Acabei de Ler – King Bullet, Sandman Slim #12

king bullet

Keep scrolling if you prefer to read in English. 

Depois duns dias a não ler mais nada a não ser romances, as minhas artérias estavam entupidas de tanto açúcar e a necessitar dum antídoto. Nada melhor que uma fantasia urbana com sons de Heavy Metal, céu e inferno à mistura, e isso só pode significar mais um livro de Sandman Slim. Neste caso, o último livro de Sandman Slim.

Eu queria muito não ter gostado deste livro. Foi já no anterior que a história foi ficando mais melosa, o nosso anti-herói cheio de dúvidas existenciais, e a sua nova namorada é um personagem chato e irritante. Mas na realidade esta foi mais uma aventura cheia de ritmo e reviravoltas, que me mantiveram agarrada às páginas e desejosa de ver o final. O final foi bastante interessante, se bem que não fecha totalmente a porta a novas aparições do nosso herói no futuro. A única coisa que me impediu de gostar mais deste livro (para além da namorada), foi o próprio King Bullet, que deveria ser o vilão supremo de todos os vilões, mas que na realidade foi um bocadinho… meh. Não era previsível, pelo menos para mim não foi, mas não foi nada deslumbrante. Parece que o autor tinha esgotado as ideias fixes para fazer um vilão como deve de ser.

Foi uma série muito interessante, que gostei imenso de acompanhar, totalmente diferente de todo o outro género de livros que costumo ler, e também por isso muito refrescante.

Se gostam de livros a abrir com um bom concerto, onde as coisas nunca são aborrecidas e lineares, se gostam do sobrenatural com uma pontinha de punk, estes são os livros perfeitos.

Adeus James Stark, Sandman Slim, Monstro que Mata Monstros, Lucifer em part-time. It was one hell of a ride (pun intended)!

Boas Leituras!

Goodreads Review

After only reading romance novels for a while I was almost overdosing on sugar and needed a fast change. And nothing spells anti-sugar like our old friend, Sandman Slim, the urban fantasy, fast paced and imbued in heavy metal, with a touch of Hell. So i dived on Sandman Slim’s last book, King Bullet. 

From what I read in the previous book, I went in not expecting much. I also expected to really dislike it. James Stark was getting mellow and full of self-doubt, he lost Candy, and his new love interest, Janet, is a whiny complainer, and not a very interesting character. But I actually liked it a lot. It was really fast paced, filled with vicious battles, clothes being wrecked, our hero being stabbed and shot, and I was glued to the pages, wanting to know how it would all play out in the end. And that’s when it got a little less interesting. King Bullet, the last vilain in this saga, Stark’s nemesis, was only kind of… meh. As if the author ran out of cool monster ideas. It was not predictable, but it was also not very interesting. The ending was open enough to be able to return to the story, if needed, which is cool. 

But all in all, this was a really cool series to follow, very unlike any other books I usually read, and very refreshing. 

If you like books that read like a metal concert, with the same speed and vibe, then search no more, this is the right fit for you. Sprinkled with some supernatural punk vibes. 

Farewell James Stark, Sandman Slim, the Monster That Kills Monsters and part-time Lucifer. It was one hell of a ride (pun intended). 

Happy Reading!

Acabei de Ler: Sandman Slim #10 – Hollywood Dead

Hollywood Dead

Como o tempo passa a correr já fez um ano que li o nono volume desta série que recomendei aqui há uns tempos. Este livro foi editado há pouquíssimo tempo e traz-nos mais uma aventura de James Stark, aka Sandman Slim, o monstro que mata monstros.

Tal como nas edições anteriores este livro tem um ritmo tão vertiginoso como a vida em LA geralmente é. Mortes, traições, facções antagónicas que lutam entre si, o Céu encontra-se em guerra e está fechado a novas entradas.

Passado um ano depois do final do anterior, que tinha acabado abruptamente naquilo que em inglês se chama um cliffhanger e que não encontro correspondência em português com o mesmo impacto. Foi assim que nos sentimos quando terminou The Kill Society, à beira dum precipício, segundos antes duma queda vertiginosa.

Este volume agarra-nos antes de chegarmos ao chão, mas a aterragem não é muito suave. Como sempre, James Stark salva LA e o mundo, mas não muito. Continuamos a ter a dose certa de vilões no activo para garantir que temos um volume seguinte. Infelizmente prevê-se mais uma espera de um ano.

Boas Leituras!

Goodreads Review

Livros que Recomendo – Sandman Slim

sandman slim

Já aqui falei de Sandman Slim quando li as suas oitava e nona aventuras, e achei que estava na altura de finalmente falar destes livros nesta rubrica.

James Stark era um jovem meio desmiolado e interessado no oculto quando foi traído pelos seus amigos de então e mandado vivo para o Inferno para passar uma temporada como mercenário de alguns demónios poderosos, assassinando rivais em seu nome ou lutando nas arenas infernais para seu entretenimento.

Onze anos depois está de volta às ruas de Los Angeles, um Inferno em nome próprio, onde vai finalmente poder pôr todas as competências que adquiriu a uso para causas um pouco mais nobres. Aí descobre que é metade homem, metade Anjo e isso o torna muito forte, mas ao mesmo tempo uma Abominação aos olhos de muitos.  Aliamos a isto um terrível mau feitio, uma sala que o transporta magicamente para qualquer sítio à escolha, uma atitude punk dos tempos modernos e um planeta a precisar de ser salvo e temos aqui a receita para umas boas horas de entretenimento e bom humor.

