Mário de Sá-Carneiro

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Faz hoje 100 anos que Mário de Sá-Carneiro se suicidou num quarto de hotel em Paris, aos 25 anos de idade. Em tão pouco tempo conseguiu deixar uma marca fortíssima na cultura nacional e, juntamente com o seu grande amigo Fernando Pessoa, lançar Portugal no Modernismo. Coisa que, muito tipicamente no nosso burgo, só foi reconhecida depois da sua morte. O Observador fez hoje um artigo muito completo sobre o escritor, quem o quiser ler pode encontrá-lo aqui.

Li há poucos meses de seguida dois livros deste autor que se encontram disponiveis para download através do Projecto Adamastor, Loucura e A Confissão de Lúcio, e em qualquer um deles se consegue vislumbrar o toque de génio por trás de cada palavra. Deixo aqui um excerto d’A Confissão de Lúcio que achei particularmente bonito para marcar este dia.

E a minha vida, livre de estranhezas, é no entanto uma vida bizarra – mas de uma bizarria às avessas. Com efeito a sua singularidade encerra-se, não em conter elementos que se não encontram nas vidas normais – mas sim em não conter nenhum dos elementos comuns a todas as vidas. Eis pelo que nunca me sucedeu coisa alguma. Nem mesmo o que sucede a toda a gente. Compreende-me?

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