Dia 9 – Adeus a Phuket

O nono dia de viagem foi o dia de dizer adeus, com alguns sentimentos contraditórios. Por um lado sentimos que ficou tanto por ver num país tão maior e mais diverso que o nosso, por outro estávamos sinceramente cansados e a precisar de recuperar, principalmente a boa forma.

Mas ainda tínhamos o dia todo pela frente e tencionávamos aproveitar cada minuto. Claro que de boas intenções está o inferno cheio, e uma tremenda chuvada logo pela manhã fez-nos reféns do hotel e já era quase hora de almoço quando finalmente conseguimos sair.

Tínhamos um destino muito preciso em mente. Uma coisa muito especial que ainda não tínhamos conseguido experimentar por termos estado doentes, e que não iríamos sair da Tailândia sem passar por isso. Uma massagem tailandesa. A alergia do peixinho vermelho desaconselhava uma massagem mais tradicional, por isso optámos por uma hora de reflexologia, que é como quem diz pézinhos. Eu já esperava que a massagem tailandesa fosse boa, não esperava que fosse tão boa. Eu que demorei muitos anos a apreciar as maravilhas das massagens (quando era mais nova fazia-me impressão e enervava-me mais do que me relaxava), fiquei genuinamente impressionada com a destreza e capacidade das senhoras. Claro que rirem-se do tamanho dos meus dedinhos antes de começarem a massagem não teve graça, mas faz parte. Agora eu sou uma pessoa que sofre IMENSO de cócegas, o que levou a minha massagista a passar o tempo a mandar-me relaxar os pés até eu finalmente rebentar num ataque de riso enquanto fugia pela poltrona reclinável acima. A palavra que mais ouvi foi “Relax!” ou a sua variante “Relax! No relax, no good!”, enquanto me dava pancadinhas nos tornozelos. Aconselho vivamente a qualquer pessoa que viaje para a Tailândia a não sair de lá sem passar pela experiência de se deixar massajar. É uma porta para um novo mundo. Mesmo quando parece que nos vão partir o pescoço, é sempre em bom.

Pézinhos de novo no chão, estávamos no pico do calor e fomos fazer um almoço leve num sítio com ar condicionado. Já não conseguíamos apanhar mais sol, e com a perspectiva de 18h de vôo à nossa frente também não estávamos para grandes aventuras exploratórias. Quando nos sentimos suficientemente frescos, rumámos à praia para aproveitar o último fim de dia e a brisa que vem do mar. O nosso verão estava mesmo a chegar ao fim e mesmo assim tínhamos conseguido que durasse até final de Outubro. Ainda demos um salto à rua principal para ir buscar jantar, que foi unicamente um gelado de fruta, feito na altura. O meu banana, o dele maracujá e íamos alternando entre o doce e o ácido de um e outro enquanto passeávamos à beira mar.

A contemplar o último pôr-do-sol ainda tivemos tempo de regatear uns magníficos óculos escuros, que nem queríamos comprar mas que a simpatia do vendedor acabou por nos conquistar. E pela primeira vez nas férias todas, o transporte que nos iria levar ao aeroporto atrasou-se. Até então a pontualidade tinha sido sempre absolutamente exemplar. Mas isso foi apenas mais uma oportunidade para o staff do hotel demonstrar a sua imensa simpatia e disponibilidade em resolver o assunto. 1 minuto depois da hora marcada para o transfer (e não estou a usar um exagero literário, foi exactamente às 20:01) já estavam a ligar para a moça que nos tinha organizado o transporte e a coordenar tudo para saberem o que se passava, e não nos deixaram até o motorista (que tinha ido para outro Chanalai resort) chegar e nos levar até ao aeroporto a uma velocidade supersónica.

Regresso a casa foi oportunidade de ver os episódios que me faltavam da Teoria do Big Bang, mais o Finding Dory, Where to Invade Next, do Michael Moore e alguns episódios do Family Guy. Volto a referir, passe a publicidade, que a Emirates impressiona. Como a nossa escala era de 4 horas no Dubai, tivemos direito a um voucher para uma refeição num dos muitos restaurantes do aeroporto. O menu era restrito, mas era uma refeição completa. Um luxo.

Na altura cheguei cansada, ainda com algumas mazelas, e este foi um ano com duas viagens grandes que, como dizia a minha mãe, nos sairam do corpinho. Dissemos um para o outro que tão cedo não voltávamos a viajar. A realidade é que ainda não parámos de ver outros destinos, sonhar com novas paragens e investigar o que nos falta ver no Sudeste Asiático. Eu quero muito voltar lá e a São Tomé também. Não será já para o ano, mas certamente será mais cedo do que antecipámos. O mundo é uma caixa de surpresas!

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A ver a chuva cair
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Pézinhos massajados, prontos para o regresso.
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Isto é que são tuc-tuc modernos e confortáveis.
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A nossa praia (Kata Beach) vai deixar saudades.
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Pézinhos massajados na areia
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Gelados de fruta e leite de coco feitos na hora… nham nham.
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WC do aeroporto… é que continuo sem perceber.
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Não há livraria que me escape.
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Uma recordação de paz, o Buda Dourado. Até breve!

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