3º Dia – Chuva é a palavra do dia!

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A vista do nosso quarto

O terceiro dia de viagem era na realidade o primeiro dia em Phuket. Acordámos depois duma noite bem dormida cheios de vontade de explorar o que nos rodeava e fomos recebidos por chuva. Ora, uma chuvinha não é coisa que nos iniba de dar uma passeata, mas temos por hábito em sítio estranho de seguir as indicações dos habitantes locais. E quando olhamos em volta e reparamos que não se vê um tailandês na rua, que se encontram todos debaixo de telha pacientemente à espera que o dilúvio acalme, achamos prudente fazer o mesmo.

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A Ásia é o paraíso da cablagem. Estão por todo o lado, em cima das nossas cabeças, à frente de todos os edifícios. Onde raio escondemos os cabos aqui na Europa?
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Isto há-de ser das profissões de maior risco, mais meticulosas que se podem ter. A probabilidade de desligar a televisão do vizinho é elevadíssima. Aqui não se ouviram reclamações, imagino que o problema tenha sido resolvido.

Estávamos hospedados no Chanalai Garden Resort, nome que se revelou estranhamente desafiante de dizer ao longo de toda a estadia. Por algum motivo insistia em chamá-lo Chalanai. Mas enfim, tudo se ultrapassa. Sem ser espectacular, cumpria os requisitos, e mais uma vez a simpatia de todos com que nos cruzávamos era inexcedível. Os sorrisos são contagiantes, e a cada passo que damos alguém nos diz Sawadee ka (que quer simplesmente dizer olá e aplica-se a qualquer hora do dia). É difícil nós próprios não andarmos com um sorriso estampado no rosto.

Tal como em São Tomé, também aqui o restaurante dos pequenos almoços é completamente aberto. A maravilha dos climas tropicais é que mesmo que chova nunca está frio suficiente que justifique comermos fechados entre quatro paredes. Adoro essa sensação de estar sempre na rua. O pequeno-almoço tinha muita fruta tropical, óptima para o calor, e imensas comidas pesadas e picantes que nós optámos por passar sempre. Modas asiáticas.

Algures a meio da manhã a chuva parou o suficiente para irmos explorar o que nos rodeava. Nós não estávamos na zona mais agitada da ilha, Patong, e ainda bem. Os meus dias de noites loucas foram muitos e bons, mas já lá vão, e agora sou mais de acordar muito cedo, aproveitar toda a exposição solar e cair cedinho na cama. E por isso a zona onde estávamos, Kata Beach, era bem melhor. Sossegada mas não demasiado, e perto duma prainha mais pequena e natural, que tencionávamos explorar mais tarde, Kata Noi (noi quer dizer pequena), coisa que infelizmente não veio a acontecer.

Nessa primeira manhã fomos passear pelas redondezas e percebemos que porta sim porta não é um 7/11. Na porta não é uma casa de massagens. Pelo meio ainda temos muitos restaurantes e casas a vender bric-a-bracs variados. Eu levava na ideia fazer uma daquelas “massagens” em que pomos os pés num tanque com peixes, mas depois de ter visto o tamanho dos “carapaus” no primeiro tanque porque passei, rapidamente tirei isso da ideia. Era coisa para me comer um dedito do pé.

Fomos em direção à pequena praia de Kata Noi onde sabíamos que havia um restaurante caro, mas bem recomendado pelo TripAdvisor o Mom Tri Kitchen. Queríamos almoçar com vista para o mar, a aproveitar o ambiente. Comi um Pad Thai divino, na realidade o melhor de toda a estadia, apesar de realmente ter sido bastante mais do que pensávamos gastar. Mas valeu a pena, principalmente pensando agora em retrospectiva.

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Vista do restaurante
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Pad Thai e Salmão com salada de papaia verde. A salada era picante de ir às lágrimas.
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Foi uma viagem de aprendizagens, e finalmente dominei a arte de comer com pauzinhos. Sinto-me orgulhosa.
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A vista, mais uma vez.

Voltámos para o hotel para aproveitar as últimas horas de luz na piscina. Ainda eram uns 800m de caminhada, que com aquele calor intenso e húmido mais parecia uma imensa maratona. Caminhar é tarefa difícil quando o ar quente nos pesa em cima.

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A piscina, que não precisa de mais descrições. 🙂
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Ali escondido, o Big Buddha, que era sempre visível naquela zona de Phuket e nos acompanhava sempre.

Ainda estávamos a recuperar da viagem, e resolvemos passar o resto da noite pelo quarto a desfrutar do ar condicionado e da cerveja nacional, que é levezinha e recomendo. No dia seguinte seria altura de explorar a Phuket Old Town.

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Já é tradição píscivora beber uma cerveja local onde quer que vamos.
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