Perto do Céu

after the wind

Thanks to Netgalley and Good Hart Publishing for an ARC of this book in exchange for an honest review.

Que melhor maneira de comemorar o aniversário do que terminar um bom livro? Não estou a ver.

Eu, que sou uma pessoa que tem vertigens a subir um banco de cozinha, por alguma razão sinto-me muito atraida para livros sobre montanhismo, e quanto mais alta a montanha melhor. Já tinha lido um livro sobre esta tragédia do Evereste, do Jon Krakauer, um livro muito bem escrito que me marcou imenso. Este é mais um relato na primeira pessoa sobre o que se passou, escrito 16 anos depois por um dos sobreviventes, um dos que voltou para trás e por isso sobreviveu.

A tragédia de 1996 foi a maior de sempre até às avalanches de 2014 e 2015, onde morreram 8 pessoas e várias feridas com gravidade. Muita coisa já se escreveu e debateu sobre os eventos que culminaram nesta tragédia, culpas foram discutidas e atribuidas, mas nunca se conseguirá saber com toda a certeza exactamente o que aconteceu.

Quando leio estes livros fico sempre a pensar o que levará uma pessoa a ultrapassar os seus limites dessa maneira, a colocar-se em risco de vida tendo em troca breves momentos no cimo duma montanha sabendo que poderá estar em condições fisicas demasiado fracas para poder apreciar o feito.

Creio que é acima dos 8000m que se chama “death zone” porque literalmente o nosso corpo está a morrer, e não se pode permanecer muito tempo por lá. As descrições que leio são sempre de intenso sofrimento fisico e emocional. No entanto, todos os anos, muitas pessoas continuam a procurar essa “satisfação” pessoal.

É atribuida uma frase a George Mallory, um dos primeiros a tentar este feito, que creio define isto dum modo definitivo: “Porque é que queres escalar o Everest? Porque está lá!”

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