Dia 8 – O dia espiritual

Este foi mais um dia de passeio, mas virado para a reflexão espiritual. No entanto começou um bocado atribulado. Logo de manhã o peixinho vermelho queixou-se que estava com olheiras, mas tinha na realidade uma brutal reacção alérgica que lhe tinha feito inchar a cara toda ao ponto de quase não se verem os olhos. Resolvi não entrar em pânico, dar-lhe um anti-histaminico, e seguimos para o passeio como combinado, que estaria terminado à hora de almoço. Se até lá ele não melhorasse, seguiríamos para um médico. Claro que ele teve de tomar o pequeno-almoço de óculos escuros para não assustar os outros hóspedes do nosso hotel, mas ao longo da manhã a cara foi ficando (quase) do tamanho normal. O tronco é que continuava com uma urticária que teimava em não passar.

Adiante, como dizia a minha mãe. Lá entrámos nas nossas muito conhecidas carrinhas com ar condicionado e ficámos contentes por ver que teríamos uma guia, simpática como era apanágio do local. Nok, era o seu nome, e, como suspeitávamos, isso era apenas uma abreviação do seu longo e inpronunciável nome para nosso beneficio.

A primeira paragem foi bem perto, num miradouro chamado Karon View Point de onde se consegue ter uma bela vista para as 3 baías da zona: Karon Beach, Kata Beach and Kata Noi Beach (Noi significa pequena, por isso é a praia pequena de Kata). Muita gente, mas nada que nos impedisse de desfrutar da vista e deu para tirar fotos a um casal americano em troca deles nos tirarem fotos a nós, o que foi bom porque é raro termos fotos nossas decentes nas viagens.

Paragem seguinte, o Big Buddha. Esta estátua de 45m foi construída essencialmente com base em doações, no cimo duma colina com uma vista fantástica, e com pequenos azulejos de mármore branco da Birmânia que brilham em dias de céu azul. Felizmente o diz estava com bom tempo, e pudémos desfrutar da beleza em todo o seu esplendor. É um sítio mágico, que emana muita calma e paz.

Paragem seguinte o maior templo budista de Phuket, Wat Chalong. A nossa guia foi todo o caminho a dar-nos algum contexto histórico, religioso e isso só enriqueceu a experiência. As pessoas eram mais uma vez uma simpatia, e iam-nos guiando nos passos que era suposto fazermos. Onde acender a vela, onde deixar a flor, etc etc. O templo é muito bonito e apesar de ter imensa gente não deixa de ser um sitio que emana paz. Na realidade, as únicas pessoas que ouvimos a falar altíssimo foram uns portugueses. Nada que nos surpreendesse, infelizmente. Mas fizemos a nossa oferta, e colocámos uma vela, uma flor e uma folha de ouro nos locais certos, fizemos um bocadinho de meditação interior e desfrutámos do local e da paz que oferecia.

Na tradição tailandesa as estátuas de Buda aparecem sempre em posições muito diferentes. Isto deve-se essencialmente ao facto dos tailandeses acreditarem que consoante o dia da semana em que nascemos, assim temos uma posição de Buda associada, que corresponde a uma determinada personalidade. Podem ver aqui ou aqui. Quarta feira, o meu dia de nascimento, é o único que tem duas posições associadas, consoante tenhamos nascido antes ou depois do meio dia.

A paragem seguinte foi sem grande história, um enorme show room de jóias e souvenirs para aliciar turistas. Nada que não estivéssemos à espera, teve a vantagem de nos mostrar o interior da fábrica de joias, e depois disso não nos demorámos por lá e fomos em direcção a casa. Ainda pensámos rumar a outras paragens da ilha, mas estava imenso sol e a pele do outro peixinho não aguentaria mais calor.

Mas ainda acabámos o dia a passear pelas ruas de Kata, a comer um gelado feito à nossa frente de fruta e leite de coco (que na realidade foi o nosso jantar), e a comprar bananas e mangas para trazer para Lisboa connosco. A fruta, à semelhança do que experienciámos em São Tomé, tem um sabor muito especial e diferente do que encontramos por aqui.

Estava a aproximar-se o último dia em Phuket, e o final da aventura.

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Karon View Point, se eu fosse mais alta viam-se as 3 praias.
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Uma das divindades que ladeava o Big Buddha. Alvíssaras a quem souber quem é.
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Diz-me o Google que este é Durga, que significa O Invencível.
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A vista para o mar de Andaman
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Ainda a vista do Big Buddha
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O Big Buddha num dia de sol. 
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A vista para o interior.
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Alguns ensinamentos budistas que se encontram no interior da estátua. 
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À saída do Big Buddha, o único elefante que veríamos em toda a viagem. 
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Dentro de um dos templos de Wat Chalong
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Um dos edifícios que não era visitável, era só acessível aos monges.
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Pertinho do céu.
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Toda a decoração era lindíssima.
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A sala dos Budas, nas duas diversas posições. 
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“O” Buda. 
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O Buda de quarta feira à tarde. História aqui
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Final do dia, pôr do sol em Kata Beach
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A banca onde comprámos um cacho de bananas, como os que estão pendurados, e mangas, como aquelas amarelinhas. 
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