Kindle ou não Kindle, eis a questão!

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Desde que aprendi a ler que devorava tudo o que me aparecia à frente. Uma grande percentagem do  primeiro dinheiro que ganhei a dar explicações desde os 16 anos foi gasto em Feiras do Livro. E ao longo dos anos isto não parou.

Quando saí de casa dos meus pais tinha já uma colecção jeitosa de livros. E continuei a comprar. O problema foi que me mudei para um pequenino T1, partilhado com livros do Peixinho Vermelho e, apesar de todas as teorias da relatividade, o espaço não expande.

E então em 2012 ele ofereceu-me o Kindle. Eu percebo todos os argumentos de quem diz que adora a sensação do papel, o passar as páginas, o cheiro dos livros. Eu própria senti isso mas a realidade é que passou em menos de nada. No meu caso a possibilidade de ter naquele pequenino aparelho mais livros do que tenho em casa, conquistou-me imediatamente.

Naquele momento foi como se o mundo se abrisse para mim. À distância de um clique (ou vários) estavam autores novos, mundos novos, coisas que as nossas pequeninas editoras não mostravam. Claro que se lê essencialmente em inglês. Os livros em português são poucos ainda, e confesso que a única vez que comprei (sem ser descarregar no Project Gutenberg ou Projecto Adamastor) arrependi-me porque não acabou por ser incompatível com o dispositivo. Mas nestas duas plataformas já tenho com que me entreter e eu dei-me permissão para complementar isso com livros físicos comprados em alfarrabistas.

Mas para quem como eu lê essencialmente no autocarro, poder viajar com todos os volumes do Game of Thrones e não lhes sentir o peso, acabar um na viagem de ida e poder começar imediatamente o volume seguinte na viagem de regresso, o poder levar livros intermináveis para férias e nunca me faltar a leitura, tudo isso são vantagens que superam largamente qualquer desvantagem.

Para quem gosta de sublinhar os livros, isso continua a ser possível, e é fácil de consultar. Para quem era mais cuidadoso (como eu), agora pode sublinhar-se à vontade que não se estraga o livro, e para copiar as citações é um simples copy/paste.

Quando se quer matar saudades do papel sobra a BD, ou os livros portugueses em segunda mão. Só nesses tenho ainda um longo mundo para descobrir.

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3 thoughts on “Kindle ou não Kindle, eis a questão!

  1. Continuo a preferir sentir o perfume do papel… seja ele novo, ou com aroma extra dado pelo tempo. Mas sem dúvida que a tecnologia ajuda… pelo menos, são mesnos uns quilos na mala de férias!

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    • O papel terá sempre a sua mística própria e um lugar especial no coração de todos os leitores. Mas chega a um ponto em que a ecologia e a gestão de espaço falaram mais alto no meu caso. 🙂
      Os livros continuam também a ser mais fáceis de emprestar, e isso é uma vertente que não pode ser esquecida. Por isso acredito que nunca desaparecerão (felizmente!).

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