Sandman Slim é uma série de fantasia urbana, cheia de motas e carros rápidos, uma cidade voraz e esmagadora e suficientes referências da cultura pop para nos deixar agarrados às páginas. Não é alta literatura, nem as histórias são incrivelmente densas, mas são coerentes, coesas, bem trabalhadas e sem pontas soltas, fazem sentido e, pelo menos a mim, divertem-me imenso. Até o Inferno parece um sítio divertido para se beber uns copos.

De cada vez que preciso de descontrair o cérebro, como quem faz alongamentos depois duma longa sessão de ginásio, vou ver se Richard Kadrey já acrescentou mais algum volume à série do Sandman Slim. Tendo em conta que é um autor muito prolífico, normalmente não me desiludo. Vem mesmo a propósito que o décimo volume destas aventuras está quase a ser lançado, Hollywood Dead, e espero dar conta da sua leitura em breve.

Se não conhecem, aconselho obviamente a começar de início, por este mesmo título e perceberem quem é na realidade O Sandman Slim, anti herói que voltou do Inferno e que está sempre a um passo de lá voltar.

Boas Leituras!

De volta ao Sandman Slim

Sandman Slim_Kill Society

Pois que às vezes o difícil é começar. Como tinha dito há uns dias atrás, descobri por acaso que o Richard Kadrey tinha editado mais dois volumes da história do Sandman Slim, aka James Stark, e devorei-os num sopro.

O último volume que li tinha acabado duma maneira muito abrupta e deixou-nos literalmente pendurados num precipício vertiginoso, por isso ainda bem que tinha mesmo à mão o volume seguinte para poder prosseguir a história. E felizmente o autor não desilude e pega mesmo onde nos deixou, resolvendo a trama muito habilidosamente. Mas ao mesmo tempo dá uma volta de 180º à história, e põe-nos numa cruzada ao melhor estilo Mad Max, com um comboio de veículos a percorrer Tenebrae, o mundo de trevas às portas do Inferno.

Aqui vamos encontrar velhos amigos de James Stark, a guerra entre diferentes facções angélicas continua a pontuar a trama, os diálogos continuam a ser violentamente cómicos e a acção é rápida e intensa. James não desilude, continua a destruir roupa a cada 10 páginas, e Samael/Lucifer continua a ser o anjo mais interessante da criação. O livro devora-se numa vertigem até culminar num final que nos vai deixar novamente de queixo caído, mas desta vez ainda não há volume seguinte à vista.

Resta a consolação que não estamos a lidar com George R.R. Martin e sabemos que com certeza teremos continuação da história para breve. Como sempre, recomendo a quem gosta de livros de fantasia de inspiração motard.

Goodreads Review

De volta à Leitura – Sandman Slim

Sandman Slim_Perdition Score

Às vezes quando estamos com bloqueio de leitor durante muito tempo, o mais seguro é regressar a um velho conhecido, daqueles que entretêm e não desiludem. Fui em busca de velhos amigos, e quase sem querer percebi que o Richard Kadrey já tinha aumentado a sua saga do Sandman Slim em mais dois títulos desde a última vez que eu tinha investigado. Mesmo o que eu estava a precisar, um anti-herói improvável que resolve tudo na base da violência e que tem aventuras tão loucas e desvairadas que as páginas parecem voar.

Assim peguei no Perdition Score, o oitavo volume das histórias de James Stark, um homem que esteve durante 11 anos no Inferno, vivo, a lutar nas arenas ao serviço de um demónio, mandado para lá por um dos seus associados terrenos que o traiu. Sobreviveu porque é uma abominação, meio homem meio anjo, o que lhe confere poderes extraordinários e um mau feitio igualmente lendário.

As histórias são simples mas convincentes, tanto quanto fantasia urbana o pode ser, com criaturas nossas conhecidas e outras inventadas pelo autor, com muito humor à mistura, e sempre com um ritmo frenético. Apesar de já ser o oitavo volume, o autor tem sabido evoluir a personagem de modo a nunca se tornar aborrecido, nem perder aquele toque que o torna único. A acção passa-se maioritariamente em LA, e por vezes para quem não conhece a cidade torna-se dificil visualizar determinados cenários, mas as descrições são suficientemente interessantes para manter os livros apelativos.

No entanto, mesmo apesar de oito títulos, Richard Kadrey consegue, ao mesmo tempo que nos dá velhos personagens favoritos como Mustang Sally, inovar sempre, e colocar um twist final que me fez ir a correr para o volume seguinte.

Aconselhado a todos os que gostam de fantasia urbana, livros tão rápidos como os seus carros e motas, e muitas referências de sub-cultura pop.

Goodreads Review

So, this is how regular people live. They get paid to do a job, then have to spend the money on clothes they don’t want to wear somewhere they don’t like, then spend even more money commuting. And that doesn’t count the years of their lives spent going from home to a desk and back again. Fuck that. At least in the arena in Hell they didn’t charge us for our weapons. And we got to steal better ones from who or whatever we killed that day. Sure, we didn’t have 401(k)s, but if there was a boss who wouldn’t get off your back, we didn’t have to go to HR about it. We just cut the fucker’s throat. That’s job satisfaction.