Crochet mania

Crochet

 

Quando era pequena a minha mãe a a minha avó paterna ensinaram-me a fazer crochet (já falei doutras tentativas delas aqui). Foi uma coisa que me deu imenso prazer, mas de imediato percebi que nunca teria jeito/paciência para fazer mais do que os simples abertos e fechados. No entanto isso foi suficiente para fazer alguns estojos de canetas, bolsinhas para maquilhagem, e até uma mala, numa altura em que poucas mais linhas estavam disponíveis que o algodão branco 6, 12 ou 20 (para as mais ninjas como a minha avó).

Mais recentemente, nos últimos anos, a minha empresa associou-se à Comunidade Vida e Paz e forneceu-nos lã e agulhas para tricotarmos agasalhos para os sem abrigo na época de Inverno. E isso reavivou todas as memórias de infância de férias de Natal passadas com a mãe e a avó na sala a (tentar) fazer crochet.

O resultado foi um renovado entusiasmo para reapreender técnicas esquecidas e juntar-me ao frenesim que circula por aí das novas tricotadoras. Comprei/ofereceram-me os livros acima, lãs/linhas, agulhas, toda uma parafernália de coisas que me enchem sacos e sacos.

Alguns anos e um cachecol depois chego à mesma conclusão de infância. Safo-me nos abertos e fechados, gosto de crochet mas tenho pouca paciência para tricot, e nunca mais me vejo livre de tanta lã. Ficaram os livros para futuros projectos.