You know nothing, Jon Snow!

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Se desconfiam que o Peixinho tem andando desaparecido porque tem andado numa maratona infinita de Game of Thrones, como anunciado há uns posts atrás, desconfiam bem. Tal como eu suspeitava, a minha box com quase 10 anos não teve espaço para gravar todas as temporadas (nem uma inteira, na realidade), por isso desde dia 11 que temos andado num contra-relógio cá em casa para despachar o máximo de episódios possíveis antes que desapareçam das gravações automáticas.

Esta semana quase recusámos um convite para jantar só para não perdermos mais uma maratona de episódios, porque mesmo assim só vamos a meio da terceira temporada, mas o bom senso permaneceu e conseguimos privilegiar o contacto humano , e passar um serão com amigos a discutir a série. Entretanto os episódios já desapareceram da box, e só conseguimos despachar as três primeiras temporadas, teremos de encontrar formas alternativas de ver as 3 que faltam.

Claro que tudo já foi debatido até à exaustão mas mesmo assim o Peixinho quer tecer algumas considerações:

  • A série está bem adaptada. Na generalidade dos casos não ando pelos cantos amuada porque assassinaram o carácter das minhas personagens favoritas, ou porque as situações são irreconheciveis. As concessões que se fizeram são perceptiveis e bem justificadas. Há várias dezenas de personagens no livro, que seria impossível de reproduzir na série, por isso os cortes feitos fazem sentido. As personagens que eu mais gostava nos livros (Tyrion, Arya, Lady Olena) continuam a ser as favoritas no pequeno ecrã.
  • Visualmente a série está muito bem conseguida. Não só os cenários, mas também os actores parecem ter sido escolhidos a dedo para encarnar cada papel. Foi como se a minha imaginação tivesse saltado cá para fora. Sinto falta dos direwolfs (tinham um papel mais activo nos livros), mas CGI é caroe o Hodor é talvez o mais diferente do que eu tinha imaginado.
  • Ajuda muito ter lido os livros em 2012, porque assim muitos pormenores estão difusos mas a linha principal da história continua viva, o que me leva de novo ao primeiro ponto, não ando para aí a refilar das coisas que foram omitidas ou alteradas e consigo ver os episódios mais descontraídamente.
  • Como nota final, queria falar da tradução. Eu li os originais em inglês, e sei que ser tradutor não é tarefa fácil, no entanto há coisas que temos de ter em atenção. Os nomes foram todos traduzidos para português, e percebe-se já que os nomes dos locais eram de algum modo descritivos. No entanto há uma dignidade em Highgarden que não existe em Jardins de Cima. O mesmo para Eastwatch/Atalaiaeste, e como estes poderia citar inúmeros exemplos que me fazem encolher de cada vez que aparecem no ecrã. Culminou com a filha do Craster, Gilly, que se traduziu por… Goiva… Goiva nem sequer é um nome que exista, e mesmo que pretendam que seja uma flor (que era o que pretendiam), quem raio sabe o que é uma goiva? Por curiosidade pesquisei goiva no google e deixo-vos com a imagem abaixo.

goiva profissional com 10

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