Se calhar… rendo-me ao frio!

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Eu sei que aqui há uns tempos tinha dito aqui que não me conseguia entusiasmar com a série do Game of Thrones e que não entendia toda a comoção à volta do fenómeno. Verdade, continua a ser a realidade. Mas também é verdade que já perdi toda a esperança do George R. R. Martin alguma vez terminar a malfadada série A Song of Ice and Fire (não faço ideia de como traduziram isto) e gostava de saber como isto vai acabar. A somar a isso, tinha-me afeiçoado a Ragnar Lothbrok e aos outros Vikings, mas o AMC resolveu não continuar a passar a série, deixando-me orfã de aventuras televisivas e com necessidade de arranjar um substituto.

Posto isto, e já que a sétima temporada do GOT está quase a começar no SyFy, eu resolvi que se calhar é desta que tento. A pensar em pessoas como eu, eles decidiram fazer uma maratona de todas as temporadas, a começar já no dia 11. Muito apropriadamente, temporada 1 no dia 11, 2 no dia 12, e assim sucessivamente, até culminar com a estreia da sétima no dia 17. Para despassaradas como eu, não há melhor.

Ora, como não há cabeça que aguente tantas horas de televisão, espero que a minha box colabore comigo e aguente uma gravação tão intensiva, para eu depois ter tempo para calmamente ir vendo tudo durante o Verão. Sim, porque o Inverno já é suficientemente deprimente por si só, sem adicionarmos ainda mais frio. Se a box se recusar, it was not meant to be.

Game of Thrones – Viver e Morrer em Westeros

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Foto daqui

Há um verdadeiro reboliço nas redes sociais sobre o Game of Thrones. Não se fala doutra coisa, toda a gente sabe o nome dos personagens e respectivos actores, e lêm-se as sinopses no IMDB com o mesmo fervor que a minha avó lia os resumos da Escrava Isaura na TV Guia. Gostava muito de me sentir imbuida da mesma euforia, de esperar cada temporada nova como se fosse a última garrafa de água do deserto, que o facto da morte ou não morte do Jon Snow ocupasse um espaço privilegiado na minha mente. Mas não consigo.

Tentei ver alguns bocados de episódios, mas não me sinto fascinada. O GoT foi dos primeiros livros que li assim que me deram o Kindle. Li todos de enfiada, com voracidade e ansiedade. Quando morreu a primeira personagem que eu julgava principal, o Ned Stark, o meu coração parou. Depois disso foi sendo dilacerado pouco a pouco, mais ou menos violentamente consoante o grau de apego que eu tinha ganho a cada pessoa.

E de repente tudo acaba, sem acabar. As sequelas prometidas há anos não saem. Ao princípio ainda há esperança, porque se a série começou os livros hão-de sair para não perderem o comboio. Mas nada. Só espera.

E agora a série ultrapassou vergonhosamente os livros e eu já não quero saber. Quem morre ou quem vive, ou quem resiste à ira dos argumentistas. Porque isto agora já não é criatividade, é a lei das audiências. Morre e ressuscita quem der mais patrocínios e vender mais episódios, e nisso já não estou interessada.
Se os livros um dia acabarem talvez os leia, se não tiver nada mais genuíno para ler.

Diz que a série está muito boa para quem gosta do género.