Bookcrossing e Cabify

Cabify

Se há coisa que o Peixinho gosta são ideias novas de partilhar livros. O Bookcrossing não é de todo uma ideia nova, o conceito original já existe desde 2001, mas desde aí já muitas variações foram sendo criadas.

Há uns tempos falei aqui de várias bibliotecas de partilha de livros que existem um pouco por toda a Lisboa e ainda há pouco tempo libertei um livro numa aqui perto de casa.

Ora, de dia 23 a 28 a Cabify e a Saida de Emergência juntaram-se para fazer uma iniciativa semelhante. Sempre que andar num Cabify pode levar um livro dos seus e trocar por um livro daquela editora, segundo o que eu recebi deles e em baixo partilho.

Ainda esta semana andei a deslocar-me várias vezes para o centro de saúde e fazer raio-x de Uber e Cabify, portanto uma iniciativa destas teria dado jeito, para renovar o stock que tenho cá em casa, mas fica a dica para a próxima semana.

Adira ao bookcrossing Cabify & Saída de Emergência, a troca de livros em movimento na sua cidade.

No próximo dia 23 de Abril, celebra-se o Dia Mundial do Livro. E haverá melhor forma de viajarmos do que lermos uma boa história? Celebre connosco e junte-se ao movimento de bookcrossing que vamos promover em parceria com as edições Saída de Emergência! 

O que é o bookcrossing? 

O Bookcrossing é um conceito norte-americano que define a prática de deixar um livro num local público para ser trocado por outro livro, e assim sucessivamente.

A partir de domingo, 23 de abril, e até 28 de abril todos os veículos Cabify terão a bordo um livro das edições Saída de Emergência para troca, ou seja, para levar o livro que se encontrar disponível no automóvel o utilizador tem de deixar um para o próximo utilizador, deixando-o partir na sua próxima grande aventura.

Se vai pedir um Cabify, traga um livro consigo.

Boas viagens,

A equipa Cabify

A Biblioteca da Quinta das Conchas

conchas biblioteca

Quando falei em mini-bibliotecas há uns dias atrás neste artigo, já tinha passado várias vezes pela da Quinta das Conchas, sem no entanto saber da sua história. Nem de propósito ontem na comunicação social apareceu uma entrevista a Joaquim Sequeira, o médico curador e responsável por esta iniciativa.

Esta iniciativa baseia-se num modelo norte-americano chamado Little Free Library e pretende promover a literacia nas populações.

No nosso país existem mais duas deste modelo, ambas nos Açores. Os livros que enchem esta biblioteca vieram em grande parte da colecção pessoal de Joaquim Sequeira, que podemos encontrar muitas vezes no local a falar do projecto às pessoas.

Bibliotecas

conchas biblioteca

Não faço ideia porquê, mas em Portugal a ideia de ir buscar um livro à Biblioteca não é muito comum. Deve ser pela mesma razão pela qual a maioria das pessoas prefere comprar casa que arrendar, mas estou apenas a especular. Na realidade, pelo menos em Lisboa que é o que eu conheço, as bibliotecas são entidades distantes e desligadas para a maioria da população e ir requisitar livros é coisa que se faz em alturas de teses universitárias e pouco mais.

Felizmente creio que esse paradigma está a mudar. A minha freguesia não tem uma biblioteca (ainda, mas há anos que está planeada. Isso seria tópico para outro extenso artigo) mas criou uma iniciativa de partilha de livros entre os seus fregueses. Em vários locais da freguesia estão já espalhadas mini bibliotecas onde podemos ir buscar e largar livros para ler. Um desses locais é o café do eucaliptal, por isso posso sempre passar por lá mesmo que não leve nada para ler.

Também no jardim onde faço Tai Chi, na Quinta das Conchas, se instalou recentemente uma destas mini bibliotecas. É só abrir e escolher um dos livros disponiveis e depois devolver no mesmo local. Apesar de ainda não ter trazido livros de nenhuma delas (a minha lista de livros em espera no Kindle é gigantesca neste momento), já andei a bisbilhotar e a qualidade da oferta é bastante interessante. Penso que este modelo de proximidade é também mais apelativo. Se souberem de mais locais onde isto acontece, partilhem por favor.