Poirot – O Mistério do Comboio Azul

Poirot

O Peixinho que é só ligeiramente obsessivo compulsivo, começou há algum tempo a ler/reler os livros do Poirot por ordem de publicação. Li bastantes na minha adolescência, da colecção dos Livros do Brasil, mas agora estou a fazê-lo por ordem e na língua original.

No entanto o quinto volume foi tão fraquinho que me levou a fazer uma pausa de quase um ano até ter coragem de retomar. Mas ainda bem que o fiz porque este The Mistery of The Blue Train foi uma revelação.

Tal como o anterior foi escrito num estilo diferente ao que estamos habituados, dá a sensação que a autora andava em fase de experimentação, mas aqui resultou bastante bem. Temos uma longa descrição de vários personagens, cenários e situações e já o livro vai bem adiantado quando Poirot aparece pela primeira vez. Na realidade ele parece um personagem secundário, pouco importante na história, apenas bem visível para nós que o conhecemos tão bem, e isso empresta mais colorido à narrativa.

Seguimos as personagens e as suas motivações em primeira mão, ao invés de acompanharmos a investigação pelos olhos do detective e isso torna mais difícil fazer o que eu sempre faço que é mandar palpites sobre quem é o assassino. Na realidade mandei na mesma, porque isso faz parte do prazer de ler estes livros, mas desta vez estava sempre a mudar de ideias e foi mais difícil prever o raciocínio da Agatha Christie, que ao fim de alguns livros percebe-se que segue sempre mais ou menos o mesmo arco.

No entanto neste caso fomos sempre sendo surpreendidos e quase mesmo até ao final eu ainda não fazia ideia de quem era o assassino ou de como a história iria encontrar o seu desfecho.

Recomendo para fãs do género e pessoas que gostem duma história bem contada. E agora rumo ao próximo volume.

Goodreads Review

Boas leituras!

Trains are relentless things, aren’t they, Monsieur Poirot? People are murdered and die, but they go on just the same. I am talking nonsense, but you know what I mean.”
“Yes, yes, I know. Life is like a train, Mademoiselle. It goes on. And it is a good thing that that is so.”
“Why?”
“Because the train gets to its journey’s end at last, and there is a proverb about that in your language, Mademoiselle.”
“‘Journey’s end in lovers meeting.'” Lenox laughed. “That is not going to be true for me.”
“Yes–yes, it is true. You are young, younger than you yourself know. Trust the train, Mademoiselle, for it is le bon Dieu who drives it.”
The whistle of the engine came again.
“Trust the train, Mademoiselle,” murmured Poirot again. “And trust Hercule Poirot. He knows.

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