Dia 10 – Voltar para casa e as 7 razões pelas quais havemos de regressar a São Tomé

E finalmente chegou o último dia. Já não temos nada planeado a não ser uma vontade inabalável de visitar o mercado e levar coisas boas. Partimos nessa direcção de manhã muito cedo decididos a aproveitar o dia ao máximo.

O mercado é tudo o que esperávamos de caos e alegria. Toda a gente nos incentiva a comprar, por vezes de modo fisico. Já íamos avisados que os vendedores não gostam de ser fotografados, por isso nem tentámos, limitámo-nos a absorver a experiência e a fazer as compras que tínhamos planeado. Conseguimos trazer banana pão e uns limões que se parecem com limas e sabem a qualquer coisa intermédia. Óptimos. Compras feitas resolvemos começar o passeio pelas ruas da capital.

Sendo domingo de manhã as ruas estavam quase desertas porque as pessoas estavam numa das muitas igrejas que enchem a ilha. Foi um passeio tranquilo, mas muito dificil, porque estava um calor sufocante que nos fazia ficar cansados a cada 10 passos. Exaustos e imundos, resolvemos voltar para a Guest House com almoço, e passar o resto da tarde em leve-leve.

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A vista da baía. 

Como já disse inúmeras vezes o melhor desta experiência foi as pessoas que conhecemos. E assim passámos o resto do dia, na conversa com o Edner, dono da Guest House e, surpreendentemente, antigo colega de Geologia. Com o Wagner, alemão que tem como missão ir a todas as capitais do mundo antes dos 50, e com quem trocámos muitas ideias de percursos e passeios. A ele se deve o facto de agora considerarmos Cabo Verde como um destino a conhecer no futuro. A Isabel e a Rosário também se juntaram a nós para contar aventuras desse dia e das experiências anteriores em São Tomé e no mundo. Definitivamente saímos mais ricos desta experiência.

E, para culminar em beleza, o Domingos apareceu por lá com uns mimos da terra para trazermos connosco. Banana-maçã, docinhos, banana-pão e fruta-pão fritas, coisas deliciosas e um lindo ramo de rosas de porcelana que me acompanhou por muitos dias. Memórias que vão ficar.

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O terraço da Sweet Guest House, lugar de descanso e confraternização. Já tenho saudades.
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Um disputado jogo de bola domingueiro. Por cada 3 passes, 2 minutos de discussão sobre a validade do lance. Igual em todo o lado! 
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Os miminhos que trouxemos de São Tomé. Uns comprados, outros oferecidos, todos deliciosos!

É um sítio onde quero muito voltar, por muitas razões, muitas delas dadas pelo Edner ou pelos outros viajantes com quem trocámos impressões. Porque é que queremos voltar a São Tomé?

  1. Visitar a ilha do Príncipe. Todos os que a visitam dizem que a sua beleza é ainda mais deslumbrante que a de São Tomé, e só questões de orçamento (ou falta dele) nos impediram de ir até lá desta vez. Mas falámos com um casal que tinha lá estado numa pensão na capital (evitando o unico e caro resort da ilha) e que recorriam a um motorista para se deslocarem e dizem que assim ficou muito mais em conta. A considerar na próxima viagem.
  2. Ver baleias e tartarugas: desta vez fomos na época da gravana para evitar o calor extremo mas isso impediu-nos de ver este lindissimos animais. Mesmo as tours de barco eram mais escassas porque se acredita que há menos para ver. Peixinho que se preze adora andar de barco e eu não sou excepção, por isso terei de colmatar essa falha.
  3. Visitar o Ilhéu das Rolas: porque é um marco importante. Aparentemente o Equador cruza-se com o meridiano de Greenwich na ilha e isso é um marco a não perder.
  4. Fazer snorkelling junto ao Ilhéu das Cabras: mais uma dica que nos deram, dizem que é fácil de arranjar alguém que nos leve lá, e que é como nadar dentro dum aquário.
  5. Ver os mangais no rio Iô Grande: mais um passeio de barco, pois claro. Mas este para entrar dentro do parque natural do Obô via rio e observar a avifauna, as árvores, todas as maravilhas do interior selvagem da ilha.
  6. Voltar onde fomos felizes: e isso claro significa os sítios onde nos sentimos bem, acolhidos e que nos deslumbraram. Portanto regressar a São Tomé significa obrigatoriamente passar pelo Mucumbli e pela Sweet Guest House e desfrutar de tudo o que têm para oferecer.
  7. Ultimo e mais importante: Viver a vida em leve-leve. Este é o ensinamento que levo daqui que espero aplicar na correria diária de Lisboa.

Até breve São Tomé!

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Viver a vida leve-leve.

 

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3 thoughts on “Dia 10 – Voltar para casa e as 7 razões pelas quais havemos de regressar a São Tomé

  1. Ando há um tempo a ler e a ver São Tomé. A ler através dos registos do Peixinho de Prata (este blog) e a ver através das fotos do blog Maryphotings.wordpress.com . Cruzei-me com este blog por acaso, com o maryphotings já não foi por acaso visto conhecer pessoalmente a autora. A verdade é que São Tomé tem vindo ter comigo nestas duas últimas semanas. E que bela surpresa!
    Amante de viagens, embora muitas menos do que gostaria, São Tomé está definitivamente na lista. Que bom que partilhou, Peixinho de Prata!

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  2. Ando há um tempo a ler e a ver São Tomé. A ler através dos registos do Peixinho de Prata (este blog) e a ver através das fotos do blog Maryphotings.wordpress.com . São Tomé tem vindo ter comigo nestas duas últimas semanas.
    Amante de viagens, embora muitas menos do que gostaria, São Tomé está definitivamente na lista. Que bom que partilhou, Peixinho de Prata!

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