Acabei de Ler – Morte nas Nuvens, Poirot #12

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Depois de ter (re)tomado o gosto de ler livros do Poirot, já não quero outra coisa e peguei logo noutro. Este teve a vantagem acrescida de ser uma história que eu ainda não conhecia, coisa rara mas muito agradável.

Voltamos a uma narrativa mais tradicional, Poirot está presente quando se dá o crime, e faz até parte dos suspeitos. Vai trabalhar rápido para evitar mais mortes e limpar o seu nome para a opinião pública.

Gostei, está bem escrito como sempre, e a história é fluida e rápida. Só quase no fim é que percebi quem era o assassino, o que torna a leitura mais apetecível. Poirot mostra aqui os seus dotes de casamenteiro.

Recomendo a todos os que gostam de policiais e boas histórias.

Boas leituras!

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Acabei de Ler – Frango com Ameixas

ameixas

 

Já sabem que sou grande fã de novelas gráficas, e também de Marjane Satrapi, autora de Persepolis que já aqui recomendei.

Descobri através do Instagram do Peixinho que o Público e a Levoir tinham lançado este Frango com Ameixas e corri a comprá-lo. Claro que nesta fase da vida, livros em que precise das duas mãos para ler tendem a ficar na estante mais tempo (já sou pró a usar o Kindle pousado numa superfície e passar páginas quase com o cotovelo), mas finalmente arranjei um tempinho para me dedicar a ele.

A história é a do tio avô da autora, famoso tocador de tar, a quem partem o precioso instrumento. Depois de muitas tentativas para o substituir, Nasser Ali Khan perde o sentido da vida e decide que quer morrer.

É uma história triste e romântica, cheia de volte faces tão surpreendentes como a natureza humana, simples mas muito bem construída.

Recomendo a todos os que gostam de novelas gráficas, histórias de amor, beleza em geral. Não se vão arrepender.

Boas leituras!

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Acabei de Ler – Tragédia em Três Actos, Poirot #11

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Fez em Agosto 4 anos que eu comecei a empreitada de ler todos os livros do Poirot por ordem de publicação. 4 anos volvidos e eu vou no número 11, já que isto é uma maratona e não um sprint, como a vida.

Este 11º volume foi bastante refrescante. Na primeira metade do livro mal vemos o nosso detective, apenas aparece como personagem bastante secundária, e é só quase no final que ele se junta aos outros personagens para desvendar o mistério. Uma narrativa diferente do habitual, sem o fiel amigo Hastings, mas bastante interessante e original.

Não vou desvendar muito da história, apenas refiro que os nossos investigadores aqui, um actor de teatro retirado dos palcos e o seu pragmático amigo, são bastante convincentes e eficientes nos seus papeis, e a história é suficientemente interessante para se ler num sopro.

Como sempre, recomendo a fãs do género, e leitores que gostem duma boa história.

Boas Leituras!

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Acabei de Ler – Bone Clocks

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Mais uma vez estava na altura de fazer uma pausa na saga Wheel of Time, e desta vez resolvi voltar a um dos meus autores favoritos, David Mitchell. Foi ele quem escreveu um livro que já aqui recomendei, Cloud Atlas, e a sua obra está toda interligada como se fosse um romance gigantesco. Um metalivro para usar a terminologia do momento. Por esse motivo, depois de ter lido o Cloud Atlas eu resolvi pegar nos livros do autor por obra de publicação.

Desde que tenho o Peixinho apenas li Os Mil Outonos de Jacob de Zoet, porque, tal como uma tablete de chocolate de São Tomé e Príncipe, comemos pouco de cada vez para durar mais.

Agora resolvi que estava na altura de retomar e ler o livro seguinte, Bone Clocks. Aqui seguimos Holy Sykes desde os seus 15 anos até à velhice. Holy é uma personagem muito interessante e bem construída, rodeada de personagens igualmente bem conseguidas. Algumas já conhecidas de outros livros, alguns conceitos revistos e aumentados, e sempre um elemento fantasioso sem ser um livro de fantasia.

Uma das coisas que eu gosto em David Mitchell, para além da qualidade da escrita e dos temas relevantes que aborda, é o modo como nos faz gostar de personagens amorais. Aqui temos Hugo Lamb, que é detestável mas que não conseguimos detestar, e o escritor Crispin Hershey, que tem pontos em comum com o próprio autor e que eu gostei bastante apesar das suas fraquezas.

Não é talvez o melhor livro de David Mitchell, mas é mesmo assim muito bom. Faz-nos pensar nas consequências dos nossos actos, nas ligações que nos rodeiam e, sobretudo agora com os incêndios na Amazónia, no que o futuro próximo nos reserva.

