Book Sharing Portugal

book Sharing

É meu dever de Peixinho de encontrar e divulgar ideias bibliófilas novas que acho interessantes, por isso aqui vai mais uma que acabei de descobrir. Um bocadinho à semelhança do projecto internacional apadrinhado pela Emma Watson, I Believe in Book Fairies, temos agora por cá o Book Sharing Portugal.

A ideia é simples. Pegar em livros que gostamos e partilhar com outros anonimamente. Para isso temos uns autocolantes como o que vemos acima, que colamos na capa do livro, e deixamo-lo num sítio público para alguém o desfrutar. Idealmente fotografamos e documentamos nas redes sociais com #booksharingportugal para que o percurso do livro possa ser seguido.

Eu já pedi autocolantes para mim porque já tenho algumas ideias de livros para partilhar e sítios onde os deixar, depois deixarei notícia disso.

Boas Leituras!

 

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Um Dia no Nos Alive, ou Está Tudo Bem

pearl Jam
Foto de Rita Carmo, no Blitz

A primeira vez que eu fui a um festival de Verão ainda eles não tinham esse nome, e foi ao Super Bock Super Rock de 1996. Na realidade a edição estava a ter tão pouco sucesso que eu ouvi na rádio que iam abrir as portas ao público e isso fez-me rumar a Alcântara fardada a rigor de preto e botas da tropa para ver algumas das minhas bandas favoritas da altura, Moonspell , Nefilim e Paradise Lost. Foi um dia memorável, mesmo sendo eu na altura uma papa concertos.

Em 2000 fui experimentar o Sudoeste, depois de já ter falhado edições com Portishead e Massive Attack, mas foi festival que não me encheu as medidas. Os desconfortos não suplantaram os concertos e a única coisa que ganhei nessa edição foi ter conhecido Placebo.

Em 2004 voltei ao Super Bock, naquele mítico dia com Pixies e Massive Attack, que estava a rebentar pelas costuras, tudo esgotou, não se conseguia andar e jurei pela minha saúde mental que não me voltava a meter nessas coisas. Fiz um ano de paragem e voltei em 2006 para ver Tool, Placebo e Alice in Chains. Naquele tempo chegava-se ao recinto pouco antes dos concertos e comprava-se o bilhete lá à porta, não tinha de ser com meses de antecedência com medo de esgotar.

Em 2007 despedi-me dos grandes festivais, novamente no Super Bock, a ver Underworld, Scissor Sisters e conheci aí Interpol, que foi um amor que não mais me deixou. Depois continuei obviamente a ir a concertos, é um hábito que não me larga, mas prefiro largamente os em nome próprio, sítios mais sossegados em vez destes fast foods de bandas.

No entanto este ano decidimos ir ao Alive porque nenhum de nós tinha visto ainda Pearl Jam ao vivo e não queríamos que eles acabassem sem passar por essa experiência. Acho que dos grandes da minha juventude só me faltava mesmo ouvir Pearl Jam (bom, e Type O Negative, mas esses infelizmente nunca terei oportunidade).

Fomos preparadíssimos. Felizmente estava mau tempo, o que significou que não apanhamos nenhuma estopada de calor, levámos uma sandes de casa para não ter de estar nas filas para comer mais do que o necessário, roupa e calçado confortável, e espírito aventureiro. Chegámos cedo para evitar a confusão, e fomos de Uber porque já não temos paciência para ir de transporte e não fizemos mal a ninguém para passar horas a tentar estacionar e depois deixar o carro quase ao pé de casa.

O espaço está bem organizado, cheio de ideias de sustentabilidade giras. Os copos de cerveja são de material vegetal biodegradavel, igual ao plástico, as palhinhas de papel, há imensos ecopontos. Há muita coisa para ver e para fazer, mas 55 mil pessoas são 55 mil pessoas e o concerto de Pearl Jam foi… aconchegante. Para quem tem pouco mais que 1.50m foi mesmo claustrofóbico. Nas primeiras músicas não vi mais do que as costas do gigante que estava postado à minha frente, até conseguir uma aberta para lhe passar à frente e ver finalmente o ecrã. Afinal até circulava um ventinho agradável.

