeia da Pena
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Aigra Nova
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Aigra Nova
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Um miradouro na Comareira
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A comissão de boas vindas da Comareira
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Sinais de outros tempos
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A leve descida até nossa casa
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O banquinho de leitura à porta
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O nosso pátio, sempre com companhia. 

 

Um dia em Miranda do Corvo

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Pirâmide do Templo Ecuménico de Miranda do Corvo, cujo vértice se v~e um pouco por toda a vila. 

O Peixinho, como já devem estar cansados de saber, não gosta mesmo nada de ter férias em Agosto, mas tem mesmo de ser. Há muito poucas coisas que se consigam fazer com qualidade e sem magotes de gente, mas há que continuar a tentar.

Este ano fomos tentar um local mais interior, mas ainda assim com algo para fazer, e rumámos a Miranda do Corvo com a ideia de visitarmos uma ou duas coisas catitas por lá.

A primeira impressão com que ficámos é que Miranda é uma vila fantasma. Tudo bem que é Agosto, mas a quantidade de gente que não se via em todo o lado era impressionante. Os cafés e restaurantes fechados (e sem papel a dizer férias), as casas para venda, casas em que a construção parou a meio davam a tudo um ar de que as pessoas a meio desistiram e foram para outro sítio qualquer. E não pensem que estou a exagerar, porque na vizinha Lousã, por exemplo, via-se muito mais gente a andar na rua e as coisas estavam muito mais vibrantes. Mistérios.

Miranda tem um centro engraçado, com umas esplanadas agradáveis, das quais só uma tem clientes. Escusado será dizer que foi a essa que fomos, e fomos sempre bem atendidos, apesar da obessão do sítio por kebabs.

Mas o ponto alto da vila é sem sombra de dúvida o Parque Biológico da Serra da Lousã e o Templo Ecuménico Universalista. Ambos valem a pena uma visita, e pode comprar-se um bilhete que inclua os dois.

Nós fomos visitar o Parque Biológico muito cedinho para fugir ao calor, e fomos recebidos pela Noz, a cadela serra da estrela que é a mascote do local. Muito meiguinha e brincalhona, andou connosco boa parte do percurso, até nos trocar por umas saudáveis corridas atrás de patos suficientemente ingénuos para se cruzarem no seu caminho. O facto de irmos cedo significou também que fomos antes da hora da alimentação, por isso quase todos os animais se aproximavam de nós para ver se já lhes trazíamos o mata-bicho. Uma maravilha.

O parque biológico está cheio de animais que são típicos do nosso país (ou foram em tempos, como o urso pardo, extinto há alguns séculos), o que torna a visita ainda mais especial. Para quem nunca viu um saca-rabos ao vivo, por exemplo, será com certeza uma experiência maravilhosa. Eu gostei muito e recomendo. Dá também para fazer várias actividades, vejam na página deles.

À tarde fomos visitar o templo ecuménico, que fica no alto dum monte, e se são daqueles que só não levam o carro para casa para dormir convosco, pensem duas vezes antes de ir, porque parte do caminho é em terra batida. Como o nosso boguinhas desde os 4 dias de vida que anda nestas andanças, já nem estranha, mas à saída demos um zig em vez dum zag, descemos pelo caminho errado e confesso que foi uma descida arrepiante. Mas valeu a pena. Não só as vistas lá de cima são maravilhosas, como a experiência da visita foi muito interessante. Suponho que seja diferente de pessoa para pessoa, por isso não vale a pena desvendar muito, mas só o local em si já fala muito ao coração.

Deixo algumas fotos como partilha, e recomendo uma visita a Miranda para visitar pelo menos estes dois sítios.

Miranda_01
Noz, a cadela do Parque Biológico da Serra da Lousã, que nos acompanhou parte do percurso. 
Miranda_02
Um gamo, à espera da hora da alimentação, que ainda não vinha connosco.
Miranda_03
Uma raposa já com qualquer coisa peluda na boca.
Miranda_04
O percurso dos 7 pecados que nos afastam do divino, à volta da pirâmide no Centro Ecuménico de Miranda. 
Miranda_06
Um cheirinho a Tailândia em Miranda. 

Roy Lichtenstein no Colombo

Roy Lichtenstein_01

À semelhança do ano passado em que o Colombo nos mostrou uma série de obras da Paula Rego e que o Peixinho deu conta aqui no blog, este ano a iniciativa “A Arte Chegou ao Colombo” traz-nos um dos pais da Pop Art, Roy Lichtenstein.

São 41 peças divididas em 4 categorias, por ordem cronológica e que são uma amostra representativa da obra do autor. A exposição pode ser visitada gratuitamente até dia 23 de Setembro, e é uma maneira de rentabilizar uma ida ao Colombo, para ser mais que uma tarefa que adormece o cérebro a ver montras sem fim.

Eu gostei bastante do espaço, o modo como cria um ambiente totalmente diferente da envolvente, e como se adequa perfeitamente às obras expostas. Aconselho a visita!

Roy Lichtenstein_03
Hopeless
Roy Lichtenstein_02
As I Opened Fire