Aconselho a todos os que gostam de boas histórias, diferentes e originais. Se quiserem ler uma review muito completa, com as ligações aos outros livros incluídas, vejam aqui.

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Acabei de Ler – La Belle Sauvage, Book of Dust 1

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Quem segue o Peixinho sabe que eu sou grande apreciadora de Philip Pullman, mais concretamente a sua trilogia “Mundos Paralelos (His Dark Materials)”, que já recomendei aqui. Este seu novo livro andou bastante tempo no meu Kindle sem que eu tivesse grande vontade de lhe pegar. Em parte porque é novamente o primeiro volume duma trilogia e eu já estou um bocado escaldada com o Game of Thrones. No entanto, Philip Pullman não é o George R R Martin, e o segundo volume vai ser editado já em Outubro, por isso resolvi que estava na altura de lhe pegar.

A primeira coisa que reparei foi na qualidade da escrita. O que vem provar mais uma vez que o Wheel of Time que ando a ler não prima pelas frases bem construídas. Depois, nada é desperdiçado nestes livros. As descrições são as suficientes para entrarmos neste mundo, o que é dito serve tanto para nos informar como para aguçar a curiosidade sobre o que vem a seguir. Depois o mundo em si é maravilhoso, mesmo sendo distópico. Cada pessoa ter o seu daemon (que prefiro á versão portuguesa génio) que é parte dela, uma espécie de consciência, e ter a forma de um animal que ajuda a definir a pessoa é uma ideia simples mas muito eficaz. Quem de nós não gostaria de olhar para outra pessoa e apenas pelo seu daemon poder ter uma noção da sua natureza?

Voltamos a encontrar Lyra Belacqua, aqui apenas um bebé, e os nossos protagonistas são Malcolm e Alice, duas crianças muito especiais. O modo como o autor retrata crianças é muito realista. As crianças nestes livros (como na vida) fazem o que é preciso para sobreviverem, mesmo que isso seja mentir, atacar inimigos, ou mesmo matar. Tal como os adultos fazem escolhas que os definem, e não são retratados como seres angélicos, ou inocentes. São heróis realistas.

Estou ansiosa pelo segundo volume da trilogia porque gostei muito da personagem principal, Malcom. Recomendo a todos os que leram a trilogia Mundos Paralelos, e se não leram não sei do que estão à espera.

Boas Leituras!

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Acabei de Ler – Poesia de Alberto Caeiro

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Para quem tem um e-reader há um recurso em português que é incontornável, que é o projecto Adamastor. Nele encontramos vários livros gratuitos para download que já estão em domínio público.

Uma das coisas que tirei de lá foram vários livros de poemas de Fernando Pessoa e seus heterónimos. Desta vez escolhi ler Alberto Caeiro.

Não me vou alongar em considerações sobre quem era este heterónimo, a sua biografia ou filosofia. Há muitos recursos disponíveis na Internet que o explicarão melhor que eu. Saliento apenas que era um poeta profundamente ligado à natureza e ao visível, que sentia a realidade com os seus sentidos em vez de com o pensamento. “Pensar é estar doente dos olhos” diria ele num dos seus poemas do Guardador de Rebanhos.

Eu gosto da sua visão realista sobre a natureza e o que nos rodeia. A forma simples como ele encara o mundo fá-lo viver no aqui e agora, sem ansiedades sobre o futuro, ou expectativas irrealizáveis. Por isso não teme a morte nem o dia de amanhã, uma porque é natural, o outro porque não existe.

Acho que é uma visão libertadora do mundo, e que nos pode beneficiar a todos.

Aconselho a todos os amantes de poesia, e de pensar.

Boas leituras!

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Acabei de Ler -Lord of Chaos, Wheel of Time #6

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Desta vez fui mais rápida e já terminei o sexto volume da saga Wheel of Time. Ainda não peguei no sétimo porque estou a fazer um esforço para diversificar a leitura, mas fiquei com vontade de mergulhar já na continuação da história.

Quem tem lido as minhas opiniões sobre estes livros sabe que eles são bons e com uma boa história, mas que têm algumas falhas que me enervam um bocadinho. Por um lado as personagens femininas que são em geral irritantes. Por outro há imagens que o autor repete até à exaustão. Já não posso ler um dos 3 personagens principais masculinos dizer que não percebem nada de mulheres e os amigos é que são especialistas nesse assunto. Isto é dito 4 a 5 vezes por livro. Ou a Nynaeve a dar puxões à sua trança porque está enervada, o que acontece dezenas de vezes por capítulo no qual ela aparece.

Mas neste sexto volume a história finalmente ganhou um bom ritmo, coisas surpreendentes aconteceram que me fizeram ficar agarrada ao livro. Eu sou uma leitora chata, que está sempre a tentar perceber o que vai acontecer a seguir, e infelizmente já é difícil ser surpreendida por algum volte-face, por isso sempre que isso acontece fico contente e não dou o meu tempo por perdido.

