A morte não é mais do que uma predisposição para a horizontalidade!

Comecei esta semana a ler um livro que andou todo o 2016 no meu Kindle à espera de vez. Hyperion, de Dan Simmons, uma coisa de ficção cientifica hardcore. Eu leio (quase) todos os géneros literários, mas scy-fi é aquele que mais custa a entrar. Como leio essencialmente em inglês e estes livros estão recheados de palavras que não existem em língua nenhuma, torna-se bastante desafiante conseguir entrar no mundo específico de cada obra, que regra geral é densa e palavrosa.

Mas desta vez achei que era hora, até porque as críticas no Goodreads são bastante boas, e já há muito tempo que me está a apetecer qualquer coisa de fora deste mundo, neste caso literalmente.

Só que eu leio essencialmente nos transportes públicos, e para me conseguir abstrair das conversas alheias costumo ouvir música ao mesmo tempo. Normalmente cada tipo de livro adequa-se a determinado tipo de música, ou em tão continuo a ouvir em repeat a mania que me acompanhar na altura.

Ora, esta semana por motivos vários que nem eu saberei explicar, mas que se prendem muito com esta música que só agora descobri, estou a ouvir o álbum de Mão Morta Pesadelo em Peluche. E descobri que é praticamente incompatível ouvir música com boas letras e ler ao mesmo tempo. O título deste post é só um dos exemplos das coisas que me fazem começar o dia com um sorriso nos lábios (ou um esgar de surpresa com alguma expressão mais crua).

Diz a Wikipédia que este álbum, conceptual como muitos os da banda, se baseia numa obra de J. G. Ballard, autor famoso pela sua visão da relação entre o homem e a máquina, como os nossos desejos e pulsões se relacionam com a tecnologia e o desenvolvimento. Li deste autor o livro Crash, que deu também origem ao filme de 1996 de Cronenberg, e que é bastante hipnótico e perturbador. Uma visão forte da sociedade actual, e que me foi difícil de digerir.

Conclusão, tem sido complicado progredir com o livro, principalmente porque não consigo deixar de ouvir a música. Deixo-vos aqui as letras, para verem do que estou a falar. Mas, na realidade, e como diz o outro, isto anda tudo ligado.

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