Para mim os melhores concertos da noite foram sem dúvida os Pearl Jam, que foram brilhantes, mas também os Franz Ferdinand que me fizeram saltar do principio ao fim. The Last Internationale, a banda que abriu o palco principal também foi uma agradável surpresa. Jack White era promissor, mas em algum momento nós teríamos que abraçar a árdua tarefa de enfrentar a fila para o wc e comer qualquer coisa, e foi essa a altura escolhida. Foi complicado, e fez com que bebesse muito menos água e cerveja do que me apetecia só para não ter de lá voltar. Mas ainda consegui voltar a tempo de ver a última música.

Pearl Jam tocaram não só as músicas esperadas e ansiadas, como algumas versões bonitas, do Imagine por exemplo. Eddie Vedder tem o dom da comunicação, fala imenso com o público e dá-se ao trabalho de ter uns textos em português para se sentir mais próximo dos seus fãs. Aquele está tudo bem do título vem do refrão duma das músicas, entoado por todos em bom português, um dos momentos bonitos do concerto. No fim ainda chamaram Jack White para cantarem a música do Neil Young Rockin’ in the Free World em conjunto, numa apoteose final.

Eu estava oficialmente morta, mas como ainda ninguém me tinha dito, decidimos esperar por MGMT. Gosto da Pop electrónica desta banda, as quatro primeiras músicas foram logo muito boas, começando pela minha panca recente My Little Dark Age, sem esquecer Time to Pretend.

Mas estava na hora de rumar ao Uber antes que os últimos convivas começassem a sair e fosse demasiado tarde. Não sei se voltaremos a estas aventuras, porque acho que prefiro concertos em nome individual e bandas mais do momento do que festivais de revivalismo, mas certamente não me arrependo da experiência. Em baixo para quem não quis ler tudo, um resumo dos concertos, com os principais momentos.

Resumo dos concertos:

The Last Internationale: a tipa tem uma grande voz e ele sabe dizer Força, caralho!

Alice in Chains: relembrem-me lá porque é que gostei tanto disto? As letras já desapareceram da minha cabeça, e as músicas pareceram-me todas iguais.

Franz Ferdinand: Ainda se dança tão bem ao som destes tipos, a idade não passou por eles. Por mim mais ou menos, mas ainda andei aos saltos a cantar This fire is out of control, I’m gonna burn this city, burn this city. Grande concerto!

Jack White: Pão com chouriço não é o que eu escolheria, mas era o que tinha menos fila e a paciência para filas esgotou com a da casa-de-banho. Seven Nations Army é uma grande malha.

Pearl Jam: Uns senhores, um grande concerto, mas como diria a minha mãe, não vai mais vinho para essa mesa. A falta de sobriedade de Eddie Vedder só trouxe mais animação ao concerto, e pessoas com mais de 1,80m deviam ser obrigadas a ficar nas filas de trás.

MGMT: Essas 4 músicas foram óptimas, mas se não for embora agora nunca mais apanho um Uber para casa. Obrigada por terem começado logo com o Little Dark Age, assim vou sem peso na consciência.

franz ferdinand
Foto de Rita Carmo aqui

Man Booker 50

unnamed

Já aqui falei no início do ano que este era o ano em que se oferecia o quinquagésimo prémio Man Booker, e que para isso se iria escolher o melhor entre os melhores. Na altura publiquei a lista de todos os vencedores, e esta semana foi finalmente escolhido o grande vencedor, O Paciente Inglês, de Michael Ondaatje.

Um painel de especialistas escolheu o que achava melhor de cada década, e depois coube ao público eleger o grande vencedor. Podem consultar os pormenores do evento aqui.

Devo dizer que fiquei contente por ser um livro que gostei bastante, e que realmente é um belíssimo trabalho de ficção que nos envolve e emociona. Se ainda não leram, agora é uma boa oportunidade.

Boas Leituras!

