Original Sound Track

Wait for me

 

Um bom livro geralmente merece uma boa banda sonora. Eu pelo menos sou muito influenciada pelo ambiente que me rodeia enquanto leio, e embora não necessite de silêncio absoluto (coisa impossível de obter nos autocarros da Carris), se a envolvência for demasiado hostil o meu leitor de MP3 ajuda sempre.

 Depois sou normalmente um bocadinho obssessiva e ouço o mesmo album ad eternum, em repeat, até me fartar. Por isso acontece muitas vezes um album acompanhar-me durante o tempo que me leva a ler um livro inteiro, tornando-se a sua banda sonora.

No caso do album acima (Moby – Wait for me), ainda hoje de cada vez que ouço alguma das suas músicas sou imediatamente transportada para paisagens geladas, inóspitas, cobertas de neve e tristeza profunda. Li com esse albúm dois livros de seguida do mesmo autor, Into the Wild e Into Thin Air, dois livros que me impressionaram imenso, por razões diferentes.

Ambos descrevem regiões inóspitas e geladas, o primeiro culmina no Alaska, e o segundo passa-se no Everest. Ambos retratam pessoas em busca de sentido em viagens impossiveis, e ambos terminam de maneira terrivel.

Creio que nos dois casos acabei com lágrimas a correr-me pela cara, o que para quem me conhece sabe que é dificil acontecer, não sou pessoa de emoção fácil. Os meus vizinhos de autocarro olharam-me com ar preocupado, entre a pena e a incredulidade.

Mas não consigo ouvir esta música sem me sentir ao mesmo tempo triste e a viajar. Um cheirinho aqui.

Anúncios

Desvios à Leitura – Música

Dias da musica

 

De cada vez que viajamos por cidades europeias aproveitamos sempre para visitar os seus museus. Normalmente de arte mais contemporânea, que é aquela que nos apela mais. Mas depois de alguns anos a viajar, e algumas cidades visitadas parece que o cérebro começa a pedir conhecimento diferente. Em Março do ano passado, depois de quase todo o dia no Museu d’Orsay, acho que ficámos um bocado vacinados e à procura de experiências mais exóticas.

O mesmo se passa em relação à música clássica. Depois de no dia 13 de Março termos ouvido um excelente concerto de Mozart no CCB pensámos que estava na altura de emoções diferentes.

E eis que os Dias da Música no CCb estão quase a chegar e este ano brindam-nos com músicas do mundo. É que parece que foi feito à medida, ou que os senhores da programação ouviram os nossos pedidos. O díficil vai ser escolher entre tudo o que está a disposição.

Recomendo vivamente a todos os que gostam de música. Não só os concertos a que já fui eram bons, como o ambiente que se vive pelo CCB nesses dias é muito especial e descontraído.