7º Dia – As ilhas Phi Phi

Que se lêem Pi, sem o h, como aprendemos por lá. O dia começou cedo, depois de eu ter dormido umas 12 horas para recuperar. Mesmo assim ainda foi preciso mais um paracetamol e 4 Imodiums para eu estar em condições de me meter dentro duma lancha aos saltos em alto mar.

Tal como no dia anterior, sentámo-nos estrategicamente para não enjoar e aguentar a hora de viagem. Viria a revelar-se ainda mais importante, porque o mar era mais agitado, já não estávamos numa baía protegida. No entanto também não era nada que assustasse, e a viagem decorreu sem incidentes.

A primeira paragem foi em Bamboo Island. O nosso guia diligentemente disse-nos os nome de todas as ilhas, mas eu confesso que já só me lembro recorrendo a um mapa. A praia onde parámos era daquelas típicas de postal, águas quentes azul turquesa, a ver-se o fundo e os peixes que decidiam passar por nós. Uma maravilha. Tirando o pequeno pormenor de mais uma vez só podermos tomar banho num pequeno espaço confinado, e a praia estar tão cheia como a Costa da Caparica em Agosto. Nem quero pensar como será na época alta, porque felizmente fomos em época baixa. Mesmo assim bastava dar umas quantas braçadas para já estarmos quase sozinhos no mar, porque a maioria das pessoas estava mais entretida a tirar selfies do que a desfrutar do que estava mesmo à sua frente.

Segunda paragem seria para mim o ponto alto de toda a viagem, e infelizmente durou só 40 minutos. Fazer snorkell ao largo duma ilhota. Nós íamos preparados de Lisboa com o nosso equipamento por variadíssimas razões, uma das quais o facto de eu ter os pés pequenos e ser difícil arranjar pés de pato que me fiquem confortáveis. Como já tínhamos tudo pronto fomos dos primeiros a sair do barco, e parecia uma cena de filme. Como descer escadas com pés de pato é difícil, eu atirei-me de mergulho, qual sereia desajeitada, e larguei a pedalar dali para fora. Apesar dos corais não estarem muito vivos, o que é natural graças ao intenso tráfego daquela zona, os peixes eram absolutamente deslumbrantes e ainda mais abundantes que em São Tomé, e eu teria ficado à vontade duas horas sem levantar a cabeça da água.

Seguiu-se o almoço, que não foi brilhante ao contrário do dia anterior. Não se perdeu muito porque ainda não estávamos muito capazes de comer, mas mesmo assim a variedade de escolhas inócuas não era muita. O sítio era engraçado e ainda relaxamos numas cadeiras à beira mar. O pior foi voltar para o barco depois. A maré tinha baixado e o barco não conseguia chegar perto da praia, o que nos fez caminhar cerca de 100m por rocha, com ondas a desequilibrar-nos. Note to self: nunca mais ir para estas coisas sem os pezinhos de praia. Mesmo assim não me posso queixar de mais que um dedito arranhado, o nosso guia andava para a frente e para trás a certificar-se que ajudava toda a gente a entrar em segurança e carregou a minha mochila grande parte do caminho.

Seguiu-se uma paragem ao largo duma praia para ver macacos ao longe e noutra para ver as grutas com estruturas montadas para recolher ninhos de andorinhas para as famosas sopas chinesas. Confesso que me fez um bocado de confusão. Quando era miúda não acreditava que fossem mesmo ninhos de andorinha e barbatanas de tubarão que entravam naquelas sopas, e preferia ter mantido essa ingenuidade. Mas a água era dum azul turquesa deslumbrante, e valeu por isso.

Próxima e última paragem foi em Maya Bay, o local onde foi gravado o mítico filme do Danny Boyle, A Praia, local que ainda é parque nacional. Ora, eu tinha mixed feelings sobre ir a este local, sabendo que a produção do filme literalmente “rearranjou” a flora local para ficar mais parecida com o que queriam, e plantaram imensas espécies não autóctones de palmeiras, para dar um ar mais paradisíaco ao local, como se isso fosse possível. Mas acho que não ter visto o filme no cinema e já foi a minha forma de protesto, e seria bom ver se o local tinha recuperado, mais que das filmagens, do tsunami que o assolou em 2004. O local é realmente lindíssimo, não desilude, apesar do tema “excesso de pessoas” ter sido uma constante. Segundo o nosso guia irmos de tarde é melhor, porque de manhã há muito mais gente, por causa das marés. À tarde implica uma pequena caminhada por cima de rocha, mas beneficiamos de ter menos gente. E se o número de pessoas que ali estavam era o que se considera “menos gente” tenho medo de pensar no que serão as manhãs passadas ali.

Outro fenómeno engraçado são as sessões fotográficas. Mais do que as dezenas de selfie sticks, vimos famílias que levaram consigo um fotógrafo e estavam literalmente a fazer sessões por toda a praia, para desespero dos seus petizes que apenas queriam tomar uma banhoca descansada. Facebook, a quanto obrigas.

Tempo de voltar a casa, em melhor forma que no dia anterior. Cansados, mas já sem febre e sem corridas desenfreadas ao wc mais próximo. Achámos que já valia a pena ir jantar fora e tentar mais um Pad Thai… achámos mal. O restaurante tinha muito bom aspecto e era muito conhecido, mas não tinha ar condicionado, coisa habitual nos restaurantes locais, supomos nós que para ajudar a vender cervejas fresquinhas, e o pad thai tem uma certa ciência para ser bem conseguido senão fica uma massa pastosa, que infelizmente foi o caso. Foi uma pequena bomba que me caiu no estômago, não ajudada pelo facto de termos sido literalmente despachados em 30 minutos para dar o lugar a outros clientes que consumissem mais. A não voltar.

No dia seguinte teríamos o último passeio turístico pelas redondezas, e estávamos ansiosos. A aventura ainda não tinha terminado.

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Primeira paragem, uma praia de postal, em Bamboo Island
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Com águas deslumbrantes, e muita, muita gente.
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Descansar a ver o mar depois de almoço. O nosso barco é obviamente o que está mais longe da praia.
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A entrada para as grutas onde se recolhem os ninhos de andorinha duas vezes por ano.
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Maya Bay, Phi Phi Ley. O senhor na foto é um funcionário do parque a inspecionar a areia à procura sabe Deus de que perigos.
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Ainda Maya Bay
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Parecia deserta, mas na realidade estava assim.
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Vista para dentro.
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O jantar. Bonito, mas não convenceu.

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2 thoughts on “7º Dia – As ilhas Phi Phi

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