Feira do Livro

Feira do Livro 2016

Faltam exactamente duas semanas para abrir a Feira do Livro de Lisboa. Quando era miúda era um dos momentos altos do ano, equiparado ao Natal, pois os meus pais levavam-me lá no dia da criança e eu vinha sempre com sacos repletos de livros e brincadeiras.

Mais tarde, em jovem adulta, continuei a fazer a minha peregrinação anual religiosamente, e vinha mais uma vez com sacos carregados de livros, deslumbradas com descontos, oportunidades, novos lançamentos, mundos novos.

Hoje em dia a Feira está diferente. As editoras agruparam-se em gigantes monopólios, aqueles livros escondidos de fundo de catálogo que faziam as minhas delícias são cada vez mais inexistentes, os títulos à venda são sempre os mesmos, os autores são sempre os mesmos, a diversidade é cada vez menor. Nos últimos anos saí de lá apenas com alguma BD e livros de alfarrabista.

Apesar disso, continuo a ir todos os anos passear à Feira, até porque gosto do ambiente e de andar a pé por lá. E parecendo que não é um pulinho do meu trabalho, o Parque Eduardo VII é um sítio muito bonito com uma belissima vista, e há algo de reconfortante em hordas de pessoas reunidas em torno de livros.

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Livraria Preferida

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Apel está mais uma vez a promover a votação de qual é a nossa livraria preferida. O inquérito pode ser feito aqui até 15 de Maio e pelo menos para Lisboa, que foi o distrito que eu vi com mais atenção, a selecção é bastante completa.

Apesar da maioria dos livros que leio hoje em dia serem em Kindle gosto muito de passear por livrarias a ver as novidades mais recentes, a admirar as capas, a matar saudades de páginas em papel. Muitas vezes é lá que arranjo inspiração para o próximo livro para ler, ou pelo contrário decido aqueles nos quais nunca vou pegar (raros esses).

Gosto particularmente daquelas onde dá para beber um cafezinho enquanto se lê calmamente um livro ou uma revista. Eu já votei na minha favorita, mas não digo qual é.