Jogos de Cartas

cartas peixinho

Numa altura em que o vintage está na moda, há revivalismo por toda a parte, há uma coisa da minha infância da qual tenho muitas saudades e que ainda não foi ressuscitada, e parece-me que nunca o será, que é o jogo da sueca. Por algum motivo os jogos de cartas continuam relegados para idosos em mesas de jardim (a sueca) ou para esquemas manhosos online (o poker). No entanto, das melhores recordações que tenho dos meus verões na aldeia são tardes e noites a jogar às cartas, nas suas diversas vertentes.

Havia vários “campeonatos” chamemos-lhe assim. Quando eram os primos todos, só para a galhofa, normalmente escolhiamos o Keims (nunca tive de escrever isto antes, escolhi livremente a grafia). Este jogo envolvia um complexo sistema de sinais que invariavelmente acabava com gritaria e acusações de batota, e proporcionava horas de diversão enquanto fazíamos a digestão antes de ir para a banhoca no rio.

À noite, quem tinha idade jogava à sueca. Os adultos na minha sala (as reuniões eram sempre em casa da minha avó), os primos mais crescidos na mesa do terraço, e os primos pequenos que ainda não tinham idade jogavam todos juntos à ronda, com a minha avó que era a única com paciência para nos aturar e ensinar. Subir de divisão era o que todos almejavam, e ir compor a mesa dos adultos se faltava alguém era sinal de ter entrado num patamar superior.

Algumas pessoas, como a minha mãe, mantinham-se sempre à parte disto tudo. Ela gostava de paciências pela noite dentro, ou crapô com o meu pai, lugar que eu assumi depois de ele ficar doente, mas nada mais que isso.

Mas muitos serões se passaram na terra em torno das cartas e o pior que nos podia acontecer era não sermos 4 parceiros para uma boa jogatana. Anos mais tarde, já eu adulta feita, quando ia sozinha passar uns dias com a minha avó, ainda me lembro da alegria dela e da minha tia por finalmente sermos quatro e podermos disputar umas partidas. Eu costumava fazer par com a minha avó, excepto quando um primo mais competitivo aparecia e as irmãs se protegiam e me calhava a mim jogar com ele. Ainda me lembro dele muito enervado a questionar-me porque raio tinha posto a minha sota debaixo do conde dele. Ora, eu até sabia o que era uma sota e um conde, apesar de não ser a terminologia que habitualmente usávamos, mas a estratégia profunda daquela questão escapava-me, a mim que jogava para me divertir e não para descobrir o sentido da vida, ou validar nada, e percebi porque o meu primo nunca tinha o mesmo parceiro.

Em Lisboa jogavam-se outras coisas, como o sobe e desce, o King, e mais tarde na faculdade deixei-me apanhar pela febre do Magic, mas isso já era um post totalmente diferente.

De qualquer modo tenho muitas saudades de jogar às cartas. A cara-metade não gosta nada, o que significa que nem umas partidas de Crapô jogamos, para grande pena minha, e nunca encontrei um sitio digno onde se dispute um torneio de sueca. As regras da ronda, primeiro jogo que a minha avó me ensinou, já se desvaneceram na minha memória, e mesmo na sueca já não seria capaz de contar os pontos e as cartas que saíram ao mesmo tempo que o jogo decorre. Qualquer dia também as regras se perderão na minha memória cada dia mais frágil, mas antes que isso aconteça quis deixar aqui este pedacinho do meu passado.

Hoje em dia tudo se transformou numa app, e claro que já há apps da sueca. Mas nunca será tão satisfatória como quatro pessoas à volta duma mesa num terraço numa noite de Verão.

Leituras em Simultâneo

domino

Há hoje uma tendência nos blogues de leitura que sigo em aconselhar as pessoas a ler vários livros ao mesmo tempo, para aumentar a performance e número de livros lidos no final do ano. Vários estudos pseudo científicos acompanham isto, dizendo que aumenta a capacidade cognitiva e entre outros benefícios.

Eu admiro quem consegue ler vários livros em simultâneo, ou até mesmo apenas dois. As pessoas que o conseguem são realmente dotadas duma grande capacidade de concentração e de foco. Eu, por meu lado, só me consigo concentrar num livro de cada vez. Sou uma mulher de amores em cadeia, e não simultâneos, se assim quiserem.

