Trainspotting 2

trainspotting

Depois de uma semana cinzenta em muitos, muitos aspectos, nada como ir passear num Sábado de sol para recuperar energias e bom humor. Como falei no último post, está a decorrer a Restaurant Week e resolvemos mais uma vez aproveitar. Desta vez fomos até ao último piso do Hotel Altis Avenida, desfrutar não só da vista como duma magnífica refeição e dum excelente serviço. Aconselho vivamente, vale a pena.

farofias
A sobremesa, bonita e leve. 

Depois passear a pé, subir o elevador do Chão do Loureiro e tomar um café com vista (mais uma vez). O nosso segredo já não é segredo, que era a esplanada da Pollux, e encontra-se neste momento fechada pra obras de remodelação. Depois de aparecerem na Timeout as coisas estragam-se, é uma realidade a que já nos habituámos.

O plano do dia seguia com cinema. Já não íamos há algum tempo, mas o Trainspotting 2 era um filme que era impossível perder. Em 1996, tinha eu 21 anos, e o Trainspotting foi um filme absolutamente marcante. Ainda me lembro da vertigem das primeiras imagens e daquele discurso quase demasiado rápido para o conseguir absorver, enquanto Renton nos dizia a todos quais as razões pelas quais (não) devíamos escolher a vida. Ou pelo menos aquela vida.

E agora, exactamente 21 anos depois, o que nos diz de novo Mark Renton? Sinceramente ainda não sei. Estou a tentar perceber se gostei ou não do filme. Enquanto Renton, Spud e Sick Boy (agora Simon) reflectem sobre a sua juventude perdida, vivem das memórias do que podia ter sido, é inevitável deixarmo-nos inundar pela nossa própria nostalgia e pensarmos no nosso “Choose Life“. Para onde foram os sonhos que tínhamos quando estávamos sentados na sala de cinema há 21 anos atrás? Onde estão os amigos com quem vimos o filme em 1996? Ainda me lembro sequer de quem eram? Que foi feito de nós?”

Se não tiver mais nenhum mérito, este filme põe pelo menos uma geração a perguntar-se qual foi o seu percurso nos últimos 21 anos.

De resto, ainda estou a absorver. A banda sonora, embora não tão inovadora como a do primeiro filme, continua a ser irrepreensível e cumpre perfeitamente o seu objectivo. Vale com certeza a pena ir ver, e o tempo que se passa na sala do cinema.

Podem ver aqui uma crítica mais séria do The Guardian.

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