Acabei de Ler – The Yellow Walpapper

Yellow Walpapper

Keep scrolling if you prefer to read in English. 

Esta é uma história diferente, escrita por uma mulher feminista em 1890 e que é vagamente baseada na sua história pessoal. É um livro com poucas páginas, mas com uma história forte e impressionante. Aqui temos o diário duma mulher, casada com um jovem médico. Vão passar 3 meses a uma casa no campo para ajudar a melhorar a sua disposição. Ela foi mãe há pouco tempo, mas têm uma rapariga para tomar conta do bebé. Também vai a irmã do jovem médico para tratar dos afazeres domésticos e deixar a nossa protagonista sem mais nada para fazer a não ser focar-se na sua saúde e melhorar. 

O ideal é mesmo que ela não faça nada. Certamente não escrever no diário, coisa que ela faz às escondidas. Talvez dar uns passeios suaves pela propriedade, sempre sem se cansar muito. Certamente não preocupar-se com nada do dia a a dia, e ir visitar amigos está fora de questão, porque ela é muito nervosa. 

O quarto que o casal ocupa tem um papel de parede amarelo com um padrão intrincado, e a nossa protagonista não o suporta. O que vamos vendo ao longo do livro é uma lenta degradação da sua saúde mental, em que o papel amarelo vai tomando um papel cada vez mais central. 

Este livro levanta muitas questões sobre como as mulheres eram infantilizadas e consideradas naquela altura, o tipo de cuidados de saúde que eram prestados, a falta de poder de escolha. É um retrato duma época, mas se pensarmos bem ainda hoje muitas doenças ficam escondidas por baixo da capa de “ela é nervosa”, principalmente doenças mentais. É um livro por vezes duro de ler, e muito impactante, e recomendo a todos os que gostam de pensar e reflectir sobre a vida. 

Pode ser lido gratuitamente no Project Gutenberg, se estiverem interessados, aqui.

Boas Leituras!

Goodreads Review

This story was written in 1860 by a feminist woman and is loosely based on her own life experience. It is a small book, but very impactful and with a strong story. It is a youg woman’s journal. She has recently been a mom, is married to a doctor and is struggling with her mental health. Now we can imagine she is suffering from postpartum depression, but at the time this was written she was just nervous, or weak, in need of rest and fresh air. So she goes with her family to a house in the country to recover. They ocupy a bedroom in the top floor with a hideous walpapper, that starts by making her anxious, but evolves to a full character as the book progresses.

She is meant to rest, go for walks and not much more. The baby is being taken care of by a nanny, the household chores and under control of her sister in law, and there’s nothing for her to do unless thinking. Even writting her journal is something she needs to hide to be able to do. Visiting friends is out of the question, as she is in a very excitable state. 

The relationship with the yello walpapper simbolises her slow descent into madness, and is incredibly written. The whole book is a testimonial to the way women were treated like children, infantilized, and the way their mental health was always dismissed as being nervous, excitable or childish in general. As if with willpower they could cure themselves. It raises a lot of questions, and it makes us think on how much things have really changed. Because they have changed a lot, but in some core issues, they have remained very similar. 

Recommend it to everyone who likes to think about life, health, women’s place in society and what still needs to be changed. You can read it for free on Project Gutenberg, here

Happy Reading!

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