Quando estou a ler um livro, se ele for bom, estou completamente imersa na história, vivo a vida daquelas personagens, partilho as suas angústias e as suas alegrias, e dificilmente consigo ser assim intrusiva em duas “famílias” ao mesmo tempo. Mesmo quando estou a ler não ficção, estou totalmente dedicada aquele autor e ao que ele tem para me dizer, e não consigo dividir a minha atenção com mais ninguém.

Normalmente se lá para meio de um livro começo a pensar muito no próximo título que vou ler, se começo a fazer listas dos livros que se vão seguir, se começo a pensar muito quão boa será a sequela daquele livro que li há 3 anos atrás… é sinal que o que eu tenho entre mãos não está a cumprir o seu papel e que lê-lo está a ser penoso. É nessa altura que tenho de responder a minha própria pergunta: vale a pena continuar a perder tempo com isto?

Felizmente somos todos diferentes, e há muita gente que lê alegremente vários livros, outros como eu que vão calmamente com um de cada vez, outros ainda que precisam de vários dias para digerir o final de um livro antes de começar o próximo.

Ler é uma maratona, não um sprint, e não está ninguém na meta para contar o nosso tempo, a não que façamos disso profissão.

Boas Leituras!

Vencedor Man Booker International 2018

Manbooker internacional

No passado dia 22 de Maio foi anunciado o vencedor deste ano do Prémio Man Booker International, para o melhor livro traduzido para inglês em 2017. Esse título coube à polaca Olga Tokarczuk num livro que é sobre viagens no século XXI e gostaria de dizer sobre o que mais, mas o resumo do meu Goodreads está em polaco.

No entanto fiquei com vontade de ler este livro, já que é muito raro eu ficar desiludida com vencedores deste prémio. Fica a sugestão.

Boas leituras!

Feira do Livro 2018

Feira do Livro 2018.jpg

Começa já amanhã a 88º Feira do Livro de Lisboa, no sítio do costume e dizem que este ano vai estar ainda maior. Ver para crer, como São Tomé, e nem sempre maior tamanho significa maior qualidade ou maior diversidade de escolha, mas isso digo eu que sou uma céptica.

No entanto este ano tenho um dilema acrescido que é, como raio me vou manter fiel ao meu próprio desafio de não comprar livros em 2018, se já as pontas dos dedos me tremem só de pensar em aumentar a minha colecção de poesia. Quer dizer, há que perceber que ainda não tenho nenhum exemplar de Manuel de Freitas, por exemplo.

Infelizmente acho que a solução terá de passar por evitar o local do crime, e nem sequer passar por lá.

Mas, todos vocês, pessoas normais e sem problemas sérios de espaço como este Peixinho de aquário demasiado pequeno para os seus livros, aproveitem a ocasião. É um sítio encantador para passear, e saem de lá com um saco cheio de guloseimas se assim quiserem.

Boas Leituras!

Festival Internacional da Máscara Ibérica

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Já há vários anos que eu queria assistir a este Festival, mas por uma razão ou por outra acabava sempre por falhar a data e por perder o evento. O ano passado, depois de perceber que não só tinha perdido o evento, mas também um concerto de Galandum Galandaima, meti imediatamente um lembrete no meu Google Calendar já para 2018 e esperei ansiosamente um ano pela data correcta.

Foi por isso com alguma antecipação que fui este sábado que passou assistir ao desfile de todos os grupos que vieram à Praça do Império desfilar em quentíssimos fatos de Inverno debaixo do inclemente sol de Primavera com muita animação e energia.

Tínhamos grupos portugueses, espanhóis, irlandeses e um brasileiro, e a temática demoníaca era comum a todos. Eu adoro não só a estética destes carnavais (para mim os únicos que me interessam), como a música de inspiração celta (adoro percussão), por isso para mim foi uma tarde em cheio.

Os meus grupos favoritos acabaram por ser os caretos de Bragança e os de Podence pela festa que trouxeram e pelas “maldades” que fizeram. Qualquer mulher da organização que andasse lá pelo meio não foi poupada, e mesmo uma fotógrafa não se escapou a ser mandada ao chão e andar a rodopiar nas mãos de vários “diabos”. Uma alegria para nós, menos para ela, imagino eu pela cara de pânico da senhora. Os grupos espanhóis também souberam fazer a festa, e foi uma tarde muito bem passada. Deixo-vos com algumas (más) fotos, todas tiradas a contra-luz.