Alguns dos meus personagens favoritos também reapareceram e deram um bom contributo à história, por isso estou optimista para o volume seguinte que marca exactamente metade do total desta saga.

Recomendo a quem leu os outros 5 e quer seguir uma história de fantasia bem contada.

Boas leituras!

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Acabei de Ler – The Fires of Heaven, Wheel of Time #5

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Levei cerca de um mês e uma semana para terminar mais um volume da série de fantasia que comecei a ler o ano passado. Pelo meio, para não me aborrecer, ainda despachei dois livros de poesia e um policial. Estes livros não são um verdadeiro page turner, especialmente porque eu embirro solenemente com as persoangens femininas. São todas aborrecidas, irritantes e cheias de tiques repetitivos. A ideia do autor duma mulher forte era alguém que discutia com todos, comportava-se como uma criança mimada, e aparentemente isso garantia-lhe o respeito dos homens, mas não das outras mulheres igualmente irritantes e criançolas.

Infelizmente este volume centrou-se bastante nessas personagens femininas e não noutras que eu gosto bastante (Perrin), que não tiveram sequer direito a aparecer. Então porque continuo eu a ler isto, considerando que ainda me falta 9 volumes? Porque a história em si não é má, está bem construída, faz sentido, e agora quero saber como acaba.

Não sei se recomendo este livro a alguém que não seja fã incondicional de fantasia e deseje ler todas as obras de referência do género.

Boas Leituras!

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Acabei de Ler – Inspector Maigret #4

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Já há bastante tempo que tenho o projecto de ler/reler todos os livros de Poirot pela sua ordem de publicação, tarefa hérculea que eu tenho desempenhado lentamente (como sempre, é uma maratona, não um sprint). Depois de ter conhecido o Inspector Maigret através do Netgalley, acabei por estender esse projecto também aos livros de Simenon que são protagonizados por esta personagem.

Ora, como comecei mais tarde, naturalmente estou mais atrás, e supostamente deveria ter lido o livro número 2, The Late Mousieur Gallet. Infelizmente o meu cérebro de recém mamã está severamente debilitado, fiz confusão e saltei directamente para o quarto volume. Após um curtíssimo episódio de pânico obsessivo-compulsivo, resolvi que não era assim tão importante e retomarei a ordem no próximo livro. Mas ainda tenho alguns restos de urticária.

Então, acabei de ler The Carter of La Providence, e foi um livro muito desafiante. Como sabem faço a maioria das minhas leituras em inglês, mas nem sempre isso corre sem sobressaltos. Desta vez todo o livro é passado em cenário náutico, nos canais franceses, e o vocabulário era extremamente específico e também datado. Começa logo pelo título, o que é um carter, sendo que La Providence era o nome de um pequeno barco. O dicionário não foi ajuda neste caso, e depois de alguma investigação acabei por perceber que é uma figura que reboca barcos através dos canais quando estes estão impossibilitados de navegar, nomeadamente quando atravessam elevadores. Neste caso o reboque era feito por dois cavalos.

Passado este percalço inicial, fiquei com uma história bem interessante e onde o culpado não era óbvio, nem o enredo nos era dado de mão beijada. Talvez por não conhecer tanto de Simenon como de Agatha Christie, este ainda consegue ter algum mistério.

Não me vou alongar a relatar a história, mas recomendo-a a todos os que gostam de livros policiais, com uma história bem contada e longe dos estafados cenários anglo-saxónicos.

Boas Leituras!

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Acabei de Ler – Go

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Quem segue o Peixinho sabe que sempre que posso gosto de me debruçar em literatura asiática, porque há muitas maneiras de viajar e ler é uma delas. Assim, quando surgiu a hipótese de ler este livro através da Amazon First Reads, eu não perdi a oportunidade.

Go é classificado como uma “coming of age novel”, que é como quem diz uma história para quem está a entrar na idade adulta. Neste caso, a história de amor entre um rapaz de ascendência coreana, e uma rapariga duma familia tradicional japonesa. Foi muito interessante ler este livro, principalmente porque foca muita a descriminação a que estão sujeitos todos aqueles que não são considerados verdadeiros japoneses. Principalmente os descendentes de coreanos, que mesmo tendo nascido e sido criados no Japão (bem como já os seus pais tinham sido), continuam a ter que se registar como estrangeiros, e sentem que não pertencem verdadeiramente a pátria nenhuma.

O livro tem uma história rápida, e quase que nos sentimos a percorrer as ruas de Tóquio com os protagonistas, e a extensa rede de metro.

Recomendo a todos os que gostam de literatura asiática e que gostam de aprender enquanto lêem uma boa história.

Boas Leituras!

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