Para o ano por esta altura espero repetir, o desfile e a sidra asturiana que era bem boa. Mais informações aqui.

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(Más) Notícias de Aljezur

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Eu hoje tinha programado um artigo sobre o último livro que li, precisamente um livro sobre geografia e alterações climáticas, mas tive que alterar e vir aqui falar da minha tristeza com a notícia que soube ontem.

Foi autorizado, sem estudo de impacto ambiental, o furo de prospecção de petróleo ao largo de Aljezur. Tudo isto passa de fininho, no meio de horas sem fim de noticiários sobre o ouro dos tolos que é o futebol, que mostra como, enquanto sociedade e nação ainda nos importamos muito pouco com o que realmente é importante e tem impacto no nosso futuro e no futuro dos nossos filhos.

Gostava de dizer que estou surpreendida com a decisão, mas não estou. Basta passear pelo Alentejo e ver as suas novas mono culturas de pinheiro manso a destruir o património ambiental existente em plena área protegida (e isto é só um exemplo) para perceber que neste país só se vai parar quando já nada restar para destruir.

Enfim, é um desabafo. Gostava de salientar o papel das autarquias que neste caso tanto se têm oposto a esta prospecção. Sabem que o melhor recurso que possuem está no seu mar e na sua paisagem, e que é insubstituível.

A programação normal volta dentro de momentos.

Escapadela a Aljezur

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O pónei e o jardim onde passámos muito tempo a ler ao sol.

Estes 3 últimos livros que li (Verdade sobre Animais, Caminho Imperfeito, e biografia de Luiz Pacheco), foram todos “despachados” numa espécie de retiro que fiz com a cara-metade até à zona de Aljezur.

Depois duns últimos meses complicados e trabalhosos, estávamos os dois a precisar de recarregar baterias e nada melhor para isso do que estar num sítio rural e próximo do mar. Já conhecíamos a zona de Aljezur de escapadas anteriores onde ficámos apaixonados pelo local, por isso foi novamente a zona escolhida este ano.

Fizemos tal e qual como no ano passado. Parámos em Porto Covo para almoçar e partir a viagem em dois, e depois fomos até à nossa morada da semana seguinte, um turismo rural rodeado de vaquinhas, rãs e passarada, que tinha também um pónei e uma cadela do mais simpático com que já nos cruzamos. Foram uma bela companhia durante a semana.

Depois dum primeiro dia de chuva intensa, em que aproveitámos para ficar pelo apartamento a pôr a leitura em dia, nos restantes dias apanhámos um sol bonito e não demasiado quente, que nos acompanhou no reencontro de praias já conhecidas (Vale dos Homens) e descoberta de locais novos (Monte Clérigo, Odeceixe, Bordeira). Este pedaço de Algarve é realmente ao nosso jeito, cheio duma beleza selvagem, poucas pessoas, fracas acessibilidades, poucos apoios de praia (e caros), poucas urbanizações (se bem que infelizmente de ano para ano mais).

Descobrimos muita coisa nova, mas ficou muita mais por descobrir, o que é bom pois desejamos voltar em breve. Há qualquer coisa de mágico naquelas ondas embaladas por arribas dramáticas, campo cheio de relas e rapinas mesmo a dois passos do mar. mas não é zona para picuinhices, porque está abençoada por muita bicheza, Abril então é o mês das carraças, o que nos levou a apelidar a cadelita da casa de Carraceda de Anciães. Maravilhosa.

Boas Leituras!

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A comissão de boas vindas ao alojamento.
Aljezur_03
Praia da Amoreira, onde se estava lindamente ao sol
Aljezur_04
Amanhecer
Luiz Pacheco
A ler no jardim
Aljezur_05
Odeceixe
Aljezur_07
Roxy, sempre à espera de festas ou comida.
Aljezur_08
Tínhamos sempre escolta em todo o lado.